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DisciplinaDireito Penal I73.065 materiais1.206.015 seguidores
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recurso 
pelo Ministério Público com a intenção de aumentar a pena, ao 
qual é negado pro vimento, o prazo prescricional será calculado 
com base na pena em concreto. O tribunal declara extinta a 
punibilidade se o prazo tiver sido fulminado; c) havendo recurso 
de ambas as partes e improvido o apelo do MP, o tribunal deve 
aplicar a prescrição da pretensão punitiva pela pena em concreto 
e julgar prejudicado o recurso do réu; d) havendo o provimen to do 
recurso do MP, sem alteração da pena, ou, aumento-a, contudo, 
sem aumento do período prescricional, aplica-se a prescrição 
pela pena em concreto (§ 1º, art. 110, CP); e) ha vendo recurso 
somente do réu, com a redução da pena, aplica-se o disposto no 
§ 1º; f) havendo desclassificação do crime, deve ser considerada 
a nova tipificação para efeito da aplicação da PPP, de acordo com 
a pena máxima comi nada. Antes de aplicar a pena, deve o juiz 
fazer o cálculo: se estiver extinta a punibilidade, assim declarará. 
4.4. Tratan do-se de crime da competência do Júri, os prazos 
prescricio nais são: a) entre a data do fato e a do re ce bimento 
da denún cia; b) entre a data do recebimento da denúncia e a da 
pu blicação da pronúncia; c) entre a pronúncia e sua confir mação; 
d) entre a pronúncia ou sua confirmação e a sentença final; e) a 
partir da sentença condenatória.
5. Prescrição da pretensão executória (ou prescrição da pena 
propriamente dita): verifica-se: 5.1. após o trânsito em julgado da 
sentença condenatória para ambas as partes, estando regulada 
pela pena em concreto; regula-se pela pena aplicada; 5.2. os pra-
zos aumentam um terço, se o condenado é reincidente, devendo 
ser reconhecida na sentença condenatória. Esta prescrição tem 
como consequência apenas a extinção da pena, ficando incólumes 
os demais efeitos secundários dela decorrentes; 5.3. o prazo de 
contagem se inicia com o trânsito em julgado da sentença con-
denatória para a acusação, ou aquele que revogou a suspensão 
condicional da pena ou o livramento condicional, conforme artigo 
112, CP; 5.4. se a pena privativa de liberdade foi substituída 
pela restritiva de direitos, o prazo prescricional se regula pelos 
mesmos prazos previstos para as privativas de liberdade \u2013 art. 
109, parágrafo único, CP; 5.5. no caso do crime continua do, é 
necessário desintegrar a sanção decorrente do crime con tinuado 
e distribuí-la pelos delitos componentes, incidindo a prescrição 
em relação a cada crime, considerado isolada mente, sem o 
acréscimo legal, art. 119, CP.
6. Prescrição retroativa: resulta da combinação das 
disposições dos §§ 1º e 2º do art. 110 e art. 109, ambos 
do CP, e constitui forma de pretensão punitiva, possuindo 
características próprias.
Inexiste justa causa para se iniciar ou continuar a ação penal 
quando já se esgotou o lapso prescricional referente à pena 
aplicada, pois a punibilidade seria declarada extinta, logo a 
seguir, pelo reconhecimento da prescrição retroativa.
7. Contagem do prazo prescricional retroativo
7.1. com o trânsito em julgado da sentença para a acusação 
ou improvido o seu recurso, verifica-se o quantum da pena 
cominada;
7.2. adapta-se a pena aplicada a um dos casos previstos 
no artigo 109, CP;
7.3. encontrado o prazo prescricional, deve-se encaixá-lo 
entre dois pólos, conforme art. 111, CP, sendo:
a) data da consumação do crime e a do recebimento da 
denúncia ou queixa;
b) data do recebimento da denúncia ou queixa e a publicação 
da sentença condenatória;
c) se o prazo prescricional couber retroativamente dentre 
os períodos acima, caberá a extinção da punibilidade, nos 
termos do § 2º do art. 110 do CP.
O recurso interposto pelo Ministério Público visando à agra-
vação da pena impede a sua ocorrência, desde que provido; 
se improvido, entretanto, deve ser reconhecido, motivo pelo 
qual não pode ser reconhecida em primeiro grau e, caso as 
partes não recorram, deve ser provocado recurso adequado 
para invocá-la.
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Prescrição
A coleção Guia Acadêmico é o ponto de partida dos es-
tudos das disciplinas dos cursos de graduação, devendo 
ser complementada com o material disponível nos Links 
e com a leitura de livros didáticos.
Direito Penal \u2013 Parte Geral II \u2013 2ª edição - 2009
Coordenador:
Carlos Eduardo Brocanella Witter, Professor uni-
versitário e de cursos preparatórios há mais de 10 
anos, Especialista em Direito Educacional; Mestre 
em Educação e Semiótica Jurídica; Membro da 
Associação Brasileira para o Progresso da Ciência; 
Palestrante; Advogado e Autor de obras jurídicas. 
Autor:
Antônio Carlos Lorenzetti, Promotor de Justiça e 
Professor de Direito Penal.
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