Aula Nota 10-1
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Aula Nota 10-1


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por não estar Em
suas marcas se aplicam assim que começa a aula.
5. Inclua a lição de casa. A lição de casa é a coisa mais importante que os alunos
farão durante o dia todo, sem a supervisão direta do professor. Não pode ser
deixada ao acaso. Entregá-la deve ser parte da rotina seguida pelos alunos
para se prepararem para o dia. Deve ser entregue e verificada no início da
aula. Deve haver uma consequência separada para quem não fez a lição de
casa - normalmente, ir ao "clube da lição de casa", depois das aulas ou du-
rante a aula de Educação Física, para completar o trabalho que não foi feito.
écnica 3
COMUNICAÇÃO POR SINAIS ;
O banheiro é o último bastião dos infiéis. Dada a oportunidade, alguns alunos (espe-
cialmente os que menos podem se permitir esse luxo) vão encontrar meios criativos
de maximizar seu tempo lá, particularmente durante aquela hora do dia em que
eles definitivamente não podem estar afastados da sala de aula. Para outros alunos,
um longo e lento passeio até o apontador pode ser uma oportunidade para grandes
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exibições, não necessariamente destinadas a reforçar o aprendizado de seus colegas.
Muita distração pode ser criada por intrépidos alunos fora do lugar na hora errada
ou quando bem entendem.
Além disso, administrar os pedidos para ir ao banheiro ou coisa que o
valha -justificados ou não, autorizados ou não - pode ser uma distração para
o professor também; conversas sobre quem é o próximo, e quando, podem
ocupar preciosos minutos. E você chega a uma situação em que, no momento
crítico de sua aula, quando você faz uma pergunta fundamental, um aluno
balança a mão ansiosamente no ar para pedir para ir ao banheiro. Você perde
0 embalo e o fio da meada. Em suma, você não pode se dar ao luxo de não
desenvolver um conjunto de sinais para necessidades comuns, especialmente as
que requerem ou permitem aos alunos sair de suas carteiras. Você precisa de
Comunicação por sinais.
Este sistema deve obedecer aos seguintes critérios:
> Os alunos devem poder sinalizar seus pedidos sem se levantar.
1 Os alunos devem poder sinalizar seus pedidos de forma não verbal.
l Os sinais devem ser específicos e inconfundíveis, mas sutis o suficiente para
não se tornarem uma distração.
l Você deve poder gerir tanto os pedidos como sua resposta sem interromper a
instrução (com um menear da cabeça para "sim" ou "não", por exemplo,
ou com a mão aberta para "em cinco minutos").
) Você deve ser explícito e consistente sobre os sinais que seus alunos devem usar,
afixando-os na parede da sala, de forma que eles possam vê-los, e disciplinan-
do-se para só responderem quando o pedido é feito por meio desses sinais.
Estes sinais, usados em excelentes salas de aula, tendem a funcionar:
l "Posso ir ao banheiro, por favor?" Mão levantada, dois dedos cruzados.
> "Preciso de um lápis novo": levantar o lápis, esperar pela troca. Normalmente é
muito melhor ter lápis apontados que os alunos pegam ao entrar em classe, ou
trocam por seus lápis sem ponta, do que deixá-los apontar os próprios lápis;
é mais rápido e interrompe menos. Se você quer mesmo deixá-los apontar, use
este sinal para "Preciso apontar meu lápis": mãos levantadas em punho, uma
delas girando junto da outra, imitando o movimento do apontador.
> "Preciso de um lenço de papel": mão esquerda "assoando" o nariz.
l "Preciso levantar" (para pegar alguma coisa que caiu no chão, por exemplo):
levantar a mão e girar o dedo indicador.
Criar uma forte cultura escolar 183
Também faz sentido criar certas regras estabelecendo quando os alunos
podem demandar certas liberdades que requerem Comunicação por sinais. Por
exemplo, você não quer lidar com pedidos para ir ao banheiro em momentos
críticos de sua aula. Em vez disso, permita visitas ao banheiro somente em cer-
tos momentos da aula - os últimos quinze minutos, por exemplo. Ou você pode
estabelecer uma ligação com seu sistema de gestão de comportamento. Por
exemplo, se você usa cartões coloridos (verde, vermelho, amarelo) para saber
o nível de comportamento de cada aluno, você pode oferecer aos portadores
de cartão verde o direito de pedir para ir ao banheiro a qualquer momento, a
partir dos primeiros quinze minutos de aula, enquanto os portadores de cartão
amarelo só podem ir nos últimos 10 minutos.
Se você usa um sistema que limita o acesso ao banheiro, você vai com cer-
teza receber "pedidos de emergência", alguns verdadeiros, outros não. Você
precisa estar preparado para isso. Urna boa solução é estabelecer um sinal se-
parado para "emergência de banheiro", que os alunos podem usar quando um
pedido para ir ao banheiro não é aprovado. Os alunos teriam de "comprar" o
direito de usar esses sinais de "emergência" com alguma compensação razoável
- 20 problemas de matemática ou 10 minutos de serviço em sala (limpar mesas,
recolher lixo), por exemplo.
Sistemas e rotinas eficientes podem também tornar sua sala de aula mais produti-
va, pois atraem elogios. Vivas! - também chamado de "Grite!" e "Pra cima!" - é
um elqgio^público a alunos que demonstram excelência ou exemplificam virtudes.
Todo mundo reage a um bom elogio, ao ulular de um grupo em seu favor ou tor-
cendo por você. Uma das coisas mais produtivas que você pode fazer em sua sala
de aula é garantir que esses elogios ocorram na hora certa e inspirem os alunos.
Não há melhor prémio do que o elogio público da classe quando o aluno tenta res-
ponder a uma pergunta difícil, persevera, identifica seus próprios erros ou explica
a seus pares como resolver o problema. Se você conseguir, de forma consistente,
treinar os alunos para fazer sonoros elogios a seus pares em apenas dois segundos,
você construirá uma cultura que valoriza as realizações e os esforços sem sacrificar
a ordem ou o tempo dedicado a tarefas. Seus alunos ouvem o comando - "Palmas
para o Pedro!" - e respondem imediatamente e em uníssono: todos os alunos ba-
tem palmas rapidamente e todo mundo volta a aprender.
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O importante é investir tempo no começo para ensinar os alunos a dar Vivas!
do jeito certo: curto, rápido e animado. Para ter sucesso, você precisa se assegu-
rar de que seus alunos vão dar Vivas! de acordo com os seguintes critérios:
> Rápido. Entre o comando para um Vivas! e a resposta a ele não pode haver mais
de um segundo. Se você diz "Palmas para o Pedro" e as crianças levam mais de
um segundo para bater palmas, pare tudo, faça de novo e ensine seus alunos a
fazer mais rápido: "Quando a gente reconhece com palmas, é porque alguém
fez alguma coisa muito legal, então eu quero ouvir essas palmas imediata-
mente. Vamos tentar de novo e ver se vocês conseguem responder em menos
de um segundo". Da mesma forma, as próprias palmas têm de ser rápidas,
porque você não tem tempo a perder e porque não há nada mais triste do que
uma exortação que começa animada e vai morrendo. Seja breve e a brevidade
manterá alto o nível de energia. A rotina do Vivas! não pode passar de cinco
segundos, do começo ao fim. A transição de volta à tarefa em curso é imediata,
l Envolvente. Muitos professores acreditam que o Viva! deve ser verbal e conter
uma mensagem. Pelo contrário, geralmente o Vivas! são melhores quando usam
movimento ou som, especialmente som percussivo. Vivas! que não usam mui-
tas palavras tendem a ser menos cansativos: sua sobrevida é maior, porque não
há uma expressão a desgastar. Um simples "Valeu!" funciona, mas algo como
"Rumo à formatura!" vai ficar rapidamente velho. Além disso, há algo de en-
graçado e físico no estrondo de uma percussão em grupo. Os alunos gostam de
barulho e de ritmo. Se você deixar, alguns deles batucam em qualquer coisa na
sala de aula. Incorpore essa característica. Seus Vivas! devem incluir movimento
e barulho controlado, mas enfático, como bater os pés no chão ou bater palmas,
l Universal Quando você pede um Vivas!, todo mundo adere. Você é que tem de
estabelecer e exigir