Pesquisa em administração
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enfrentamento da realidade 
pode ocorrer pelo contato direto ou indireto do sujeito que conhece com o objeto que é 
conhecido. As duas formas de estudar (direta ou indireta), podem ser classificadas como 
críticas ou a-críticas. ... O leitor poderá ser sujeito ou objeto, dependendo da postura que 
assume frente ao texto [...] 
 
LUCKESI, Cipriano Carlos et al. O leitor no ato de estudar a palavra escrita. In:______. 
Fazer universidade: uma proposta metodológica. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1985. cap. 
3, p. 136-143. 
 Estudar significa enfrentar a realidade para compreendê-la e elucidá-la. Este 
enfrentamento pode ocorrer, de um lado, pelo contato direto do sujeito com o 
objeto. Isso se dá quando o sujeito opera \u201ccom\u201d e \u201csobre\u201d a realidade. De outro lado, o 
enfrentamento pode ocorrer pelo contato indireto. Neste caso, o sujeito recebe o 
conhecimento por intermédio de outra pessoa ou por símbolos orais, mímicos, gráficos, 
etc. O ato de estudar indiretamente crítico equivale à objetividade na elucidação. O 
ato de estudar indiretamente será crítico, à medida que descreve a realidade como 
é, sem magnetização pela comunicação em si. A atitude acrítica corresponde à 
abdicação da capacidade de investigar, à alienação e à retenção mnemônica. O leitor 
que assume uma postura de objeto frente ao texto de leitura é verbalista, ou seja, a 
aprendizagem não se dá pela compreensão, mas pela reprodução intacta e mnemônica 
das informações. O leitor sujeito, por outro lado, compreende e não memoriza, avalia o 
que lê e tem uma atitude constante de questionamento... 
 
Palavras-chave: Universidade. Estudar. Leitura. Espírito crítico. 
 
EaD
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PESQUISA EM A DMINI ST RAÇ ÃO
Este tipo de resumo é utilizado como um dos elementos pré-textuais dos trabalhos
acadêmicos (artigos, relatórios, TCCG, TCCE, monografias, dissertações, teses, ...). Além de
obrigatório na língua vernácula, tem sido cada vez mais exigido também em mais uma lín-
gua estrangeira em que o idioma seja de divulgação internacional (inglês=abstract,
espanhol=resumen, francês=résumé, por exemplo).
4.2.3.1 \u2013 Sinopse
A sinopse é um tipo de resumo analítico cujo texto geralmente é redigido pelo autor
ou o editor de uma obra, apresentando de forma concisa os traços gerais da obra além de
algumas interpretações.
Exemplos de sinopse você pode encontrar em orelhas e contra-capas de livros.
4.2.4 \u2013 RESUMO EXPANDIDO
Um resumo expandido não é simplesmente um longo resumo. O resumo expandido
deve incluir referências, comparações com trabalhos relacionados e outros detalhes espera-
dos em um documento científico, mas não em um resumo é um documento de pesquisa,
cujas idéias e significância possam ser entendidas em menos de uma hora de leitura.
Dimensão máxima do resumo expandido é de até cinco páginas, formato A4, com
entrelinhamento simples, justificado, em fonte tamanho 12.
Resumos de textos solicitados devem contemplar todas as informações sucintamente,
mas não há necessidade de reduzi-los a um só parágrafo. O que importa é que as idéias de
um determinado texto estejam contempladas de forma sintética. As demais determinações e
regras geralmente são descritas por quem solicita o resumo.
Enfim, os resumos devem apresentar critérios de concisão, clareza, fidelidade ao texto ou
documento original, flexibilidade, expressão própria, seqüência lógica, utilização de citações
entre aspas, com indicação da página, facilitando, dessa forma, a evocação do texto original.
EaD Eni se Bart h Teixeira \u2013 Luci ano Z amb er la n \u2013 Pedro C ar los Rasia
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Seção 4.3
Paper
Uma técnica de leitura e produção reflexiva que vem ganhando adeptos nos últimos
anos entre professores e universitários brasileiros é a que tem assumido as seguintes de-
nominações: short paper, position, paper, issue paper, que resulta em um pequeno artigo
científico, versando sobre determinado tema ou resultados de um projeto de pesquisa
para comunicações em congressos e reuniões científicas, sujeitos a sua aceitação por
julgamento.
Esta técnica educacional, como explicita Amboni (1999, p. 9), consiste em \u201cuma posi-
ção do acadêmico em relação aos argumentos apresentados pelo autor acerca de um assun-
to ou em relação ao que foi observado na prática empresarial e social\u201d.
Com base na análise temática anteriormente referida, isto é, num esforço metódico
para perceber adequadamente o conteúdo de um texto ou o contexto e a dinâmica de uma
situação real observada, o acadêmico deve explicitar de maneira fundamentada sua opi-
nião, sua concordância ou discordância parcial ou total, seu acatamento ou rejeição da
validade e da coerência dos argumentos do autor. Em outras palavras, consiste na expres-
são do que antes referimos como síntese pessoal.
O paper se caracteriza pela originalidade, ou seja, as reflexões devem ser verdadei-
ramente do autor do texto. Para Medeiros (2004), se o autor simplesmente compila infor-
mações, sem fazer avaliações ou interpretações sobre elas, o produto do seu trabalho
será um relatório e não um paper. Podemos esperar de quem o escreve uma avaliação ou
interpretação de fatos ou informações que foram coletadas, ou melhor, o desenvolvimen-
to sintético de um ponto de vista a respeito de um tema, de uma realidade observada, de
um texto, uma tomada de posição definida e a expressão dos conhecimentos de forma
original.
Para elucidar melhor o conceito de paper, vale lembrar o que ele não é:
EaD
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O paper não é:
(a) um resumo de um artigo ou livro (ou outra fonte);
(b) idéias de outras pessoas, repetidas acriticamente;
(c) uma série de citações, não importa se habilmente postas juntas;
(d) opinião pessoal não evidenciada, não demonstrada;
(e) cópia do trabalho de outra pessoa sem reconhecê-la, quer o trabalho seja ou não publi-
cado, profissional ou amador: isto é plágio.
O paper é:
(a) uma síntese de suas descobertas sobre um tema e seu julgamento, avaliação, interpreta-
ção sobre essas descobertas;
(b) um trabalho que deve apresentar originalidade quanto às idéias;
(c) um trabalho que deve reconhecer as fontes que foram utilizadas;
(d) um trabalho que mostra que o pesquisador é da comunidade acadêmica (Roth, 1994
apud Medeiros, 2004).
Os propósitos de um paper são quase sempre os de expor um problema, estudá-lo,
adequar hipóteses, cotejar dados, prover uma metodologia própria e, finalmente, concluir
ou eventualmente recomendar. O paper é intrinsecamente técnico, podendo envolver fór-
mulas, gráficos, citações e pés de página, anexos, adendos e referências. Num paper a opi-
nião do autor é velada e tem a aparência imparcial e distante, não deixando transparecer
tão claramente as crenças e as preferências do escritor (Vargas, Maldonado, 2001).
A seguir, estão descritos tipos de paper que são solicitados e suas principais caracterís-
ticas (Leonel, 2003):
EaD Eni se Bart h Teixeira \u2013 Luci ano Z amb er la n \u2013 Pedro C ar los Rasia
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4.3.1 \u2013 SHORT PAPER OU ISSUE PAPER
A própria tradução destes termos já oferece uma base conceitual para este tipo de
trabalho: pequeno, conciso, problema crucial, questão, tema.
O short paper limita-se à discussão de apenas uma idéia sobre um aspecto da realidade
observada. Em outras palavras, neste texto é explicitado ao aluno que ele proponha e desen-
volva um argumento, ou seja, que ele foque uma questão que deve ser elaborada ao longo do
documento. A formulação do argumento central pode se dar a partir da leitura exploratória,
reflexiva e interpretativa e/ou observada da realidade de forma interpretativa e crítica.
O short paper não segue necessariamente a formatação dos trabalhos acadêmicos con-
vencionais, tais como a resenha crítica e a revisão bibliográfica (capa, sumário, introdução,
desenvolvimento, conclusão, etc.).
O short paper contém os seguintes elementos:
a) dados de identificação: universidade, curso, componente curricular, professor (a), aluno
(a), data \u2013 todos no cabeçalho da folha;
b) título: