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Esboço Biografia Melanie Klein

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1. INTR OD UÇ ÃO
O objet ivo do re fe r ido trab a lho fo i a rea lização de uma br e ve b io gra fia d e um dos
pr inc ipa is a utore s das esco la s de ps ica ná lise co nte mporâ nea s, visa ndo o e nr iq uec ime nto de
conte údos ap licados na d isc ip lina de Teor ia e S is te ma s Ps ico ló gicos do c ur so de P s ico lo gia
Segue m a s esco la s e se us repre se nta ntes propos tos para a prod ução da at ividade : Fre ud ia na
(Er nest Jo ne s, Sándo r Fere nc zi), K le inia na (Me la nie K le in), Laca nia na (Jacq ue s Laca n, P iera
A ula gnier), W innico ttia na ( Do na ld W innicott, André Gree n) e G r upa list as ( D id ier A nzie u,
Re né K aës ). Nesta tar e fa ta m m fo ra m tra tados os pr inc ip a is co nce itos teór icos do
ps ica na lis ta de finido.
A b io gra fia e sco lhida para des e nvo lvime nto do traba lho fo i a de Me la nie K le in, a ser
aprese ntad a no se minár io da t ur ma .
2. BIO GRA FI A D E M EL AN IE KLEIN - 1882 -1960
Me la nie K le in na sce u e m V ie na, e m 30 de março de 1882, de fa mí lia j ud ia, se u pa i
Mor it z Re ize s er a j ude u po lo nês, q ue se for mo u e m med ic ina após ro mpe r co m os co nce itos
re ligiosos o rtodo xos j uda icos, era um ho me m c ulto, po lig lota, po ré m não ob te ve s uc esso na
carre ira de med ic ina e m vir t ude de sua or ige m j uda ica po lo nesa, se ndo co ns iderado per te ncer
a uma c lasse de s fa vore c ida na hiera rq uia d a soc iedade j uda ica da época. Casado d uas ve zes,
sua se gunda espos a fo i Lib usca De utc h , es lo vaca, 24 anos ma is no va. Após o casa me nto o
casa l se es tabe le ce u e m De utsc h- K re ut z na Á ustr ia e te ve q ua tro filhos. Pró ximo ao
nasc ime nto das d uas últ imas filhas, mudara m- se pa ra V ie na, na te nt at iva de me lho rar s ua
s it uação fina nce ira. Me la nie fo i a quarta filha a nas cer, se gundo co ns ta e m s ua a utob io gra fia,
apesar de ser a filha pre fer ida de sua mãe , sua c he gada não ha via s ido desejada, se gundo
re lato da próp r ia mãe e m co nver sa co m e la. N ão fo i a ma me ntada pe la mãe, e s im por uma
a ma de le ite. Ta m m e u s ua a utob io gra fia, re gis tro u não le mbra r de se u pa i ter b r incado co m
e la uma ve z na s ua vida. Me la nie he rdo u da fa míl ia mat er na o interes se e m ap re nder e a
est udar. A mb ic io sa e c ie nte de s ua cap ac idade so nha va c ursar med ic ina e se espec ia lizar e m
ps iq uia tr ia, fato não ocor r ido de vido à prec ár ia co nd ição fina nce ira a gra vada co m a morte do
pa i e m 1900. C he go u a e st udar ar te e histó r ia, na Univer s idade d e Vie na, mas não c he go u a
grad uar- se. Te ve co m se u ir mão Emma nue l, que c he go u a in ic iar o c urso de med ic ina mas

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não co nc luiu, uma gra nde a fe ição co ns idera ndo - o um pa i s ubst ituto, s e u me ntor inte lec t ua l,
apesar de co nser va r e m se u re lac io na me nto co m as ir mã s co mporta me nto co m nua nces
incest uo sos, E ma nue l ta mbé m ma nt inha uma co nd uta pro vo cat iva, co m a fa l ia e m ge ra l.
Ent re 1887 e 1902, passo u po r gra ndes pe rdas fa mi lia res co m a mor te de s ua ir mã (1887) de
tub erc ulo se, de se u pa i (1900) co m p ne umo nia e de se u ir mão Emma nue l (1902 ) de
card iopa t ia.
Lo go apó s co mp le tar 21 a nos, e m 1903, ca so u- se após um no ivado de q uatro a nos
co m A rthur Ste ve n K le in, e nge nhe ir o de ca te r so mbr io e a utor itár io, não se te m r e la tos da
cer imô nia. Se gundo se us b ió gra fos, Me la nie c ito u a lgumas s it uaçõ es e m se us esc r it os, q ue
parec ia m te r s ido vivida s por e la mes ma, o q ue s uge re q ue s ua vida no casa me nto não era
fe liz. Do casa me nto viera m tr ês filhos. D ura nte a infâ nc ia dos fi lhos so fre u co m depr essão,
e m muitos mo me nto s te ve q ue se a fasta r da fa míl ia pa ra t rata me nto s, de ixa ndo a car go de s ua
mãe os c uidados co m a casa e a fa lia. S ua re lação co m a mãe era ma nt ida co m um misto
de sent ime nto s e ntr e a mor e ód io.
Em 1914 nasce u s e u último filho Er ic h, e m no ve mb ro do mes mo a no s ua mãe mo rre.
Com 32 a nos te m se u p r ime iro co nta to co m a ps ica ná lise ao le r o te xto S ob re os S onho s de
Freud. S upõe- se q ue e la inic io u s ua a lise co m Sa ndo r Fere nc zi neste a no. N o pr ime iro
mo me nto a ps ica ná lise pa ra K le in fo i uma e xper iê nc ia de cresc ime nto e um ca minho de c ura
pessoa l.
Em 1918, a no impo rta nte para o iníc io de s ua carre ira de ps ic a na lista, ocor re u e m
Budapes te o C ongr esso I nter nac io na l de P s ica ná lise q ue te ve co mo pres ide nte S a ndor
Ferenc zi. Ela s e e nca nto u co m a fa la de Fre ud ao le r L inhas de A va nço e m Te rap ia
Ps ica na lít ica. N o ano de 1919, e la apre se nto u s e u pr ime iro art igo À Soc iedade H úngara de
Ps ica ná lise De r Fa mil ie nro ma n in s tatu nasce nd i”, r e la to da a ná lise de uma cr ia nça. apó s a
aprese nta ção do artigo é ad mit ida co mo me mbro. O obje t ivo do a rt igo era apre se nta r os
res ultados obt idos q ua ndo uma mãe c r ia o filh o co m co nce itos ps ica na lít icos, o c ur ioso fo i
que se u fi lho Er ic h fo i o ob jeto do e studo.
A q ueda do I mpér io A ustro- Húnga ro co m o s ur gime nto de um re gime co munis ta, a nt i-
se mita, a e xp ulsão dos ps ic a na lista s j ude us da S oc iedade de Ps ic a ná lise , le vo u K le in e m
1919 a se mudar e mora r co m os so gros e m Rose mbe r g.
Aos 40 a nos , já mora ndo e m Ber lim, se tor no u me mb ro da Soc iedade Ps ica na lít ica da c idade.
Em 1924 inic io u s ua a ná lise co m K ar l Ab ra ha m , ta m m se guido r de Fre ud, q ue mo rre u
precoce me nte. N este pe r íodo por não ter ma is o apo io de Abr a ha m, so fre u vár ias cr ít icas de
ps ica na lis tas co nser vado res da Soc iedade de Be r lim q ue era m co ntrár ios às s uas ide ias

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ino vadoras re la t ivas ao ate nd ime nto de cr ia nças, most ra va m de spre zo po r s ua or ige m
polo nesa e pe la fa lta de e studos unive rs itár ios, iro niza va m s ua co nd ição de mulhe r mest ra e
ana lis ta de cr ia nças.
Em 1925, fo i co nvidada a pro fer ir pa le str as e m Lo ndr es por Er ns t Jo nes, ed ito r das
obras de Freud. Em 1926 mudo u- se para Lo ndre s, c idade q ue moro u até s ua mo rte,
desenvo lve u- se pro fiss io na lme nte, e m 1927 tor no u- se me mbro da Soc iedad e Ps ica na t ica
Br itâ nica, fundo u uma esco la, o nde se us co nc e ito s são es t udados e ap lic ados até ho je, 1927
3. PR IN CI PAIS CON CEI T OS
Me la nie K le in t ro uxe, d e ntre muita s teor ias pa ra a ps ica ná lise, a teor ia da s pos ições.
Para K le in os bebês est ão e nvo lvidos de sde se u nasc ime nto e m um co nfl ito e ntre as p ulsões
de vida de morte, po is se gundo e la, no decor rer de se u dese nvo lvime nto o beb ê b usca
gra t ificaçõ es e vita ndo as fr us traçõe s. A p a rtir da r e lação e ntre e stes se nt ime ntos, os beb ês se
orga niza m e m pos ições , q ue ser ia m a e sq uizopa ra nó ide e dep ress iva, q ue d ifere m da teo r ia
das fa ses (ora l, ana l, fá lica, lat ê nc ia e ge nita l) de Fre ud. Es te mo vime nto rep rese nta o
desenvo lvi me nto no r ma l do bebê.
Segundo P ere ira de O live ira (2007 ) o bebê ve m ao na scer me r gulhado na pos ição
esquizopara nó ide, q ue te m co mo uma das pr inc ip a is cara cter ís t icas a d ivisão do objeto
exter no ( mãe), e m par t ic ular o se io ma ter no, frac io nado da mãe, q ue é o pr ime iro obj eto co m
o qua l a c r ia nça ma nté m o co nta to e o nde se es tabe le ce a r e lação e ntr e a se nsação boa e má
(se io bo m e se io ma u), o se io bo m gra t ifica q ua ndo a ma me nta e fr ustra q ua ndo não e stá
dispo ve l no mo me nto e m q ue o bebê q uer, é q ua ndo s e perc ebe a a gress ividad e d ir igida à
figura mate r na.
A pos ição d epress iva, co meça a s ur gir po r vo lta dos c inco mese s de vida do beb ê, é
qua ndo p ercebe q ue o bo m e ma u pode m co nviver j untos no mes mo obje to, co meça a ter uma
visão to ta l, indepe nde nte d a mãe. Se gundo P ere ira de O live ira(2007 ), a part ir da s up eração
dos se nt ime ntos a gre ss ivo s ma nt idos co m a mãe na pos ição e sq uizopa ra nó ide, s ur ge a po s ição
depress iva, que te m co mo carac ter íst icas o s ur gime nto de sent ime ntos a fet ivo s e defesas
re lat ivas à po ss íve l perda do ob jeto a gred ido na p os ição a nter ior.
4. PR IN CI PAIS P UBLI CAÇÕ ES D E M ELANI E K LEIN
Ps ica ná lise de c r ia nça s- 1932
U ma co ntr ib uição à ps ico gê nes e dos es tados ma acos d epress ivos - 1935

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