DIREITO CIVIL VII (COISAS)
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DIREITO CIVIL VII (COISAS)


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DIREITO CIVIL VII (Coisas) 
 
 
 7º PERÍODO NOTURNO 
\uf0d8 PROPRIEDADE: 
\uf0b7 Conceito: 
 
- DIREITO e GARANTIA fundamentaiS (artigo 5º C.F.). 
 
Além disso, para Fábio Konder Comparato, a propriedade é ainda tida como 
algo que vem a trazer para o ser humano a própria dignidade da pessoa 
humana (artigo 1º C.F.). 
 
- Conceito está intimamente ligado: à formação politica; a vida das pessoas; formas de 
governo; socialismo x capitalismo; etc. 
 
- Poder absoluto, sofrendo apenas limitações econômicas e sociais. 
 
 
\uf0b7 Estrutura da Propriedade: 
 
a. Interna: 
 
Como ela se verifica na atuação direta dos poderes do titular (usar; fruir; dispor). 
 
Usar = juis utendi 
Fruir = jus fruendi 
Dispor = jus disponendi 
 
Reivindicar = rei vindicatio 
 
Proprietário protegendo o bem; 
 
Como o proprietário se comporta em relação ao bem dentro dos limites e poderes da 
propriedade. 
 
 
 
b. Externa: 
 
Como a propriedade se revela aos olhos dos outros; 
 
Uso (jus utendi): não é tão adequado; 
 
Art. 1.228. O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da 
coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a 
possua ou detenha. 
 
- Parágrafos: limitações explícitas ao poder de 
propriedade. 
 
Poderes da propriedade = Direitos (jus); 
 
Proprietário pode fazer tudo que é possível atualmente; 
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 7º PERÍODO NOTURNO 
\uf0b7 Características da Propriedade: 
 
a. Perpétua 
 
Artigo 1.829 CC; Enquanto existir o bem, ela existe. Não tem limite de tempo. Não há 
caducidade; prescrição; 
 
É transmissível causa mortis. 
 
Proprietário atual é tido desde sempre e para sempre. Res perit domino; Ex.: taxa 
condominial. 
 
- Exceções (Artigo 1.359 e 1.360 CC): 
 
i. Propriedade Resolúvel: 
 
Rescindível; 
 
Contem no próprio título de aquisição à razão da sua resolução (à ideia do seu fim); Nasce 
com um tempo certo para existir. 
 
Não cabe alegação de boa-fé posterior de terceiro, pois está escrito no título. 
 
Ex.: Retrovenda; Alienação Fiduciária; etc. 
 
Art. 1.359. Resolvida a propriedade pelo implemento da condição ou pelo 
advento do termo, entendem-se também resolvidos os direitos reais 
concedidos na sua pendência, e o proprietário, em cujo favor se opera a 
resolução, pode reivindicar a coisa do poder de quem a possua ou detenha. 
 
Todas operam o chamado domínio ex tunc; uma vez operada simplesmente apaga 
tudo que aconteceu no seu intercurso. 
 
 
ii. Propriedade Revogável: 
 
Não há no título de aquisição o prazo certo. Mas contém uma restrição imposta ao 
proprietário que se descumprir perderá a propriedade (causa superveniente). 
 
Pode ser revogada somente por ato superveniente e que não está previsto no título da 
aquisição. 
 
Alegação da boa-fé de terceiro pode ser alegada. 
 
Ex.: Revogação de doação por ingratidão (Artigo 557 CC). 
 
Art. 1.360. Se a propriedade se resolver por outra causa superveniente, o 
possuidor, que a tiver adquirido por título anterior à sua resolução, será 
considerado proprietário perfeito, restando à pessoa, em cujo benefício houve 
a resolução, ação contra aquele cuja propriedade se resolveu para haver a 
própria coisa ou o seu valor. 
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 7º PERÍODO NOTURNO 
DIFERENÇA PROPRIEDADE RESOLÚVEL E REVOGÁVEL!!! 
 
 
b. Absoluta 
 
Pois é o maior direito subjetivo; 
 
Mas não significa que a pessoa esteja livre totalmente para fazer tudo o que quiser. Só 
pode fazer tudo que é possível. 
 
Absoluto limitado; 
 
 
 
c. Exclusiva 
 
Composse (fato da posse) x Condomínio (propriedade); 
 
Não existem dois direitos reais incidentes sobre a mesma coisa, ao mesmo tempo, 
salvo se tiverem natureza jurídica e extensão diferente. 
 
Todos os bens possuem proprietário, salvo duas exceções. 
 
Mais de um proprietário = copropriedade; condomínio. 
 
 
 
d. Aderente: 
 
Direito de Sequela; Principio Aderência e da Ambulatoriedade; 
 
Em regra, todos os ônus são do proprietário, salvo disposições legais. 
 
 
 
e. Limitada: 
 
As limitações são amplas; de cunho: Religioso; moral; social; legal; etc. 
 
Classificação: 
 
i. Limitação Voluntária: 
 
O proprietário aderiu a elas por vontade própria. 
 
São de três tipos: 
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 7º PERÍODO NOTURNO 
- Cláusulas contratuais que limitam o direito de propriedade: inalienabilidade, 
incomunicabilidade, impenhorabilidade e indivisibilidade. 
 
Normalmente vem inserida em contratos de doação ou testamento onde há a 
transferência da propriedade, mas há a imposição da restrição (Ex.: não poder vender). 
 
Limita qualquer dos poderes da propriedade e que o proprietário aceite essas 
limitações. 
 
Qualquer tipo de objeto lícito /contrato valido, está valendo! Qualquer coisa criada 
desde que o objeto seja licito, pode limitar a propriedade! 
 
 
 
- Propriedade gravada por ônus reais: 
 
Ônus reais = todos os direitos reais sobre coisa alheia (Artigo 1.225, II ao XII). 
 
Existe a imposição de um direito real limitado. 
 
Ex.: Usufruto (retira o direito de usar e fruir). 
 
Somente a lei, no artigo 1.225, incisos II ao XII estabelece as limitações dos direitos 
reais! 
 
 
 
- Bem de família voluntário: 
 
Não é aquele bem de família da lei 8.009/90 (bem de família compulsório). 
 
\u201cÉ o bem de família para rico\u201d. 
 
Bem de família voluntário = conceito = artigo 1.711 do CC. 
 
Art. 1.711. Podem os cônjuges, ou a entidade familiar, mediante escritura pública ou 
testamento, destinar parte de seu patrimônio para instituir bem de família, desde que 
não ultrapasse um terço do patrimônio líquido existente ao tempo da instituição, 
mantidas as regras sobre a impenhorabilidade do imóvel residencial estabelecida em 
lei especial. 
 
 
Limitação = artigo 1.715 do CC. 
 
Art. 1.715. O bem de família é isento de execução por dívidas posteriores à sua 
instituição, salvo as que provierem de tributos relativos ao prédio, ou de despesas de 
condomínio. 
 
 
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 7º PERÍODO NOTURNO 
ii. Limitações Legais: 
 
Decorrem da Lei. 
 
 
 
 
- Direito Público: 
 
São basicamente a: desapropriação; requisição; tombamento; tributação; 
 
Ex.: ITR: se a terra é produtiva é mais barato, se não for produtiva é mais caro. 
 
 
 
- Direito Privado: 
 
Encontram-se basicamente no CC e em outras legislações esparsas. 
 
São atos lícitos que são limitados. 
 
Ex.: Artigo 1.277 CC (direitos de vizinhança). 
 
Art. 1.277. O proprietário ou o possuidor de um prédio tem o direito de fazer cessar as 
interferências prejudiciais à segurança, ao sossego e à saúde dos que o habitam, 
provocadas pela utilização de propriedade vizinha. 
 
 
 
- Direito Social: 
 
Estão em normas que possuem um viés de proteção da sociedade (interesses difusos), 
e não de particulares. 
 
Ex.: Estatuto da Terra (limitações de tempo em determinados contratos); Código de Defesa do 
Consumidor (limitação em relação aos preços nas vitrines). 
 
 
 
 
 
\uf0d8 AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE: 
 
Ao contrario das formas de aquisição da posse, não são tão livres. 
 
Posse = se dá por qualquer forma de exercício do poder de propriedade. Pois a posse é 
um fato. 
 
Propriedade = é um direito, e precisam de certas formalidades, solenidades, figuras 
jurídicas, para sua aquisição. 
 
 
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 7º PERÍODO NOTURNO 
1. IMÓVEL: 
 
Exige formalidade, e o Registro, salvo algumas hipóteses. 
 
- Sucessão aberta = morte de cujus, todos seus bens passam para os sucessores. Artigo 
80, II do CC. 
 
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: 
II \u2013 o direito à sucessão