Kamila
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Kamila


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(CHEBABI-1984). Por causa de sua importância, o consórcio do feijoeiro comum (Phaseolus vulgaris L) com outras espécies tem merecido vários estudos, envolvendo, inclusive, as culturas do café (CHEBABI, 1984).
Coffea arabica cultivar Catuaí
A escolha da cultivar Catuaí se deu pelas vantagens que ela apresenta por ser uma variedade de porte baixo facilita tratos e colheita. Também apresenta menores prejuízos pelo ataque de ferrugem, um fungo bastante comum em plantas de café arábica. O Catuaí adapta-se muito bem em temperaturas médias, na faixa de 18 - 22º C, encontradas em terras elevadas acima de 800 m de altitude. São de ramificação secundária abundante; frutos amarelos, de maturação média a tardia; Os cultivares de porte baixo como Catuaí Amarelo modificaram sistemas de produção, permitiram a utilização de novas áreas para a cafeicultura, aumentando a lucratividade.
A linhagem escolhida foi a IAC 62, devido ao seu alto índice de escolha entre os produtores e a sua maior produtividade.
Vigna unguiculata \u2013 Feijão-caupi
Dentre os diferentes produtos agrícolas encontrados nas regiões tropicais, o feijão-caupi se destaca pelo alto valor nutritivo, além do baixo custo de produção.
É amplamente cultivado pelos pequenos produtores, constituindo um dos principais componentes da dieta alimentar, especialmente na zona rural. No Brasil, o feijão-caupi tem uma expressiva importância econômica e social para várias regiões, sendo uma cultura fixadora de mão-de-obra e principal fonte de proteína vegetal para as populações da região norte, nordeste e centro-oeste (AGRIANUAL, 2003).
As espécies dos gêneros Phaseulus e Vigna se adaptam muito bem a condições de consórcio com várias outras espécies (milho, algodão, cana de açúcar, café, mandioca). Este fato deve-se, principalmente, ao baixo ponto de saturação luminosa destas espécies, que é de aproximadamente 1/3 da luz solar máxima (30 a 40 klux) (VIEIRA, 1985).
Espera-se com esse estudo aprimorar o uso dessa leguminosa ao plantio do café e quantificar os benefícios na qualidade do solo, promover diminuição dos gastos com a produção e promover uma renda extra ao produtor rural além de um melhor uso da área plantada. O consorciamento de culturas é empregado, sobretudo, pelos pequenos agricultores de subsistência, que contam com pouca terra, mão-de-obra abundante para a área disponível e pouco capital.
1.3 Objetivos 
1.3.1 Objetivos Gerais
O tema proposto pretende estudar a utilização do sistema de consórcio entre as culturas de café e feijão para as condições da região de Muzambinho, sul de Minas Gerais.
1.3.2 Objetivos Específicos
Identificar os benefícios no solo com a implantação da cultura do feijão em consorcio com o cafeeiro. Notar se houve ganhos em produtividade e rentabilidade quando comparada a resultados do plantio apenas com a cultura do cafeeiro. Estudar o desempenho do (Coffea arabica), cultivar Catuaí Amarelo em consorcio com o feijão-caupi (Vigna unguiculata). Notar a possibilidade da implantação desse consorciamento nas medias e pequenas propriedades da região.
2. REVISÃO DE LITERATURA
 Desde o início da cafeicultura no Brasil utilizaram-se culturas intercalares, principalmente nos primeiros anos de formação da lavoura, conforme relatam diversos autores (BEGAZO, 1984; CHEBABI, 1984; GUIMARÃES et al., 2002; MELLES et al., 1978, 1979; VIEIRA, 1985). Para Vieira (1985), a fase de implantação da lavoura cafeeira tem alto custo, devido ao grande dispêndio de insumos e mão-de-obra exigidos na ocasião. Além disso, somente a partir do terceiro ano após a implantação a lavoura começará a dar retornos. Daí a importância das culturas intercalares: proporcionar renda imediata ao cafeicultor, ajudando-o a reduzir os custos de formação da lavoura. O sistema de produção, compreendido pelos tratos culturais, fitossanitários e adubações, tanto da cultura intercalar quanto do cafeeiro deve ser bem planejado para o sucesso do uso dessa prática (GUIMARÃES et al., 2002). Outros autores (CHAVES, 1977a, b; MELLES et al., 1979; VIEIRA, 1985) ainda chamam a atenção para possíveis prejuízos no desenvolvimento de cafeeiros novos e na produção de cafeeiros adultos consorciados com outras culturas, quando a adubação e/ou populações são inadequadas.
A busca por alternativas no setor produtivo abriu portas para que o conhecimento agrícola indígena venha a ser estudado e compreendido. Estudos sobre consorciação de culturas estão contribuindo para o encontro de futuros caminhos para a agricultura tradicional e para que se descubra qual é a tecnologia mais avançada na consorciação em relação ao monocultivo, quanto à sustentabilidade do ambiente, mediante a manutenção da biodiversidade, conservação do solo, reciclagem de nutrientes, controle de plantas daninhas, controle de pragas e doenças e aumento da produtividade (INNIS, 1997).
A produção agrícola é o resultado da ação integrada da planta e dos estímulos do meio ambiente, enquanto a produção consorciada é a interação entre culturas diferentes em condições necessárias para o seu desenvolvimento (SULLIVAN, 2003).
A prática do consorciamento em cafezais formados, já foi mais usada, tendendo a ser reduzida cada vez mais, sobretudo quando é empregado o plantio adensado dos cafeeiros. Na formação do cafezal, há grande dispêndio de insumos e mão-de-obra, e somente após o terceiro ano da lavoura começa a dar retorno. Daí a principal razão das culturas intercalares proporcionarem renda ao agricultor, ajudando-o a reduzir os custos de formação. Ademais as culturas intercalares ajudam a reduzir as capinas e melhoram a cobertura vegetal do solo (GUIMARAES et. al, 2002).
A grande desvantagem do processo é que ele impede a utilização em maior grau, de técnicas agrícolas mais eficientes capaz de conduzir a altos rendimentos culturais. À medida que o nível tecnológico da agricultura evoluiu, as culturas consorciadas tornam - se crescentemente mais difíceis de ser manejadas principalmente quando a mecanização é introduzida (GUIMARAES et. al, 2002). 
Foi verificado por Chebabi (1984) num ensaio em casa \u2013 de vegetação, em que as culturas anuais de feijão, arroz, milho e soja plantados em alta densidade populacional em recipientes juntamente com mudas de cafeeiro, concorreram com a rubiácea, prejudicando o seu desenvolvimento em todas as características avaliadas. Santinato et. al, (1976), por sua vez, observaram que o feijoeiro plantado a 0,50 m da linha do cafeeiro e adubado adequadamente, não concorreu com o cafeeiro por N, P, Ca e Mg.
3. METODOLOGIA
O trabalho seria com a cultura do feijão em consorciamento com o café com oito meses de idade. O feijão seria plantado em envolvendo três números de linhas intercalares de feijoeiro (três, quatro e seis linhas por entrelinha de café). 
Nos sistemas consorciados, cada parcela consistia em 36 m² de área total (6 m de comprimento e 6 m de largura, correspondentes a duas ruas de café), sendo considerada a área útil de 18 m2. No feijão em monocultivo, a área total foi de 24 m2, envolvendo oito linhas de 6 m de comprimento; neste caso a área útil da parcela foi de 12 m2, correspondentes às quatro linhas centrais de feijoeiro. As parcelas do cultivo intercalar e do monocultivo do café foram demarcadas em lavoura cafeeira comercial da cv Catucaí implantada em janeiro de 2010, no espaçamento de 3,0 m entre linhas e 0,60 m entre plantas.As parcelas do feijão em monocultivo foram instaladas em área contígua ao cafezal. Tanto no monocultivo como no cultivo intercalar, o feijoeiro caupi, foi semeado em março de 2004, no espaçamento de 0,50 m entre linhas, utilizando-se 15 sementes por metro. O preparo do solo das glebas utilizadas foi convencional. O plantio do feijoeiro foi realizado manualmente com a utilização de enxadas para o sulcamento das linhas e distribuição manual das sementes. O cafeeiro foi adubado conforme recomendação oficial para o Estado de Minas Gerais (GUIMARÃES et al.1999). A adubação de referência (100%) do