Constituição Federal
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2º - Serão compatibilizadas as ações de política agrícola e de reforma agrária. 
Art. 188. A destinação de terras públicas e devolutas será compatibilizada com a política agrícola e com o plano 
nacional de reforma agrária. 
§ 1º - A alienação ou a concessão, a qualquer título, de terras públicas com área superior a dois mil e quinhentos 
hectares a pessoa física ou jurídica, ainda que por interposta pessoa, dependerá de prévia aprovação do Congresso 
Nacional. 
§ 2º - Excetuam-se do disposto no parágrafo anterior as alienações ou as concessões de terras públicas para fins de 
reforma agrária. 
Art. 189. Os beneficiários da distribuição de imóveis rurais pela reforma agrária receberão títulos de domínio ou de 
concessão de uso, inegociáveis pelo prazo de dez anos. 
Parágrafo único. O título de domínio e a concessão de uso serão conferidos ao homem ou à mulher, ou a ambos, 
independentemente do estado civil, nos termos e condições previstos em lei. 
Art. 190. A lei regulará e limitará a aquisição ou o arrendamento de propriedade rural por pessoa física ou jurídica 
estrangeira e estabelecerá os casos que dependerão de autorização do Congresso Nacional. 
Art. 191. Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possua como seu, por cinco anos 
ininterruptos, sem oposição, área de terra, em zona rural, não superior a cinqüenta hectares, tornando-a produtiva por 
seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua moradia, adquirir-lhe-á a propriedade. 
Parágrafo único. Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião. 
CAPÍTULO IV 
DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL 
Art. 192. O sistema financeiro nacional, estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do País e a 
servir aos interesses da coletividade, será regulado em lei complementar, que disporá, inclusive, sobre: 
 I - a autorização para o funcionamento das instituições financeiras, assegurado às instituições bancárias oficiais e 
privadas acesso a todos os instrumentos do mercado financeiro bancário, sendo vedada a essas instituições a 
participação em atividades não previstas na autorização de que trata este inciso; 
 II - autorização e funcionamento dos estabelecimentos de seguro, previdência e capitalização, bem como do órgão 
oficial fiscalizador e do órgão oficial ressegurador; 
 II - autorização e funcionamento dos estabelecimentos de seguro, resseguro, previdência e capitalização, bem como 
do órgão oficial fiscalizador. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 13, de 1996) 
 III - as condições para a participação do capital estrangeiro nas instituições a que se referem os incisos anteriores, 
tendo em vista, especialmente: 
 a) os interesses nacionais; 
 b) os acordos internacionais 
 IV - a organização, o funcionamento e as atribuições do banco central e demais instituições financeiras públicas e 
privadas; 
 V - os requisitos para a designação de membros da diretoria do banco central e demais instituições financeiras, bem 
como seus impedimentos após o exercício do cargo; 
 VI - a criação de fundo ou seguro, com o objetivo de proteger a economia popular, garantindo créditos, aplicações e 
depósitos até determinado valor, vedada a participação de recursos da União; 
 VII - os critérios restritivos da transferência de poupança de regiões com renda inferior à média nacional para outras 
de maior desenvolvimento; 
 VIII - o funcionamento das cooperativas de crédito e os requisitos para que possam ter condições de 
operacionalidade e estruturação próprias das instituições financeiras. 
 § 1º - A autorização a que se referem os incisos I e II será inegociável e intransferível, permitida a transmissão do 
controle da pessoa jurídica titular, e concedida sem ônus, na forma da lei do sistema financeiro nacional, a pessoa 
jurídica cujos diretores tenham capacidade técnica e reputação ilibada, e que comprove capacidade econômica 
compatível com o empreendimento. 
 § 2º - Os recursos financeiros relativos a programas e projetos de caráter regional, de responsabilidade da União, 
serão depositados em suas instituições regionais de crédito e por elas aplicados. 
 § 3º - As taxas de juros reais, nelas incluídas comissões e quaisquer outras remunerações direta ou indiretamente 
referidas à concessão de crédito, não poderão ser superiores a doze por cento ao ano; a cobrança acima deste limite 
será conceituada como crime de usura, punido, em todas as suas modalidades, nos termos que a lei determinar. 
Art. 192. O sistema financeiro nacional, estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do País e a 
servir aos interesses da coletividade, em todas as partes que o compõem, abrangendo as cooperativas de crédito, será 
regulado por leis complementares que disporão, inclusive, sobre a participação do capital estrangeiro nas instituições que 
o integram. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 40, de 2003) (Vide Lei nº 8.392, de 1991) 
I - (Revogado). (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 40, de 2003) 
II - (Revogado). (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 40, de 2003) 
III - (Revogado) (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 40, de 2003) 
a) (Revogado) (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 40, de 2003) 
b) (Revogado) (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 40, de 2003) 
IV - (Revogado) (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 40, de 2003) 
V -(Revogado) (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 40, de 2003) 
VI - (Revogado) (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 40, de 2003) 
VII - (Revogado) (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 40, de 2003) 
VIII - (Revogado) (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 40, de 2003) 
§ 1°- (Revogado) (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 40, de 2003) 
§ 2°- (Revogado) (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 40, de 2003) 
§ 3°- (Revogado) (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 40, de 2003) 
TÍTULO VIII 
DA ORDEM SOCIAL 
CAPÍTULO I 
DISPOSIÇÃO GERAL 
Art. 193. A ordem social tem como base o primado do trabalho, e como objetivo o bem-estar e a justiça sociais. 
 CAPÍTULO II 
DA SEGURIDADE SOCIAL 
SEÇÃO I 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
Art. 194. A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da 
sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social. 
Parágrafo único. Compete ao Poder Público, nos termos da lei, organizar a seguridade social, com base nos seguintes 
objetivos: 
I - universalidade da cobertura e do atendimento; 
II - uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais; 
III - seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços; 
IV - irredutibilidade do valor dos benefícios; 
V - eqüidade na forma de participação no custeio; 
VI - diversidade da base de financiamento; 
VII - caráter democrático e descentralizado da gestão administrativa, com a participação da comunidade, em especial 
de trabalhadores, empresários e aposentados. 
VII - caráter democrático e descentralizado da administração, mediante gestão quadripartite, com participação dos 
trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do Governo nos órgãos colegiados. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 20, de 1998) 
Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, 
mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das 
seguintes contribuições sociais: (Vide Emenda Constitucional nº 20, de 1998) 
I - dos empregadores, incidente sobre a folha de salários, o faturamento e o lucro; 
I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: