Código Processual Civil
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de justiça o penhorará. Enquanto não ocorrer a 
hipótese prevista no artigo seguinte, considerar-se-á feita a penhora pela intimação: (Redação dada pela Lei nº 5.925, de 
1º.10.1973) 
I - ao terceiro devedor para que não pague ao seu credor; (Redação dada pela Lei nº 5.925, de 1º.10.1973) 
II - ao credor do terceiro para que não pratique ato de disposição do crédito. (Redação dada pela Lei nº 5.925, de 
1º.10.1973) 
Art. 672. A penhora de crédito, representada por letra de câmbio, nota promissória, duplicata, cheque ou outros 
títulos, far-se-á pela apreensão do documento, esteja ou não em poder do devedor. 
§ 1
o
 Se o título não for apreendido, mas o terceiro confessar a dívida, será havido como depositário da importância. 
§ 2
o
 O terceiro só se exonerará da obrigação, depositando em juízo a importância da dívida. 
§ 3
o
 Se o terceiro negar o débito em conluio com o devedor, a quitação, que este Ihe der, considerar-se-á em fraude 
de execução. 
§ 4
o
 A requerimento do credor, o juiz determinará o comparecimento, em audiência especialmente designada, do 
devedor e do terceiro, a fim de Ihes tomar os depoimentos. 
Art. 673. Feita a penhora em direito e ação do devedor, e não tendo este oferecido embargos, ou sendo estes 
rejeitados, o credor fica sub-rogado nos direitos do devedor até a concorrência do seu crédito. 
§ 1
o
 O credor pode preferir, em vez da sub-rogação, a alienação judicial do direito penhorado, caso em que declarará 
a sua vontade no prazo de 10 (dez) dias contados da realização da penhora. 
§ 2
o
 A sub-rogação não impede ao sub-rogado, se não receber o crédito do devedor, de prosseguir na execução, nos 
mesmos autos, penhorando outros bens do devedor. 
Art. 674. Quando o direito estiver sendo pleiteado em juízo, averbar-se-á no rosto dos autos a penhora, que recair 
nele e na ação que Ihe corresponder, a fim de se efetivar nos bens, que forem adjudicados ou vierem a caber ao 
devedor. 
Art. 675. Quando a penhora recair sobre dívidas de dinheiro a juros, de direito a rendas, ou de prestações periódicas, 
o credor poderá levantar os juros, os rendimentos ou as prestações à medida que forem sendo depositadas, abatendo-se 
do crédito as importâncias recebidas, conforme as regras da imputação em pagamento. 
Art. 676. Recaindo a penhora sobre direito, que tenha por objeto prestação ou restituição de coisa determinada, o 
devedor será intimado para, no vencimento, depositá-la, correndo sobre ela a execução. 
Subseção V 
Da Penhora, do Depósito e da Administração de Empresa e de Outros Estabelecimentos 
Art. 677. Quando a penhora recair em estabelecimento comercial, industrial ou agrícola, bem como em semoventes, 
plantações ou edifício em construção, o juiz nomeará um depositário, determinando-lhe que apresente em 10 (dez) dias 
a forma de administração. 
§ 1
o
 Ouvidas as partes, o juiz decidirá. 
§ 2
o
 É lícito, porém, às partes ajustarem a forma de administração, escolhendo o depositário; caso em que o juiz 
homologará por despacho a indicação. 
Art. 678. A penhora de empresa, que funcione mediante concessão ou autorização, far-se-á, conforme o valor do 
crédito, sobre a renda, sobre determinados bens ou sobre todo o patrimônio, nomeando o juiz como depositário, de 
preferência, um dos seus diretores. 
Parágrafo único. Quando a penhora recair sobre a renda, ou sobre determinados bens, o depositário apresentará a 
forma de administração e o esquema de pagamento observando-se, quanto ao mais, o disposto nos arts. 716 a 720; 
recaindo, porém, sobre todo o patrimônio, prosseguirá a execução os seus ulteriores termos, ouvindo-se, antes da 
arrematação ou da adjudicação, o poder público, que houver outorgado a concessão. 
Art. 679. A penhora sobre navio ou aeronave não obsta a que continue navegando ou operando até a alienação; mas 
o juiz, ao conceder a autorização para navegar ou operar, não permitirá que saia do porto ou aeroporto antes que o 
devedor faça o seguro usual contra riscos. 
Subseção VI 
Da Avaliação 
Art. 680. A avaliação será feita pelo oficial de justiça (art. 652), ressalvada a aceitação do valor estimado pelo executado 
(art. 668, parágrafo único, inciso V); caso sejam necessários conhecimentos especializados, o juiz nomeará avaliador, 
fixando-lhe prazo não superior a 10 (dez) dias para entrega do laudo. (Redação dada pela Lei nº 11.382, de 2006). 
Art. 681. O laudo da avaliação integrará o auto de penhora ou, em caso de perícia (art. 680), será apresentado no 
prazo fixado pelo juiz, devendo conter: (Redação dada pela Lei nº 11.382, de 2006). 
I - a descrição dos bens, com os seus característicos, e a indicação do estado em que se encontram; 
II - o valor dos bens. 
Parágrafo único. Quando o imóvel for suscetível de cômoda divisão, o avaliador, tendo em conta o crédito reclamado, 
o avaliará em partes, sugerindo os possíveis desmembramentos. (Redação dada pela Lei nº 11.382, de 2006). 
Art. 682. O valor dos títulos da dívida pública, das ações das sociedades e dos títulos de crédito negociáveis em bolsa 
será o da cotação oficial do dia, provada por certidão ou publicação no órgão oficial. 
Art. 683. É admitida nova avaliação quando: (Redação dada pela Lei nº 11.382, de 2006). 
I - qualquer das partes argüir, fundamentadamente, a ocorrência de erro na avaliação ou dolo do 
avaliador; (Redação dada pela Lei nº 11.382, de 2006). 
II - se verificar, posteriormente à avaliação, que houve majoração ou diminuição no valor do bem; 
ou (Redação dada pela Lei nº 11.382, de 2006). 
III - houver fundada dúvida sobre o valor atribuído ao bem (art. 668, parágrafo único, inciso 
V). (Redação dada pela Lei nº 11.382, de 2006). 
Art. 684. Não se procederá à avaliação se: 
I - o exeqüente aceitar a estimativa feita pelo executado (art. 668, parágrafo único, inciso V); (Redação dada pela Lei 
nº 11.382, de 2006). 
II - se tratar de títulos ou de mercadorias, que tenham cotação em bolsa, comprovada por certidão ou publicação 
oficial; 
III - (Revogado pela Lei nº 11.382, de 2006) 
Art. 685. Após a avaliação, poderá mandar o juiz, a requerimento do interessado e ouvida a parte contrária: 
I - reduzir a penhora aos bens suficientes, ou transferi-la para outros, que bastem à execução, se o valor dos 
penhorados for consideravelmente superior ao crédito do exeqüente e acessórios; 
Il - ampliar a penhora, ou transferi-la para outros bens mais valiosos, se o valor dos penhorados for inferior ao referido 
crédito. 
Parágrafo único. Uma vez cumpridas essas providências, o juiz dará início aos atos de expropriação de 
bens. (Redação dada pela Lei nº 11.382, de 2006). 
Subseção VI-A 
Da Adjudicação 
(Incluído pela Lei nº 11.382, de 2006). 
Art. 685-A. É lícito ao exeqüente, oferecendo preço não inferior ao da avaliação, requerer lhe 
sejam adjudicados os bens penhorados. (Incluído pela Lei nº 11.382, de 2006). 
§ 1o Se o valor do crédito for inferior ao dos bens, o adjudicante depositará de imediato a 
diferença, ficando esta à disposição do executado; se superior, a execução prosseguirá pelo saldo 
remanescente. (Incluído pela Lei nº 11.382, de 2006). 
§ 2o Idêntico direito pode ser exercido pelo credor com garantia real, pelos credores concorrentes 
que hajam penhorado o mesmo bem, pelo cônjuge, pelos descendentes ou ascendentes do 
executado. (Incluído pela Lei nº 11.382, de 2006). 
§ 3o Havendo mais de um pretendente, proceder-se-á entre eles à licitação; em igualdade de 
oferta, terá preferência o cônjuge, descendente ou ascendente, nessa ordem. (Incluído pela Lei nº 
11.382, de 2006). 
§ 4o No caso de penhora de quota, procedida por exeqüente alheio à sociedade, esta será 
intimada, assegurando preferência aos sócios. (Incluído pela Lei nº 11.382, de 2006). 
§ 5o Decididas eventuais