Código Processual Civil
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Código Processual Civil


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do processo o Ministério Público. 
Art. 945. A sentença, que julgar procedente a ação, será transcrita, mediante mandado, no registro de imóveis, 
satisfeitas as obrigações fiscais. 
CAPÍTULO VIII 
DA AÇÃO DE DIVISÃO E DA DEMARCAÇÃO DE TERRAS PARTICULARES 
Seção I 
Das Disposições Gerais 
Art. 946. Cabe: 
I - a ação de demarcação ao proprietário para obrigar o seu confinante a estremar os respectivos prédios, fixando-se 
novos limites entre eles ou aviventando-se os já apagados; 
II - a ação de divisão, ao condômino para obrigar os demais consortes, a partilhar a coisa comum. 
Art. 947. É lícita a cumulação destas ações; caso em que deverá processar-se primeiramente a demarcação total ou 
parcial da coisa comum, citando-se os confinantes e condôminos. 
Art. 948. Fixados os marcos da linha de demarcação, os confinantes considerar-se-ão terceiros quanto ao processo 
divisório; fica-lhes, porém, ressalvado o direito de vindicarem os terrenos de que se julguem despojados por invasão das 
linhas limítrofes constitutivas do perímetro ou a reclamarem uma indenização pecuniária correspondente ao seu valor. 
Art. 949. Serão citados para a ação todos os condôminos, se ainda não transitou em julgado a sentença 
homologatória da divisão; e todos os quinhoeiros dos terrenos vindicados, se proposta posteriormente. (Redação dada 
pela Lei nº 5.925, de 1º.10.1973) 
Parágrafo único. Neste último caso, a sentença que julga procedente a ação, condenando a restituir os terrenos ou a 
pagar a indenização, valerá como título executivo em favor dos quinhoeiros para haverem dos outros condôminos, que 
forem parte na divisão, ou de seus sucessores por título universal, na proporção que Ihes tocar, a composição pecuniária 
do desfalque sofrido. (Redação dada pela Lei nº 5.925, de 1º.10.1973) 
Seção II 
Da Demarcação 
Art. 950. Na petição inicial, instruída com os títulos da propriedade, designar-se-á o imóvel pela situação e 
denominação, descrever-se-ão os limites por constituir, aviventar ou renovar e nomear-se-ão todos os confinantes da 
linha demarcanda. 
Art. 951. O autor pode requerer a demarcação com queixa de esbulho ou turbação, formulando também o pedido de 
restituição do terreno invadido com os rendimentos que deu, ou a indenização dos danos pela usurpação verificada. 
Art. 952. Qualquer condômino é parte legítima para promover a demarcação do imóvel comum, citando-se os demais 
como litisconsortes. 
Art. 953. Os réus que residirem na comarca serão citados pessoalmente; os demais, por edital. 
Art. 954. Feitas as citações, terão os réus o prazo comum de 20 (vinte) dias para contestar. 
Art. 955. Havendo contestação, observar-se-á o procedimento ordinário; não havendo, aplica-se o disposto no art. 
330, II. 
Art. 956. Em qualquer dos casos do artigo anterior, o juiz, antes de proferir a sentença definitiva, nomeará dois 
arbitradores e um agrimensor para levantarem o traçado da linha demarcanda. 
Art. 957. Concluídos os estudos, apresentarão os arbitradores minucioso laudo sobre o traçado da linha demarcanda, 
tendo em conta os títulos, marcos, rumos, a fama da vizinhança, as informações de antigos moradores do lugar e outros 
elementos que coligirem. 
Parágrafo único. Ao laudo, anexará o agrimensor a planta da região e o memorial das operações de campo, os quais 
serão juntos aos autos, podendo as partes, no prazo comum de 10 (dez) dias, alegar o que julgarem conveniente. 
Art. 958. A sentença, que julgar procedente a ação, determinará o traçado da linha demarcanda. 
Art. 959. Tanto que passe em julgado a sentença, o agrimensor efetuará a demarcação, colocando os marcos 
necessários. Todas as operações serão consignadas em planta e memorial descritivo com as referências convenientes 
para a identificação, em qualquer tempo, dos pontos assinalados. 
Art. 960. Nos trabalhos de campo observar-se-ão as seguintes regras: 
I - a declinação magnética da agulha será determinada na estação inicial; 
II - empregar-se-ão os instrumentos aconselhados pela técnica; 
III - quando se utilizarem fitas metálicas ou correntes, as medidas serão tomadas horizontalmente, em lances 
determinados pelo declive, de 20 (vinte) metros no máximo; 
IV - as estações serão marcadas por pequenas estacas, fortemente cravadas, colocando-se ao lado estacas maiores, 
numeradas; 
V - quando as estações não tiverem afastamento superior a 50 (cinqüenta) metros, as visadas serão feitas sobre 
balizas com o diâmetro máximo de 12 (doze) milímetros; 
Vl - tomar-se-ão por aneróides ou por cotas obtidas mediante levantamento taqueométrico as altitudes dos pontos 
mais acidentados. 
Art. 961. A planta será orientada segundo o meridiano do marco primordial, determinada a declinação magnética e 
conterá: 
I - as altitudes relativas de cada estação do instrumento e a conformação altimétrica ou orográfica aproximativa dos 
terrenos; 
II - as construções existentes, com indicação dos seus fins, bem como os marcos, valos, cercas, muros divisórios e 
outros quaisquer vestígios que possam servir ou tenham servido de base à demarcação; 
III - as águas principais, determinando-se, quando possível, os volumes, de modo que se Ihes possa calcular o valor 
mecânico; 
IV - a indicação, por cores convencionais, das culturas existentes, pastos, campos, matas, capoeiras e divisas do 
imóvel. 
Parágrafo único. As escalas das plantas podem variar entre os limites de 1 (um) para 500 (quinhentos) a 1 (um) para 
5.000 (cinco mil) conforme a extensão das propriedades rurais, sendo admissível a de 1 (um), para 10.000 (dez mil) nas 
propriedades de mais de 5 (cinco) quilômetros quadrados. 
Art. 962. Acompanharão as plantas as cadernetas de operações de campo e o memorial descritivo, que conterá: 
I - o ponto de partida, os rumos seguidos e a aviventação dos antigos com os respectivos cálculos; 
II - os acidentes encontrados, as cercas, valos, marcos antigos, córregos, rios, lagoas e outros; 
III - a indicação minuciosa dos novos marcos cravados, das culturas existentes e sua produção anual; 
IV - a composição geológica dos terrenos, bem como a qualidade e extensão dos campos, matas e capoeiras; 
V - as vias de comunicação; 
Vl - as distâncias à estação da estrada de ferro, ao porto de embarque e ao mercado mais próximo; 
Vll - a indicação de tudo o mais que for útil para o levantamento da linha ou para a identificação da linha já levantada. 
Art. 963. É obrigatória a colocação de marcos assim na estação inicial - marco primordial -, como nos vértices dos 
ângulos, salvo se algum destes últimos pontos for assinalado por acidentes naturais de difícil remoção ou destruição. 
Art. 964. A linha será percorrida pelos arbitradores, que examinarão os marcos e rumos, consignando em relatório 
escrito a exatidão do memorial e planta apresentados pelo agrimensor ou as divergências porventura encontradas. 
Art. 965. Junto aos autos o relatório dos arbitradores, determinará o juiz que as partes se manifestem sobre ele no 
prazo comum de 10 (dez) dias. Em seguida, executadas as correções e retificações que ao juiz pareçam necessárias, 
lavrar-se-á o auto de demarcação em que os limites demarcandos serão minuciosamente descritos de acordo com o 
memorial e a planta. 
Art. 966. Assinado o auto pelo juiz, arbitradores e agrimensor, será proferida a sentença homologatória da 
demarcação. 
Seção III 
Da Divisão 
Art. 967. A petição inicial, elaborada com observância dos requisitos do art. 282 e instruída com os títulos de domínio 
do promovente, conterá: 
I - a indicação da origem da comunhão e a denominação, situação, limites e característicos do imóvel; 
II - o nome, o estado civil, a profissão e a residência de todos os condôminos, especificando-se os estabelecidos no 
imóvel com benfeitorias e culturas; 
III - as benfeitorias comuns. 
Art. 968. Feitas as citações