Código Tributário Nacional Comentado - Doutrina e Jurisprudência, Artigo por Artigo, Inclusive ICMS e ISS - Eliana Calmon
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Código Tributário Nacional Comentado - Doutrina e Jurisprudência, Artigo por Artigo, Inclusive ICMS e ISS - Eliana Calmon


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à iniciativa privada. 
Preço público 
 - remunera serviços que não têm 
natureza de públicos; 
 - atividade monopolizada, sujeita-
se ao preço público; 
 - pressupõe contratação; 
 - serviços não essenciais, que 
admitem concessão. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA 
Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, 
porque estas, diferentemente daqueles, são compulsórias e 
têm sua cobrança condicionada a prévia autorização 
orçamentária, em relação a lei que as instituiu (STF - 
Súmula 545). 
Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, 
inclusive ICMS e ISS 
 
 
 
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O STJ editou a Súmula 157 do teor seguinte: \u201cÉ ilegítima a 
cobrança de taxa, pelo Município, na renovação de licença para localização 
de estabelecimento comercial ou industrial\u201d. 
Nota: O verbete sofreu impugnação no STF que entendeu ser 
de absoluta pertinência a cobrança, em razão do poder de polícia 
desenvolvido quanto à ocupação de imóveis utilizados para comércio ou 
para prestação de serviços, tendo como base a área fiscalizada, 
concluindo pela inexistência de vulneração ao parágrafo único do art. 77 
do CTN a referida cobrança. Aposição da Corte Maior levou ao 
cancelamento da Súmula, pela 1ª Seção, em 24.04.2002 (STJ, REsp 
261.571/SP, DJU 07.05.2002). 
As mercadorias oriundas do estrangeiro, com simples 
trânsito em porto nacional, destinadas a outro País, não 
estão sujeitas ao pagamento de Taxa de Melhoramento dos 
Portos (TMP) (extinto TFR - Súmula 220). 
A Taxa de Melhoramento dos Portos (TMP), referente à 
mercadoria oriunda do estrangeiro com trânsito em porto 
nacional e destinada a outro porto nacional, somente é 
devida no destino (extinto TFR - Súmula 221). 
\u201cÉ inconstitucional a cobrança da taxa de expediente para 
emissão de guia de importação (Lei 7.690/88, art. 10)\u201d (TRF - 5ª R.- 
Súmula 14). 
\u201cÉ válida a cobrança da Taxa de Fiscalização dos Mercados de 
Títulos e Valores Mobiliários (Lei 7.940/89), com base em tabela, por 
faixas de contribuintes\u201d (TRF - 5ª R. - Súmula 15). 
Constitucional. Tributário. Taxa de licenciamento de 
importação. Lei 2.145, de 1953, art. 10, com a redação da 
Lei 8.387, de 1991. I. Licença ou Guia de Importação ou 
documento equivalente: a alteração do art. 10 da Lei 2.145, 
de 1953, pela Lei 8.387, de 1991, não mudou a natureza 
jurídica do crédito remunerador da atividade estatal 
especifica, o exercício do poder de polícia administrativa, de 
taxa para preço público. Ofensa ao princípio da legalidade 
tributária, CF, art. 150, I, CTN, art. 97, IV, dado que a lei 
não fixa a base de cálculo e nem a alíquota. 
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Inconstitucionalidade do art. 10 da Lei 2.145, de 1953, com 
a redação da Lei 8.387, de 1991. II. Recurso extraordinário 
conhecido (letra b), mas improvido (STF, Pleno, RE 
188107/SC, rel. Min Carlos Velloso, j. 21.03.1997, DJU 
30.05.1997, p. 23.193. 
Nota: A execução das Leis 2.145/1953 e 8.387/1991 foi 
suspensa pela Resolução do Senado Federal 11/2005, diante dessa 
decisão Plenária no RE 188.107/SC. 
Constitucional. Tributário Adicional ao Frete para Renovação 
da Marinha Mercante - AFRMM. Contribuição parafiscal ou 
especial de intervenção no domínio econômico. I. O Adicional 
ao Frete para Renovação da Marinha Mercante \u2013 AFRMM - é 
uma contribuição parafiscal ou especial, contribuição de 
intervenção no domínio econômico, terceiro gênero 
tributário, distinta do imposto e da taxa (CF, art. 149). II. O 
AFRMM não é incompatível com a norma do art. 155, § 2°, 
IX, da Constituição. Irrelevância, sob o aspecto tributário, da 
alegação no sentido de que o Fundo da Marinha Mercante 
teria sido extinto, na forma do disposto no art. 36, ADCT. 
III. Recurso extraordinário não conhecido (STF, Pleno, RE 
165.939/RS, rel. Min. Carlos Velloso, j. 25.05.1995, DJU 
30.06.1995, p. 20.446). 
Direito constitucional, tributário e administrativo. Taxa de 
localização e funcionamento. Art. 145, II, da Constituição 
Federal. Fiscalização. Poder de polícia. Súmula 279. 1. A 
União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão 
instituir taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou 
pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos 
específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos 
à sua disposição. É o que estatui a Constituição Federal, no 
art. 145 e seu inciso II, focalizados no recurso 
extraordinário. 2 Interpretando essa norma, assim como as 
que a precederam, seja na Constituição anterior, seja no 
Código Tributário Nacional, a jurisprudência do STF firmou-
se no sentido de que só o exercício efetivo, por órgão 
administrativo, do poder de polícia, na primeira hipótese, ou 
a prestação de serviços, efetiva ou potencial, pelo Poder 
público, ao contribuinte, na segunda hipótese, é que 
legitimam a cobrança de taxas, como a de que se trata 
neste recurso: taxa de localização e funcionamento. 3. No 
caso, o acórdão extraordinariamente recorrido negou ter 
havido efetivo exercício do poder de polícia, mediante 
atuação de órgãos administrativos do Município, assim como 
qualquer prestação de serviços, efetiva ou potencial, pelo 
Poder Público, ao contribuinte , que justificasse a imposição 
da taxa em questão. 4. As assertivas do acórdão 
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repousaram na interpretação das provas dos autos ou do 
direito local, que não podem ser revistas, por esta Corte, em 
Recurso Extraordinário (Súmulas 279 e 280). 5. 
Precedentes. 6. Recurso extraordinário não conhecido (STF, 
1ª T., RE 140278/CE, rel. Min. Sydney Sanches, j. 
27.08.1996, DJU 22.11.1996, p. 45.703). 
Tributário. Lei 11.152, de 30.12.1991, que deu nova redação 
aos arts. 7°, incisos I e II, 87, incisos I e II, e 94, da Lei 
6.989/66, do Município de São Paulo. Imposto sobre a 
propriedade Predial e Territorial Urbana. Taxas de limpeza 
pública e de conservação de vias e logradouros públicos. 
Inconstitucionalidade declarada dos dispositivos sob 
enfoque. O primeiro, por instituir alíquotas progressivas 
alusivas ao IPTU, em razão do valor do imóvel, com ofensa 
ao art. 182, § 4°, II, da Constituição Federal, que limita a 
faculdade contida no art. 156, § 1°, à observância do 
disposto em lei federal e à utilização do fator tempo para a 
graduação do tributo. Os demais, por haverem violado a 
norma do art. 145, § 2°, ao tomarem para base de cálculo 
das taxas de limpeza e conservação de ruas elemento que o 
STF tem por fator componente da base de cálculo do IPTU, 
qual seja, a área do imóvel e a extensão deste no seu limite 
com o logradouro público. Taxas que, de qualquer modo, no 
entendimento deste Relator, tem por fato gerador prestação 
de serviço inespecífico, não mensurável, indivisível e 
insuscetível de ser referido a determinado contribuinte, não 
sendo de ser custeado senão por meio do produto da 
arrecadação dos impostos gerais. Recurso conhecido e 
provido (STF, Pleno, RE 199.969/SP, rel. Min. Ilmar Galvão, 
j. 27.11.1997, DJU 06.02.1998, p. 38). 
Taxas. Tarifas ou tabelas de preços de serviços públicos 
explorados diretamente pelo Estado ou mediante concessão. 
Distinção. As taxas são tributos estabelecidos por lei; as 
tarifas correspondem a atos do poder executivo (STF, Pleno, 
RMS 4382, rel. Min. Luis Gallotti, j. 12.07.1957, Ement. 
00308-01/00183). 
Taxa. Preço público. A distinção entre taxa e preço público 
não é matéria de direito local e sim de direito federal. A 
denominada taxa de manutenção e limpeza da \u2018estação 
rodoviária\u2019 não é verdadeiramente uma taxa, mas preço 
público. Recurso extraordinário da Prefeitura, conhecido e 
provido (STF,