Código Tributário Nacional Comentado - Doutrina e Jurisprudência, Artigo por Artigo, Inclusive ICMS e ISS - Eliana Calmon
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da 
r. sentença, após a formalização do crédito tributário em 
questão, em 01.01.1995, não procedeu o 
contribuinte/recorrido ao devido recolhimento do mesmo. 3. 
Equivocada se tem revelado certa forma de contagem 
fazendária: a partir do fato e formalizado o crédito, dali por 
diante passa a fluir o prazo de sua cobrança, de cunho 
prescricional. 4. Entende a Eg. 3ª Turma desta Colenda 
Corte pela incidência do consagrado através da Súmula 106, 
do Eg. STJ, segundo a qual suficiente a propositura da ação, 
para interrupção do prazo prescricional: portanto, ajuizado o 
executivo em pauta em 18.12.2000 (fato incontroverso), 
configurado o alegado evento prescricional. 5. Operou-se a 
prescrição em relação a alguns dos débitos exeqüendos 
(taxa de licença e taxa de limpeza referentes ao ano de 
1995), com observância do estabelecido pelo art. 174 do 
CTN, ao verificar a transgressão do lapso temporal fixado 
pelo referido dispositivo, qual seja, 5 (cinco) anos para a 
ação de cobrança do crédito tributário em comento, 
contados da data de sua formalização definitiva. 6. 
Verificada, nos presentes autos, uma das causas de extinção 
do crédito tributário, qual seja, a prescrição, elencada no 
inciso V, primeira figura, do art. 156, do CTN, de rigor a 
extinção do débito prescrito da forma como operada, em 
relação ao ano de 1995. 7. Constituem os débitos atos 
distintos identificáveis e autônomos, cumprindo destacar 
que, sendo a hipótese de mero excesso de execução (como 
se dá, com a cobrança de específicos meses colhidos pela 
prescrição), em que é possível excluir ou destacar do título 
executivo o que excedente, através de mero cálculo 
aritmético, a ação deve prosseguir pelo saldo efetivamente 
devido, afastada a sua anulação neste ângulo, nos termos 
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da jurisprudência que, a propósito, adota-se. Precedentes. 8. 
Apesar de reconhecida a prescrição em relação aos débitos 
supra citados, perfeitamente possível o prosseguimento da 
execução fiscal pelo valor residual do débito executado, não 
ensejando, portanto, a declaração de nulidade da ação de 
execução fiscal, pois não desprovido de liquidez o débito 
exeqüendo remanescente, vez que dotado de valores 
autônomos, específicos. 9. no tocante ao tema aqui em 
mérito, vencimento de 1996/1998, fato incontroverso, 
inafastada a presunção de certeza da CDA em questão, 
consoante parágrafo único do art. 204, CTN. 10. No que 
tange às taxas de conservação e de limpeza pública, de fato, 
no âmbito dos requisitos para as taxas em geral, firmados 
através do inciso II do art. 145, CF, e do art. 77, CTN, avulta 
em destaque a divisibilidade de ditos serviços, de molde a 
permitir exigência da exação em pauta, pois exatamente 
está calcada na contraprestatividade ou vinculação entre o 
quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto, 
imediato. 11. A natureza da atividade estatal envolvida se 
põe límpida, conservação e limpeza pública. 12. A 
divisibilidade se coloca também límpida, uma vez que a 
incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários 
de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referidos 
serviços. 13. Não se ressentem referidas taxas, do 
descumprimento nem ao requisito da especificidade, nem ao 
da indivisibilidade. 14. Pertinente e adequada a ponderação, 
amiúde praticada, segundo a qual cobrados estão sendo 
imóveis, da União, que contam com aqueles referidos 
serviços, sendo capital repisar-se tanto se tributa, a título de 
taxa, pelo serviço efetivamente prestado, quanto pelo 
colocado ao dispor do contribuinte, neste passo não tendo a 
executada/embargante/apelada denotado assim não se 
ponham os préstimos/serviços municipais a respeito, ônus 
cabalmente seu. 15. Nenhuma ilegitimidade na cobrança de 
citadas taxas, pois atendido o figurino da hipótese de 
incidência pertinente, tal qual gizado pela própria 
Constituição e pelo CTN, antes enfocados. 16. Também 
inocorre á propalada coincidência de base de cálculo entre 
ditas taxas e o IPTU: como destacado pela Municipalidade 
envolvida, sem óbice substancial pela parte contribuinte, a 
base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui 
suportada pelo poder público, ao passo que dito imposto 
recai sobre o valor venal da coisa. 17. Impõe-se o parcial 
provimento ao apelo da Municipalidade envolvida, 
reconhecendo-se a legitimidade da cobrança das taxas de 
conservação e de limpeza pública, reformando-se em parte a 
r. sentença, para julgar parcialmente procedentes os 
embargos, tão-somente reconhecendo-se a ocorrência da 
prescrição parcial, suportando a Municipalidade envolvida 
honorários advocatícios de 10% sobre a diferença excluída 
em prol da União, atualizados monetariamente até o seu 
efetivo desembolso, tanto quanto se sujeitando a União ao 
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pagamento de honorários advocatícios de 10% sobre o 
tributo remanescente em cobrança, atualizados 
monetariamente até o seu efetivo desembolso, em favor do 
Município implicado. 18. Parcial provimento ao apelo (TRF-3ª 
R., 3ª T., AC 993.954/SP, rel. Juiz Silva Neto, j. 25.10.2006, 
DJU 17.01.2007, p. 559). 
Tributário. Taxa para expedição de guia de importação. Art. 
10 da Lei 2.145/53, com redação dada pelo art. 1° da Lei 
7.690/88. Inconstitucionalidade. Precedentes do STF e do 
STJ. Compensação. Possibilidade. I - É inconstitucional a 
taxa instituída pelo art. 10 da Lei 2.145/53, na redação que 
lhe foi atribuída pelo art. 1° da Lei 7.690/88, haja vista a 
identidade de sua base de cálculo com aquela vigente para o 
imposto de importação, em flagrante discrepância com o 
previsto no art. 145, II e § 2°, da Constituição Federal, e 
art. 77 do CTN. Precedentes do E. STF (RE 167.992-1/PR) e 
do C. STJ. II - O prazo disposto no art. 168, I, CTN, mesmo 
no caso de tributo lançado por homologação, ou seja, 
quando o contribuinte recolhe o tributo sem o prévio exame 
da autoridade fiscal, conta-se a partir deste recolhimento, 
uma vez que o contribuinte não precisa esperar o 
esgotamento do qüinqüênio previsto no § 4° do art. 150 do 
CTN, concedido à Fazenda Pública para homologar a conduta 
do contribuinte ou lançar de ofício a eventual diferença 
apurada, para postular, administrativa ou judicialmente, o 
direito de compensar o tributo indevidamente recolhido. In 
casu, não configurada a decadência do direito de pleitear a 
compensação dos pagamentos efetuados em período 
superior ao qüinqüênio contado retroativamente da 
propositura da ação. III - Na vigência das Leis 8.383/91 e 
9.250/95, a compensação devia ser efetuada somente entre 
contribuições e tributos da mesma espécie e destinação. 
Atualmente, o art. 74 da Lei 9.430/96, modificado pela MP 
66/2002, convertida na Lei 10.637/2002, e pela Lei 
10.833/2003, não mais exige o prévio requerimento do 
contribuinte e a autorização da Secretaria da Receita Federal 
para a realização da compensação em relação a quaisquer 
tributos e contribuições, o que, entretanto, não pode ser 
aplicado no caso em pauta, uma vez que se trata de direito 
superveniente. Portanto, a taxa de emissão de guias de 
importação somente pode ser compensada com outras 
taxas, de mesma espécie e destinação, devidas ao Fisco. 
Precedente da E. 3ª Turma: AC 97.03.032515-7, rel. Des. 
Fed. Carlos Muta, j. 16.11.2005, DJU 23.11.2005. IV - A 
correção monetária deve ser calculada desde a data do 
recolhimento indevido, utilizando-se, no caso, os seguintes 
índices: a) BTN a partir de dez./88 até fev./90; b) IPC de 
mar./90 a fev./91; c) INPC de mar./91 a dez./91; e d) UFIR, 
a partir de jan./92. V - A partir de janeiro de 1996, deve ser 
utilizada exclusivamente a taxa SELIC, que representa