Código Tributário Nacional Comentado - Doutrina e Jurisprudência, Artigo por Artigo, Inclusive ICMS e ISS - Eliana Calmon
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Código Tributário Nacional Comentado - Doutrina e Jurisprudência, Artigo por Artigo, Inclusive ICMS e ISS - Eliana Calmon


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da declaração apresentada pelo 
importador (Dec.-lei 37/66, art. 23 c/c art. 44), sendo 
irrelevante, para esse efeito específico, a data da celebração 
do contrato de compra e venda ou a do embarque ou a do 
ingresso no país de mercadoria importada\u2019. E ainda: 
\u2018Imposto de Importação. Fixou-se em Plenário, RE 91.337-
8/SP, em 06.02.1980, a jurisprudência do Supremo Tribunal 
no sentido de que, em se tratando de mercadoria 
Código Tributário Nacional Comentado: doutrina e jurisprudência, artigo por artigo, 
inclusive ICMS e ISS 
 
 
 
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despachada para consumo, o fato gerador ocorre na data do 
registro, na repartição competente, da declaração de 
importação. Ausência de incompatibilidade entre o art. 19 do 
CTN e o art. 23 do Dec.-lei 37/66. Embargos conhecidos, 
porém rejeitados\u2019 (ERE 91.309-2/SP, rel. Min. Cordeiro 
Guerra, STF, Pleno, 12.03.1980, DJ 18.04.1980, p. 2.566). 
Seguindo essa mesma linha de orientação, o STJ assim tem 
se pronunciado: \u2018No caso de importação de mercadoria 
despachada para consumo, o fato gerador, para o Imposto 
de Importação, consuma-se na data do registro da 
declaração de importação. Precedentes do STJ e STF\u2019 (REsp 
121617/Humberto); \u2018O STF já proclamou inexistir 
incompatibilidade do art. 19 do CTN com os arts. 23 e 24 do 
Dec.-lei 37/66. Na importação de produtos do exterior, para 
consumo próprio, o fato gerador ocorre no momento do 
registro da declaração de importação na repartição 
aduaneira, aplicando-se a alíquota vigente na época\u2019 (REsp 
250379/Peçanha Martins, DJ 09.09.2002); \u2018Jurisprudência 
pacífica do STJ, no sentido de que o fato gerador do Imposto 
de Importação ocorre com o registro da declaração de 
importação na repartição aduaneira, inexistindo 
incompatibilidade entre o art. 23 do Dec.-lei 37/66 e o art. 
19 do CTN\u2019 (EAREsp 170163/Eliana Calmon, DJ 05.08.2002); 
e: \u2018Na importação de mercadorias para consumo, o fato 
gerador ocorre no momento do registro da declaração de 
importação na repartição aduaneira, sendo irrelevante o 
regime fiscal vigente na data da emissão da guia de 
importação, ou quando do desembarque da mercadoria. 
Inexiste incompabilidade entre o art. 19 do CTN e o Dec.-lei 
37/66, conforme orientação do Pretório Excelso sobre o 
tema (RE 225.602, rel. Min. Carlos Velloso)\u2019 (REsp 
205013/Peçanha Martins, DJ 25.06.2001). 3. Recurso 
especial provido (STJ, 1ª T., REsp 670658/RN, rel. Min. Luiz 
Fux, j. 23.08.2005, DJU 14.09.2006, p. 260). 
Tributário. Imposto de Importação. Fato gerador. 
Compatibilidade do art. 19 do Código Tributário Nacional 
com o art. 23 do Dec.-lei 37/66. Bens de capital. Fato 
gerador. Momento da ocorrência. Entrada. Território 
nacional. 1. A regra geral prevista nos arts. 19 do Código 
Tributário Nacional e 1° do Dec.-lei 37/66 dispõem que o 
imposto de importação tem como fato gerador a entrada da 
mercadoria de procedência estrangeira no território nacional. 
2. Quando se tratar de mercadoria destinada ao consumo, 
considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto de 
Importação a data do registro na repartição aduaneira da 
declaração feita para fins de desembaraço aduaneiro, 
consoante o disposto no art. 23 do Dec.-lei 37/66, o qual é 
compatível com o art. 19 do Código Tributário Nacional. 
Precedentes. 3. Prevalece a regra geral insculpida no art. 19 
do Código Tributário Nacional na importação de bens de 
capital - o fato gerador do Imposto de Importação ocorre na 
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entrada dos produtos estrangeiros no território nacional. 4. 
Recurso especial improvido (STJ, 2ª T., REsp 328835/SC, 
rel. Min. Castro Meira, j. 03.11.2005, DJU 14.11.2005, p. 
236). 
Tributário. Imposto de Importação. Veículos automotores. 
Decs. 1.391/95 e 1.427/95 [revogados pelo Dec. 1471/95] 
.Fato gerador. Ocorrência. Desembaraço aduaneiro. 1. O 
fato gerador do Imposto de Importação perfectibiliza-se com 
o desembaraço aduaneiro, o qual se inicia com o registro da 
declaração de importação. 2. Na hipótese, o desembaraço 
ocorreu na vigência do Dec. 1.427/95, portanto deve ser 
aplicada a alíquota prevista em seu bojo. 3. A declaração de 
importação - atual denominação da guia de importação - não 
gera ato jurídico perfeito ou direito adquirido à aplicação da 
alíquota vigente ao tempo de sua emissão. 4. Recurso 
especial conhecido e provido (STJ, 2ª T., REsp 157162/SP 
rel. Min. Castro Meira, j. 03.05.2005, DJU 01.08.2005, p. 
366). 
Tributário. Imposto de Importação. Portarias 73/91 e 
938/91.1. O fato gerador do imposto de importação é a data 
da entrada da mercadoria no território nacional e não a data 
da emissão da guia de importação. 2. O lançamento fiscal, 
em relação ao fato gerador, é regido pela lei vigente à 
época. 3. Agravo regimental improvido (STJ, 2ª T., AgRg no 
REsp 49697/RJ, rel. Min. Castro Meira, j. 08.06.2004, DJU 
30.08.2004, p. 232). 
Tributário. Imposto de Importação. Mercadoria despachada 
para consumo. Momento do fato gerador. No caso de 
importação de mercadoria despachada para consumo, o fato 
gerador, para o Imposto de Importação, consuma-se na 
data do registro da declaração de importação. Precedentes 
do STJ e STF (STJ, 1ª T., REsp 313117/PE, rel. Min. 
Humberto Gomes de Barros, j. 21.10.2003, DJU 17.11.2003, 
p. 202). 
Tributário e processual civil. Fato gerador do Imposto Sobre 
Importação: momento da entrada da mercadoria no 
território brasileiro. Registro da declaração de importação: 
art. 19 do CTN c/c art. 23 do Dec.-lei 37/66. Preliminares 
rejeitadas. Ausência de registro por decurso do prazo. 
Abandono. Art. 116, I, do CTN. Apelação e remessa oficial 
providas. 1. As Declarações de Trânsito Aduaneiro anexadas 
aos autos provam que as mercadorias foram introduzidas no 
Brasil. Assim, deve ser rejeitada a preliminar de ausência de 
prova pré-constituída quanto à data de introdução das 
mercadorias no Brasil. 2. A preliminar de ausência de prova 
da recusa da repartição fazendária em proceder ao registro 
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da declaração de importação confunde-se com o mérito. 3. O 
Pleno do STF pacíficou a matéria no sentido da 
compatibilidade da regra do art. 23 do Dec.-lei 37/66 com o 
art. 19 do CTN, sendo considerado o fato gerador do 
Imposto de Importação a entrada da mercadoria no 
território brasileiro, ocorrido no momento do registro da 
Declaração de Importação na repartição aduaneira, nos 
termos do art. 23 do Dec.-lei 37/66, combinado com o art. 
19 do CTN. 4. O impetrante inviabilizou o registro da 
Declaração de Importação, pois deixou transcorrer o prazo 
para dar início ao despacho aduaneiro (art. 461, Dec. 
91.030/85 [revogado pelo Dec. 4.543/2002]). Não havendo, 
durante esse prazo, início do despacho, o registro não é 
mais possível e a mercadoria é considerada abandonada, 
sendo este o momento considerado como ocorrido o fato 
gerador (art. 116, I, do CTN). 5. Apelação e remessa oficial 
providas. 6. Peças liberadas pelo relator, em 24.04.2006, 
para publicação do acórdão (TRF-1ª R., 7ª T., AMS 
1999.01.00.099427-9/MG, rel. Juiz Luciano Tolentino, j. 
24.04.2006, DJU 12.05.2006, p. 49). 
Tributário. Imposto de Importação. Fato gerador. Alíquota. 
Declaração de Importação. Guia de importação 1. O fato 
gerador do imposto de importação ocorre com a entrada da 
mercadoria em território nacional, que se dá com o registro 
da Declaração de Importação na repartição aduaneira. 
Compatibilidade do art. 23 do Dec.-lei 37/66 com o art. 19 
do Código Tributário Nacional. Precedentes deste Tribunal e 
do STF. 2. A guia de importação somente autoriza a entrada 
de mercadoria no Território Nacional, sendo irrelevante a 
sua data para fixação da alíquota do Imposto