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resumo do livro Planejamento Social intencionalidade e instrumentação

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2 A raciona lid ade d o p lan eja me nto
Planeja me nto pode ser e ntendi do como um pr ocesso de raci o nali dade e
tod os nos seres hu mano s somos capa zes de pla ne jar, poi s to ma r deci es
refe re nte ao f ut uro é o obje ti vo de sse a to. A lé m do q ue se rão de fi ni do s em
conheci mentos teóri co s, cie nt ífi cos e téc ni cos se g undo M yrian .
Po rta nto, pla neja me nto refere -se a toma das de deci sões sobre a pe rsp ectiva
do que será p e rcorri d os pela ação e pe la s a ti t ud es a serem e xec uta das. O
mesmo, é funda me ntal p a ra o p rocesso de i n te r ve nção do assi stente so ci al,
ond e se p assa a ser necessá rio o ato pla neja r s ua s açõ es.
Se gundo di ve rsos a utores q ue fo ram ci ta dos no li vro, co mo C a r los Mat us,
Emerson E li a s e Ma ur ício Tragte nbe rg , o ato de pla ne ja r es tá li gad o a o p ode r
que o i ndi víd uo tem so bre si, onde bota em prati ca se us co nheci me nto s de
acordado com a evo l ução da moder ni dad e forma ndo estra tégi as para uma
determinada açã o .
Esse p rocesso é composto por 4 eleme ntos , sendo e le s: refle xão , deci o,
ação e re tomada de ref le xão . Os mesmos e stão li g ados a todo mo me nto ,
exi gi ndo um a nali se co nsta nte d o p rocesso.
3 O pla ne jamen to como proc ess o p o litico
O p lane ja me nto como fa tor p ol íti co e nvol ve co nti nuame nte a tomad as de
deci es em rela ção ao poder . O mesmo é um pro cesso o nde p assa por
di versos po l íti co s an te s de serem a p rova dos , p odendo d ura r d i as, meses e até
mesmo a nos b otado e m prá ti cas.
Anti game nte o p lane jame nto e ra por bases p ra ti cas i ns tr ume n ta i s té cni co -
operati vo, o nde acaba ram modi fica ndo ta l si stema pa ra um melhor
desempenho a ação pro fi ssi onal. Nos di as de ho je, o p la nejame nto no ser vi ço
soci al te m o sabe r t rico -metodológi co o nde se u co nheci me nto é a c ha ve,
técni co -opera ti vo q ue refere -se a s ua vi ve nci a no campo, apro f und a ndo -se
mai s em se us conheci me nto s práti co s e é ti co -po l íti co q ue são o acesso q ue o
profi ssi onal tem as p ol íti cas p úbli ca s.
Se m o sab er p ra ti co, não sei se a teoria de Lo za no e Mar tin es tão cor retas,
mas em hi te se não de ve se r realme nte fáci l relaci ona r a deci são com a
conce pção d a p rati ca, ma s co mo a se quê nci a re prese nta da no li vro pod emos
ter uma base mai s o u me nos de co mo se ja .
O equaci ona men to nad a mai s é do q ue o co nj u nto de i nfo r mações
si gni fi cati vas para a to mada de deci sões , podemos di ze r q ue o as si tuações
que vi ve nci amos para q ue o pro jeto da c er to. A d eci são em si , são a s
di ferente s esco lhas que de veram se r tomadas ao lo ngo de todo o processo ,
para q ue tal deci são se ja ati ngi da . a operaci ona li za ção o os
detalhame ntos das ati vid ades prati cad as de poi s da d eci são tomada . Não
pode mos e sque cer d a a ção, q ue nada mai s é d aq ui lo q ue se fo i p lane ja do em
do o processo se ndo i nserid o e m s ua reali da de.

4 O pla ne jamen to como proc ess o cn ico -p o litico
O pla neja mento nesse proce sso va i pre ci sar de uma a ção ma i s o bje ti va
perante as q uestões aprese nta das na i nter ve nção , o co nte úd o esp eci fico i
depe nde r da estr u tu ra e d e ca da ci rcunstâ nci a p arti c ular e m s ua si tuação
presente . Po r ta nto , o p la nejame nto nesse processo na da mai s é do q ue as
si tuaçõe s vi ve nci adas no di a a di a onde tor na o processo d i nâ mi co, re s ul tando
em e xp li caçõ es, de ci sões, ob jeti vos e meta s que serão a ti ngi d as e aprese n tad a
na s ua reali d ade de i nter ve nção p rati ca.
5 Co ns tru ção / reco ns tr uç ão do ob jeto: so br e o qu e plane jar
O objeto no pla neja me nto seria o d esafio que nos é p osto no nosso mei o d e
trabal ho, o nde o mesmo se dará por meio da i nstit ui çã o fa ze ndo com que
ate n ssemos a dema nda da ma nei ra que ela se e nco ntra .
Pa ra que oco rra a b usca por ta l ob jeto é necessári o e ntende r e co nhe cer a
sua reali dad e, nã o d e fo rma ob jeti va e si m de fo r ma mai s co mp le xa, para q ue
consi g a for m ular q uestões fle vei s o nde possa nos aj uda r na ho ra da
i nter ve nção.
A reali dad e soci al é basta nte d i nâ mi ca, com isso , o pla neja me nto sofre
consta nteme nte modi fi ca ções ao lo ngo de todo o p rocesso, fa ze ndo com q ue
você se ma ntenha -se at ua li za do de acordo com a dema nda, mas não
esquecend o da necessi dade que a i ns tit ui ção tem de ati ngi r a mes ma, p ara
que co nsi g a const r ui r e re co nstr ui r o se u p la nejame nto e s uas ações você
precis a estar sempre a dqui ri ndo co nheci me ntos e a mp li ando o seu espa ço d e
i nter ve nção para q ue possa to r na mai s q ualificad a e e fi caz .
6 Es tud o d e s itu ação
O es tudo de si t uação pod e -se di ze r q ue é a lgo bem comp le xo , po i s
config urasse e m d i versas i n forma ções co ns tante me nte ali me ntadas e
processadas, segu ndo a a utora .
C om to do o proce sso de refle xão d a re ali d ade o est ud o e xig e do p rofi ssi o nal
um vi são mai s preci sa e ob jeti va de to dos e leme ntos q ue nortei a m e sse
processo de ref le xão. Por tanto, o est udo de si tuação é um conj unto de
i nformações q ue co ntri b ui p ara a toma da de deci o, onde a ampli ação de seu
conheci mento a juda na rea li dad e mai s conc reta do obje to .
Se gundo Mat tela r t (1968 ) p odem se r co nsi derados como e s t ud o de si t uaçã o:
"C onfi guração do m arco de si tuações ou de antecedentes, acom panhada de
anál i se com preensi va e exp l i cativa d e su as determ i n ações; a Id entificaçã o
si ste m áti ca e contínua das á reas c rí tica s e de n ecessi d ades, a que se po de
acrescentar, ai nda, de oportuni dade e de am eaças; a D eterm i nação de
el em e nto s q ue permi ta m ju sti fica r a açã o sobre o obj eto; o E stabel eci m en to d e
priori dade s; a A nál i se dos i nstrum e ntos e técn i cas que p odem ser operados n a
ação; a Id en ti ficaçã o de al tern ati vas de i nte rvenção." (M attel art apud BA T ISTA ,
2007, p. 41) .

Se ndo a ssi m, o pla ne jame nto de pe nde da reali da de para q ue o est udo de
si tuação se ja di nâ mico d ura nte o p rocesso. C om i sso, temo s um co nju nto de
i nformações que co ntri b ui para todo p la ne jame nto d e ação , lo ca li za ndo,
compree nde ndo , co ntro la ndo e pre ve ndo as si t uações d e mod o gera l , o nde
ajuda na ali me ntaçã o de no vas té c ni cas de i nte r vençã o .
6 .1 Lev antamento d e h ipó tes es pre limina res
Esse p rocesso está de a co rdo com a e vol uçã o q ue o ser o huma no pa ssa no
decorre r do di a a d i a, com isso , nunca po demos rea lme nte di ze r o q ue
realme nte aque la d ema nd a necessi ta pe la co ns tante muda nça da rea li dad e,
por i sso o e studo de si tuação é e xtrema mente i mp orta nte nesse proce sso,
jus tame nte p ara q ue a s hi póteses seja dei xada de la do, le vando em co nta to da
a etapa ante rio r onde nos aj uda a mostrar alte r nativa s de i nte r ve nções para
que a ti n ja o ob jeto de for ma mais pre ci sa.
Assi m, segundo Mar x:
"O fa to , por ta nto , é o segui nte: indi d uos de termi nado s, q ue co mo prod uto res
atuam de um mod o tamb ém d etermi nado, estabelecem e ntre si relações
pol íti cas e socia i s d eterminadas. É p re ci so q ue , em cada ca so parti c ula r, a
observação emp íri ca co loq ue necessa ri amente em rele vo ? empiri camente e
sem qua lq uer espe c u lação o u mi stificação - a co ne xão e nt re a es tr u tura so ci al
e p ol íti ca e a prod ução ." (MARX , 1996 , p. 3 5) .
6 .2 Cons tr uç ão de r e fe rênc ia s teór ico -prátic os
D e aco rdo com o li vro o p la nejame nto de ve compor co i sas que foram
vi venci as e ob se r vadas na s ua a t uaçã o pra ti ca p odendo ser de nat ure za
ci entifica , d oc ume nta l, téc ni ca e hi stó rico. O est udo de si t uação nos aj uda ra
com essa anali sa da rea lidad e, onde q ual é um p rocesso q ue de vemos
conhecer e es t ud ar co nsta nteme nte . O me smo deve rá ser o rg ani zado com
bastante clare za e si mp lici da de, p ara que não haja di vergê nci as com o s da dos
concreto s . C o mo falado no li vro é i mpo rta nte fa zer uma ope ra ci ona li zação dos
conce i to s q ue fora m o u não trab al ha dos, i sso seria , re laci ona r e obser va r os
eleme ntos e os fa tos q ue e nglob a o ob jeto de es t udo fa zend o assi m que
enco ntre mos aq ui lo q ue ai nda fa lta ser trabal hado .
"e ssa te oria possi bi lite fo rm u l ar seu esquem a de a nál i se trazendo -lhe
refe rênci a, supostos , concepç õ es am pl a s [.. .] que lhe vai p erm i ti r a preender a
real i dade" (BAPTISTA, 200 7, p. 47).
6 .3 Co leta de da dos
A p arti do le va n ta me nto de hi póteses e das refe nci as teóri co -prá ti ca, a
coleta de dados se o pró xi mo passo importa nt íssi mo p ara co mpor to do o
estudo de si t uação. Se ndo assi m, d e verã o ser orga ni zada s to das a s
i nformações le va nta das a nte rio rme nte, da ndo i ci o a pe sq ui sas pa ra um
aprofundame n to maior nas si t uações vi venci ad as e também nas f ut uras
tomadas de d eci são .