Empreendedorismo-Paulo-Sertek-pdf
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3) rApideZ de reSpoStA
Como já vimos anteriormente, as 
empresas se veem envoltas em um 
ambiente com mudanças altamente 
velozes. Então, para que elas possam 
responder adequadamente às solici-
tações do mercado, precisam inovar. 
Não há mais espaço no mercado 
para as empresas burocráticas, pois elas não possuem a rapidez de 
resposta exigida. Em \u201corgani zações muito mais planas, com me-
nos hierarquia, em que cada dirigente 
tem um número maior de colabora-
dores diretos a supervisionar, e sobre-
tudo, maiores níveis de autonomia na 
organização, observa-se um esforço 
progressivo para tornar realidade a 
autonomia de decisão dos emprega-
dos\u201d (Ricart, 1996, p. 150).
impACto dAS mudAnçAS nA 
ConfiGurAção do trABALho
O fenômeno da globalização tornou-se evidente no final do 
século XX e início do século XXI, marcando um processo de 
interdependência dos mercados e a diluição das fronteiras nacio-
nais. Essa abertura acarretou numa relação mútua de influências 
entre os atores internacionais, que cresceu muito nos últimos 
anos, e gerou mais competitividade entre as instituições. O 
resultado disso foi que países emergentes, que precisam importar 
A rapidez de 
adaptação 
às mudanças 
torna-se um 
fator dife rencial 
competitivo. 
Quanto 
menos níveis 
hierárquicos e 
mais formas 
organizacionais 
flexíveis, 
melhor será 
para a empresa.
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tecnologia \u2013 geralmente a custos altos \u2013, saíram-se prejudicados 
na competição global por novos mercados. 
Podemos destacar que, com tais evoluções em tecnologia, os 
trabalhos repetitivos nas empresas têm dado lugar a sistemas auto- 
máticos controlados por computadores, deslocando as pessoas do 
setor tecnológico para a área de serviços.
Esse novo contexto exige profissionais que possuem conheci-
mento específico em uma ou mais áreas, como línguas, tecnolo-
gia da informação, softwares \u2013 que se atualizam em velocidade 
vertiginosa \u2013, entre outras. O problema se encontra no fato de 
que ainda há um grande deslocamento de pessoas que saem do 
campo para conseguir emprego nas cidades e, muitas vezes, esse 
contingente não possui as qualificações exigidas. 
Para um bom desempenho no tra-
balho, exige-se do indivíduo conheci-
mentos muito especializados. No en-
tanto, a especialização das pessoas em 
serviços se dá de forma lenta, o que 
provoca o descompasso entre o tra-
balho e a tecnologia, cuja evolução se 
dá de forma muito mais rápida. É por 
isso que vemos nas instituições e no 
país uma falta evidente de líderes para 
reger essas mudanças, vistas como fa-
tores-chave, além de outros fatores de 
ordem econômica.
Há mais desemprego porque a velo- 
cidade de adaptação, capacitação e 
A fabricação 
dos produtos 
torna-se cada 
vez mais 
sofisticada nos 
tempos atuais. 
Menos gente 
é necessária 
na extração 
de matéria-
prima e nos 
processos de 
transformação 
básica.
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aprendizagem é menor que a 
velocidade com que ocorrem 
as mudanças e os avanços 
os tecnológicos. Por isso, ne-
cessitamos de uma revolução 
de lideranças em nosso país, 
para que possamos dar con-
ta dessa demanda. Assim, é 
extremamente indispensável 
o investimento em capacita-
ção profissional e desenvolvi-
mento de pessoas.
pArA SABer mAiS
DOMINGOS, C. oportunidades disfarçadas. Rio de Janeiro: 
Sextante, 2009.
Sugiro que você leia o livro Oportunidades disfarçadas, de 
Carlos Domingos. Ótima leitura, a obra ajuda a descobrir 
como podemos utilizar nossos problemas, dificuldades e as 
exigências dos clientes no desenvolvimento de negócios. O 
livro descreve, de forma simples, casos de empreendedores que 
obtiveram sucesso ao lidarem com situações desfavoráveis e 
superarem desafios. 
Liderança! Vamos 
pensar a respeito? A 
pergunta que devemos 
nos fazer é: \u201cEu tenho 
capacidade para 
liderar? Ou seja, eu 
conduzo mudanças 
e venço resistências? 
Caso a resposta seja 
negativa, é hora de 
repensar o seu negócio! 
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Com a produção em maior escala de produtos descartáveis e 
a velocidade com que estes ficam obsoletos, passamos a produ-
zir muito lixo. Nossa sociedade é marcada por contrastes: de um 
lado, produzimos em grande quantidade; de outro, temos uma 
fraca distribuição. 
Devido às novas tecnologias, as relações de trabalho reque-
rem uma nova configuração e necessitam de novas competências 
para o seu desenvolvimento. Ou o profissional se prepara para 
as demandas do mercado ou ele acaba por ficar marginalizado, 
uma vez que a inteligência criadora, a inovação e a capacidade de 
conduzir mudanças são requisitos bem valorizados. Atualmente, 
há uma crescente demanda de líderes em todos os níveis, nas inú-
meras áreas de atividades. 
Nesse contexto, destacam-se as áreas de turismo, telecomuni-
cações, informática, manipulação de medicamentos e tecnolo-
gia de produção agrícola e animal. A distribuição e a logística 
tornaram-se áreas-chave para o sucesso de um empreendimento.
Outro fator que passa a exercer papel fundamental no cená-
rio organizacional é a tecnologia da informação. Hoje em dia, o 
meio físico já não é mais tão importante: as empresas virtuais 
têm ganhado cada vez mais espaço e vemos a popularização das 
chamadas redes sociais. 
No entanto, a tecnologia não resolve os problemas de ordem 
social, pois a técnica deve estar a serviço do homem. Assim, uma 
técnica pode ser sofisticada, mas nem por isso ganhar ou mere-
cer um salvo-conduto. Nesse sentido, tomamos como exemplo 
um piloto de corrida. Com sua técnica, ele poderia dirigir a uma 
velocidade de 380 km/h na estrada. Contudo, as leis estabelecidas 
ditam que não é permitido nem de bom senso andar nessa veloci-
dade, com base somente na técnica do piloto. O bem comum deve 
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Alexandro
Alexandro fez um comentário
Bom dia Paulo, por favor poderia me enviar o livro em pdf. obrigado
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Jefferson
Jefferson fez um comentário
Oi Tem como enviar por email ? Vc tem esse livro?? Desde ja agradeco
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