ANUAL_ESPECIAL_03_12_DireitoComercialCastellani
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Nome do Curso: Anual Especial Manhã 
Data da Aula: 03/12/2010 
Nome do Professor: Castellani. 
Disciplina: Direito Comercial. 
 
 
 Existem alguns credores que para serem legitimados dependem de determinados requisitos: 
 
1 \u2013 Credor Empresário: para que ele possa se valer do pedido de falência, ele obrigatoriamente deverá ser 
credor empresário regular (regularmente escrito na Junta Comercial). O Credor empresário e a sociedade 
irregular não poderão se valer do pedido (petição inicial) da falência, porém nada impede de se inscrever 
na falência. 
 
2 \u2013 Credor Domiciliado no exterior: o empresário brasileiro pode ter um credor com domicilio no 
exterior, este por sua vez, poderá pedir a falência no Brasil, desde que preste caução para se valer do 
pedido de falência do empresário devedor brasileiro, isto se dá para garantir a eventual reparação desse 
empresário brasileiro, caso o pedido seja indeferido, condenando o credor estrangeiro nas custas e 
honorários, por isso se dá o caução. Poderá ainda este credor estrangeiro ser condenado por dano moral. 
Portanto, o requisito para este credor estrangeiro se valer do pedido de falência será a prestação de caução 
para eventuais despesas de processo e por eventual condenação ao autor por danos morais e ou materiais. 
 A caução é arbitrada pelo juízo é em torno de 10 a 20% do valor do crédito. 
 
3 \u2013 Credores com garantia real: os credores que gozam da garantia real para o seu crédito, nos termos da 
interpretação jurisprudencial (antes da nova lei de falência, porém continua com o mesmo entendimento), 
para apresentar o pedido de falência, terá que renunciar a garantia real do seu crédito, passando a ser um 
credor comum/quirografário. Isto se deve para desestimular a utilização da falência por este credor. 
 
 
Legitimados: O próprio Devedor: autofalência: 
 
 O devedor pode, percebendo a sua situação econômico-financeira, apresentar a petição inicial 
confessando a sua situação de insolvência. Esse pedido é simples, porque basicamente o juiz vai 
homologar esse pedido, não havendo contestação, dilação probatória, porém no máximo o juiz poderá 
pedir a emenda da inicial. 
 Não será exigida deste empresário devedor quando ele próprio pede a autofalência, a regularidade 
deste empresário, ou seja, pode ele ser irregular. 
 
 
Sócios da Sociedade: cotista ou acionista: 
 
 Na pessoa jurídica o pedido de falência feito pelo próprio administrador será a autofalência. 
 Estamos falando aqui do administrador que não percebe a situação de crise e seus sócios como 
terceiro poderão apresentar um pedido de falência da sociedade a qual eles pertencem. 
 O rito nesses casos será considerado como se o pedido de falência fosse requerido por um credor, 
havendo citação da sociedade, sendo representada por seu administrador. 
 
Cônjuge Sobrevivente, qualquer herdeiro e Inventariante: 
 
 Da morte do empresário, terão estes o prazo de 1 ano para apresentação do pedido de falência do 
espólio do empresário. 
 
 
 
 
 
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2 \u2013 Juízo Competente do Pedido de Falência: 
 
 O juízo competente para a falência está definido no art. 3º da lei falência, sendo o juízo da justiça 
estadual do local do principal estabelecimento do empresário. 
 Quando o empresário devedor tem vários estabelecimentos em cidades diferentes, tem que ser 
proposto no principal estabelecimento, porém a lei não conceitua, mas podemos conceituar por 
interpretação jurisprudencial e doutrinária que é aquele que representa o centro econômico e decisório da 
sociedade empresária, definido pelo aspecto econômico (maior numero de credores \u2013 provavelmente e 
não pelo contrato social, onde está localizada a sede). 
 Fala-se de uma competência local/territorial, que em regra geral, é relativa, a competência do juízo 
falimentar é para o STJ é uma regra de competência absoluta. 
 Este juízo competente tem um importante atributo de ser um juízo universal, sendo decorrente de 
uma grande execução concursal, isto é um juízo único no qual haverá a reunião dos credores, reconhecida 
a falência o juízo passa a ser universal. 
 A partir da decretação da falência, toda e qualquer ação que envolva interesse patrimonial em face 
do falido, deverá ser atraída no juízo da falência (chamada de atratividade do juiz da falência). 
 Declarada a falência pode esse devedor empresário poderá ter várias ações contra ele. Esses 
processos a rigor, todas essas ações individuais são suspensos e os credores destas ações têm que tomar a 
iniciativa de se habilitar no processo de falência. 
 Os processos individuais ficam suspensos até a sentença de falência, podendo ser esta agravada, 
reformando-se ela, extinguindo a falência, se dá prosseguimento aos processos individuais, há exceções 
ao juízo universal da falência. 
 
Exceções ao Juiz Universal da Falência: determinadas ações individuais que apesar da declaração da 
falência, elas continuam correndo no juízo original, sendo essas exceções: 
 
a) Execução Fiscal; 
 
Próxima cont. das exceções;