APOSTILA LUIS FL+üVIO GOMES
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APOSTILA LUIS FL+üVIO GOMES


DisciplinaDireito Processual Penal I22.283 materiais192.934 seguidores
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profissão só pode ser preso por crime inafiançável.
Comprovada uma legítima defesa, deve-se lavrar o auto de prisão em flagrante ?
Resp.: Sim, deve-se lavrar o flagrante, sendo que em seguida o juiz concederá a liberdade sem fiança.
Em caso de ação privada e ação penal pública condicionada à representação também pode haver prisão em flagrante, mas o recolhimento ao cárcere depende do consentimento da vítima. Neste caso, se o autor do crime está preso, em caso do querelante querer mantê-lo preso, deve oferecer a queixa em 5 dias. Este prazo não reduz o prazo decadencial de 6 meses.
Modalidades de Prisão em Flagrante
Flagrante Próprio ou Verdadeiro - se dá quando o crime está ocorrendo ou quando acaba de acontecer. Também é próprio o flagrante em crime permanente.
Flagrante Impróprio ou Quase-Flagrante - se dá quando o agente é perseguido logo após e vem a ser preso. Esta perseguição deve ser ininterrupta. Não há limite temporal, desde que não pare a perseguição.
Flagrante Presumido ou Ficto - se dá quando o agente é encontrado logo depois com arma ou instrumentos do crime. O STF já decidiu que 2 horas é \u201clogo depois\u201d.
No Código Penal e em leis esparsas também encontramos outras espécies de flagrante:
Flagrante Provocado ou Preparado - se dá quando o agente é induzido ardilosamente a praticar o fato.
Flagrante Esperado - se dá quando se sabe previamente do crime e espera-se a conduta para o flagrante.
Flagrante Forjado - é o flagrante inventado. Ex.: um policial joga maconha no carro de uma pessoa e o prende em flagrante.
Flagrante Prorrogado ou Retardado - o Art. 2º da Lei do Crime Organizado prevê que a autoridade policial pode adiar o flagrante para o momento mais oportuno.
Crimes Habituais - não admitem flagrante.
Requisitos Formais do Auto de Prisão em Flagrante
Lavratura imediata;
Autoridade competente - somente autoridade policial;
Oitiva do condutor;
Oitiva das testemunhas;
Oitiva da vítima, se possível (pode ser que esteja morta ou em estado grave);
Interrogatório, se possível. Em caso de menor, deve-se nomear um Curador;
Assinatura de todos.
A falta de um requisito torna a prisão ilegal. O juiz deve relaxá-la, mas pode decretar a prisão preventiva.
É necessário o laudo pericial para se lavrar o auto de prisão em flagrante ?
Resp.: Em regra não é preciso o laudo pericial para lavrar o flagrante. Exceção: tóxicos.
Encerrado o auto de prisão em flagrante, em regra, o preso será recolhido ao cárcere. Exceções:
Fiança;
Direito de livrar-se solto;
Quando não resultar das respostas fundada suspeita contra o conduzido (Art. 304).
Nota de Culpa - é o documento escrito onde se apresenta o motivo da prisão. O preso deve obrigatoriamente receber uma via dela. Deve ser expedida em até 24 horas. A falta da nota de culpa torna a prisão ilegal e o juiz deve relaxá-la.
Pode a autoridade policial prender e presidir o auto de prisão em flagrante ?
Resp.: Sim, desde que o crime seja cometido contra ela ou ao menos na presença dela, desde que esteja no exercício das suas funções (Art. 307 CPP).
DA PRISÃO PREVENTIVA
É uma prisão processual. Não é obrigatória.
Crimes que admitem prisão preventiva:
Crimes dolosos punidos com reclusão;
Crimes dolosos punidos com detenção, desde que se trate de vadio ou pessoa não identificada;
Reincidente em crime doloso.
Comprovada a legítima defesa, pode-se decretar a prisão preventiva ?
Resp.: Não, não pode, por expressa disposição do Art. 313 do CPP.
Requisitos da Prisão Preventiva
Fumus boni juris - é a prova do crime e os indícios suficientes de autoria;
Periculum in mora - são os motivos da prisão. Pode ser: 
garantia da ordem pública ou econômica;
conveniência da instrução criminal (Ex.: o réu pode estar ameaçando testemunhas);
prisão para assegurar a aplicação da lei penal (Ex.: o réu pode fugir).
Em qual momento pode ser decretada a prisão preventiva ?
Resp.: A prisão preventiva pode ser decretada em qualquer momento, seja durante o Inquérito Policial ou durante o Processo, desde que seja antes do transito em julgado da sentença.
Quem pode decretar a Prisão Preventiva ?
Resp.: Somente o juiz pode decretar a Prisão Preventiva, sempre em decisão fundamentada.
O juiz pode relaxar a prisão e logo em seguida decretar a prisão preventiva.
Já, se o juiz relaxar o flagrante por excesso de prazo, não pode mais decretar a prisão preventiva.
Recursos Cabíveis
Se o juiz indeferir a prisão preventiva, cabe o Recurso em Sentido Estrito;
Se o juiz deferir a prisão preventiva, cabe o Habeas Corpus;
Se o juiz revoga a prisão preventiva, cabe o Recurso em Sentido Estrito; e 
Se o juiz não revogar a prisão preventiva, cabe o Habeas Corpus.
Toda decisão que decreta a prisão preventiva e uma decisão rebus sic stantibus, ou seja, o juiz pode decretar e revogar a preventiva quantas vezes for necessário (Art. 316, CPP).
E possível a prisão de estrangeiro para fim de expulsão ?
Resp.: Sim, e possível, mas esta preventiva só pode ser decretada por Ministro do STF.
A pessoa que se apresentar espontaneamente a policia pode ser presa espontaneamente, o que não ocorre com o flagrante.
DA PRISAO TEMPORARIA
LEI 7.960/89
E uma lei constitucional.
Cabimento: a prisão temporária e cabível em três hipóteses:
Quando a prisão for imprescindível para a investigação;
Quando o suspeito não tem residência fixa ou não esta devidamente identificado;
Somente nos crimes descritos na lei (Ex.: latrocínio, estupro, etc).
Discussão da Matéria - os requisitos 1 e 3 são imprescindíveis.
Quem pode decretar a prisão temporária ?
Resp.: Somente o juiz e quem pode decreta-la, sempre em decisão fundamentada. Jamais poderá decreta-la de oficio. E necessário requerimento do MP ou representação da autoridade. Uma via do mandado de prisão serve como nota de culpa.
Contra quem pode ser decretada a Prisão Temporária ?
Resp.: Somente e possível decretar a prisão temporária contra investigado. Jamais se pode decreta-la contra acusado. 
Investigado - antes da denuncia, não há processo.
Acusado - A partir da denuncia, já existe processo.
Em que momento pode ser decretada a prisão temporária ?
Resp.: Exclusivamente durante as investigações.
Duração - dura 5 dias, pode uma única prorrogação por igual período.
Nos crimes hediondos a duração da prisão temporária e de 30 dias, podendo ter também uma única prorrogação, sendo o tempo máximo de 60 dias.
Direitos do Preso - o preso temporário tem o direito de ficar separado dos demais presos.
Se o delegado constatar a desnecessidade da prisão, ele pode liberar o preso ?
Resp.: Não, não pode liberar. Somente o juiz.
LIBERDADE PROVISORIA
E uma liberdade sob condições.
Natureza jurídica - e uma causa suspensiva dos efeitos da prisão cautelar.
Se o réu descumprir uma das condições, voltara a ser preso.
Há duas espécies de liberdade provisória:
Liberdade Provisória sem Fiança;
Liberdade Provisória com Fiança.
Historicamente havia a Fiança Fidejussória, que existiu durante o Império e as Ordenações ro Reino. Consistia na possibilidade de uma pessoa liberar outra assumindo compromisso sobre ela. Essa fiança existiu por causa da falta de mão de obra, onde os fazendeiros assumiam o compromisso sobre seus empregados, para que estes pudessem continuar a trabalhar.
Da Liberdade Provisória Sem Fiança
Pressuposto - só e cabível em caso de prisão em flagrante.
Conclusão - não e cabível em prisão civil e em prisão administrativa.
Quem pode concede-la ?
Resp.: Exclusivamente o juiz.
A liberdade provisória e um direito do réu, desde que preenchidos os requisitos legais.
E cabível em três hipóteses:
Art. 310, Caput, CPP - trata das causas excludentes da ilicitude. Ex.: legitima defesa, estado de necessidade;
Art. 310, Parágrafo Único, CPP - quando