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APOSTILA LUIS FL+üVIO GOMES

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da Ação - se a peça for rejeitada, dependendo do fundamento dessa rejeição, pode a ação ser intentada novamente. Ex.: extinção da punibilidade não permite a renovação da ação. Já a falta de representação quando sanada, pode-se intentar uma nova ação.
Depois da sentença não se pode atacar a inépcia da denúncia/queixa, deve-se atacar diretamente a sentença.
AÇÃO CIVIL “EX DELICTO”
Quem causa danos a outrem tem que indenizar.
É uma ação que visa uma indenização em razão de um delito.
Estando em curso o processo penal a vítima pode entrar com ação civil (Art. 67 CPP).
O juiz civilista pode suspender o processo civil até que se julgue o processo penal.
O risco é o de conflito de julgados. No civil cabe ação rescisória para reparar essa injustiça.
Se a vítima for pobre o Ministério Público pode entrar com a ação em benefício dela.
Cabe ação contra os herdeiros, apenas nos limites da herança recebida.
Se a punibilidade for extinta, não impede a ação civil.
Réu absolvido do crime impede a ação civil ?
Resp.: Em regra, essa absolvição não impede a Ação Civil, salvo:
quando o juiz criminal reconhecer a inexistência do fato;
quando o juiz criminal reconhece que o acusado não participou dos fatos;
quando o juiz criminal reconhece uma causa de exclusão da ilicitude ou antijuridicidade (legítima defesa, estado de necessidade, estrito cumprimento do dever legal ou exercício regular do direito), salvo:
Art. 1519 e 1520 do Código Civil - estado de necessidade agressivo, quando se lesa terceiro inocente. Tem que indenizá-lo, mas tem ação regressiva contra aquele que ocasionou o perigo;
legítima defesa real com “aberractio ictus” , onde por exemplo, A atira contra B e B se defende mas acerta C, matando-o, B está absolvido, mas tem que indenizar a família de C, mas tem ação regressiva contra A.
Execução Civil
A sentença penal condenatória é um título executivo, podendo ser executada. Art. 63 do CPP.
Problema: a sentença é um título certo, porém ilíqüido, pois o juiz penal não fixa o quantum que deve ser pago. Para executar é preciso liquidar, e essa liquidação se dá na esfera civil.
Aspectos Processuais 
Na liquidação o réu só pode discutir o quantum a ser pago;
Se a vítima for pobre o Ministério Público entra com a execução em favor dela;
Execução contra herdeiros é cabível, porém somente até o limite da herança;
Sentença que fixa Medida de Segurança pode ser executada no Cível ?
Resp.: Depende, pois se trata de um semi-imputável a sentença é condenatória, podendo então ser executada no civil. Mas se trata de um inimputável a sentença é absolvitória, não podendo a vítima executá-la no civil. Para a vítima receber o prejuízo deve entrar com Ação Civil.
Sentença que concede Perdão Judicial pode ser executada no cível ?
Resp.: Para o STF essa sentença é condenatória, podendo ser executada no cível. Já para o STJ essa sentença é declaratória de extinção da punibilidade (Súmula 18), não podendo ser executada no cível. 
Para o concurso é adotada a posição do STJ, pois é ele quem dá a última palavra sobre matéria infra-constitucional.
Se a vítima não pode executar a sentença, para receber a indenização deve entrar com Ação Civil.
Jurisdição e Competência
Jurisdição - é a função de dizer o direito.
Princípio da Unidade - a jurisdição é única em todo o país. Cada juiz julga nos limites de sua competência.
Competência - é o poder de cada juiz de conhecer e julgar determinados litígios.
Princípio da Indeclinabilidade - o juiz não pode recusar a jurisdição. Se o juiz não acha fundamento na lei, deve julgar por analogia, costumes, princípios gerais do direito, etc, mas não pode deixar de julgar.
Princípio da Indelegabilidade - o juiz pode delegar atos processuais, mas não pode delegar a função de julgar, de dirimir litígios.
Princípio da Improrrogabilidade - o juiz competente não pode invadir o âmbito jurisdicional alheio.
Princípio do Juiz Natural - quer dizer juiz competente, ou seja, que o juiz é competente para o caso, proibindo a criação do juízo ou tribunal de exceção.
Critérios de Competência
1º Critério - Art. 70 do CPP - a competência é a do local da consumação do crime.
Com esse critério fixa-se o Foro (comarca) e não o juízo (vara).
Apropriação Indébita - a competência é a do local onde se da a inversão do título da posse;
Cheque sem Fundos - a competência é a do local onde se da a recusa do pagamento. Súmula 521 do STF.
Falso Testemunho por Precatória - a competência é a do local do juízo deprecado.
Crimes Plurilocais - a competência é a do local da consumação.
Acidentes de Trânsito - a competência é a do local do acidente, é uma criação jurisprudencial.
Lei dos Juizados Especiais Criminais - a competência fixa-se pelo local do cometimento da infração da conduta.
Tentativa - a competência é a do local do último ato de execução do crime.
Crime Iniciado no Brasil e consumado fora do Brasil - a competência é a do local do último ato de execução do crime no Brasil. Esse critério é relativo, sua inobservância gera nulidade relativa.
Crime cometido na divisa entre duas Comarcas - a competência se fixa pela prevenção, onde é competente o juiz que primeiro tomar conhecimento do crime.
Crime Continuado envolvendo várias comarcas - a competência se fixa por prevenção. O juízo prevento pode avocar os demais processos. Se o juiz não avocar, a unificação das penas será feita nos juízos das execuções.
Crime permanente envolvendo várias comarcas - a competência se fixa por prevenção. Obrigatoriamente tem que avocar os outros processos, pois é um crime único, e ninguém pode ser julgado pelo mesmo crime duas vezes.
2º Critério - A competência se fixa pelo Domicílio ou Residência do Réu 
Este critério é subsidiário ou supletivo, somente é usado quando não se sabe qual é o local da consumação.
Foro Optativo - está previsto no Art. 73 do CPP - só vale para ação penal exclusivamente privada ou personalíssima, portanto, não valendo para a Subsidiária da Pública.
O querelante pode optar entre o local da consumação e o domicílio do réu.
3º Critério - Competência em Razão da Matéria - Natureza da Infração
Esse critério fixa o juízo, a vara.
Justiça Militar Estadual - é competente para julgar somente os crimes militares cometidos por militares. Jamais será competente para julgar um civil.
Crime cometido com viatura militar - se a vítima é civil, o julgamento é da competência da justiça civil, já se a vítima é militar, a competência é da justiça militar.
Crime cometido por militar mas não descrito no CPM - a competência é da Justiça Comum.
Crime Doloso contra a vida de um civil praticado por um militar - a competência é da Justiça Comum. Lei 9299/96.
Justiça Militar Federal - é competente para julgar crimes militares cometidos contra as forças armadas. Não importa se o criminoso é civil ou militar.
Justiça Eleitoral - é competente para julgar os crimes eleitorais e os conexos.
Homicídio conexo com Crime eleitoral - a competência é da Justiça Eleitoral. Segue o Princípio da Especialidade.
Justiça Federal - é competente para julgar crimes cometidos contra a União ou contra suas Autarquias. 
Ex.: Crimes cometidos contra a Caixa Econômica Federal é da competência da Justiça Federal. Crimes Políticos - definidos na Lei da Segurança Nacional. O recurso é direito para o STF.
Crimes Cometidos a Bordo de Navio ou Avião - a competência é da Justiça Federal. Se ocorrer um homicídio, a competência é do Tribunal do Júri Federal.
Tráfico Internacional - a competência é da Justiça Federal. Se na Comarca não tem Justiça Federal, o juiz estadual assume seu lugar e o julga. O Recurso é endereçado ao TRF.
Tribunal do Júri - é competente para julgar os crimes dolosos contra a vida e conexos.
Genocídio - é da competência do Tribunal do Júri.
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