As conquistas da advocacia no novo CPC
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As conquistas da advocacia no novo CPC


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de justiça quando frustrada a 
realização por meio eletrônico ou pelo correio. 
§ 1º A certidão de intimação deve conter: 
 
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I - a indicação do lugar e a descrição da pessoa intimada, mencionando, 
quando possível, o número de seu documento de identidade e o órgão que o 
expediu; 
II - a declaração de entrega da contrafé; 
III - a nota de ciente ou a certidão de que o interessado não a apôs no 
mandado. 
§ 2º Caso necessário, a intimação poderá ser efetuada com hora certa ou por 
edital. 
 
TÍTULO III 
DAS NULIDADES 
 
Art. 276. Quando a lei prescrever determinada forma sob pena de nulidade, a 
decretação desta não pode ser requerida pela parte que lhe deu causa. 
Art. 277. Quando a lei prescrever determinada forma, o juiz considerará 
válido o ato se, realizado de outro modo, lhe alcançar a finalidade. 
Art. 278. A nulidade dos atos deve ser alegada na primeira oportunidade em 
que couber à parte falar nos autos, sob pena de preclusão. 
Parágrafo único. Não se aplica o disposto no caput às nulidades que o juiz 
deva decretar de ofício, nem prevalece a preclusão provando a parte legítimo 
impedimento. 
Art. 279. É nulo o processo quando o membro do Ministério Público não for 
intimado a acompanhar o feito em que deva intervir. 
§ 1º Se o processo tiver tramitado sem conhecimento do membro do 
Ministério Público, o juiz invalidará os atos praticados a partir do momento 
em que ele deveria ter sido intimado. 
§ 2º A nulidade só pode ser decretada após a intimação do Ministério Público, 
que se manifestará sobre a existência ou a inexistência de prejuízo. 
Art. 280. As citações e as intimações serão nulas quando feitas sem 
observância das prescrições legais. 
 
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Art. 281. Anulado o ato, consideram-se de nenhum efeito todos os 
subsequentes que dele dependam, todavia, a nulidade de uma parte do ato não 
prejudicará as outras que dela sejam independentes. 
Art. 282. Ao pronunciar a nulidade, o juiz declarará que atos são atingidos e 
ordenará as providências necessárias a fim de que sejam repetidos ou 
retificados. 
§ 1º O ato não será repetido nem sua falta será suprida quando não prejudicar 
a parte. 
§ 2º Quando puder decidir o mérito a favor da parte a quem aproveite a 
decretação da nulidade, o juiz não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou 
suprir-lhe a falta. 
Art. 283. O erro de forma do processo acarreta unicamente a anulação dos 
atos que não possam ser aproveitados, devendo ser praticados os que forem 
necessários a fim de se observarem as prescrições legais. 
Parágrafo único. Dar-se-á o aproveitamento dos atos praticados desde que 
não resulte prejuízo à defesa de qualquer parte. 
 
TÍTULO IV 
DA DISTRIBUIÇÃO E DO REGISTRO 
 
Art. 284. Todos os processos estão sujeitos a registro, devendo ser 
distribuídos onde houver mais de um juiz. 
Art. 285. A distribuição, que poderá ser eletrônica, será alternada e aleatória, 
obedecendo-se rigorosa igualdade. 
Parágrafo único. A lista de distribuição deverá ser publicada no Diário de 
Justiça. 
Art. 286. Serão distribuídas por dependência as causas de qualquer natureza: 
I - quando se relacionarem, por conexão ou continência, com outra já 
ajuizada; 
 
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II - quando, tendo sido extinto o processo sem resolução de mérito, for 
reiterado o pedido, ainda que em litisconsórcio com outros autores ou que 
sejam parcialmente alterados os réus da demanda; 
III - quando houver ajuizamento de ações nos termos do art. 55, § 3º, ao juízo 
prevento. 
Parágrafo único. Havendo intervenção de terceiro, reconvenção ou outra 
hipótese de ampliação objetiva do processo, o juiz, de ofício, mandará 
proceder à respectiva anotação pelo distribuidor. 
Art. 287. A petição inicial deve vir acompanhada de procuração, que conterá 
os endereços do advogado, eletrônico e não eletrônico. 
Parágrafo único. Dispensa-se a juntada da procuração: 
I - no caso previsto no art. 104; 
II - se a parte estiver representada pela Defensoria Pública; 
III - se a representação decorrer diretamente de norma prevista na 
Constituição Federal ou em lei. 
Art. 288. O juiz, de ofício ou a requerimento do interessado, corrigirá o erro 
ou compensará a falta de distribuição. 
Art. 289. A distribuição poderá ser fiscalizada pela parte, por seu procurador, 
pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública. 
Art. 290. Será cancelada a distribuição do feito se a parte, intimada na pessoa 
de seu advogado, não realizar o pagamento das custas e despesas de ingresso 
em 15 (quinze) dias. 
 
TÍTULO V 
DO VALOR DA CAUSA 
 
Art. 291. A toda causa será atribuído valor certo, ainda que não tenha 
conteúdo econômico imediatamente aferível. 
Art. 292. O valor da causa constará da petição inicial ou da reconvenção e 
será: 
 
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I - na ação de cobrança de dívida, a soma monetariamente corrigida do 
principal, dos juros de mora vencidos e de outras penalidades, se houver, até a 
data de propositura da ação; 
II - na ação que tiver por objeto a existência, a validade, o cumprimento, a 
modificação, a resolução, a resilição ou a rescisão de ato jurídico, o valor do 
ato ou o de sua parte controvertida; 
III - na ação de alimentos, a soma de 12 (doze) prestações mensais pedidas 
pelo autor; 
IV - na ação de divisão, de demarcação e de reivindicação, o valor de 
avaliação da área ou do bem objeto do pedido; 
V - na ação indenizatória, inclusive a fundada em dano moral, o valor 
pretendido; 
VI - na ação em que há cumulação de pedidos, a quantia correspondente à 
soma dos valores de todos eles; 
VII - na ação em que os pedidos são alternativos, o de maior valor; 
VIII - na ação em que houver pedido subsidiário, o valor do pedido principal. 
§ 1º Quando se pedirem prestações vencidas e vincendas, considerar-se-á o 
valor de umas e outras. 
§ 2º O valor das prestações vincendas será igual a uma prestação anual, se a 
obrigação for por tempo indeterminado ou por tempo superior a 1 (um) ano, e, 
se por tempo inferior, será igual à soma das prestações. 
§ 3º O juiz corrigirá, de ofício e por arbitramento, o valor da causa quando 
verificar que não corresponde ao conteúdo patrimonial em discussão ou ao 
proveito econômico perseguido pelo autor, caso em que se procederá ao 
recolhimento das custas correspondentes. 
Art. 293. O réu poderá impugnar, em preliminar da contestação, o valor 
atribuído à causa pelo autor, sob pena de preclusão, e o juiz decidirá a 
respeito, impondo, se for o caso, a complementação das custas. 
 
 
 
 
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LIVRO V 
DA TUTELA PROVISÓRIA 
 
TÍTULO I 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
Art. 294. A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência. 
Parágrafo único. A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode 
ser concedida em caráter antecedente ou incidental. 
Art. 295. A tutela provisória requerida em caráter incidental independe do 
pagamento de custas. 
Art. 296. A tutela provisória conserva sua eficácia na pendência do processo, 
mas pode, a qualquer tempo, ser revogada ou modificada. 
Parágrafo único. Salvo decisão judicial em contrário, a tutela provisória 
conservará a eficácia durante o período de suspensão do processo. 
Art. 297. O juiz poderá determinar as medidas que considerar adequadas para 
efetivação da tutela provisória. 
Parágrafo único. A efetivação da tutela provisória observará as normas 
referentes ao cumprimento provisório da sentença, no que couber. 
Art. 298. Na decisão que conceder, negar, modificar ou revogar a tutela 
provisória, o juiz motivará seu convencimento de modo claro e preciso. 
Art. 299. A tutela provisória será requerida ao juízo