As conquistas da advocacia no novo CPC
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As conquistas da advocacia no novo CPC


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repetitivos ou em súmula 
vinculante; 
III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental 
adequada do contrato de depósito, caso em que será decretada a ordem de 
entrega do objeto custodiado, sob cominação de multa; 
IV - a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos 
constitutivos do direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar 
dúvida razoável. 
Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o juiz poderá decidir 
liminarmente. 
 
LIVRO VI 
DA FORMAÇÃO, DA SUSPENSÃO E DA EXTINÇÃO DO PROCESSO 
 
TÍTULO I 
DA FORMAÇÃO DO PROCESSO 
 
Art. 312. Considera-se proposta a ação quando a petição inicial for 
protocolada, todavia, a propositura da ação só produz quanto ao réu os efeitos 
mencionados no art. 240 depois que for validamente citado. 
 
TÍTULO II 
DA SUSPENSÃO DO PROCESSO 
 
Art. 313. Suspende-se o processo: 
I - pela morte ou pela perda da capacidade processual de qualquer das partes, 
de seu representante legal ou de seu procurador; 
II - pela convenção das partes; 
 
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III - pela arguição de impedimento ou de suspeição; 
IV- pela admissão de incidente de resolução de demandas repetitivas; 
V - quando a sentença de mérito: 
a) depender do julgamento de outra causa ou da declaração de existência ou 
de inexistência de relação jurídica que constitua o objeto principal de outro 
processo pendente; 
b) tiver de ser proferida somente após a verificação de determinado fato ou a 
produção de certa prova, requisitada a outro juízo; 
VI - por motivo de força maior; 
VII - quando se discutir em juízo questão decorrente de acidentes e fatos da 
navegação de competência do Tribunal Marítimo; 
VIII - nos demais casos que este Código regula. 
§ 1º Na hipótese do inciso I, o juiz suspenderá o processo, nos termos do art. 
689. 
§ 2º Não ajuizada ação de habilitação, ao tomar conhecimento da morte, o juiz 
determinará a suspensão do processo e observará o seguinte: 
I - falecido o réu, ordenará a intimação do autor para que promova a citação 
do respectivo espólio, de quem for o sucessor ou, se for o caso, dos herdeiros, 
no prazo que designar, de no mínimo 2 (dois) e no máximo 6 (seis) meses; 
II - falecido o autor e sendo transmissível o direito em litígio, determinará a 
intimação de seu espólio, de quem for o sucessor ou, se for o caso, dos 
herdeiros, pelos meios de divulgação que reputar mais adequados, para que 
manifestem interesse na sucessão processual e promovam a respectiva 
habilitação no prazo designado, sob pena de extinção do processo sem 
resolução de mérito. 
§ 3º No caso de morte do procurador de qualquer das partes, ainda que 
iniciada a audiência de instrução e julgamento, o juiz determinará que a parte 
constitua novo mandatário, no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual 
extinguirá o processo sem resolução de mérito, se o autor não nomear novo 
mandatário, ou ordenará o prosseguimento do processo à revelia do réu, se 
falecido o procurador deste. 
 
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§ 4º O prazo de suspensão do processo nunca poderá exceder 1 (um) ano nas 
hipóteses do inciso V e 6 (seis) meses naquela prevista no inciso II. 
§ 5º O juiz determinará o prosseguimento do processo assim que esgotados os 
prazos previstos no § 4º. 
Art. 314. Durante a suspensão é vedado praticar qualquer ato processual, 
podendo o juiz, todavia, determinar a realização de atos urgentes a fim de 
evitar dano irreparável, salvo no caso de arguição de impedimento e de 
suspeição. 
Art. 315. Se o conhecimento do mérito depender de verificação da existência 
de fato delituoso, o juiz pode determinar a suspensão do processo até que se 
pronuncie a justiça criminal. 
§ 1º Se a ação penal não for proposta no prazo de 3 (três) meses, contado da 
intimação do ato de suspensão, cessará o efeito desse, incumbindo ao juiz 
cível examinar incidentemente a questão prévia. 
§ 2º Proposta a ação penal, o processo ficará suspenso pelo prazo máximo de 
1 (um) ano, ao final do qual aplicar-se-á o disposto na parte final do § 1º. 
 
TÍTULO III 
DA EXTINÇÃO DO PROCESSO 
 
Art. 316. A extinção do processo dar-se-á por sentença. 
Art. 317. Antes de proferir decisão sem resolução de mérito, o juiz deverá 
conceder à parte oportunidade para, se possível, corrigir o vício. 
 
PARTE ESPECIAL 
 
LIVRO I 
DO PROCESSO DE CONHECIMENTO E DO CUMPRIMENTO DE 
SENTENÇA 
 
 
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TÍTULO I 
DO PROCEDIMENTO COMUM 
 
CAPÍTULO I 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
Art. 318. Aplica-se a todas as causas o procedimento comum, salvo 
disposição em contrário deste Código ou de lei. 
Parágrafo único. O procedimento comum aplica-se subsidiariamente aos 
demais procedimentos especiais e ao processo de execução. 
 
CAPÍTULO II 
DA PETIÇÃO INICIAL 
 
Seção I 
Dos Requisitos da Petição Inicial 
 
Art. 319. A petição inicial indicará: 
I - o juízo a que é dirigida; 
II - os nomes, os prenomes, o estado civil, a existência de união estável, a 
profissão, o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no 
Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o endereço eletrônico, o domicílio e a 
residência do autor e do réu; 
III - o fato e os fundamentos jurídicos do pedido; 
IV - o pedido com as suas especificações; 
V - o valor da causa; 
VI - as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos 
alegados; 
VII - a opção do autor pela realização ou não de audiência de conciliação ou 
de mediação. 
 
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§ 1º Caso não disponha das informações previstas no inciso II, poderá o autor, 
na petição inicial, requerer ao juiz diligências necessárias a sua obtenção. 
§ 2º A petição inicial não será indeferida se, a despeito da falta de 
informações a que se refere o inciso II, for possível a citação do réu. 
§ 3º A petição inicial não será indeferida pelo não atendimento ao disposto no 
inciso II deste artigo se a obtenção de tais informações tornar impossível ou 
excessivamente oneroso o acesso à justiça. 
Art. 320. A petição inicial será instruída com os documentos indispensáveis à 
propositura da ação. 
Art. 321. O juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos 
dos arts. 319 e 320 ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de 
dificultar o julgamento de mérito, determinará que o autor, no prazo de 15 
(quinze) dias, a emende ou a complete, indicando com precisão o que deve ser 
corrigido ou completado. 
Parágrafo único. Se o autor não cumprir a diligência, o juiz indeferirá a 
petição inicial. 
 
Seção II 
Do Pedido 
 
Art. 322. O pedido deve ser certo. 
§ 1º Compreendem-se no principal os juros legais, a correção monetária e as 
verbas de sucumbência, inclusive os honorários advocatícios. 
§ 2º A interpretação do pedido considerará o conjunto da postulação e 
observará o princípio da boa-fé. 
Art. 323. Na ação que tiver por objeto cumprimento de obrigação em 
prestações sucessivas, essas serão consideradas incluídas no pedido, 
independentemente de declaração expressa do autor, e serão incluídas na 
condenação, enquanto durar a obrigação, se o devedor, no curso do processo, 
deixar de pagá-las ou de consigná-las. 
Art. 324. O pedido deve ser determinado. 
§ 1º É lícito, porém, formular pedido genérico: 
I - nas ações universais, se o autor não puder individuar os bens demandados; 
 
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II - quando não for possível determinar, desde logo, as consequências do ato 
ou do fato; 
III - quando a determinação do objeto ou do valor da condenação depender de 
ato que deva ser praticado pelo réu. 
§ 2º O disposto neste artigo aplica-se à reconvenção. 
Art. 325. O pedido será