Resumo do Novo CPC (2015) - Curso Ênfase
55 pág.

Resumo do Novo CPC (2015) - Curso Ênfase


DisciplinaDireito Processual Civil I48.472 materiais866.228 seguidores
Pré-visualização20 páginas
que foi mantido o efeito suspensivo como regra (art. 
1009 do relatório final do novo CPC). 
Aula gratuita - Novo Código de Processo Civil (CPC) 
 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula ministrada 
pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros doutrinários e na 
jurisprudência dos Tribunais. 
 
44 
www.cursoenfase.com.br 
Art. 1009. A apelação terá efeito suspensivo. 
§ 1º Além de outras hipóteses previstas em lei, começa a produzir efeitos imediatamente 
após a sua publicação a sentença que: 
I \u2013 homologa divisão ou demarcação de terras; 
II \u2013 condena a pagar alimentos; 
III \u2013 extingue sem resolução do mérito ou julga improcedentes os embargos do 
executado; 
IV \u2013 julga procedente o pedido de instituição de arbitragem; 
V \u2013 confirma, concede ou revoga tutela provisória; 
VI \u2013 decreta a interdição. 
§ 2º Nos casos do § 1º, o apelado poderá promover o pedido de cumprimento provisório 
depois de publicada a sentença. 
§ 3º O pedido de concessão de efeito suspensivo nas hipóteses do § 1º poderá ser 
formulado por requerimento dirigido ao: 
I \u2013 tribunal, no período compreendido entre a interposição da apelação e sua 
distribuição, ficando o relator designado para seu exame prevento para julgá-la; 
II \u2013 relator, se já distribuída a apelação. 
§ 4º Nas hipóteses do § 1º, a eficácia da sentença poderá ser suspensa pelo relator se o 
apelante demonstrar a probabilidade de provimento do recurso, ou, sendo relevante a 
fundamentação, houver risco de dano grave ou difícil reparação. 
A interposição da apelação ocorrerá no primeiro grau, mas sua análise é realizada 
pelo tribunal. De toda sorte, o juiz de 1º grau não faz mais juízo de admissibilidade, isso 
mostra uma vantagem, pois poderá haver uma diminuição nas quantidades de agravos já 
que o juízo de admissibilidade não mais ocorrerá (art. 1007, §3o do relatório final do novo 
CPC). 
Art. 1007. A apelação, interposta por petição dirigida ao juízo de primeiro grau, conterá: 
(...) 
§ 3º Após as formalidades previstas nos §§ 1º e 2º, os autos serão remetidos ao tribunal 
pelo juiz, independentemente de juízo de admissibilidade. 
As decisões interlocutórias não agraváveis serão impugnadas na apelação, desde que 
contra elas o interessado tenha protestado no momento adequado. 
 
1.6.1.2.2 Agravo 
Não há mais agravo retido e há um rol de matérias agraváveis de instrumento (art. 
1012 do relatório final do novo CPC). 
Art. 1012. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem 
sobre: 
I \u2013tutelas provisórias; 
Aula gratuita - Novo Código de Processo Civil (CPC) 
 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula ministrada 
pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros doutrinários e na 
jurisprudência dos Tribunais. 
 
45 
www.cursoenfase.com.br 
II \u2013mérito da causa; 
III \u2013 rejeição da alegação de convenção de arbitragem; 
IV \u2013incidente de desconsideração da personalidade jurídica; 
V \u2013 rejeição do pedido de gratuidade da justiça ou acolhimento do pedido de sua 
revogação; 
VI \u2013 exibição ou posse de documento ou coisa; 
VII \u2013 exclusão de litisconsorte; 
VIII \u2013 rejeição do pedido de limitação do litisconsórcio; 
IX \u2013 admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros; 
X \u2013 concessão, modificação ou revogação do efeito suspensivo aos embargos à 
execução; 
XI \u2013 outros casos expressamente referidos em lei 
Parágrafo único. Também caberá agravo de instrumento contra decisões interlocutórias 
proferidas na fase de liquidação de sentença ou de cumprimento de sentença, no 
processo de execução e no processo de inventário. 
Assim, remanesce apenas o de instrumento, para hipóteses de urgência ou 
incompatíveis com a impossibilidade de impugnação ao final. A lei é exaustiva, e abarca 
todas as interlocutórias no processo executivo. 
Ademais, há a regulamentação do agravo interno/ regimental (art.1018 do relatório 
final do novo CPC). 
Art. 1018. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo 
órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno 
do tribunal. 
§ 1º Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os 
fundamentos da decisão agravada. 
§ 2º O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre 
recurso no prazo de quinze dias, ao final do qual, não havendo retratação, o relator levá-
lo-á a julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta. 
§ 3º É vedado ao relator se limitar à reprodução dos fundamentos da decisão agravada 
para julgar improcedente o agravo interno. 
§ 4º Quando o agravo interno for declarado manifestamente inadmissível ou 
improcedente em votação unânime, o órgão colegiado, em decisão fundamentada, 
condenará o agravante a pagar ao agravado multa fixada entre um e cinco por cento do 
valor da causa atualizado. 
§ 5º A interposição de qualquer outro recurso está condicionada ao depósito prévio do 
valor da multa prevista no § 4º, à exceção do beneficiário de gratuidade da justiça e da 
Fazenda Pública, que farão o pagamento ao final. 
 
Aula gratuita - Novo Código de Processo Civil (CPC) 
 
O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula ministrada 
pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros doutrinários e na 
jurisprudência dos Tribunais. 
 
46 
www.cursoenfase.com.br 
1.6.1.2.3 Embargos infringentes 
Esse recurso foi extinto no novo CPC da forma que estava no CPC/73, mas os 
embargos infringentes voltam de uma nova forma. 
Explica-se: os embargos infringentes foram suprimidos e substituídos por \u201ctécnica\u201d 
decisória em apelação, agravo e ação rescisória que, no caso de voto divergente, alonga o 
julgamento, marcando-se nova sessão com novos desembargadores em número a permitir a 
prevalência do voto vencido (art. 955, no Projeto da Câmara). Após, saiu no Senado, mas 
voltou em destaque do Senador Aloysio Nunes. 
Em resumo: esse recurso existirá sempre que a apelação, ação rescisória e o agravo 
tiverem julgamento procedente por maioria de votos. 
 
1.6.1.2.4 Recursos para o STJ e STF 
O assunto está presente do art. 1026 ao art.1028 do relatório final do novo CPC. 
Esses recursos receberão um tratamento conjunto no que se refere aos seus julgamentos e 
no julgamento dos recursos repetitivos (esses recursos obedecerão a uma pauta comum). 
Art. 1026. O recurso extraordinário e o recurso especial, nos casos previstos na 
Constituição Federal, serão interpostos perante o presidente ou o vice-presidente do 
tribunal recorrido, em petições distintas que conterão: 
I \u2013 a exposição do fato e do direito; 
II \u2013 a demonstração do cabimento do recurso interposto; 
II \u2013 a demonstração do cabimento do recurso interposto; 
III \u2013 as razões do pedido de reforma ou de invalidação da decisão recorrida. 
§ 1º Quando o recurso fundar-se em dissídio jurisprudencial, o recorrente fará a prova da 
divergência com a certidão, cópia ou citação do repositório de jurisprudência, oficial ou 
credenciado, inclusive em mídia eletrônica, em que houver sido publicado o acórdão 
divergente, ou ainda com a reprodução de julgado disponível na rede mundial de 
computadores, com indicação da respectiva fonte; em qualquer caso, as circunstâncias 
que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados devem ser mencionadas. 
§ 2º Quando o recurso estiver fundado em dissídio jurisprudencial, é vedado ao tribunal 
inadmiti-lo com base em fundamento genérico de que as circunstâncias fáticas são 
diferentes, sem demonstrar
Rafaela
Rafaela fez um comentário
Muito obrigada!
1 aprovações
Carregar mais