apostiladefisiologia
10 pág.

apostiladefisiologia


DisciplinaFisiologia e Metabolismo17 materiais849 seguidores
Pré-visualização5 páginas
celulares do organismo. No entanto, as respostas emitidas pelos 
tipos celulares distintos também diferem umas das outras. A resposta emitida pelos neurônios assemelha-se a uma 
corrente elétrica transmitida ao longo de um fio condutor: uma vez excitados pelos estímulos, os neurônios transmitem 
essa onda de excitação - chamada de impulso nervoso - por toda a sua extensão em grande velocidade e em um curto 
espaço de tempo. Esse fenômeno deve-se à propriedade de condutibilidade. 
Os impulsos nervosos ou potenciais de ação são causados pela despolarização da membrana além de um limiar 
(nível crítico de despolarização que deve ser alcançado para disparar o potencial de ação). Os potenciais de ação 
assemelham-se em tamanho e duração e não diminuem à medida em que são conduzidos ao longo do axônio, ou seja, 
são de tamanho e duração fixos. A aplicação de uma despolarização crescente a um neurônio não tem qualquer efeito 
até que se cruze o limiar e, então, surja o potencial de ação. Por esta razão, diz-se que os potenciais de ação obedecem 
à "lei do tudo ou nada". 
Para transferir informação de um ponto para outro no sistema nervoso, é necessário que o potencial de ação, uma vez 
gerado, seja conduzido ao longo do axônio. Um potencial de ação iniciado em uma extremidade de um axônio apenas se 
propaga em uma direção, não retornando pelo caminho já percorrido. Conseqüentemente, os potenciais de ação são 
unidirecionais - ao que chamamos condução ortodrômica. Uma vez que a membrana axonal é excitável ao longo de 
toda sua extensão, o potencial de ação se propagará sem decaimento. A velocidade com a qual o potencial de ação se 
propaga ao longo do axônio depende de quão longe a despolarização é projetada à frente do potencial de ação, o que, 
por sua vez, depende de certas características físicas do axônio: a velocidade de condução do potencial de ação 
aumenta com o diâmetro axonal. Axônios 
com menor diâmetro necessitam de uma 
maior despolarização para alcançar o 
limiar do potencial de ação. Nesses de 
axônios, presença de bainha de mielina 
acelera a velocidade da condução do 
impulso nervoso. Nas regiões dos 
nódulos de Ranvier, a onda de 
despolarização "salta" diretamente de um 
nódulo para outro, não acontecendo em 
toda a extensão da região mielinizada (a 
mielina é isolante), portanto, os 
potenciais de ação só ocorrem nos 
nódulos de Ranvier, onde há os canais 
voltagem-dependente para sódio. Fala-se 
em condução saltatória e com isso há 
um considerável aumento da velocidade 
do impulso nervoso. 
 
 ESCOLA DE MASSOTERAPIA SOGAB www.sogab.com.br 
 Disciplina de Fisiologia Aplicada 
Profª Cíntia Schneider 8
 
 
6. SINAPSES 
Os axônios, através de suas terminações, entram em contato com outros neurônios (SNC) e com células efetoras 
(glândulas, músculo...) (SNP) passando-lhes informações. Estes locais de contato entre estas células são chamados de 
sinapses. Quando há comunicação entre neurônios, chama-se sinapse interneuronal; quando o contato é entre neurônio 
e célula efetora, chama-se sinapse neuroefetuadora. As sinapses ainda podem ser divididas entre sinapses químicas e 
sinapses elétricas. 
As sinapses elétricas são menos freqüentes, e são exclusivamente interneuronais. Ocorre quando há contato entre as 
membranas dos dois neurônios, havendo assim uma comunicação direta de íons de uma célula a outra. Este tipo de 
sinapse não é polarizada, ou seja, ocorre nos dois sentidos. 
As sinapses químicas são as mais freqüentes, abrangendo todas as sinapses neuroefetuadoras e a maioria das 
interneuronais. Neste tipo de sinapses, a comunicação se faz através de uma substância química liberada, chamada 
neurotransmissor. Os principais neurotransmissores são a acetilcolina, o glutamato, o GABA, a dopamina, adrenalina e 
noradrenalina. 
Este tipo de sinapse é classificado como polarizada, ou seja, a comunicação se faz em apenas um sentido, da célula 
pré-sináptica (que possui o neurotransmissor) para a célula pós-sináptica (que possui os receptores para o 
neurotransmissor). 
Sinapses Químicas Interneuronais 
Na grande maioria destas sinapses, o elemento pré-sinaptico é uma terminação axônica, que se comunica com quaquer 
outra parte de outro neurônio, criando assim, sinapses axodendríticas (axônio \u2013 elemento pré-sináptico / dentrito \u2013 
elemento pós-sináptico); sinapses axossomáticas (axônio \u2013 elemento pré-sináptico / pericário \u2013 elemtento pós-sináptico); 
ou sinapses axoaxônicas (axônio \u2013 elemento pré-sináptico / axônio \u2013 elemento pós-sináptico). Porém, pode ocorrer de o 
dendrito ou mesmo o pericário (corpo neuronal) ser o elemento pré-sináptico, criando assim, sinpases dendrodendríticas 
(entre os dendritos das duas células), sinapses dendrossomáticas (entre dendrito e pericário), sinapses 
somatossomáticas (entre dois pericários), sinapses somatodendríticas (entre pericário e dendrito) e assim por diante. 
Nas sinapses em que o axônio é o elemento pré-sináptico, o contato se faz de duas maneiras: ou através de uma única 
ponta dilatada, conhecida como botão sináptico, ou através de pequenas dilatações que ocorrem ao longo de sua 
arborização, criando varicosidades, chamados botões sinápticos de passagem. 
Sinapses Químicas Neuroefetuadoras 
Este contato se faz através entre os axônios dos neurônios periféricos e uma célula não neuronal. Se o contato for com 
uma célula muscular estriada esquelética, denomina-se junção neuroefetuadora somática, ou placa motora; neste tipo de 
sinapse o elemento pré-sináptico é uma terminação axônica de um neurônio motor, cujo corpo se localiza no corno 
anterior da medula espinhal. Se o elemento pós-sináptico for uma célula muscular lisa ou cardíaca, ou se for uma 
glândula, chama-se junção neuroefetuadora visceral; nestas o elemento pré-sináptico é a terminação nervosa de 
neurônios do sistema nervoso autônomo simpático e parassimpático, cujos corpos celulares se localizam nos gânglios 
autonômicos. 
 ESCOLA DE MASSOTERAPIA SOGAB www.sogab.com.br 
 Disciplina de Fisiologia Aplicada 
Profª Cíntia Schneider 9
Uma característica das sinapses neuroefetuadoras é a presença de um espaço (virtual) entre o elemento pré e o 
elemento pós sináptico, chamada fenda sináptica, na qual o neurotransmissor é liberado após o impulso nervoso. 
Elementos de Uma Sinapse 
Uma sinapse compreende um elemento pré-sinaptico (que 
armazena e libera o neurotransmissor), uma fenda sináptica (onde é 
liberado o neurotransmissor) e um elemento pós-sináptico (que 
possui os receptores para o nerotransmissor). 
O elemento pré-sináptico apresenta uma membrana pré-sináptica, 
sob a qual, se organizam estruturas protéicas, formando uma malha, 
chamada densidade pré-sináptica. Nesta densidade estão 
agrupadas e organizadas as vesículas sinápticas, que armazenam 
os neurotransmissores. 
A fenda sináptica é o espaço virtual existente entre as duas células 
da sinapse, no qual será liberado o neurotransmissor. 
O elemento pós-sináptico é formado pela membrana pós-sináptica, 
na qual estão inseridos os receptores específicos para os 
neurotransmissores. A transmissão sináptica ocorre através da 
ligação do neurotransmissor com o seu receptor específico na membrana pós-sináptica. 
Transmissão Sináptica 
Quando o impulso nervoso atinge a membrana pré-sináptica, ocorre uma pequena alteração no potencial de membrana 
que abre canais voltagem-dependente para o íon cálcio, que entra na célula. O aumento na concentração deste íon 
dentro célula gera a fusão das vesículas sinápticas com a 
membrana pré-sináptica, liberando assim, o neurotransmissor 
armazenado para a fenda sináptica. Após a sua liberação na 
fenda sináptica, os neurotransmissores se ligam aos seus 
receptores específicos localizados na