Resumo FUNDAMENTOS DO COMÉRCIO EXTERIOR - AULAS 01 a 10 EAD ESTÁCIO
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Resumo FUNDAMENTOS DO COMÉRCIO EXTERIOR - AULAS 01 a 10 EAD ESTÁCIO


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repartição fiscal para despacho e ao mesmo local de embarque. 
 
No despacho aduaneiro, as exportações passam pela "seleção parametrizada", 
onde, de acordo com uma série de fatores, a critério da Secretaria da Receita 
Federal, a operação recebe: 
 
- CANAL vermelho - implicando conferências física e documental da mercadoria; 
 
- CANAL amarelo - implicando conferência documental da mercadoria; 
 
- CANAL verde - implicando liberação para embarque. 
 
No caso de divergências entre as informações prestadas na DDE, na documentação 
do referido despacho e na própria conferência física, a autoridade aduaneira, 
conforme o caso, pode proceder a averbação, registrando as divergências no 
Sistema (averbação com divergência), que deverão ser regularizadas 
posteriormente. 
 
Após o desembaraço aduaneiro, o exportador poderá emitir o Comprovante de 
Exportação (CE), documento oficial que comprova o efetivo embarque da 
mercadoria para o exterior. 
 
Este documento consubstancia a operação de exportação e tem força legal para fins 
administrativos, cambiais e fiscais. 
 
Existe, também, o chamado Despacho Sumário, que ocorre nas situações em que é 
dispensado o preenchimento do RE. No caso, o próprio servidor da Receita registra 
a operação. Destina-se a amparar a exportação de bagagem, encomendas, 
donativos e amostras sem valor comercial. 
 
 
Termos técnicos utilizados no processo de despacho aduaneiro na 
exportação 
 
Para melhor compreensão do processo do Despacho Aduaneiro, conceituam-se 
abaixo alguns termos técnicos usualmente utilizados neste procedimento: 
 
 
 
 
1) Estabelecimento da SRFB responsável pela verificação de carga, de documentos 
e do sistema, ou seja, conferência física e desembaraço da mercadoria (Zona 
Primária ou Secundária). 
 
Zona Primária - Calfandegados. 
 
Zona Secundária - Compreende a parte restante do território aduaneiro, nela 
incluídas as águas territoriais e o espaço aéreo. 
ompreende os portos e aeroportos alfandegados, assim como a área adjacente aos 
pontos de fronteira. 
 
 
2) De Zona Primária: pátios, armazéns, terminais e outros locais destinados à 
movimentação e ao depósito, sob controle aduaneiro, de mercadorias destinadas à 
exportação. 
 
De Zona Secundária: entrepostos, depósitos, terminais ou outras unidades 
destinadas ao armazenamento de mercadorias sob controle aduaneiro. 
 
3) É o local da SRFB onde ocorre a saída física da mercadoria. 
 
4) Operação de transporte, com suspensão de tributos, de mercadoria do local de 
origem ao local de embarque. Ocorre quando a Unidade de Despacho difere da de 
Embarque. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA 10: Roteiro de importação 
 
Introdução 
 
Esta aula se propõe a apresentar ao aluno as práticas de importação no Brasil. 
 
Uma importação, em sua etapa operacional, segue algumas fases que precisam ser 
conhecidas: 
 
Fase Administrativa: A fase administrativa inicia-se com o registro da LI 
(Licenciamento de Importação) que, na maioria dos casos, é dispensado. O 
deferimento do LI encerra a fase administrativa das importações. 
 
Fase fiscal/tributária: A fase fiscal/ tributária das importações inicia-se com o 
registro da DI (Declaração de Importação), que irá se encerrar com o respectivo 
desembaraço aduaneiro. 
 
Tratamento administrativo à importação 
 
Atualmente o tratamento administrativo às importações está disciplinado pela 
Portaria SECEX nº 23/2011. 
 
Classificação \u201cdoutrinária\u201d das importações 
 
Para efeito de aplicações das normas regulamentares e de tramitação 
administrativa, as importações brasileiras, em termos de classificação, estão assim 
agrupadas: 
 
 
Importações não permitidas 
 
Por País \uf0e0 Para alguns países, por razões de ordem econômica, política, ou social, 
e em função de recomendações de organismos internacionais, restringe-se o 
desenvolvimento de operações comerciais, resultando no impedimento de 
importações 
 
Por Mercadoria \uf0e0 Com o objetivo de preservar o meio ambiente, a saúde pública ou 
por diversos outros fatores, vários produtos são identificados, pela classificação 
fiscal no tratamento administrativo do Siscomex, como impedidas, o que representa 
proibição de importação. 
 
Exemplos: 
Produtos de perfumaria ou de toucador preparados e preparações cosméticas 
apresentadas sob a forma de aerossol e que utilize como propelente substâncias 
constantes no Protocolo de Montreal; tricale, quando originários / procedentes da 
América do Norte, Ásia, África ou Oceania; e zipeprol e seus sais. 
 
Importações Permitidas 
 
O sistema administrativo das importações brasileiras compreende as seguintes 
modalidades: 
 
Importações dispensadas de Licenciamento 
 
Importações sujeitas a Licenciamento Automático 
 
Importações sujeitas a Licenciamento não Automático 
 
Como regra geral, as importações brasileiras estão dispensadas de licenciamento, 
devendo os importadores tão somente providenciar o registro da Declaração de 
Importação \u2013 DI. 
 
Processamento do Licenciamento de Importação. 
 
Nas importações sujeitas aos licenciamentos automático e não-automático, o 
importador deverá prestar, no Siscomex, as informações necessárias para registro, 
previamente ao embarque da mercadoria no exterior. 
 
Nas situações abaixo indicadas, o licenciamento poderá ser efetuado após o 
embarque da mercadoria no exterior, mas anteriormente ao despacho aduaneiro, 
exceto para os produtos sujeitos a controles previstos no Tratamento 
Administrativo no Siscomex: 
 
Importações ao amparo do regime aduaneiro especial de \u201cdrawback\u201d; 
 
Importações ao amparo dos benefícios da Zona Franca de Manaus e das Áreas de 
Livre Comércio, exceto para os produtos sujeitos a licenciamento; 
 
Sujeitas à anuência do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e 
Tecnológico \u2013 CNPq. 
Os órgãos anuentes poderão autorizar diretamente no Siscomex o licenciamento 
anteriormente ao despacho aduaneiro quando previsto em legislação específica, 
mantidas as atribuições de cada anuente. 
 
 
 
 
 
Tratamento tributário \u2013 Imposto de Importação I.I 
 
Incidência \uf0e0 O imposto incide sobre a mercadoria estrangeira. 
 
Fato Gerador \uf0e0 O fato gerador do imposto é a entrada da mercadoria estrangeira 
no território aduaneiro. Para efeitos fiscais, será considerada como entrada no 
território aduaneiro a mercadoria constante de manifesto ou documento 
equivalente. 
Para efeito de cálculo do imposto, considera-se ocorrido o fato gerador: 
 
\u2022 Na data do registro da Declaração de Importação de mercadoria despachada para 
consumo, inclusive a ingressada no país em regime suspensivo de tributação e a 
contida em remessa postal internacional ou conduzida por viajante, se aplicado ao 
caso o regime de importação comum; 
\u2022 No dia do lançamento respectivo, quando se tratar de mercadoria contida em 
remessa postal internacional não compreendida na hipótese acima, bens 
compreendidos no conceito de bagagem, acompanhada ou não, e mercadoria 
constante de manifesto ou documento equivalente, cuja falta ou avaria for apurada 
pela autoridade aduaneira. 
 
Base de Cálculo \uf0e0 Valor aduaneiro apurado pela aplicação do Código de Valoração 
Aduaneira, acrescidos do valor do frete internacional e seguro. 
 
VALOR ADUANEIRO \uf0e0 Taxa de Câmbio \uf0e0 Os valores expressos em moeda 
estrangeira deverão ser convertidos em moeda nacional à taxa de câmbio vigente 
na data em que se considerar ocorrido o fato gerador. 
De acordo com o disposto na Portaria MF n.º 6 de 26.01.99, esta taxa será fixada 
com base
Aline
Aline fez um comentário
Poderia enviar esse arquivo por email?
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Igor
Igor fez um comentário
como baixo o PDF completo ?
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Cunta
Cunta fez um comentário
Perfeito!!! Muito obrigado!
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