Resumo FUNDAMENTOS DO COMÉRCIO EXTERIOR - AULAS 01 a 10 EAD ESTÁCIO
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Resumo FUNDAMENTOS DO COMÉRCIO EXTERIOR - AULAS 01 a 10 EAD ESTÁCIO


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NALADI - 
Com a aceitação sistemática do Sistema Harmonizado em nível internacional, a 
Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) promoveu a elaboração de 
uma nomenclatura adaptada àquele novo sistema de designação e codificação de 
mercadorias, para uso dos países-membros nas negociações de preferências 
tarifárias dentro dos instrumentos de negociação da Associação e para a formulação 
das suas estatísticas de comércio exterior. 
Com a adoção efetiva da nomenclatura, a partir de julho de 1991, todas as 
negociações realizadas no âmbito da ALADI passaram a observar os novos códigos, 
devendo os Acordos e Protocolos Adicionais negociados consignar as descrições e 
classificações da NALADI/SH. Também os documentos da Associação \u2013 Certificados 
de Origem, Certificados de Utilização de Cotas, etc. \u2013 e, necessariamente, os dos 
países-membros têm que indicar a nova codificação. 
A NALADI/SH mantém a mesma estrutura do Sistema Harmonizado, com suas 21 
 Seções e 96 Capítulos, além das Regras Gerais para Interpretação da 
Nomenclatura, sendo que seus códigos constam de oito dígitos. 
 
Barreiras comerciais; aduaneiras e não aduaneiras e suas modalidades 
 
As barreiras comerciais são dificuldades que os Estados instituem nas operações de 
COMEX. 
Essas barreiras são divididas em duas categorias: Aduaneiras e Não Aduaneiras, 
como vemos a seguir: 
 
ADUANEIRAS: 
1ª.) Direitos Aduaneiros ou barreira tarifária - A barreira tarifária aparece quando a 
mercadoria tem que pagar para entrar em outro país. Ex.: Imposto de Importação. 
 
 
2ª.) Direitos Compensatórios - Utilizados quando existe uma prática desleal de 
comércio internacional na qual esses direitos neutralizam um excesso de subsídio 
concedido pelo governo à mercadoria importada. 
 
3ª.) Direitos Anti-Dumping - São utilizados quando ocorre prática desleal de 
comércio internacional na qual a mercadoria é exportada com preço mais baixo que 
o custo de sua fabricação. 
 
4ª.) Impostos niveladores de fronteiras - Utilizados para equilibrar o preço de 
mercadorias em circulação entre cidades fronteiriças. OBS.: O Brasil não adota esse 
mecanismo. 
5ª.) Depósitos Prévios às Importações - Utilizados pelo Brasil em 1962, 1963 e de 
1974 a 1979 (período restritivo às importações). Tratava-se de um depósito 
compulsório à razão de 100% do valor FOB/FCA que a CACEX exigia para a emissão 
da guia de importação (GI), ficando essa quantia depositada no BECEN por um 
período de 12 meses, quando era, então, devolvido ao importador sem juros ou 
correção monetária. 
 
6ª.) Valor Aduaneiro - Foi estabelecido pelo GATT em 1986, através do Acordo de 
Valoração Aduaneira, que estabeleceu 6 métodos para o cálculo do valor real que 
uma mercadoria tem quando entra no território aduaneiro de um país. Nem sempre 
o valor da fatura comercial representa o real valor aduaneiro, e a parametrização 
em canal cinza expressa a dúvida do fisco. Abaixo, os 6 métodos de valoração 
aduaneira: 
 
Valor da negociação mercantil propriamente dito (expresso na fatura comercial). 
Mercadoria idêntica (valor comparativo a outra mercadoria igual). 
Valor similar (valor comparativo de mercadoria similar). 
Outros valores a serem deduzidos. 
Outros valores a serem acrescentados. 
 Métodos condizentes com o acordo e com os dados do país importador, tendo em 
vista outro despacho aduaneiro no país. 
 
7ª.) Classificação Fiscal - Terá impacto de tributação seletiva sobre a mercadoria, 
de acordo com os critérios de classificação do país. 
 
8ª.) Certificação de Origem - É estabelecida por tratados de acordos comerciais 
internacionais para comprovar a origem da mercadoria dentro das condições 
exigidas. É um formulário oficial emitido por entidades certificadoras devidamente 
credenciadas pelos tratados. É um documento exigido na alfândega para sustentar 
o desconto na alíquota do Imposto de Importação. Esse desconto chama-se 
Preferência Percentual e será registrado na D.I. Ex.: Alíquota do II (20%), 
Preferência Percentual (70%); logo, o II de 20 % será reduzido preferencialmente 
de 14% (70% de 20), ficando a nova alíquota residual do II = 6% (20%-14%). 
 
9ª.) Vistos Consulares - São exigências entre alguns países que os documentos que 
amparam uma exportação tenham a chancela do seu consulado no país exportador 
com a devida assinatura do cônsul ou de funcionário competente. 
 
NÃO ADUANEIRAS: 
 
1ª.) Licenciamento ou guias exigidas administrativamente por uma mercadoria 
estrangeira ao entrar no país. 
 
2ª.) Quotas ou contingenciamentos - Estabelecem quantitativos de mercadorias 
(restrição limitada ao volume comercializado). 
 
3ª.) Controle de câmbio - O BACEN controla o câmbio no Brasil e autoriza a operar 
com câmbio as agências de turismo, agências de câmbio, agências de bancos e 
entidades de financiamento ou investimento. 
 
4ª.) Preços máximos e mínimos estipulados pelo DECEX, que identifica se as 
mercadorias importadas têm o mesmo preço. 
 
5ª.) Compras reguladoras (niveladoras) para o estoque governamental. 
6ª.) Monopólios - Importação por parte do governo, proibida para pessoas 
jurídicas. Exemplo: importação de armas de uso exclusivo das forças armadas. 
 
7ª.) Os normativos de COMEX - Resoluções, portarias ou circulares dos órgãos que 
são autorizativos do COMEX. Atos legais que disciplinam e ditam as regras do 
COMEX, orientados pelo MDIC. 
 
8ª.) Anuências prévias ou autorizações específicas da competência de órgãos 
anuentes do governo, de acordo com a espécie da mercadoria importada. Exemplo: 
ANVISA, IBAMA, INMETRO, entre outros. 
 
9ª.) Medidas de proteção à produção e à exportação. 
 
10ª.) Certificações diversas - Sanitárias, fitossanitárias, de qualidade, safra, laudos 
técnicos, entre outros. 
 
11ª.) Medidas adotadas pelos EUA para evitar ações terroristas. 
 
Incentivos fiscais à exportação 
 
Uma das questões fundamentais das transações comerciais internacionais é quem 
tributa as operações de exportação de mercadorias: o país vendedor ou o 
comprador? 
 
Alguns países adotam o princípio da tributação no destino, em que a incidência dos 
tributos ocorre no país onde serão consumidas as mercadorias. Dessa forma, a 
exportação é isenta dos tributos internos. Outros adotam o princípio da tributação 
na origem das mercadorias. As exportações são tratadas como qualquer transação 
interna, sofrendo a incidência dos tributos. 
 
No Brasil, é adotado o princípio da tributação no país de destino, pelo que as 
exportações de mercadorias não sofrem a incidência de impostos, respeitados os 
princípios internacionais. 
 
Imposto de exportação \u2013 regulamento aduaneiro 
 
Da incidência \uf0e0 O imposto de exportação incide sobre mercadoria nacional ou 
nacionalizada destinada ao exterior (Decreto-lei no 1.578, de 11 de outubro de 
1977, art. 1o). 
 
§ 1o Considera-se nacionalizada a mercadoria estrangeira importada a título 
definitivo. 
 
§ 2o A Câmara de Comércio Exterior, observada a legislação específica, relacionará 
as mercadorias sujeitas ao imposto (Decreto-lei no 1.578, de 1977, art. 1o, § 3o, 
com a redação dada pela Lei no 9.716, de 26 de novembro de 1998, art. 1o). 
 
Produtos alcançados pelo imposto: 
 
Armas e munições. 
Castanha de caju com casca. 
Couro. 
Cigarros e fumo. 
Cilindros para filtros. 
 
 
 
Do fato gerador \uf0e0 O imposto de exportação tem como fato gerador a saída da 
mercadoria do território aduaneiro (Decreto-lei no 1.578, de 1977, art. 1o). 
 
Parágrafo único. Para efeito de cálculo do imposto, considera-se ocorrido o fato 
gerador na data do registro de
Aline
Aline fez um comentário
Poderia enviar esse arquivo por email?
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Igor
Igor fez um comentário
como baixo o PDF completo ?
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Cunta
Cunta fez um comentário
Perfeito!!! Muito obrigado!
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