Apostila 60 dicas Direito Tributário Prof Pedro Barretto
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Apostila 60 dicas Direito Tributário Prof Pedro Barretto


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isenções heterônomas. Dita regra impede que um determinado ente federativo 
possa conceder isenções de tributos pertencentes a outro ente (ex: a União não pode 
conceder isenções de tributos dos Estados, DF e Municípios, mas apenas dos seus próprios 
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tributos, os federais), consagrando a regra que as isenções (e demais benefícios fiscais) 
devem ser \u201cautônomos\u201d, ou seja, fruto do exercício da autonomia federativa (somente o 
ente titular do tributo pode promover a renúncia de receita do seu próprio tributo), e não 
\u201cheterônomos\u201d (invasão de autonomia; heteronomia). Tal regra não é violada quando 
Tratados Internacionais concedem isenções de tributos estaduais. Isso porque o Tratado 
não é feito pela União e sim pela República Federativa do Brasil, não havendo ato federal e 
sim federativo; não se trata de ato emanado da autonomia da União e sim da soberania da 
Federação brasileira, pessoa de direito público externo, internacional, diferente do ente 
federado aludido, que é pessoa de direito público interno; na celebração do Tratado, o 
Presidente age como Chefe de Estado (do país) e não como Chefe de Governo (da União). 
Por assim ser, ficou consagrado, desde o famoso precedente do \u201cBacalhau da Noruega\u201d, 
que Tratados Internacionais podem conceder isenções de ICMS, e isso não viola a 
autonomia dos Estados e nem qualifica invasão por parte da União. 
 
DICA 15: Isenções, como regra, são plenamente revogáveis, valendo a regra de que não 
geram, por simplesmente concedidas, direito adquirido. Só se tornam revogáveis, todavia, 
caso sejam concedidas com duas características, cumulativas. Quando são concedidas 
sob condição e a prazo certo, as isenções se tornam irrevogáveis. Salvo essa hipótese, 
isenções são, como dito, plenamente revogáveis. 
 
TEMA 2 \u2013 TÍTULO EXECUTIVO E AÇÃO DE EXECUÇÃO FISCAL 
 
DICA 16: O Título Executivo que lastreia a Execução Fiscal é a Certidão de Dívida 
Ativa, a qual se constitui internamente dentro da própria Administração, através de 
procedimento meramente administrativo, razão pela qual sua natureza é de título 
executivo extrajudicial. Noutras palavras, é dizer: o título executivo com o qual a fazenda 
executa seus devedores não depende de processo judicial prévio, não deriva de sentença 
condenatória prolatada em ação de cobrança, sendo materializado extrajudicialmente. A 
Execução Fiscal é execução fundada em título executivo extrajudicial. 
 
TEMA 3 \u2013 FRAUDE À EXECUÇÃO FISCAL 
DICA 17: Quando o sujeito passivo da relação tributária, após inscrito em dívida ativa, 
promove atos de alienação ou oneração de seus bens, dilapidando seu patrimônio, de modo 
a se tornar, por força de tais atos, insolvente, ou então a agravar uma eventual situação de 
insolvência em que já se encontrasse, tais atos materializam a situação jurídica da fraude à 
execução fiscal. É dizer, caso já haja uma situação de inadimplência e o sujeito passivo já 
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esteja inscrito em dívida ativa, mesmo que ainda não haja uma ação de execução fiscal 
ajuizada, se este vier a alienar ou onerar seus bens e tais atos comprometerem o potencial 
de solvabilidade dos seus débitos para com a fazenda, restará configurada a situação de 
fraude à execução fiscal do art.185 do Código Tributário Nacional. 
DICA 18: Observe-se que para que haja a fraude à execução fiscal dois requisitos devem 
estar presentes, cumulativamente: de um lado, deve ser analisado o momento em que o 
ato é praticado (após já ter ocorrido a lavratura do Termo de Inscrição em Dívida 
Ativa) e, de outro lado, o efeito lesivo do ato (deve tornar o sujeito passivo insolvente ou 
então agravar uma situação de insolvência já concretizada). 
DICA 19: Configurada a fraude à execução fiscal, a consequência dela é que o auto 
fraudatório (ex: alienação de bens) é ineficaz perante o credor tributário, o qual, caso 
ajuíze a ação de execução fiscal supervenientemente, poderá penhorar o bem nas mãos de 
quem se encontre. O ato não produzirá efeitos oponíveis ao exequente fraudado. 
 
TEMA 4 \u2013 PRESCRIÇÃO NA REPETIÇÃO DE INDÉBITO 
DICA 20: Quando o contribuinte faz um pagamento indevido, o prazo de prescrição da 
pretensão à restituição de indébito é de 5 anos os quais s contam a partir da data do 
pagamento indevido. Ou seja, leva-se em consideração o dia em que se realizou o 
pagamento indevido e a partir dessa data se conta o quinquênio. Aplica-se a regra do 
art.168 do CTN c/c art.165. 
DICA 21: O que interrompe a prescrição é a citação válida na ação de repetição de 
indébito, com efeito retroativo à propositura, nos termos do art.219,§1º, CPC. 
DICA 22: Existe uma situação especial que envolve regra de prazo de dois anos, expondo 
o tema que consagra a famosa prescrição bienal. Ocorre, nos termos do art.169 do CTN, 
nas hipóteses em que o contribuinte que fez o pagamento indevido formula seu pedido de 
restituição de indébito em sede administrativa e tem esse pedido denegado. A contar da 
decisão final no processo administrativo que denega o pedido de restituição de 
indébito abre-se um prazo prescricional de dois anos para que se possa ajuizar uma 
ação almejando anular a decisão administrativa e então reverter em juízo o julgamento 
prolatado em sede extrajudicial, condenando-se o fisco à restituição do montante 
indevidamente pago. O CTN chama a ação em comento de ação anulatória, em alusão à 
sua proposta de anular a decisão administrativa denegatória do pedido de repetição de 
indébito. 
 
TEMA 5 \u2013 PRESCRIÇÃO NA EXECUÇÃO FISCAL 
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DICA 23: Quando o sujeito passivo fica inadimplente na relação tributária e a fazenda 
pública pretende executá-lo, cobrando judicialmente o débito, deve ficar atenta ao prazo 
prescricional que corre contra o seu crédito (obs: no direito tributário brasileiro a 
prescrição, assim como a decadência, são causas de extinção do crédito tributário \u2013 
art.156, V, CTN), o qual é de cinco anos. 
DICA 24: Em relação à execução fiscal do crédito tributário, a prescrição pode ocorrer em 
dois momentos diferentes, motivo pelo qual é comum que a doutrina faça o comentário de 
que existem \u201cduas prescrições tributárias\u201d, ainda que, de fato, a prescrição seja uma só, se 
materializando, todavia, em dois momentos distintos, em situações diferentes. Por força da 
dicotomia que é sugerida é que se termina falando da chamada \u201cprescrição ordinária\u201d 
(também chamada simplesmente de \u201cprescrição\u201d) e da \u201cprescrição intercorrente\u201d. A 
primeira é a que começa a correr antes mesmo da ação ser ajuizada e normalmente se 
consuma ainda quando não se tem a fase judicial, antes da propositura da ação executiva; 
já a segunda, a seu turno, se dá dentro do processo executivo, no seu intercorrer, já em fase 
bem avançada do processo, daí porque chamada de \u201cintercorrente\u201d. 
DICA 25: A prescrição ordinária tem o início da fluência de seu prazo prescricional