Fundamentos de economia(Resumão)
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Fundamentos de economia(Resumão)


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dos produtos básicos: açúcar, sal, arroz, medicamentos. Há uma tendência 
de não variação significativa dos produtos de primeira necessidade quando a renda varia. 
 Exemplo numérico: Consumidores de certa cidade consumiam uma média de 5 kg de arroz 
(bem x) por mês quando a sua renda média era de R$1.000,00. Quando a renda aumentou para 
R$2.000,00, os mesmos consumidores continuaram consumindo a mesma quantidade. 
 
\u25b2 Qx = Qx1-Qx0 = 5 \u2013 5 = 0 = 0 
\u25b2 R R1-R0 2000 - 1000 1000 
 
 Neste caso, com o resultado igual a zero, o arroz é um bem de consumo saciado, ou seja, não 
varia com a renda. 
 
Exercícios de fixação 
1) Explique as diferenças entre os valores de uso, de trabalho e de troca. 
2) Dê um exemplo que se encaixe nos conceitos de utilidade total e marginal. 
3) Explique e ilustre a escolha ótima do consumidor. 
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4) Qual a diferença entre bens substitutos e bens complementares? Qual a relação deles entre o preço 
de um produto e a quantidade demandada de outro? 
5) Os sabões em pó Omo e Bold são bens substitutos. O que acontece com a quantidade demandada de 
Bold se o preço do Omo aumentar? A relação é direta ou inversa? Escreva matematicamente a relação. 
6) O computador e a impressora são bens complementares. O que acontece com a quantidade 
demandada da impressora se o preço do computador aumentar? A relação é direta ou inversa? Escreva 
matematicamente esta relação. 
7) A quantidade demandada do picolé Kimau diminui e a quantidade do picolé Kibon aumenta se há 
um aumento na renda dos consumidores. Em relação à renda, qual o tipo de bem é cada um? E em 
relação um ao outro, que tipo de bens são? 
8) Seu Joaquim comprava 5 kg de feijão antes e depois do seu aumento de salário. Que tipo de bem é o 
feijão em relação à renda? Escreva matematicamente a relação. 
9) Ônibus e avião são, respectivamente, bem inferior e de luxo em relação à renda. A relação de cada 
um deles com a renda é direta ou inversa? Escreva a relação matematicamente. 
10) Faça um esquema das relações matemáticas de todos os tipos de bens. 
11) Dados o quadro e as afirmações abaixo, escolha a alternativa correta: 
 Bem x Bem y R = renda 
Po 10 15 
 10000 
Qo 12 8 
P1 20 10 
15000 
Q1 8 10 
I ) x e y são substitutos 
II) x e y são complementares 
III) x é normal e y inferior 
IV) x é inferior e y superior 
V) x é inferior e y é normal 
Alternativas: 
a) I, II e IV estão corretas 
b) II, III e IV estão corretas 
c) I, IV e V estão corretas 
d) II, IV e V estão corretas 
e) todas estão corretas 
 
5.2 ELASTICIDADES 
 
 O cálculo das elasticidades permite testes mais profundos que vão além da simples descoberta 
dos tipos de bens, como realizado na análise de demanda, mesmo porque, em muitos casos, já se 
conhece o tipo de bem em análise. É utilizado para estimar o impacto do aumento de certas variáveis 
determinantes (preço ou renda, por exemplo) sobre variáveis determinadas (quantidade demandada ou 
ofertada, por exemplo). Em outras palavras, o estudo das elasticidades é importante para compreender a 
reação da demanda e da oferta diante do preço dos produtos e serviços e da renda dos consumidores, 
entre outros testes, colaborando com as tomadas de decisão dos agentes econômicos. 
 Os testes devem ser realizados muitas vezes, para evitar a incidência do acaso e, se possível, 
com a variação de apenas um fator determinante, afastando a influência de outros fatores. 
 Conceitualmente, a elasticidade é a alteração percentual em uma variável, dada uma variação 
percentual em outra, coeteris paribus. Em outras palavras, é o impacto causado por uma variável em 
outra, estando as demais constantes. 
 Abaixo, os tipos de alterações (variações) de uma variável b (determinada) em relação à 
alteração de uma variável a (determinante). 
\u2022 Elasticidade unitária \ufffd As duas variáveis a e b variam na MESMA proporção, coeteris 
paribus. 
\u2022 Variação elástica \ufffd A variável b varia em MAIOR proporção do que a variável a, coeteris 
paribus. 
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\u2022 Variação inelástica\ufffd A variável b varia em MENOR proporção do que a variável a, coeteris 
paribus. 
\u2022 Variação totalmente inelástica \ufffd A variável b NÃO varia com a variação de a, coeteris 
paribus. 
 
 Considerando que o conceito de elasticidade é a proporção entre as alterações percentuais das 
duas variáveis, tem-se a dedução da equação geral: 
DEDUÇÃO DA EQUAÇÃO GERAL 
E = \u2206%b = (b1 \u2013 b0) / b0 = \u2206b / b0 = \u2206b . a0 = a0 . \u2206b 
 \u2206%a (a1 \u2013 a0) / a0 \u2206a / a0 b0 \u2206a b0 \u2206a 
 
 Portanto, a equação geral utilizada é: 
 
E = ao . \u25b2b a é uma variável determinante (preço e renda, por ex.) 
 bo \u25b2a e b uma variável determinada (quantidade demandada e ofertada, por ex.) 
 
 
Elasticidade-preço da demanda (tipo 1) 
 
É a elasticidade da quantidade demandada dada uma variação do preço do mesmo bem, coeteris 
paribus. Calcula-se a elasticidade-preço da demanda por meio da seguinte equação: 
 
E = Po . \u25b2Q onde P = preço e Q = quantidade demandada. 
 Qo \u25b2P 
 
A elasticidade-preço da demanda é SEMPRE NEGATIVA (E < 0). 
 A classificação da elasticidade-preço da demanda se dá como abaixo, chamada aqui de 
classificação geral: 
 
\u25cf Se [E] = 1, a demanda tem elasticidade unitária, ou seja, a quantidade varia na mesma proporção do 
preço. 
\u25cf Se [E] > 1, a demanda é elástica, isto é, os consumidores são bastante sensíveis à variação do preço. 
\u25cf Se [E] < 1, a demanda é inelástica e os consumidores são pouco sensíveis à variação do preço. 
\u25cf Se [E] = 0, a demanda é totalmente inelástica, ou seja, não se altera em relação a variações do preço. 
\u25cf Se [E] = \u221e, a demanda é infinitamente elástica, ou seja, altera-se significativamente em relação ao 
preço. É só uma hipótese teórica. 
 
Exemplo tipo 1: Calcule e classifique a elasticidade-preço da demanda na seguinte situação: Po = 12, 
P1= 15, Qo = 10, Q1= 6. 
Resolução: 
E = 12 . \u2013 4 = \u2013 1,6 variação elástica (pois [E] > 1) 
 10 3 
 
Elasticidade-preço cruzada da demanda (tipo 2) 
 
É a variação percentual da quantidade demandada do bem x, dada uma variação percentual no 
preço do bem y, coeteris paribus. Calcula-se a elasticidade-preço cruzada da demanda por meio das 
seguintes equações: 
 
Ex = Pyo . \u25b2Qx Ey = Pxo . \u25b2Qy 
 Qxo \u25b2Py Qyo \u25b2Px 
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Onde Py e Px = preços dos bens x e y; Qx e Qy = quantidade demandada dos bens x e y. 
 
A elasticidade-preço cruzada da demanda de bens substitutos é sempre positiva (E > 0). 
A elasticidade-preço cruzada da demanda de bens complementares é sempre negativa (E < 0). 
A elasticidade-preço cruzada da demanda tem 2 classificações: a) a classificação geral; b) a 
classificação específica (se E > 0, os bens são substitutos. Se E < 0, os bens são complementares). 
 
Exemplo tipo 2: Dados Pxo = 5, Pyo = 6, Px1 = 7, Py1 = 5, Qxo = 7, Qyo = 8, Qx1 = 6, Qy1 = 9, 
calcule e classifique a elasticidade-preço cruzada da demanda do bem x e do bem y e classifique os 
bens entre si. 
Resolução: 
Ex = 6 . \u20131 = 0,86 variação inelástica (pois [E] < 1) 
 7 \u20131 
Ey = 5 . 1 = 0,31 variação inelástica (pois [E] < 1). 
 8 2 
Os bens são substitutos entre si, já que ambas as elasticidades são > 0. 
 
Elasticidade-renda da demanda (tipo 3) 
 
É a variação percentual da quantidade demandada, dada uma variação percentual da renda do 
consumidor, coeteris paribus. Calcula-se a elasticidade-renda da demanda por meio da seguinte 
equação: 
 
E = Ro . \u25b2Q Onde R = renda dos consumidores. 
 Qo \u25b2R 
 
A elasticidade-renda da demanda tem 2 classificações: a) a classificação geral; b) a classificação 
específica, como a seguir: 
Se E > 1 \ufffd