Fundamentos de economia(Resumão)
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Fundamentos de economia(Resumão)


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Credores: PF e PJ 
(títulos), outros 
bancos (CDI), Banco 
Central (redesconto)
Tomadores de crédito 
(devedores)
Instituições 
financeiras 
(intermediárias)
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CONSEQUÊNCIAS DA POLÍTICA MONETÁRIA SOBRE OFERTA DE MOEDA (M), INFLAÇÃO (\u3c0) E PIB (Y) 
 ITEM VARIAÇÃO EFEITO DA VARIAÇÃO 
DEPÓSITO COMPULSÓRIO 
\u2191 \u2193 M, \u3c0 e Y 
\u2193 \u2191 M, \u3c0 e Y 
TAXA DE REDESCONTO 
\u2191 \u2193 M, \u3c0 e Y 
\u2193 \u2191 M, \u3c0 e Y 
TÍTULOS PÚBLICOS 
VENDA > COMPRA \u2193 M, \u3c0 e Y 
COMPRA > VENDA \u2191 M, \u3c0 e Y 
TAXA SELIC 
\u2191 \u2193 M, \u3c0 e Y 
\u2193 \u2191 M, \u3c0 e Y 
EMISSÃO DE MOEDA \u2191 \u2191 M, \u3c0 e Y 
Fonte: Autor. 
 
2.4 POLÍTICA CAMBIAL E COMERCIAL 
 
A política cambial visa estabilizar o câmbio e o administrar o balanço de pagamentos, por meio 
do controle das relações e operações com o mercado externo, sendo também utilizada para favorecer o 
crescimento econômico e o controle da inflação. A política cambial propriamente dita, na prática, 
refere-se à atuação do governo sobre a taxa de câmbio. O governo, através do Banco Central, pode 
fixar a taxa de câmbio (regime de taxas fixas de câmbio) ou permitir que ela seja flexível e determinada 
pelo mercado de divisas (regime de taxas flutuantes de câmbio), com ou sem a intervenção. Já a 
política comercial visa, especificamente, controlar o saldo da balança comercial, por meio de ações que 
atuam sobre as variáveis relacionadas ao setor externo da economia. A política comercial diz respeito 
aos instrumentos de incentivo às exportações e/ou estímulo e desestímulo às importações, de forma a 
melhorar a balança comercial ou garantir o abastecimento de bens importados. 
 
Taxa de câmbio 
 
 É o preço da moeda estrangeira em termos de moeda nacional. Quando a demanda por divisas7 
está maior que a oferta, a taxa de câmbio sobe. Quando a oferta é maior que a demanda, a taxa de 
câmbio cai. Quando o câmbio se desvaloriza ou a taxa de câmbio aumenta, é porque a moeda nacional 
se desvalorizou em relação à estrangeira, que passa a valer mais em relação à moeda local. Quando o 
câmbio se valoriza, ao contrário, é porque a moeda nacional se valorizou em relação à moeda 
estrangeira. A moeda estrangeira em disponibilidade destinada a transações ou reservas é denominada 
no outro país de divisa internacional. 
Exemplos hipotéticos de taxas de câmbio: 
 
US$ 1 = R$ 2,50 \ufffd taxa de câmbio do real para com o dólar. 
\u20ac 1 = R$ 3,00 \ufffd taxa de câmbio do real para com o euro. 
 
Se, por exemplo, o dólar passou a valer R$ 4,00, houve uma desvalorização do câmbio e da 
moeda nacional ou desvalorização cambial. Se o dólar cair para R$ 2,00, houve uma valorização do 
câmbio e da moeda nacional ou valorização cambial. 
 A desvalorização cambial enfraquece a moeda local, causando inflação, seja pelo fato de mais 
moeda local ser colocada em circulação, seja pelo fato de que os produtos importados encarecem. A 
valorização cambial, ao contrário, diminui a inflação, porque moeda local é retida, além de baratear os 
produtos importados. 
 As desvalorizações e valorizações cambiais afetam diretamente a balança comercial, por causa 
do impacto sobre as exportações e importações. Se as exportações são maiores que as importações, há 
 
7 Divisas são moedas estrangeiras em disponibilidade ou papeis e reservas conversíveis em moeda estrangeira. 
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um saldo positivo (superávit) da balança comercial. Se, ao contrário, as importações forem maiores que 
as importações, há um saldo negativo (déficit) na balança comercial. 
 Saldo da balança comercial brasileira (US$ mi): 46.074 (2006), 40.032 (2007), 24.957 (2008), 
25.438 (2009), 20.146 (2010), 29.796 (2011), 19.438 (2012). 
Suponhamos que uma empresa importadora europeia deseja gastar \u20ac 3.000, por encomenda de 
seus clientes, comprando liquidificadores brasileiros de uma empresa brasileira, cujo produto custa R$ 
100,00, supondo que não existam impostos adicionais. Vejamos como as exportações se comportam 
com três situações cambiais diferentes. 
 
IMPACTO DA VARIAÇÃO CAMBIAL SOBRE A EXPORTAÇÃO 
Situação \u20ac Câmbio R$ Preço liquidificador Quantidade vendida 
Taxa de câmbio inicial 3.000 1 = 2 6.000,00 100,00 60 
Desvalorização cambial 3.000 1 = 3 9.000,00 100,00 90 
Valorização cambial 3.000 1 = 1 3.000,00 100,00 30 
 
No exemplo acima, com a desvalorização cambial, exportou-se mais liquidificadores que com o 
câmbio estável, ao passo que, com a valorização cambial, a exportação foi menor. 
Analisando por outro modo, a expectativa de desvalorização cambial inibe o investimento 
financeiro externo (assusta os investidores) e a expectativa de valorização o estimula (atrai os 
investidores). Um exemplo será dado a seguir: 
Suponhamos que um investidor entre para investir no Brasil, trazendo US$ 1000 e ganhe 20% 
de juros, em três situações cambiais diferentes: 
 
IMPACTO DA VARIAÇÃO CAMBIAL SOBRE O INVESTIMENTO ESTRANGEIRO DE CURTO PRAZO 
Situação US$ Câmbio na entrada R$ R$ + juros 20% Câmbio na saída US$ 
Sem variação cambial 1.000 1 = 2 2.000 2.400 1 = 2 1.200 
Desvalorização cambial 1.000 1 = 2 2.000 2.400 1 = 3 800 
Valorização cambial 1.000 1 = 2 2.000 2.400 1 = 1 2.400 
 
 Na primeira situação, com câmbio estável, um investidor investe US$ 1.000 (R$ 2.000,00) em 
títulos brasileiros, obtendo 20% de juros. Ao sair, revertendo reais em dólares, fica com US$ 1.200, 
mantendo os 20% de ganho. Na segunda situação, recebe os 20% de juros, mas, com a desvalorização 
cambial, perde US$ 400 e fica somente com US$ 800. Na terceira situação, com a valorização cambial, 
ganha US$ 1.200 e, no final, fica com US$ 2.400. De todo modo, mesmo que haja perspectiva de 
valorização, se o dólar estiver instável de maneira que o quadro possa se reverter a qualquer instante, 
há uma inibição dos investidores, que podem se recusar a investir em certo país. 
 
Mercado de divisas (ou mercado de câmbio) 
O mercado de divisas acontece pela atração de duas forças opostas de agentes: 1) demandantes 
de divisas (pessoas físicas e jurídicas e, ocasionalmente, o próprio Banco Central, através dos bancos 
comerciais, comprando moeda estrangeira) e 2) ofertantes de divisas (pessoas físicas e jurídicas e, 
ocasionalmente, o próprio Banco Central, através dos bancos comerciais, vendendo moeda 
estrangeira). As duas forças participam comprando ou vendendo dólares para realizar transações como 
exportações e importações, remessa de divisas e viagens internacionais, investimentos e empréstimos, 
de dentro para fora e de fora para dentro do território nacional. 
 
 
 
 
 
 
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AGENTES ECONÔMICOS DO MERCADO DE DIVISAS 
PRINCIPAIS DEMANDANTES DE DIVISAS PRINCIPAIS OFERTANTES DE DIVISAS 
- Importadores de bens e serviços - Exportadores de bens e serviços 
- Turistas brasileiros que vão para o exterior - Turistas estrangeiros que vêm ao Brasil 
- Turistas estrangeiros no Brasil que voltam p/ casa - Turistas brasileiros no exterior que voltam p/ casa 
- Investidores brasileiros que aplicam no exterior - Investidores estrangeiros que aplicam no Brasil 
- Investidores estrangeiros que resgatam títulos brasileiros - Investidores brasileiros que resgatam títulos no exterior 
- Estrangeiros residentes no Brasil que remetem divisas - Brasileiros residentes no exterior que remetem divisas 
- Multinacionais estrangeiras no Brasil que remetem lucros 
para a sede 
- Multinacionais brasileiras no exterior que remetem lucros 
para a sede 
- Agentes governamentais brasileiros que gastam no exterior - Agentes governamentais estrangeiros que gastam no Brasil 
- Multinacionais brasileiras que realizam investimentos 
diretos no exterior 
- Multinacionais estrangeiras que realizam investimentos 
diretos no Brasil 
- Governo, quando compra divisas no mercado - Governo, quando vende divisas no mercado 
Fonte: Autor 
 
Já os principais intermediários do mercado de divisas8, ou seja, quem faz