cartilha_trabalhista
48 pág.

cartilha_trabalhista


DisciplinaLegislação Comercial939 materiais3.650 seguidores
Pré-visualização21 páginas
14.1. Feriados Civis/Nacionais
	DATA
	MOTIVO
	Lei Federal
	01/Janeiro
	Confraternização Universal
	10.607/2002 
	21/Abril
	Tiradentes
	10.607/2002 
	01/Maio
	Dia do Trabalho
	10.607/2002 
	07/Setembro
	Independência
	10.607/2002 
	12/Outubro
	Aparecida
	6.802/80
	02/Novembro
	Finados
	10.607/2002 
	15/Novembro
	República
	10.607/2002 
	25/Dezembro
	Natal
	10.607/2002 
14.2. Feriados Estaduais
A Lei 9.093/1995 trouxe a possibilidade de decretação por parte dos Estados de feriado de âmbito estadual, para comemoração da sua data magna.
14.3. Feriados Religiosos/Municipais
Os feriados religiosos são declarados em lei municipal, de acordo com a tradição local, em número não superior a 4 (quatro), neste incluído a Sexta-Feira da Paixão.
Feriado não se confunde com ponto facultativo (funcionários públicos) e o horário de funcionamento do comércio.
14.4. Carnaval 
Carnaval não é feriado previsto em lei. 
Para que determinada data seja considerada feriado, há necessidade de lei que assim o declare. 
E não há no ordenamento jurídico brasileiro lei dizendo que os dias de carnaval são considerados feriados. 
Portanto, o carnaval não é considerado feriado para as indústrias. 
Não existe qualquer lei federal, estadual ou dos municípios de Belo Horizonte, Betim e Contagem, estabelecendo esses dias como feriados. 
Para outros municípios deve-se verificar, junto às Prefeituras locais, a existência ou não de norma legal considerando como feriado algum dos dias nos quais se festeja o carnaval.
14.5. Feriado Coincidente com Sábado 
14.5.1. Acordo de Compensação de Horas
A CLT, em seu artigo 59, parágrafo 2º, dispõe que por força de acordo ou convenção coletiva de trabalho, o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia, de maneira que não exceda, no período máximo de um ano, à soma das jornadas semanais de trabalho previstas, nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias.
É muito usual utilizar-se dessa prerrogativa para suprimir a jornada de trabalho do sábado, trabalhando-se então de segunda a sexta-feira 8 (oito) horas e 44 (quarenta e quatro) horas semanais, conforme dispõe o artigo 7º, XIII da Constituição Federal de 1988.
\u201cXIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho."
14.5.2. Semana em que o Feriado recair em Sábado
O feriado pode coincidir com o sábado. Nestes casos, a compensação não deve ser realizada, uma vez que dia de feriado é considerado repouso semanal remunerado. 
Caso ocorra o trabalho além da jornada nas semanas que houver o feriado coincidente com o sábado, as horas ou minutos trabalhados além da jornada deverão ser remuneradas como horas extras, o adicional a ser aplicado deverá ser consultado junto à Convenção Coletiva de Trabalho, o qual terá que ser de no mínimo 50% (cinqüenta por cento), conforme preceitua a Constituição Federal de 1988.
No caso de trabalho no feriado, a remuneração deve ser paga em dobro conforme determina o Enunciado TST n.º 146: "O trabalho prestado em domingos e feriados, não compensado, deve ser pago em dobro, sem prejuízo da remuneração relativa ao repouso semanal." Nova redação - Res. 121/2003, DJ 21.11.2003
15. REPOUSO SEMANAL REMUNERADO
Todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado de 24 horas consecutivas, inclusive o comissionista, preferencialmente aos domingos, de acordo com a Constituição Federal, em seu artigo 7º, inciso XV, juntamente com o artigo 67 da CLT e o artigo 1º da Lei n.º 605/49, regulamentada pelo Decreto n.º 27.048/49.
16. INTERVALO
Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 hora e, salvo acordo escrito ou convenção coletiva em contrário, não poderá exceder de 2 horas.
Não excedendo de 6 horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 15 minutos quando a duração ultrapassar 4 horas.
Assim, temos as seguintes situações:
Trabalho contínuo de mais de 4 horas e menos de 6 horas - intervalo de 15 minutos;
Trabalho contínuo de mais de 6 horas - intervalo mínimo de 1 hora e máximo de 2 horas;
Trabalho contínuo de mecanografia ou digitação permanente e contínua - a cada 90 minutos intervalo de 10 minutos para descanso;
Exceções: Acordo coletivo ou Autorização especial da Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalhador;
Penalidades: acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho.
É importante ressaltar que os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho. 
16.1. Possibilidade de Redução do Intervalo Mínimo para Descanso
O limite mínimo de 1 hora para repouso ou refeição poderá ser reduzido por ato do Ministério do Trabalho, quando ouvida a Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalhador (SSMT), se verificar que o estabelecimento atende integralmente às exigências concernentes à organização dos refeitórios e quando, os respectivos empregados, não estiverem sob regime de trabalho prorrogado a horas suplementares.
16.2. Restrição da Redução
O TST, através da Orientação Jurisprudencial n.º 342/SDI-1, restringiu a possibilidade de redução ou concessão do intervalo mínimo para descanso, nestes termos:
Intervalo intrajornada para repouso e alimentação. Não concessão ou redução. Previsão em norma coletiva. Validade. "É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, garantido por norma de ordem pública (art. 71 da CLT e art. 7º, XXII, da CF/1988), infenso à negociação coletiva".
16.3. Requisitos para a Redução do Intervalo
A empresa, ao requerer a redução do intervalo, deverá atender aos seguintes requisitos:
a) apresentar justificativa técnica para o pedido de redução;
b) acordo coletivo de trabalho ou anuência expressa de seus empregados, manifestado com a assistência da respectiva entidade sindical;
c) manter jornada de trabalho de modo que seus empregados não estejam submetidos a regime de trabalho prorrogado a horas suplementares;
d) manter refeitório organizado de acordo com a NR - 24 aprovada pela Portaria Ministerial n.º 3.214, de 08 de junho de 1978 e em funcionamento adequado quanto a sua localização e capacidade de rotatividade;
e) garantir aos empregados alimentação gratuita ou a preços acessíveis, devendo as refeições ser balanceadas e confeccionadas sob previsão de nutricionistas;
f) apresentar programa médico especial de acompanhamento dos trabalhadores sujeitos à redução do intervalo;
g) apresentar laudo de avaliação ambiental do qual constarão, também, as medidas de controle adotadas pela empresa.
As autorizações serão concedidas pelo prazo de 2 (dois) anos, renováveis por igual período.
16.4. Autorização do Ministério do Trabalho e Emprego
Sem expressa autorização do Ministério do Trabalho e Emprego, ou autoridade delegada, a previsão de intervalo para repouso ou alimentação inferior ao limite mínimo legal não é considerada válida, mesmo que esteja constante em cláusula de acordo coletivo, conforme Precedente Administrativo n.º 63 do MTE
16.5. Pedido de Renovação
Os pedidos de renovação deverão ser formalizados 3 (três) meses antes do término da autorização, observados os requisitos para a redução, além da apresentação do relatório médico resultante do programa de acompanhamento da saúde dos trabalhadores submetidos à redução do intervalo.
As Portarias de autorização e as de renovação deverão ser publicadas no Diário Oficial da União.
16.6. Penalidade
Quando o intervalo para repouso e alimentação