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Profa. Ana Polazzo UNIDADE III Modelos de Liderança O poder não é finito e pode ser compartilhado e ampliado. Alguns conceitos afirmam que ele deve ser enquadrado numa categoria diferente e visto de forma semelhante ao amor: quanto mais você dá, mais você recebe. Quando o paradigma de liderança é muito convencional, eles tendem a perceber a divisão de poder como indecisão ou até mesmo fuga da responsabilidade. Há quem queira abusar do poder compartilhado, mas aqueles que exercem funções de autoridade legítima, quando compartilham seu poder, tendem a construir grupos mais fortes. Entendendo o que é o poder Com a acumulação do poder, aumentam os riscos para a liderança. Os riscos podem ser percebidos na forma de respostas negativas de outros chefes ou mesmo de liderados, resistência ao cumprimento de instruções e ordens, sabotagem, principalmente na comunicação daquilo que foi instruído, manifestações abertas de raiva e outros tipos de comportamento, que podem ser impedimentos para o grupo atingir seus objetivos construtivos. Quando as pessoas têm o direito de ter voz ativa numa organização ou numa comunidade, elas sentem uma sensação de justiça e desenvolvem a crença de que eles são importantes para todos. Entendendo o que é o poder São os processos de trabalho, convivência e cooperação que determinam a forma como um grupo se organiza, se mantém e alcança suas metas e objetivos. Começam pelo recrutamento de pessoal, mas também dizem respeito à capacidade de envolvimento dos colaboradores nas decisões que visam o cumprimento da visão e até mesmo da missão da empresa. Cada grupo interage de acordo com uma série própria de processos, e todos estes podem ser descritos. Ou seja, cada grupo social segue algumas regras que sempre se repetem. A liderança relacional atua nos processos de trabalho Privilegiar o processo, significa ser ponderado e consciente de como o grupo está dando conta das necessidades do negócio, de modo que os colaboradores possam dizer: “Espere um minuto, se fizermos dessa forma, estaremos ignorando as necessidades de um importante grupo de consumidores, mas isso não pode ser a nossa intenção”. Wheatley (2003) acredita que vivemos em um mundo em processo. “Seria melhor cuidarmos melhor do processo que nos ajuda a cumprir nossos planos e intenções. Nós precisamos ver todo planejamento, normas, organogramas, não como regras que nos controlam, mas como processos que permitem que um grupo consiga manter claras as suas intenções.” A liderança relacional atua nos processos de trabalho A liderança relacional requer que o líder perceba o significado das experiências do grupo, o que envolve componentes cognitivos, declarados por meio de ideias e pensamentos comuns como: sentimentos e emoções. Isto permite que uma pessoa entenda a representação da realidade, os motivos e qual deveria ser a forma do grupo ver a realidade para assim alcançar bons resultados na tarefa comum (DRATH; PALUS, 1994, p. 4). Dados > Informação > Conhecimento > Entendimento > Sabedoria > Pensamento e Ação. Exercendo a liderança relacional Drath e Palus afirmam que, tanto o entendimento sobre nós mesmos como o conhecimento sobre o mundo guiam o nosso pensamento quando exercemos a liderança. Um dos problemas é quando usamos as palavras e os códigos de comunicação, e que nem sempre estamos falando a mesma coisa com as pessoas. Porque cada um de nós atribui um significado diferente às palavras e aos fatos, de acordo com a nossa experiência individual. É necessário um processo de nomeação e interpretação das palavras para que um grupo tenha claro qual o significado daquelas palavras. Exercendo a liderança relacional Segundo Sternberg (2004), a liderança eficaz é uma síntese de sabedoria, criatividade e inteligência. WICS – no original wisdom, creativity and intelligence. (Sabedoria, criatividade e inteligência). Uma pessoa precisa de criatividade para gerar ideias, inteligência analítica para avaliar se as ideias apresentadas pelo grupo são inteligentes e sabedoria para equilibrar os interesses. A liderança eficaz Fonte: https://conceito.de/poder A liderança envolve tanto habilidades quanto atitudes. As habilidades: desenvolver o conhecimento sobre as condições possíveis de se executar bem uma determinada tarefa num momento específico. Para aprender o comportamento da liderança, é preciso saber identificar quais habilidades são determinantes para que se exerça aquela função imediata no papel de líder. Um exemplo dessa habilidade é saber como desenhar um fluxograma com as opções de decisões e suas possíveis consequências. As atitudes devem desenvolver a busca de conhecimento sobre a forma de como se pensa a função de liderança. A liderança eficaz A criatividade decorre de habilidades e atitudes, sendo o elemento necessário para gerar ideias e produtos: a) relativamente novos, b) de alta qualidade, c) e adequados para a tarefa que pretendemos realizar (STERNBERG; LUBART, 1995). Suas habilidades de líder influenciam na qualidade do pensamento criativo, enquanto que suas atitudes precisam demonstrar que você deseja realizar aquela tarefa de forma criativa. A criatividade Segundo Sternberg (1999; 2003), a liderança criativa pode assumir diferentes formas. Às vezes podemos aceitar as maneiras atuais ou tradicionais de fazer as coisas, mas isso não pode se tornar uma regra. Uma hipótese que deve ser levada em consideração é tentar integrar as maneiras tradicionais com as novas de realizar as tarefas e melhorá-las. As formas de liderança criativa não se aplicam apenas à liderança da gestão, mas sim a qualquer tipo de liderança. E o que são essas formas de liderança criativa? Tipos de liderança criativa A liderança relacional requer que o líder perceba o significado das experiências do grupo. Assinale abaixo qual ação não refere-se a este estilo de liderança: a) Dados. b) Informação. c) Conhecimento. d) Gestão. e) Sabedoria. Interatividade Replicação é adaptar aquilo que é utilizado para resolver um problema para resolver outro tipo de problema. Conceitual diz respeito exatamente à utilização do mesmo conceito usado na solução de uma questão para resolver uma outra. Nesse tipo de liderança deve-se sempre pesquisar se uma determinada tarefa vem sendo executada de forma certa, ou mesmo se a empresa toda está fazendo a coisa certa na hora certa. O líder deve decidir entre deixar as coisas como estão ou introduzir mudanças. A visão de líder deve manter evidente a posição destacada na organização, e a atuação diária deve ser suficiente para que ele se mantenha como líder. A replicação conceitual Quando a liderança percebe que a forma de fazer uma tarefa é pouco produtiva ou gera inúmeros conflitos, é necessário redefinir como a equipe ou a organização devem atuar. Quando se exerce esse tipo de liderança, deve-se tentar mostrar que uma organização ou um departamento está fazendo a coisa certa. O atual estado das coisas é visto pelo líder de um ponto de vista diferente. Os líderes que redefinem, muitas vezes acabam recebendo o crédito de ideias dos outros porque eles encontram uma razão melhor para conseguir implementá-las. A redefinição Esse tipo de liderança é velho conhecido dos líderes militares. Trata-se de estimular uma equipe a cumprir a meta estabelecida com mais empenho do que dedica naquele momento. Com esse tipo de atitude, e com habilidade de estimular a motivação dos seus liderados, o líder assume a responsabilidade de guiar a empresa e fazer avançar as ideiasde lideranças que já são utilizadas. Onde está a diferença: A promessa de alcançar o progresso pela continuidade das mesmas ações que são conhecidas por todos. A criatividade dessa liderança é provavelmente o tipo mais facilmente reconhecido e apreciado, pois reafirma a confiança nas pessoas de que elas estão fazendo a coisa certa. Avante! Dependendo do tipo de problema que a empresa encontra, que a impede de continuar avançando na mesma direção, há a necessidade da criatividade do líder em encontrar formas de reorganizá-la e redirecionar sua atuação. Os líderes que redirecionam precisam igualar seu estilo de liderança em todo o ambiente para terem sucesso (STERNBERG; VROOM, 2002). Precisam motivar a todos os departamentos e fazê-los entender que aconteceram mudanças em várias áreas, e que portanto as atitudes deverão mudar também e deverão ser adaptadas suas habilidades para a nova situação de mercado. Exemplo: O redirecionamento da IBM por Lou Gerstner: ele mudou a empresa que era especializada em computadores mainframe, para uma empresa especializada em serviços de informática. Reconstrução e redirecionamento Quando se torna necessário para a liderança a sugestão de um reinício, a tentativa é levar uma organização ou uma linha de produtos a um novo modelo. A ideia é alcançar metas que nunca haviam sido consideradas. Nesse caso, o líder tem de conseguir estimular as pessoas a partir de um novo ponto de partida. Exemplo: A fabricação de relógios de plástico, substituindo os antigos relógios de metal. A fábrica de relógios Switch sabia fazer relógios mecânicos com tecnologia suíça. Os fabricantes de relógio japoneses haviam ganhado o mercado fazendo relógios populares eletrônicos digitais. A Swatch manteve o mesmo objetivo, mas utilizando plástico. O objetivo ainda é o mesmo, mas o custo e a forma de fazer relógios mudou. Reinício Esse tipo de liderança costuma ser mais popular na política do que nas empresas. O líder precisa ser capaz de integrar duas ideias que antes eram vistas como antagônicas e completamente independentes. A liderança de síntese, a criatividade está em conseguir fazer uma fusão entre as ideias novas e as ideias existentes (STERNBERG et al, 2003). Exemplo: Os serviços de e-mails na internet, Yahoo e o Hotmail. Por um lado, temos uma página de internet que acessamos em qualquer lugar, mas por outro, temos uma caixa postal exclusiva que abrimos a partir desse acesso, em vez de termos de usar exclusivamente um programa de e-mail que está dentro no nosso computador, como o Outlook da Microsoft. A liderança da síntese 1. A redefinição do problema: enquanto as pessoas tentam encontrar uma solução para um problema, o líder criativo procura a razão e a natureza daquele problema utilizando apenas o seu próprio julgamento. É o líder que percebe que com a antiga forma de olhar um problema não se consegue encontrar nenhuma solução. Ele tem coragem de enfrentar as oposições para tentar convencer os outros de que a definição do problema está errada. (GETZELS; CSIKSZENTMIHALYI, 1976; STERNBERG, 2002a; STERNBERG; LUBART, 1995). Quais são os elementos de uma atitude criativa para a liderança? 2. O problema e a análise da ideia: quando se consegue ser um líder criativo, uma das suas qualidades é saber se a sua hipótese de solução para o problema é a melhor ou se outra pessoa tem uma solução melhor ainda do que a dele. (WEISBERG, 1993). 3. O convencimento dos outros: o líder criativo percebe que as ideias criativas são muito difíceis de ser vendidas. Ele precisa pensar como consegue convencer as outras pessoas de que essas ideias novas são melhores. A forma de convencer os outros faz parte da sua criatividade (SIMONTON,1984). Quais são os elementos de uma atitude criativa para a liderança? 4. Percebendo os limites do conhecimento teórico. Segundo pesquisadores como Adelson (1984) e Sternberg (1989), quando o líder deve perceber que seu conhecimento teórico precisa ser exposto de uma forma criativa, que convença as pessoas. Portanto é preciso repensar a forma com que o conhecimento teórico é exposto aos colaboradores. 5. Assumindo que riscos calculados são necessários: segundo Lubart e Sternberg (1995), um líder criativo sabe que há ocasiões em que ele vai assumir um risco, que por mais que seja calculado, pode eventualmente também o levar ao fracasso, que precisa ser assumido. Este conhecimento leva o líder criativo a pensar como eventualmente uma decisão que dá errado não venha a causar danos graves para a empresa. Quais são os elementos de uma atitude criativa para a liderança? 6. A vontade de superar obstáculos: segundo Kuhn (1970) e também Lubart e Sternberg (1995), os líderes criativos dispõem-se a superar os obstáculos e enfrentar desafios. Os obstáculos aparecem quando a maioria dos colaboradores aceita paradigmas que são radicalmente contra o que o líder propõe. 7. A autoconfiança: a autoconfiança diz respeito à crença do líder na própria capacidade de realizar a tarefa proposta. Essa crença é muitas vezes referida como autoeficácia (BANDURA, 1996). 8. A tolerância para a incerteza: um líder sabe que pode haver longos períodos de incerteza. Isso acontece quando ele não consegue perceber claramente se está conduzindo a equipe rumo ao sucesso ou ao fracasso. (BARRON, 1988). Quais são os elementos de uma atitude criativa para a liderança? Qual dos conceitos abaixo refere-se à replicação: a) Decidir entre deixar as coisas como estão ou introduzir mudanças. b) Adaptar aquilo que é utilizado para resolver um problema para resolver outro tipo de problema. c) Mostrar que uma organização ou um departamento está fazendo a coisa certa. d) Redefinir como a equipe ou a organização devem atuar. e) Integrar duas ideias que antes eram vistas como antagônicas. Interatividade 9. A disposição para encontrar recompensas para as coisas que está motivado a fazer de qualquer jeito: os líderes criativos procuram ambientes e ocasiões para receberem recompensas para as coisas que teriam de fazer de qualquer maneira. (AMABILE,1983,1996). 10. O crescimento intelectual e os estudos não param: para se tornar um líder criativo, o indivíduo tem de continuar a crescer intelectualmente para não estagnar. O líder eficaz não se prende ao seu padrão de liderança. Sua qualidade de liderança evolui à medida que acumula experiência e conhecimentos. Ele não aprende apenas com a própria experiência, mas também com informações e conhecimentos de outras pessoas (MUMFORD et al, 2000; STERNBERG; LUBART,1995). Quais são os elementos de uma atitude criativa para a liderança? Segundo Sternberg (1985; STERNBERG; DAVIDSON, 1983) existem três habilidades importantes que precisam ser exercitadas: codificação, comparação e combinação seletivas. A codificação seletiva é a capacidade de distinguir as informações relevantes daquelas irrelevantes de um problema. A comparação seletiva é quando se comparam e se juntam as velhas informações conhecidas para a criação de uma nova ideia. A diferença entre comparação e combinação seletiva é que, com a combinação, não é suficiente identificar informações importantes para resolver um problema. Deve-se descobrir também como juntá-las. Codificação seletiva, comparação seletiva e combinação seletiva A inteligência acadêmica ou analítica refere-se à memória, às habilidades analíticas e atitudes que, combinadas, constituem a noção convencional de inteligência. As habilidades e disposições necessárias para não só recordar e reconhecer, mas também para analisar, avaliar e julgar as informaçõesfazem parte da inteligência acadêmica. Essas habilidades e disposições são importantes para a liderança. Os líderes precisam ser capazes de se lembrar da informação que é relevante para as decisões de liderança (de memória) e para analisar e avaliar os diferentes cursos da ação. Porém, um bom analista não é necessariamente um bom líder. Codificação seletiva, comparação seletiva e combinação seletiva O modelo WICS sugere que há uma relação entre a inteligência tradicional e a eficácia da liderança (ZACCARO et al, 2004). Sabe-se que a ênfase que a civilização conferiu à inteligência acadêmica, e mesmo aos testes de QI, pode ter sido uma escolha equivocada. Os pesquisadores já perceberam que existem múltiplas formas de inteligência, como a inteligência emocional. Sternberg tem enfatizado que a inteligência prática difere um pouco da inteligência emocional (STERNBERG et al, 2000). A inteligência prática é uma demonstração da inteligência bem-sucedida, é o conjunto de habilidades e atitudes usadas para resolver os problemas cotidianos. Codificação seletiva, comparação seletiva e combinação seletiva As pesquisas indicam que cada tipo de liderança decorre da capacidade que uma pessoa tem de combinar diferentes tipos de inteligência. Os líderes são diferentes na sua capacidade de memória, nas competências, habilidades analíticas e habilidades práticas. Um líder que tem uma grande capacidade de memória, mas não tem outros tipos de habilidades, pode ter muito conhecimento à sua disposição, mas ser incapaz de usá-lo de forma eficaz. Um líder que é particularmente forte em análise de competências, bem como nas habilidades da memória, pode ser capaz de se lembrar de informações e analisá-las de forma correta, mas incapaz de convencer os outros de que a sua análise esteja correta. Codificação seletiva, comparação seletiva e combinação seletiva Um líder que é particularmente forte em análise de competências, bem como nas habilidades da memória pode ser capaz de se lembrar de informações e analisá-las de forma correta, mas incapaz de convencer os outros de que a sua análise esteja correta. Codificação seletiva, comparação seletiva e combinação seletiva Fonte: https://www.gazetadopovo.co m.br/blogs/educacao-e- midia/saber-e-poder/ Uma parte importante da inteligência prática é o conhecimento para lidar com as situações cotidianas da vida, que normalmente não são ensinadas formalmente nas escolas. O aprendizado e a utilização do conhecimento tácito requerem atitudes e habilidades. A atitude é quando aprendo com uma experiência e percebo que ela é fonte de conhecimento. A habilidade é a forma com que se adquire e se utiliza esse conhecimento. Grande parte da habilidade está em observar e ouvir as partes interessadas para, em seguida, usar o que aprendeu com tais observações. Codificação seletiva, comparação seletiva e combinação seletiva Muitos líderes que são criativos e inteligentes, muitas vezes são imprudentes. A sabedoria aqui é definida como o uso da inteligência de sucesso, criatividade e conhecimento mediada pelos seguintes valores: a) procurar alcançar o bem comum, b) equilibrar o interesse pessoal (o próprio), o interpessoal (dos outros) e o extrapessoal (organizacional, institucional e/ou espiritual), c) tanto no curto prazo quanto no longo prazo, para d) adaptar-se, construir e selecionar os ambientes (STERNBERG, 1998b, 2003b). A sabedoria é, em grande parte, a decisão de usar a inteligência, criatividade e conhecimento para o bem comum. Codificação seletiva, comparação seletiva e combinação seletiva Stalin foi, sem dúvida, criativo e inteligente, mas ele não era sábio. Levou os russos à vitória contra os alemães na II Guerra Mundial, mas por outro lado, obrigou o povo a passar fome e privações. Tentou organizar o país de acordo com um planejamento que não permitia a felicidade na vida cotidiana. Codificação seletiva, comparação seletiva e combinação seletiva Fonte: https://www.infoescola.com/biografias/stalin/ Staudinger e outros (1992) mostraram que os bons profissionais de serviços humanitários superaram um grupo de controle em funções relacionadas com sabedoria. Baltes e outros (1995) constataram que indivíduos mais velhos, reconhecidos por sua capacidade de liderança, realizaram tarefas relacionadas com a sabedoria com melhor performance do que psicólogos clínicos e, principalmente, melhor do que indivíduos mais jovens. As características que Baltes e seus colegas descrevem para caracterizar pessoas sábias são muito semelhantes àquelas que foram identificadas em líderes de sucesso. Os líderes precisam de sabedoria Segundo Sternberg (1985) existem três habilidades importantes que precisam ser exercitadas: a) Codificação, comparação e combinação seletivas. b) Codificação, comparação e combinação administrativas. c) Certificação, gestão e administração seletivas. d) Certificação, codificação e combinação administrativas. e) Codificação, administração e combinação seletivas. Interatividade A sabedoria reflete-se nestes cinco componentes: a) um grande conhecimento factual (entendido como conhecimento geral e conhecimento específico sobre as coisas da vida e suas possibilidades); b) um grande conhecimento sobre procedimentos (conhecimento geral e específico sobre as estratégias de julgamento e conselho que dizem respeito às questões da vida); Os líderes precisam de sabedoria c) a capacidade de pensar a vida dentro de um contexto (conhecimento sobre os contextos de vida e seu desenvolvimento ao longo dos anos); d) as questões que tornam o conhecimento relativo, quer dizer, conhecem as diferenças dos valores, das metas e prioridades de cada um; e) a incerteza das coisas da vida, tal como a indeterminação de todos os atos e a imprevisibilidade da vida e sobre as maneiras de gerenciar situações. Os líderes precisam de sabedoria Os líderes sábios equilibram os seus interesses com os interesses de todas as outras partes interessadas. Napoleão perdeu de vista o interesse extrapessoal, o interesse do povo francês e daquilo que teria sido melhor para o seu próprio país. Sua desastrosa invasão da Rússia parece ter sido motivada mais pela arrogância do que pela necessidade da França de conquistar a Rússia. Essa insistência destruiu em parte a sua reputação como um líder militar de sucesso e preparou o caminho para a sua derrocada política. Os líderes precisam de sabedoria Fonte: https://www.infoescola.com/bio grafias/napoleao-bonaparte/ Inteligência e criatividade não garantem sabedoria. Os líderes que são reconhecidamente sábios, como Nelson Mandela, Martin Luther King Jr., Mahatma Gandhi, Winston Churchill e Madre Teresa de Calcutá, deixaram uma marca indelével nas pessoas que conduziram e na historia. Os líderes sábios são geralmente carismáticos. Líderes carismáticos não são necessariamente sábios, como Hitler, Stalin, Kaddafi e muitos outros líderes carismáticos têm demonstrado. Os líderes derrotados muitas vezes demonstram determinados estereótipos falaciosos em seus pensamentos que revelam sua falta de sabedoria e, em casos extremos, a loucura. Ou seja, eles podem ser inteligentes, mas são tolos. Os líderes precisam de sabedoria Considere, por exemplo, essas seis falhas (STERNBERG, 2002a, 2002b): A primeira, a falácia do otimismo irrealista, que ocorre quando os líderes pensam que são tão inteligentes e eficazes, que podem fazer o que quiserem. A segunda falha é a falácia do egocentrismo, quando os líderes de sucesso começam a pensar que eles são os únicos que importam,e não as pessoas que confiam neles para serem liderados. A terceira é a falácia da onisciência, quando os líderes pensam que sabem tudo e perdem de vista as limitações do seu próprio conhecimento. A quarta é a falácia da onipotência, que ocorre quando dirigentes pensam que eles são todo-poderosos e podem fazer o que quiserem. Os líderes precisam de sabedoria A quinta é a falácia da invulnerabilidade, quando os líderes pensam que podem se safar de qualquer situação porque são muito inteligentes para serem apanhados e, mesmo se o forem, podem se livrar bem da punição porque eles são quem imaginam ser. A sexta é a falácia da moral inexistente, que ocorre quando um dirigente deixa de pensar sua liderança em termos morais para pensá-la apenas em termos oportunistas (BANDURA, 1999). Se os líderes de empresas, como a Enron, WorldCom e Arthur Andersen não tivessem caído em tais falácias, suas empresas e todos os stakeholders poderiam ter sido poupados das tragédias às quais foram submetidos. Os líderes precisam de sabedoria Nem toda teoria explica tudo. Quando buscamos um modelo de sistemas, buscamos incorporar alguns aspectos de um modelo junto com aspectos de outro. Tanto a personalidade quanto a motivação fazem parte da criatividade; e reconhecer e respeitar valores são essenciais para a sabedoria. A relação entre os modelos de sistemas de lideranças As habilidades para conviver em sociedade, assim como o conhecimento tácito, são partes integrantes daquilo que é chamado de inteligência prática no sistema WICS de Sternberg. No WICS, esses dois tipos de comportamentos são aspectos da inteligência prática em particular, como as tarefas que envolvem a gestão de pessoas. O WICS também acrescenta a necessidade de um terceiro tipo de comportamento: gerenciar a si mesmo. O WICS chama atenção para os comportamentos e também para a cognição necessária para produzir esses comportamentos. Esse tipo de automodificação do líder foi considerado, por exemplo, por Bandura (1969; 1996), como uma orientação cognitivo-comportamental. A relação entre os modelos de sistemas de lideranças O WICS incorpora elementos de muitos modelos anteriores de liderança. Um líder eficaz precisa das habilidades criativas e das atitudes acompanhadas das ideias, habilidades acadêmicas e atitudes para decidir se aquelas ideias são boas de fato, se o grupo liderado tem habilidades práticas e demonstra atitude positiva para fazer o trabalho. Esse líder precisa apresentar formulações capazes de convencer os outros do valor das suas ideias. Também é necessário sabedoria para perceber quais habilidades e atitudes garantem que essas ideias estejam a serviço do bem comum, e não apenas do bem do líder. Consideração sobre o WICS e os modelos de sistemas de lideranças Um líder que carece de criatividade não será capaz de lidar com situações novas e difíceis nem capaz de lidar com uma inesperada hostilidade. Um líder que carece de inteligência acadêmica não será capaz de decidir se suas ideias são viáveis, e um líder com falta de inteligência prática não será capaz de implementar suas ideias de forma eficaz. Um líder sábio pode ter sucesso na implementação de ideias, mas um líder carismático acaba por implementar aquelas que são contrárias aos melhores interesses do povo que ele lidera. Consideração sobre o WICS e os modelos de sistemas de lideranças Os líderes necessitam de sabedoria. Das afirmações abaixo, qual delas não pode ser considerada uma falha na liderança? a) Quando os líderes pensam que são tão inteligentes e eficazes, que podem fazer o que quiserem. b) Quando os líderes pensam que podem se safar de qualquer situação porque são muito inteligentes. c) Quando os líderes equilibram os seus interesses com os interesses de todas as outras partes interessadas. d) Quando os líderes deixam de pensar sua liderança em termos morais. e) Quando os líderes de sucesso começam a pensar que eles são os únicos que importam. Interatividade ATÉ A PRÓXIMA!