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AMEBÍASE

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Giovanna Bittencourt – 69B
AMEBÍASE
2ª causa de morte por parasitoses 
Muitos casos de infecções assintomáticas 
Pode causar uma lesão típica de “botão em camisa” trofozoítos penetram no intestino grosso e na submucosa podem progredir em todas as direções
É mais frequente em adultos 
Agente etiológico: Entamoeba hystolitica e, talvez, a Entamoeba díspar (protozoários)
TROFOZOÍTOS
Os trofozoítos da E. histolytica normalmente vivem na luz do intestino grosso podendo, ocasionalmente, penetrar na mucosa e produzir ulcerações intestinais ou em outras regiões do organismo, como fígado, pulmão, rim e, mais raramente, no cérebro.
Os trofozoítos da E. histolytica são essencialmente anaeróbios;
Sua locomoção se dá através de pseudópodes; 
Sua ingestão de alimentos se dá por fagocitose e pinocitose;
Sua multiplicação se dá por divisão binária.
CICLO BIOLÓGICO
Monoxêmico 
O ciclo se inicia pela ingestão dos cistos maduros, junto de alimentos e água contaminados passam pelo estômago, resistindo à ação do suco gástrico intestino delgado ou início do intestino grosso, onde ocorre o desencistamento, com a saída do metacisto, através de uma pequena fenda na parede cística metacisto sofre muitas divisões nucleares e citoplasmáticas trofozoítos metacísticos, que ficam aderidos à mucosa do intestino, vivendo como um comensal, alimentando-se de detritos e de bactérias podem desprender da parede, sofrer a ação da desidratação, eliminar substâncias nutritivas presentes no citoplasma, transformando-se em pré-cistos secretam uma membrana cística e se transformam em cistos cistos eliminados com as fezes normais ou formadas. 
CICLO PATOGÊNICO
Em situações que não estão bem conhecidas, o equilíbrio parasito-hospedeiro pode ser rompido e os trofozoítos invadem a submucosa intestinal, multiplicando-se ativamente no interior das úlceras e podem, através da circulação porta, atingir outros órgãos, como o fígado e, posteriormente, pulmão, rim, cérebro ou pele, causando a amebíase extra-intestinal. O trofozoíto presente nestas úlceras é denominado forma invasiva ou virulenta, sendo hematófagos e muito ativos. 
TRANSMISSÃO
Ingestão de cistos maduros, com alimentos (sólidos ou líquidos);
Uso de água sem tratamento, contaminada por dejetos humanos, é um modo frequente de contaminação;
Ingestão de alimentos contaminados (verduras cruas - alface, agrião; frutas - morango) é importante veículo de cistos;
Alimentos também podem ser contaminados por cistos veiculados nas patas de baratas e moscas (essas também são capazes de regurgitar cistos anteriormente ingeridos);
Falta de higiene domiciliar pode facilitar a disseminação de cistos dentro da família;
Os "portadores assintomáticos" que manipulam alimentos são os principais disseminadores dessa protozoose. 
INFECÇÃO SINTOMÁTICA 
Amebíase intestinal: 
Forma disentérica: cólicas intestinais e diarreia, com evacuações mucossanguinolentas ou com predominância de muco ou de sangue, acompanhadas de cólicas intensas, de tenesmo ou tremores de frio.
Colite não disentérica: caracterizada pela alternância entre a manifestação clínica e períodos silenciosos, com funcionamento normal do intestino.
Amebomas 
Apendicite amebiana 
Amebíase extra-intestinal: é raro no Brasil, mas mais comum na região amazônica (PA e AM). Gera um abscesso hepático amebiano que resultam na tríade dor no hipocôndrio direito, febre e hepatomegalia
DIAGNÓSTICO 
Diagnóstico diferencial: a disenteria bacilar, salrnoneloses, síndrome do cólon irritado e esquistossomose.
Exame de fezes para encontrar cistos (fezes formadas) ou trofozoítos (fezes liquefeitas) 
Raio-X, ultrassonografia e TC em caso de abscesso hepático 
TRATAMENTO 
Metronidazol 
Secnidazol 
Nitroimidazol 
Ornidazol 
PROFILAXIA 
Saneamento básico 
Higienização adequada 
Lavagem correta dos alimentos (permanganato de potássio)
Tratamento dos doentes 
Combate às moscas (carregam fezes contaminadas nas patas) 
TROFOZOÍTO DE ENTAMOEBA HISTOLYTICA
CISTO DE ENTAMOEBA COLI 
LESÃO INTESTINAL