DOENÇA DE CHAGAS
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DOENÇA DE CHAGAS


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Gi ovanna Bi tte ncourt 69B
DOENÇA DE CHA GAS
É ai nda hoje , no Brasil e e m dive rsos paíse s da Amé ri ca Latin a, um problema mé di co- soci al grave
Se gund o a OMS, consti tui uma das pri n ci pais causas de morte súbi ta que pode ocorrer com fre quênci a na
f ase mai s prod uti v a do cidadão
Chagási co é um indi víduo margi nali zado pel a socie dade o lhe é dad o possi bil idade de e mpre go
Mi graçõe s humanas não contro l adas, de gradação ambi ental, alte rações cl imáticas, maior concen trão da
popul ão em áre as urbanas e precari edade de condi çõe s soc i oe conômi cas ( habi tação, e d ucão,
sane ame nto, renda, e ntre outras) i nse re m-se como dete rmi nantes e condi cionante s soci ai s para a
transmissão de T. cruzi ao homem.
Pop ul õe s atingidas já costumam apres entar mai o vulne rabilidade
AGEN TE E TIOLÓGICO : Trypanossoma cru zi
FORMA S DE VIDA
Amasti gota: fo rma i ntracelul ar
Epimasti gota: mul ti pli ca- se de ntro do barbeiro, assi m, não i mportânci a para os humano s, di retamente
Tri pomasti gota: é a f orma que sai nas fe ze s do barbei ro, l ogo, é a forma pre se nte no s angu e ci rcul ante
CICL O BIOLÓGICO
É do ti po hete roxê ni co, pois o parasi to passa por uma fase de mul ti pl i cão in tracel ul ar no hospedei ro ve rte brado
( home m e mafe ros pe rte ncentes a se te orde n s di fe re ntes ) e ex tracel ul ar no in seto veto r ( tri atomíne os) .
1. Os tri pomasti gotas e limi n ados nas fe ze s e uri na do ve tor penetram no l ocal da pi cada (chagoma de
i nocul ão)
2. Tri pomasti gotas interage m com lul as da pe le e mucosas; a in te rão parasi to-cél ul a ocorre da se gui nte
manei ra:
a. Ad esão cel ul ar: parasi to e cél ul a se re conhe ce m contato me mb rana-membrana
b. I nte ri ori z ação: as cél ul as emitem pse udópodes , aume ntam os vei s ci topl asmáti cos de cál cio e
um aumento do re crutame nto de lis os somos para o l ocal de i nv asão do parasi to , que doam sua
me mbrana para a formação do vacúol o ;
c. Fe nômenos i ntracel ul ares : as fo rmas e pi mastígotas são de s truídas de ntro do vacúol o f agoci ri o
( fagolis ossoma) e os tri p omastígotas sobrevivem resi sti n do as ações das e nzi mas l isossômi cas e
de se nvol ve ndo-se li vre men te no cito pl asma da cél ul a, onde se transformam em a mastígotas ( três
horas após a i nte ri o rização).
3. Tri pomasi gotas se transf ormam em amasti gotas e o libe rad os da, cé lul as, i ndo para o i nte rstício ;
4. Amasti gotas se mul ti pl i cam por di vis ão bi nári a simpl es
5. Amasti gotas se transformam e m trip omasti gotas e caem na corre nte sanguíne a, ati ngi ndo outras cél ul as de
qual que r te cido ou órgão nov o ci cl o
No i cio da i nf e cção, na fase aguda, a parasi temi a é el evada, po de n do ocorre r a morte do hospe dei ro. Ne ss a fase , a
mortali dade atinge mai s cri anças. Quando o hos pe deiro de sen volve uma re sposta i mune efi caz, a parasi te mi a
di mi nui e a doe nça pass a para a f ase crôni ca, onde o núme ro de parasi tas na ci rcul ão é pe que no -
x enodi agnós ti co, hemocul tu ra e i nocul ão em camundon go são as formas de de te ão.
No hosp edei ro inve rtebrado, o ci cl o é outro:
1. Tri atomíne os ve tore s se i nfectam ao in ge ri r as formas, tri pomastígotas pre se nte s na corrente ci rcul atóri a do
hospe de i ro ve rte brado durante o he matof agismo
2. No e stômago do i nse to, ele s se transf ormam em e pi masti gotas
3. No i nte sti no dio, os ep imasti gotas se mul ti plicam por di vi s ão bi nári a ( manuten ção do ve tor)
4. No reto, os epimastigotas se transformam e m tri pomasti gotas , se nd o e li mi n ados nas fe ze s e uri na
CICL O P ATO GÊNICO
A patoge ni a depe nde de :
Poli morfi smo do parasi ta
Tropi smo cel ul ar
V i rulên ci a do clone ou cep a
Re infe cção
Infecção mi sta
Constitui ção ge ti ca humana
Sex o
Idade
Raça
Re sposta imu ni tári a
Nu tri ção
Tip os de cél ul as que i nte rage com parasi to:
cé l ul as mu scul ares, macróf ago, fi brobl astos,
mastócito
FASE AG UDA: pode se r sintomáti ca ( apare nte ) ou assintomáti ca (i napare nte ) a úl ti ma é mai s comum. O T.cruzi
pode parasi tar qual qu e r cél ul as, mas as mais comun s são macróf agos, cél ul as de Schw ann , micrógli a, fi b robl asto s,
cé l ul as mu scul ares l isas e stri adas e outras.
Si nal de Romañ a = e de ma bi palpebral unilate ral
Chagoma de i no cul ão
Fe bre não mui to al ta
Edema localiz ado e gene ral izado
Poli ade nia
He patome gal i a
Esple nome gali a
Às ve zes, insuf i ci ênci a caraca e pe rturbações neurológi cas
FASE CRÔNIC A
- Forma i nd ete rmi nada: após a f ase aguda, os sobre vi ve nte s passa m por um l ongo pe odo assintomáti co ( 10 a 30
anos, ou mai s) .
Há posi tivi dade de ex ame s sorol ógi cos e l ou parasi tológi cos
Há ausê ncia de si ntomas el ou si n ai s da doe nça
Ele trocardi ograma conven cional no rmal
Coração, e sôf ago e cól on radi ol ogi came nte normai s
- Forma sintomáti ca:
Forma cardíaca
o 20 a 40% dos paci e nte s no centro-oeste e sude s te do Brasi l
o Ins uf i ci ência cardíaca conge sti v a (I CC) di s pnéia de e sforço, insôni a, conge stão visceral e e de ma
dos membros i nf e ri ore s evol uindo e m di s pnéi a continua, an as arca e morte
o Cardi ome gali a i nte nsa
o Hip ertrofia das paredes ventri cul are s e atri ai s;
o Arri tmi as - le são no ápi ce dos ve ntrícul o s (le são vorti ci l ar)
o Formação de tromb os
o bl oquei o do ramo di re ito do fei xe de Hi ss patognomô ni co!
Forma di ge s ti v a
o 7 a 11% dos casos no Brasil
o Caracte rizada pel os me gas = magaes ôf ago (di sfagi a, odi n of agi a, re gurgi tação, so l o, tosse);
me gacól on ( obs trução in te sti n al e pe ritoni te )
TRA NS MIS O
Pelo ve tor
Transf usão sanguíne a: ausê ncia do chagoma de i no cul ão; febre é o si ntoma mais freque nte; é conf undida
com i nfecçõe s bacte ri anas; li nf adenopati a e e splenome gal i a são si n tomas fre qu entes; o SNC é rarame nte
afe tado
Congê nita: pode ocorre r em qual que r mome nto da gravide z causan do abortarn entos, partos pre maturos
com nasci me nto de be bes com bai xo peso ( 1.500 a 2. 000g) e també m nati mo rtal idade ; o di agnós ti co é dado
pel o encontro de IgM na pl acenta, pois e ssa imunoglobul inao passa pel a pl ace nta, l ogo, o be bê prod uzi u.
Aci de nte s de laboratório
Oral amame ntação; ; cal do de cana
Coi to ai nd a não comprovado
Transpl ante
DIA GNÓS TICO
CLÍNI CO : ori ge m do pacie nte ; sinal de Romaña; chogoma de i nocul ão; f ebre i rre gul ar ou ause n te ,
ade nopati a- satéli te ou ge ne rali z ada, hepatoe splenome gal i a, taqui cardi a, e de ma ge ne rali zado ou dos pé s
f azem suspei tar de f ase aguda de doença de Chagas
LABORATORIA L:
o Fase aguda: al ta parasi temia, pre se nça de anti corpos i ne spe fi cos e ici o de f ormação de
anti corpos e spe ficos (I gM e IgG) que podem ati ngi r vei s e le vad os.
o Fase crônica: baix íssi ma parasi temia, prese a de anti corpos e s pe cíf i cos ( IgG) ; re al i zar te s te s
sorológi cos como i mun of luore scênci a indi re ta, ELISA , he magl uti nação i ndi re ta ou fi x ão de