TOXOPLASMOSE 3
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TOXOPLASMOSE 3


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Gi ovanna Bi tte ncourt 69B
TOXOPLASM OSE
Pacie n te primige s ta com IgM e IgG posi ti vos para tox op l asmo se na 12ª se mana de ge stação. Na 22ª se mana in i ci ou
tratame nto com e spi rami cina. N a 33ª se mana foi re ali zada ami ni o cente se ( coleta o líquido amni óti co) cuj o ex ame
mole cul ar ( PCR) de u posi ti v o para DNA de tox opl asmo se . N o US na me sma se man a f oi obse rvado no fe to aume nto
dos ve ntrículos cerebrais e mi crocal cif i cõe s ce re brai s. Ao nascimento mostrou comprome timen to ocul ar. Bebê e m
tratame nto. TOXOP LASMOSE CON GÊNITA (patoge ni a mai s sé ri a)
EP IDEMI OLOGIA
Tanto os gatos do sti cos, como os sel vage ns ( ocel ote s, j aguar, jaguati ri ca e tc.) são os ún i cos ani mai s que
podem real izam o ci clo sexu ado , eli mi n ando após a primoinfe ão mil hõe s de ooci stos i maturos nas fe ze s.
É en contrada em quase todos os países, nos mais vari ados cl imas e condi çõe s soci ai s, com alta pre valê ncia
sorológi ca, pode n do ati n gi r mais de 60% da popul ão em de te rmi nado s países.
Os gatos têm i mp ortância f und amental na tox op l asmo se .
V em aprese ntando qu adro grave de e volu ção e m indi v íduos com o si ste ma i mun e grave me nte
comprome tido causando encef ali te , re ti ni te ou doe n ça disse mi n ati v a .
AGENTE ETIOLÓGICO: Toxo plasma gon dii
MORFOLOGIA E HABITAT
Habi tat: vári os te ci dos e cél ul as (exce to he máci as) e l íqui dos orgâni cos
Formas:
Taquizoí tos: fo rma e ncon trada durante a fase aguda da infe ão, se ndo també m de nomi nada forma
proli fe rativa, forma li vre ou trofozoí to. Te m forma de ban ana ou me i a-l ua, com uma das extremi dades mais
afilada e a outra arredondada. É uma f orma móve l de mul tip li cão pida (e ndod iogeni a) . São pou co
res iste nte s à ação do suco gástri co no qual são destruídos e m pouco temp o
Bradizoítos: forma pre sen te geral me nte na fase crôni ca, també m de n omi nad a ci st ozoíto. É a forma
e ncontrada e m vári o s te cidos ( muscul ares e squelé ti cos e caracos, ne rvos o, reti na) . Ele s se mul ti pl i cam
de ntro do ci sto e são mui to mai s resi sten tes a tri psi na e à pe psi n a do que os taqui zo ítos e pode m
pe rmane ce r vi áv ei s nos te ci dos por vári os anos.
Oocistos: são produ zi dos nas cé lul as in te s ti n ai s de fe l íde os não -imunes e eli mi n ados imaturos junto com as
f e ze s, são es fé ri cos e conté m 2 es poroci stos , com 4 e sporozoítos dentro de cada. Te m uma pare de dupl a
be m re sistente . O TEM LÂMIN A
CI CLO BIOLÓGICO
He te roxê mi co
Fase assexu ada: nos li nf onodos e nos te cidos de vári os hospe dei ros (i ncl usi ve gatos e outros f el ideos)
Hosp edei ro inte rmedi ári o (home m) in ge re os oocis tos maduros, contendo e sp orozoítos e ncontrados
e m ali me ntos ou água con tami n ada, ci stos conte n do bradiztos en contrados na carne crua, ou,
mai s rarame nte , taqui zoítos el imi nados no l ei te , pode adqu i ri r o parasito e de se nvolve r a f ase
assex uada.
Taqui zoítos que che gam ao es mago são de struído s ( mas os que e ntram na mucosa oral se
mul ti pl i cam)
Mul ti pli cão ce lul ar do age nte e ti ol ógi co (e m qual que r forma) fase prolife rati v a = fase aguda da
doença
Inv asão de vári os te ci dos por me io dos taqui zoítos
Res posta imu nol ógi ca parasi to s e x trace lul are s de sapare cem do sangue, da l inf a e dos órgãos
vi sce rais
Al gu ns parasi tos e vol ue m para a fo rmação de ci stos f ase císti ca = fase crôni ca (re du z sintomas)
Pode pe rmane ce r por longo pe odo ne s sa fase
Pode have r re agudiz ação ( re torno para a fase aguda da doe nça)
Fase se xuada (cocci di ana) : nas cé lul as do e pi té li o i ntes ti n al de gatos jo ve ns (e outros f el ídeos) não -i munes.
Parasi to ao pe ne trar no e pitél io i nte sti n al do gato se mul ti p li ca, assexu adamente, ori gi n and o
me roztos
Formação de um conj unto de me rozoítos = me ron te ou esqui zon te madu ro
Li be ração dos me rozoítos pene trão e m nov as cél ul as epi te li ai s e transf ormação e m formas
sex uadas ( fe mi ni nas e masculi nas)
Fe cundação ovo/ zi goto parede i nterna dupl a ooci sto
Li be ração do ooci sto ainda i maturo
Oocis to é li be rado juntame n te com as fe ze s, quando sofre a maturação m condi çõe s de umi dade ,
te mpe ratura e l ocal somb re ado f avorável , é capaz de se mante r i nf e ctante por cerca de 12 a 1 8
me se s
TRANSMI SS ÃO
Ingestão de oocistos presentes em ali me n to ou água contami nadas, j ardi ns, caix as de are i a, l atas de lix o ou
di ssemi nado s me cani camente po r moscas, baratas, minhocas e tc.
Ingestão de cistos em carne crua ou mal passada
Congêni ta ou transplacentária
Mul h e re s que apre se ntam sorologia posi ti va ante s da gravi de z tê m me nos chance de i nf e ctar se us
f e to s do que aquelas que apresentare m a pri moi nf e ão durante a gestação
IMU NI DADE
Pri mei ro o aume nto de IgM e depoi s o aume nto de IgG
IgM posi ti v o e IgG ne gati vo infe cção re cente
IgM ne gativo e IgG posi ti vo infe ão anti ga
IgM posi ti v o e IgG posi ti vo j anel a de transi ção ou re aguti n ação
A pe squi sa de IgM em re cé m-nascidos é util izada para o di agnós ti co de tox opl asmose congê nita, poi s, não
atrave ssa a pl acenta e quando pre se n te no soro in di ca a produção pe l o próp rio fe to, e m re spos ta a uma
i nfe cção pe lo 7: gondii.
Pode have r a produção de IgA
PATOGENIA
A patoge ni a n a es pé cie humana parece estar li gada a al guns f atore s importantes, como cepa do parasito, resistênci a
da pe ssoa e o modo pel o qu al e l a se i nfe cta. Entre tan to, a transmi ssão congê ni ta é f re que nte me nte a mais grave, e a
tox opl asmo se adqui ri da ap ós o nasci me nto pode apresentar uma evolução vari áv el . Con fo rme sal ie ntado, a
patogeni ci dade da tox opl asmose humana de pe nde mui to da vi rulê nci a da cepa.
SI NAIS E SI NTOMAS
TOXOPLAS MOSE PRÉ-NA TA L
1º tri me stre : aborto
2º tri me stre : aborto ou nasci me nto pré-maturo
Té trade de Sabi n: cori orre ti ni te , al te raçõe s do volume do cni o, cal cif i caçõe s encef áli cas e
al teraçõe s no de se nvolvi me nto ne urol ógi co.
3º tri me stre : comprome ti me nto ganglio nar ge ral , he patome gali a, e de ma, ane mi a, l e sões ocul are s,
trombocitope ni a, cal ci fi cões cerebrais, pe rturbações neurológi cas ( re tardamento psi como tor) e al te rações
do vol ume crani ano (micro ou macrocef ali a) .
TOXOPLAS MOSE PÓS-NATAL
Gangl ionar/ feb ri l aguda: comprome ti me nto ganglionar, fe b re al ta, le o na re ti n a, coriorre ti ni te.
Ocul ar ( mai s comum) : i nf l amação da re tina e da coróide, ceguei ra parcial ou total.