TRICOMONÍASE
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TRICOMONÍASE


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Gi ovanna Bi tte ncourt
TRICOMONÍASE
CAS O CLÍNI CO: P acien te rel ata corri me nto vaginal mais de dois meses, de col oração amare l ada, cheiro
de sagrave l e aspe cto es pumos o, che gando a sujar roupas ínti mas. Ap re se nta ainda dispaure ni a ( dor no ato
sex ual) . N e ga di s úri a ou outras que ix as uri n ári as .
É a DST não vi ral mais comum no mun do, com 170 mi l e s de casos novos ocorrendo anual me nte
A prev alên ci a é alta e ntre os grupos de níve l so ci oe conô mi co baix o, e n tre as pacie nte s de clíni cas
gi ne cológi cas, pré-natai s e e m se rvi ços de doe nças sex ual me n te transmi tid as.
É in comum na in nci a (d e 1 a 10 anos de i dade ), já que as condi ções vagin ais (b ai xo pH) não f avo re cem o
de se nvol vi mento da parasi tose . Portanto, quando e ncontrada na criança, de ve se r cui dados ame nte
pe sq uisa- da, ave ri guando -se as pos si bi li dade s tanto de abuso se xual quanto de outras f onte s de i nfe cção,
que não sex ual .
A GENTE ET IOLÓGICO: Tri chomon as vagi nali s
M ORFOLOGIA
É uma cé l ul a pol imorf a, el i psoide ou oval
Não tem ci sto, some nte trofozoíto
Pos sui fl age los ( 4 ante ri ore s)
cle o e li p soide próximo à extre midade ante ri o r
É de sprov i do de mi tocôn dri a anaeróbi co facultativo
hi droge nos somos, portadore s da pi ruvato fe rre do xin a-
oxi dorre du tase (P FOR) , e nzi ma capaz de transformar o pi ruvato
e m ace tato e de li be rar ade nos ina- tri fosfato (A TP ) e hi drogênio
mole cul ar ( H
2)
Habi ta o trato geni tou rinário
Se di vi de por divisão binári a
TRANS MISS Ã O
Re l ação sexu al pode sobrevive r por mai s de uma se mana sob o pre púci o home m é o ve tor da doença
com a ej acul ação, os tri comonas presentes na ure tra são l evados à vagi na pe lo e spe rma
Ad qui ri d a no parto
P ATOLOG IA
Promove a transmi ssão do HIV
É causa de baix o pe so , be m como nascimento pre maturo
Pre di spõe mulhere s a doe nça i nflamatóri a l vi ca api ca, câncer
ce rvi cal e inferti li dade
P ATOGÊNESE
1. Ocorre uma ele vação do pH vagi nal (no rmalmente é áci do,
e ntre 3, 8- 4, 5)
2. Cres cimento de bac ri as anae róbi cas
3. Inte rnali zação e de gradação das cé lul as i munes nos vacúol os f agocíti cos do
parasi to
4. Ad e rê nci a e cito tox i ci dade exercida pel o parasito sobre as cél ul as do
hospe de i ro
Degradação de IgG, IgM e IgA pre sen te s na vagi n a
Expressão dos gene s que codi ficam as proteinase s e as ade si nas
5. Cál ci o e Fe rro contri buindo para a re si s tê nci a do T. vaginali s du rante a me nstruação, os si ntomas o
e x acerbados
6. Re ve sti me n to de prote ínas pl asmáti cas do hos pe de i ro não reconheci me nto pel o si s te ma imune
F igura 1 Cérvice com as pecto de m orango
SINTOMA TO LOGIA
Mul h e r:
Ectocé rvi ce é atacada ( ge ralmente não ati nge a endocé rvi ce)
Corri me nto v agin al fl uid o abundante de cor amarel o -esve rde ada, bolh oso, de odor fé ti d o, mais
f re qu entemente no pe o do pós- me n strual
Pruri do ou i rri tação vul v ovaginal de intensi dade vari ável
e dore s no bai x o ventre
Dis pare uni a (do r durante o ato sex ual )
Dis úri a ( dor ao uri n ar) e pol iúri a (aume nto da
f re qu ênci a ao urinar)
V agin a e cé rvi ce com e de mas e pon tos he morrági cos
colpitis ma cularis ou cé rv i ce com aspecto de morang o
( apare ce em 2% das mulhe re s)
Home m:
Comume n te assin to ti ca
Pela manhã: corrimento cl aro, viscoso e pouco abundante , com de s conf orto ao urin ar ( arncia
mi ccional) e por ve ze s hi pe remi a do meato uretral
Durante o di a: secre ção es cass a
Prostati te, balanop osti te (i nfe ão da gl ande e pre púci o), cis ti te
DIA GNÓS TICO
Cl íni co: o é poss íve l faze r o di agnósti co so me nte com el e
Laboratori al :
i. Home ns: col heita pela manhã, se m ter uri n ado ou tomado algum re mé di o tricomoni ci da
15 di as swab com se cre ção prostáti ca e mate ri al subp re puci al
i i. Mul he re s: não deve rão re ali zar a hi giene v aginal durante um pe odo de 18 a 24 horas
ante ri or a coi he i ta do materi al, e não de vem te r fe i to uso de medi came ntos tricomoni cidas,
tanto vaginais (ge léi as e cremes) como orai s, 15 di as
i ii . Prese rvação do mate ri al ( vários me i os de cul tu ra poss íveis)
i v . Exame mi croscópi co
v. Exame di re to a f res co ( de ve se r de forma rápida moti lid ade é afe tada com tempe raturas
f ri as)
vi . Ex ame i munológi co: re õe s de agl uti n ão, todos de imunofluo re scê nci a (d i re ta e
i ndi reta) e té cni cas imunoe nzi máti cas (ELISA) - e sse s ex ame s te m si gni ficado mai or em
paci entes assi n tomáti cos
TRATA MENT O
Me tronidazol
Se cni d azol
Tin idazol
Orni dazo l
Ge stante : ape nas cre me vagi nal
Tratar parce i ro
P ROFILA XIA
O mecani s mo de contági o da tri comon íase é a rel ão sex ual , po rtanto o controle da mesma é consti tu ído das
me smas med idas preventivas que são toma - das no combate as outras DSTs