TCC acidentes com idosos
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TCC acidentes com idosos


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 SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO
 AO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL
 GILNETE BARBOSA DE OLIVEIRA
	 
 PREVENÇÃO DE ACIDENTES DOMÉSTICOS EM IDOSOS
 
 
 
Baixa Grande - Ba
2010
 GILNETE BARBOSA DE OLIVEIRA
 
 PREVENÇÃO DE ACIDENTES DOMÉSTICOS EM IDOSOS
 
 Trabalho de Conclusão de Curso apresentado para a obtenção do título de Bacharel em Serviço Social;
Orientador: 
Tutora de Classe \u2013 Elizete Mendes Alves.
	 Baixa Grande \u2013 Ba
 2009 
 
 Aos meus pais João Rodrigues de Oliveira e Isabel Barbosa de Oliveira, protetores maravilhosos e meus amigos compreensivos e carinhosos. São eles os anjos que me deram a vida. Obrigada por tudo. 
AGRADECIMENTOS
Á Deus:
Primeiramente a Deus por mim abençoar com o milagre da vida e por iluminar meu caminho... Por ter chegado até aqui!
Aos meus pais:
João e Isabel; que mim ensinaram a viver com dignidade, e iluminaram os meus caminhos obscuros, com afeto e dedicação.
Aos meus familiares
Aos meus amigos e colegas da turma:
Pelo companheirismo e amizade; por compartilharem do nosso aprendizado e nos proporcionarem felizes momentos nesta trajetória. Levaremos conosco o exemplo e o brilho de uma amizade construída que jamais se perderá no tempo. 
 RESUMO
Este estudo objetivou identificar os principais fatores de risco associados à ocorrência de acidentes domiciliares em indivíduos idosos bem como o conhecimento de estratégias para redução dos riscos resultante deste tipo de acidentes. Para uma pessoa idosa, a queda pode assumir significados de decadência e fracasso gerados pela percepção da perda de capacidades do corpo potencializando sentimentos de vulnerabilidade, ameaça humilhação e culpa. A resposta depressiva subseqüente é um resultado esperado. Nesse sentido, as intervenções deverão ajudar os usuários idosos dos serviços de saúde e seus cuidadores a compreender a forma de reduzir a probabilidade de queda, como por exemplo: (1) melhorando sua habilidade de enfrentar desafios ao equilíbrio; (2) melhorando a segurança de seu meio ambiente e (3) melhorando a autoconfiança e a confiança de seus familiares, para que ele possa continuar ativo e independente em seu próprio meio, para realizar o que deseja.
Palavras-Chave: Acidentes domésticos, Idosos, Prevenção, Fatores de risco.
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO	07
2 OBJETIVOS	12
2.1 Geral:	12
2.2 Específicos:	12
3 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA	13
4 METODOLOGIA	14
5 ANÁLISE E REFLEXÃO	15
5.1 Envelhecimento populacional	15
5.2 Qualidade de vida na terceira idade	18
5.3 Ambiente doméstico	20
5.4 Fatores de riscos de acidentes na população idosa	21
5.4.1 Demência	22
5.4.2 Utilização de medicamentos	24
5.4.3 Redução da acuidade visual e auditiva	25
5.5 Principais acidentes domiciliares na população idosa	26
5.5.1 Quedas	26
5.5.2 Queimaduras	33
5.5.3 Ferimentos e cortes	34
5.5.4 Intoxicações	35
5.6 Medidas gerais de prevenção de acidentes domésticos	35
5.7 Conseqüências dos acidentes domiciliares	38
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS	41
REFERÊNCIAS......	43
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1 INTRODUÇÃO
A questão do envelhecimento da população é uma questão não somente do nosso país, mas também vem sendo discutida como uma questão urgente em todo o mundo, isto porque, o \u201cmundo\u201d envelheceu.
Nunca se preocupou tanto com o idoso como agora, principalmente no Brasil, que até poucos anos atrás era considerado um país jovem.
A população mundial está envelhecendo num ritmo muito acentuado e sem precedentes na história da humanidade. Estima-se que a população mundial de idosos seja 629 milhões de pessoas com um crescimento anual na taxa de 2%, ritmo este consideravelmente mais alto em relação ao resto da população e três vezes mais do que há 50 anos. Segundo previsão da ONU, a continuar no ritmo acelerado que se processa o envelhecimento mundial, por volta do ano 2050, pela primeira vez na história da espécie humana, o número de pessoas idosas será maior que o de crianças abaixo dos 14 anos. A população mundial deve saltar dos 6 bilhões para 10 bilhões em 2050. No mesmo período, o número de idosos deve triplicar, passando para 2 bilhões, ou seja, quase 25% do planeta.
Os idosos são hoje 14,5 milhões de pessoas, 8,6% da população total do País, conforme pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo 2000. O instituto considera idosas as pessoas com 60 anos ou mais, mesmo limite de idade considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para os países em desenvolvimento. Em uma década, o número de idosos no Brasil cresceu 17%, em 1991, ele correspondia a 7,3% da população.
Os avanços médicos e tecnológicos tiveram grandes conseqüências para a população. Algumas pessoas, que antes morreriam devido a algum tipo de doença, puderam sobreviver e chegar à velhice. Além disso, a melhoria dos fatores que determinam a qualidade de vida fez a expectativa de vida no Brasil aumentar nos últimos anos.
O crescimento desta taxa de longevidade se deve a alguns fatores, como: o grande desenvolvimento da medicina neste século, principalmente no que se refere á prevenção de doenças, à melhoria na alimentação, e à queda na taxa de fecundidade observada nos últimos 30 anos, o que por sua vez pode gerar um aumento maior da população idosa em relação à população mais jovem e economicamente ativa.
Contudo, embora percebe-se que esse processo de envelhecimento se inicie antes dos 60 anos, é nesse período em que acontece a transição do indivíduo para a terceira idade.
Características essas que acabam por levar o idoso à perda da confiança em sua mobilidade e ao medo de quedas proporcionadas as alterações ósseas, cognitivas e visuais.
No Brasil, o aumento da população idosa será na ordem de 15 vezes, entre 1950 e 2025, quando o crescimento total da população brasileira neste mesmo período será de não mais que cinco vezes. Assim, no ano de 2025, o Brasil será a sexta população de idosos do mundo em termos absolutos, o que demonstra uma crescente demanda de recursos para atender essa população. O envelhecimento atinge vários países sendo a cada 10 indivíduos no mundo, um tem mais de 60 anos. 
Os números mostram que a sociedade brasileira terá que enfrentar o novo desafio dos complexos problemas que envolvem o idoso, para quem a precária condição socioeconômica, associada aos problemas advindos da existência de múltiplas doenças, dificulta-lhe a adaptação às exigências do mundo moderno e, como conseqüência, isola-o do mundo. 
Esta mudança no perfil populacional é oriunda de vários fatores, como o controle de natalidade exercida pelas mulheres, o controle da mortalidade infantil mediante melhores condições de saneamento para a população mais carente, da redução das pessoas que morrem, antes da faixa etária do idoso, através de campanhas direcionadas para pessoas na faixa etária de mais de 60 anos de idade.
Além do controle efetivo de doenças infecciosas, preocupações com a higiene, com a alimentação, o que acabam por contribuir para uma melhora considerável na qualidade da saúde da população, e conseqüentemente na vida do idoso. 
O despreparo da nação frente às condições de habitabilidade