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Resumo - Teoria Contábil Avancada

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Resumo - Teoria Contábil Avançada
Aula 1
TEMA 1 – TEORIA CONTRATUAL DA FIRMA – PAG 3 a 4
Teoria contratual da firma: fundamenta as relações econômicas que ocorrem dentro da firma entre diferentes pessoas (agentes).
A origem dessa teoria se deu com o nascimento das ciências econômicas no século XVIII, com a obra de Adam Smith sobre as riquezas das nações. A teoria microeconômica clássica pressupõe que o objetivo de uma empresa é maximizar o lucro e que os agentes são racionais e visam à maximização de sua utilidade (Boaventura et al., 2009).
Pressupostos teóricos dessa teoria, a empresa é vista como um conjunto de contratos, formais e informais, entre os diversos participantes das relações econômicas empresariais. Assim, podemos pensar que cada participante contribui com algo para a firma e, em troca, recebe uma contraprestação. Nisso consiste a relação contratual da firma: um agente contribui para a firma e, em troca, recebe uma bonificação, estabelecida por contrato de maneira formal ou informal 
Por exemplo, os empregados contribuem com sua força de trabalho e, em troca, recebem seus salários; os acionistas contribuem com capital e, em troca, recebem dividendos e ganhos de capital; os fornecedores contribuem com produtos e serviços e recebem dinheiro, enquanto o governo contribui com a estabilidade institucional e, para isso, recebe os impostos.
As relações entre os agentes, conhecidas como contrato, podem ser estabelecidas de maneira formal, como no caso dos empregados e acionistas, ou de maneira informal, como no caso do governo e em alguns tipos de contrato com clientes e fornecedores. Em todos os casos, as relações econômicas entre os agentes são estabelecidas por um outro tipo de contrato.
Essas relações contratuais geram alguns problemas devido a duas situações que podem ser encontradas: informação imperfeita e informação incompleta. 
Informação imperfeita são aqueles em que as regras do jogo são claramente definidas e todos os agentes as conhecem, contudo os agentes não conhecem as ações dos outros agentes. Ex: jogo de pôquer.
Informação incompleta é o caso em que nem mesmo as regras do jogo são totalmente claras. Ex: partida de futebol. 
Quando as relações contratuais não funcionam de forma adequada, a firma pode ter graves problemas para seu equilíbrio e funcionamento e até mesmo quebrar.
Teoria contratual da firma uma teoria econômica amplamente utilizada para explicar as relações econômicas que afetam a firma e a própria contabilidade. 
TEMA 2 – TEORIA DA AGÊNCIA – PAG 5 a 6
Uma empresa é formada por dois tipos de agentes: os que possuem o capital e os meios de produção, que são os proprietários da firma, e os que possuem sua força de trabalho, os demais agentes. 
A Teoria da agência surge da separação entre o proprietário dos meios de produção e do capital e o administrador do negócio.
Com essa separação entre proprietário e administrador surgiram conflitos e relações econômicas que foram explicadas pela Teoria da agência. Um desses problemas que surgiu com a separação entre o principal (proprietário da empresa) e o agente (administrador) foi a assimetria de informação. Os agentes, que tinham a responsabilidade de administrar o negócio do principal e assegurar o melhor resultado econômico para a firma, possuíam informações que o principal não tinha acesso. Mas por quê? 
Ao delegar a administração da empresa para um terceiro (o agente), o proprietário perde acesso a todas as informações da empresa porque não está diretamente envolvido com o negócio, não está diariamente na empresa e não acompanha o dia a dia operacional de seu negócio. Esse fato gera a assimetria de informação, ou seja, o proprietário tem menos informações sobre sua firma do que o administrador que ele escolheu para gerir o seu negócio.
Existe um problema que fundamenta a Teoria da agência: o ser humano é maximizador da sua utilidade individual e, portanto, age em benefício próprio. Isso significa que, dentro da organização, o administrador irá priorizar seus próprios benefícios em vez da maximização do lucro empresarial, desejado pelo proprietário. Exemplo desse comportamento do agente, vamos citar o caso de participação nos resultados da empresa.
Um dos pressupostos da Teoria da Agência é que, à medida que o direito pela propriedade do administrador diminui, o seu incentivo a dedicar esforços significativos também diminui consideravelmente. Isto é, quando o administrador é também o dono da empresa, ele terá maiores incentivos para se esforçar em direção à maximização dos resultados da empresa. Agora, à medida que o administrador não tem tanto direito sobre a propriedade ou não possui nenhum direito, seus esforços serão direcionados cada vez mais para o aspecto individual em vez do empresarial. Os teóricos da teoria econômica afirmam que esse problema pode ser resolvido via remuneração, em especial a remuneração variável, como é o caso da participação nos resultados da empresa.
TEMA 3 – CONFLITOS DE AGÊNCIA – PAG 7 a 8
A relação de agência gera um conflito entre agente e principal, decorrente da divergência de interesses entre eles, fato explicado pela teoria microeconômica clássica.
Segundo a teoria microeconômica clássica, o ser humano irá sempre maximizar sua utilidade individual. O proprietário e o agente terão sempre interesses conflitantes dentro da empresa, cada qual objetivando maximizar sua utilidade individual.
Os administradores (agentes) irão procurar por situações vantajosas para si, de maneira geral, com o intuito de obter cada vez mais recursos econômicos e financeiros. Exemplo, podemos citar situações que podem eventualmente acontecer das relações econômicas envolvendo os gestores, que tomarão decisões que tragam benefícios diretos ou indiretos para si.
Ao tomar decisões que tendem a aumentar seu poder dentro da organização, os agentes irão aumentar a assimetria informacional com o principal, visto que é a assimetria informacional, ou seja, a falta de conhecimento do principal, que gera o poder do agente (administrador).
Os conflitos de agência surgem da necessidade do ser humano de maximizar sua utilidade individual e da separação entre principal e agente dentro das empresas.
TEMA 4 – CUSTOS DE AGÊNCIA – PAG 9 a 10
Uma relação de agência pode ser definida como um contrato sob o qual uma ou mais pessoa (o principal) designam uma outra (o agente) para executar algum serviço em seu benefício que envolve a delegação de alguma autoridade decisória para o agente. O ponto central da Teoria da Agência é o fato de que o agente busca maximizar a sua utilidade e, portanto, nem sempre age no melhor interesse do principal. É desse conflito que surgem os custos de agência, que representam a soma dos seguintes custos: monitoramento, vinculação e perda residual.
Podemos assegurar que os custos de agência são decorrentes dos conflitos que surgem naturalmente entre o agente e o principal, e que estão relacionados ao desalinhamento de seus interesses individuais e da assimetria informacional.
Os agentes têm interesses que muitas vezes conflitam com o objetivo do principal. Desses conflitos surgem o questionamento, por parte do proprietário, de como alinhar o comportamento dos agentes aos seus interesses. Os seguintes custos de agência representam os principais mecanismos de alinhamento entre principal e agente, conforme Niyama (2014):
.Monitoramento: representam os custos decorrentes do monitoramento do comportamento dos agentes, tais como: auditorias periódicas, restrições orçamentárias, controle de atividades, estabelecimento de programas de compensação, etc.
.Vinculação: são os custos relacionados aos mecanismos que visam garantir que os gerentes atuem de acordo com os interesses do principal, ou garantir que eles compensem o principal, caso atuem de maneira contrária a esses interesses. Tais mecanismos podem ser instituídos pelos próprios gerentes (agentes) que, nesse caso, também arcam com tais custos. Ex: divulgações voluntárias de informações contábeis adicionais, garantia de submeter

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