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Seminário Integrador II (UNIG) - Acidente Vascular Encefálico

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UNIVERSIDADE IGUAÇU – CAMPUS V 
FACULDADE DE CIÊNCIAS BIOLÓCAS E DA SAÚDE 
CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SEMINÁRIO INTEGRADOR II: 
ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ITAPERUNA - RJ 
Maio, 2015 
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UNIVERSIDADE IGUAÇU – CAMPUS V 
FACULDADE DE CIÊNCIAS BIOLÓCAS E DA SAÚDE 
CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SEMINÁRIO INTEGRADOR II: 
ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO 
 
 
 
 
 
Trabalho apresentado, numa perspectiva 
interdisciplinar, ao Componente Curricular 
“Seminário Integrador II” do curso de 
Graduação em Medicina, sob a orientação 
dos professores do segundo período. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ITAPERUNA - RJ 
 Maio, 2015 
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SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO......................................................................................... 
2 CASO CLÍNICO....................................................................................... 
3 BRAINSTORMING............................................................................... 
4 DESENVOLVIMENTO............................................................................. 
 
4.1 Epidemiologia............................................................................... 
4.2 Definição e Classificação dos AVE’s.......................................... 
4.2.1 AVE Isquêmico e Ataque Isquêmico Transitório.............. 
4.2.2 AVE Hemorrágico............................................................. 
4.3 Classificação dos AVE’s Isquêmicos............................................. 
4.3.1 Infarto Arterosclerótico de Grandes Vasos....................... 
4.3.2 Cardioembólico................................................................. 
4.3.3 Infarto Lacunar de Pequenos Vasos................................ 
4.4 Fisiopatologia................................................................................ 
4.5 Causas Específicas de AVE.......................................................... 
4.5.1 Aterosclerose.................................................................... 
4.5.2 Embolias Cerdiogênicas................................................... 
4.5.3 Dissecação Arterial........................................................... 
4.5.4 Trombose Venosa e Trombos do Seio Venoso.............. 
4.5.5 Enxaqueca........................................................................ 
4.5.6 Encefalopatia Hipertensiva............................................... 
4.5.7 Moyamoya........................................................................ 
4.5.8 Síndrome de Anticorpos Antifosfolípides......................... 
4.5.9 Causas Genéticas Raras................................................. 
4.6 Fatores de Risco........................................................................... 
4.7 Prevenção e Modificação dos Fatores de Risco........................... 
4.8 Prognóstico.................................................................................... 
4.9 Reabilitação Após AVE................................................................. 
 
 CONCLUSÃO........................................................................................ 
 REFERÊNCIAS....................................................................................... 
 ANEXO: ORIENTAÇÕES ACADÊMICAS.............................................. 
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1 INTRODUÇÃO 
 
O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é causado por um fluxo sanguíneo 
insuficiente em parte ou em todo o cérebro. A interrupção deste aporte sanguíneo 
numa região encefálica tem por consequência uma imediata cessação da atividade 
funcional dessa região culminando num infarto cerebral, ou seja, a parte afetada 
sofre necrose e se liquefaz (GOLDMAN & AUSIELLO, 2009). 
De acordo com Pereira (2009), o AVE representa um dos problemas mais 
relevantes para a saúde pública no Brasil, sendo responsável por uma das principais 
causas de morte e invalidez, além de ser um dos principais responsáveis pela 
permanência hospitalar prolongada e alocação de recursos públicos em 
hospitalizações. 
Portanto, o conhecimento dos fatores de risco para o AVE tais como 
hipertensão, diabetes, obesidade, doenças cardíacas, doenças genéticas, entre 
outros, é de grande importância para a realização da prevenção primária que, 
segundo Mumenthaler & Mattle (2004), consiste na eliminação dos fatores de risco 
com mudanças no estilo de vida, utilização da farmacoterapia ou, em determinados 
casos, utilização de intervenção cirúrgica. 
Neste contexto, o presente trabalho tem como mote realizar uma pesquisa 
bibliográfica sobre AVE do tipo isquêmico a partir de um caso clínico verídico. O 
estudo foi realizado através de pesquisa bibliográfica fundamentada em referencial 
teórico buscado em livros, periódicos, artigos científicos, inclusive, internet. Para 
tanto, teve-se como alicerce autores tais como Goldman & Ausiello (2009), Rowland 
(2005), Mumenthaler & Mattle (2004), entre outros. 
Justifica-se a realização do presente trabalho, apontando-se como relevância 
o fato de que provê aos estudantes conhecimentos iniciais sobre Neuroanatomia, 
Saúde Pública, Epidemiologia e Fisiopatologia. 
 
 
 
 
 
 
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2 CASO CLÍNICO 
 
Paciente do sexo feminino, 46 anos, chegou afásica ao hospital São José do 
Avaí (HSJA). Afirmava ser hipertensa e que fazia uso contínuo de medicamento anti-
hipertensivo. Afirmava, ainda, fazer uso de medicação antidepressiva nos últimos 
meses. O exame físico e o exame de tomografia computadorizada (TC) 
apresentaram-se normais. Já a Ressonância Magnética (RM) estava alterada 
apresentando isquemia exclusiva no giro frontal inferior esquerdo, afetando uma 
área relacionada à fala (área de Broca). A paciente foi medicada com AAS (Ácido 
Acetilsalicílico), um antiagregante plaquetário indicado para tratamento de pequenas 
isquemias e, posteriormente, ficou em observação. Apresentou melhora na fala após 
24 horas. A paciente teve alta em poucos dias e foi indicada para reabilitação com 
fonoaudiólogo. 
Através do exame de imagem da RM, observou-se uma pequena isquemia 
distal das artérias perfurantes, portanto, concluiu-se que era um infarto de pequenos 
vasos. 
 
 
 
Fotos 1: RM em corte transversal da paciente apresentada no caso clínico. Imagem de RM por difusão. 
 
 
 
 
 
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 (A) (B) 
 
 
 (C) 
Fotos (A), (B) e (C): RM (sequência Flair) em corte transversal da paciente apresentada no caso clínico. 
 
 
 
 
 
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3 BRAINSTORMING (“CHUVA DE IDEIAS”) 
 
 Na perspectiva de contemplar o aporte teórico-metodológico da aprendizagem 
baseada em problema (ABP), através da dinâmica de brainstorming, emergiram 
tópicos, questionamentos e/ou hipóteses os quais possibilitaram a delimitação do 
estudo. 
A constituição dos pontos norteadores do projeto promoveu a integração das 
disciplinas/componentes curriculares do módulo Neuroanatomia, Fisiopatologia, 
Epidemiologia e Psicologia Médica abordando os seguintes questionamentos: 
 
3.1 Neuroanatomia 
- Quais artérias da paciente em questão podem ter sido afetadas? 
- Qual área do encéfalo perdeu a funcionalidade? 
 
3.2 Fisiopatologia 
- Quais as alterações na fisiologia cerebral quando se instala um AVE? 
 
3.3 Epidemiologia 
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