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ANALISE DE RISCO LIVRO

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autor do original 
ROBERTO CAVALCANTI VIANNA
1ª edição
SESES
rio de janeiro 2016
ANÁLISE DE CENÁRIOS E 
RISCOS
Conselho editorial roberto cavalcanti de vianna, roberto paes, gladis linhares
Autor do original roberto cavalcanti vianna
Projeto editorial roberto paes
Coordenação de produção gladis linhares
Projeto gráfico paulo vitor bastos
Diagramação bfs media
Revisão linguística bfs media
Revisão de conteúdo genésio gregório filho
Imagem de capa imageflow | shutterstock.com
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida 
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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (cip)
V655a Vianna, Roberto Cavalcanti
 Análise de cenários e riscos. Roberto Cavalcanti Vianna. 
 Rio de Janeiro: SESES, 2016.
 168 p: il.
 isbn: 978-85-5548-276-2
 1. Mapa de risco. 2. Processos decisórios. I. SESES. II. Estácio.
cdd 658.403
Diretoria de Ensino — Fábrica de Conhecimento
Rua do Bispo, 83, bloco F, Campus João Uchôa
Rio Comprido — Rio de Janeiro — rj — cep 20261-063
Sumário
Prefácio 7
1. Sobre os Cenários e os Riscos 9
1.1 Conceituando 11
1.2 Exposição a riscos 19
1.2.1 Risco de Acidente 20
1.2.2 Riscos Ergonômicos 21
1.2.3 Riscos Físicos 23
1.2.4 Riscos Químicos 24
1.2.5 Riscos Biológicos 25
1.2.6 Minimizando riscos 26
1.2.7 Mapa de Risco 31
1.2.8 Planejando o trabalho com o Mapa de Riscos 37
2. Analisando Cenários e Riscos 41
2.1 Conceituando 43
2.2 Vulnerabilidades, ameaças e riscos 46
2.3 Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças 49
2.4 Ferramentas para analisar riscos 54
2.4.1 Análise Preliminar de Riscos (APR) 54
2.4.2 What if (ou “o que aconteceria se...?”) 65
2.4.3 Análise dos Modos de Falhas e Efeitos (AMFE) 68
3. Evento Adverso 75
3.1 Conceituando 77
3.2 Desastre 80
3.2.1 Desastre – Classificação quanto à intensidade 81
3.2.2 Desastre – Classificação quanto à evolução 84
3.2.3 Desastre – Classificação quanto à origem 86
3.3 Linha do Tempo de um desastre 89
3.3.1 Fase pré-desastre 90
3.3.2 Fase pós-desastre 100
3.4 Concluindo 105
4. Como Gerenciar o Risco? 107
4.1 É possível gerenciar o risco 109
4.2 Fluxograma 111
4.3 Análise Preliminar de Riscos 113
4.4 Análise dos Modos de Falhas e Efeitos / What if 114
4.5 O que é a matriz GUT 115
4.6 Diagrama de Causa e Efeito 117
4.7 Matriz de Vulnerabilidade 119
4.8 Listas de Verificações 125
4.9 Rediscutindo a Matriz SWOT 127
4.10 O Plano de Ação 127
4.10.1 A metodologia 5W2H 128
4.10.2 PDCA 132
4.11 Concluindo 138
5. A Tomada de Decisão 139
5.1 O que fazer quando o evento adverso ocorre 141
5.2 Nível de Importância da Decisão 144
5.3 Estruturação da Decisão 144
5.4 Previsibilidade da Decisão 145
5.5 Nível da Decisão 146
5.6 Decidir é um processo racional? 148
5.7 Tomada de Decisão – uma questão de personalidade 155
5.7.1 Sensação - Pensamento 155
5.7.2 Sensação – Sentimento 156
5.7.3 Intuição - Pensamento 156
5.7.4 Intuição – Sentimento 157
5.8 O Papel da Equipe 157
5.9 Existem decisões perfeitas? 159
5.10 Existe um decisor perfeito? 164
5.11 Finalizando 166
7
Prefácio
Prezados(as) alunos(as),
Os operadores de segurança pública atuam em diversos cenários, nos quais 
riscos são parte integrante da rotina operacional. Surpreendentemente, não há 
livros nacionais que tratem deste assunto.
Uma busca por este tema revela que a “Análise de Cenários e Riscos” ainda é 
abordada pelo viés da gestão de empresas, de como lidar com o mercado. Quan-
do muito, foca-se na segurança privada.
Em razão disso, decidimos aceitar o desafio de relacionar as ferramentas de 
diagnóstico e de ação com a prática vivenciada pelos agentes da lei.
Ao ler este livro, você perceberá que ele foi escrito observando como a teoria 
foi, pode e deve ser utilizada em casos práticos.
No capítulo 1, abordamos os conceitos mais elementares sobre os temas 
“cenários” e “riscos”. É essencial para o seu trabalho, conhecer os riscos aos 
quais está exposto. Alguns você já imaginava ou conhecia; outros podem lhe 
surpreender. Ao aprender a construir um Mapa de Risco, você trabalhará a com-
preensão e aplicação da teoria que o fundamenta. Começará também a elaborar 
formas de minimizar estes riscos e preservar a sua integridade física e psíquica.
No capítulo 2, ampliamos nossa visão para as vulnerabilidades e ameaças a 
você e ao seu serviço. Apresentaremos as primeiras ferramentas a serem incor-
poradas por você às análises que fará de agora em diante.
O Responsável pela Aplicação da Lei deve conhecer as fases que antecedem 
e que sucedem um evento adverso, atento para o fato que cada uma tem suas 
características e impõe uma forma de agir. É disto que trata o capítulo 3.
Se há dúvidas sobre o fato do risco poder ser gerenciado, elas cairão por ter-
ra com a leitura do capítulo 4. Ao apresentarmos a você os diversos instrumen-
tos que tratam dos riscos e dos cenários, desmitificaremos concepções desarti-
culadas em relação ao tema.
Por fim, tudo o que estudamos até este ponto nos remete ao processo de-
cisório, tema de nosso capítulo 5. Trataremos de esmiuçar toda a rotina que 
envolve a tomada de uma decisão e abordaremos o perfil do decisor.
Foi grande a preocupação em lhe trazer, em cada capítulo deste livro, casos 
práticos que reflitam os conceitos estudados.
Em quase toda a página desta obra, ilustramos como a teoria resultou em 
boas soluções reais. Lamentavelmente, há o contraponto. Quando não observa-
das as fundamentações teóricas, pessoas foram atacadas em sua integridade fí-
sica e patrimônios foram danificados, acarretando desordem na comunidade.
Se a segurança pública é exercida para preservar a ordem pública, a inco-
lumidade das pessoas e do patrimônio, como diz o artigo 144 da Carta Magna 
Brasileira, a pauta trazida por este compêndio reveste-se de significativa impor-
tância para os operadores da lei, devendo ser estudada com dedicação e – por 
que não? – amor.
Afinal, todo o resultado de sua atividade só tem significado se você gosta do 
seu trabalho e das pessoas!
Bons estudos!
Sobre os Cenários 
e os Riscos
1
10 • capítulo 1
Os operadores de segurança pública conhecem muito bem a expressão "profis-
são de risco". Mas será que já paramos para analisar o que isto significa? de que 
forma impacta nossa vida profissional?
Neste capítulo, pretendemos não apenas começar a dirimir estas dúvidas. 
Vamos além, explicando à luz da legislação e da técnica, como o agente da lei 
pode mitigar os riscos aos quais expõe-se.
OBJETIVOS
Neste capítulo você:
•  Identificará os conceitos relacionados ao risco;
•  Relacionará a mitigação dos riscos ao seu trabalho cotidiano;
•  Conhecerá os tipos de risco.
capítulo 1 • 11
1.1 Conceituando 
Frequentemente usamos a palavra risco em nossa vida diária. É comum ouvir o 
termo nos mais variados tipos de conversas:
– “Fulano está internado no hospital, correndo risco de morte.”
– “Sicrano está arriscando tudo neste empreendimento.”
– “A Defesa Civil alertou-nos quanto ao risco de desabamento”.
Como acontece com diversas palavras na língua portuguesa, um termo 
pode ter uma conotação mais técnica. 
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) seguindo as tendências 
da International Organization for Standardization (ISO), em sua NBR 31000, 
que versa sobre a Gestão de Riscos, define risco, atualmente, como sendo o 
"efeito que a incerteza tem sobre os objetivos da organização".
ATENÇÃO
A ABNT é o Foro Nacional de Normalização por reconhecimento da sociedade brasileira 
desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo governo federal por 
meio de diversos instrumentos legais.
Entidade privada e sem fins lucrativos, a ABNT é membro fundador da International Or-
ganization for Standardization