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gestação, parto e puerpério

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Estrógeno; 
-> O aumento na concentração de Estradiol pela               
placenta inicia os eventos que vão levar a lise                 
do corpo lúteo gestacional e preparar o útero               
para uma maior propriedade de contratilidade. 
-> Isto se faz pela estimulação no útero para a                   
produção da PGF2alfa e pelo aumento na             
sensibilidade dos receptores uterinos a         
ocitocina. 
-> Neste momento em especial temos a ação               
hormonal da PGF2alfa que além de lisar o               
Corpo lúteo tem propriedade miocontrátil         
uterina determinando a compressão e         
lançamento do feto de encontro com a cérvix. 
-> Isso leva ao desencadeamento de impulsos             
nervosos que agem nos centros medulares           
espinhais e dali são transmitidos ao           
Hipotálamo que responde produzindo e         
liberando grandes quantidades de ocitocina.         
(Reflexos de Ferguson). 
-> Passa a existir neste momento uma             
consonância de eventos que aumentam as           
contrações uterina (aumento de E2, diminuição           
de P4, aumento de ocitocina, receptores mais             
sensíveis) e as tornam mais coordenadas e             
mais frequentes a medida que aproxima o             
momento do parto. 
-> Junto ao preparo do útero para garantir               
maior capacidade de contração ocorre o           
preparo do canal do parto com relaxamento da               
cérvix, dos ligamentos pélvicos e uma dilatação             
generalizada do canal do parto se faz pela               
relaxina. 
 
REFLEXO DE FERGUSON 
A pressão do feto contra a cérvix e porção                 
anterior da vagina estimula a liberação de             
ocitocina pela hipófise posterior que por sua             
vez estimula as contrações miometriais. 
 
ESTÁGIOS DO PARTO 
* I-FASE PRODRÔMICA OU PREPARATÓRIA 
-> Contrações miométrio (musculatura lisa) e           
relaxamento dos ligamentos pélvicos e         
dilatação da cérvix.   
 
* II-FASE DE EXPULSÃO DO FETO: (MAIORES             
CONTRAÇÕES E REFLEXOS) 
-> Síntese de relaxina estimulada pela PGF2α             
/Produção de muco cervical e vaginal – E2 
-> Aumento da pressão – rompimento alantóide             
e âmnio   
 
* III-FASE DE EXPULSÃO DA PLACENTA 
-> Vilosidades coriônicas se desprendem do           
epitélio uterino.   
 
 
SINAIS DE PROXIMIDADE DO PARTO 
-> Comportamento (principalmente cadela e         
gatas) 
-> Queda da borda caudal dos ligamentos             
pélvicos (devido efeitos relaxina) 
-> Liberação do tampão mucoso 
-> Esguichamento do leite /colostro 
-> Edema úbere (glândula mamária cresce para             
produção colostro) 
-> Edema de vulva 
-> Rompimento e liberação da placenta   
 
PUERPÉRIO   
-> Período do parto até primeira ovulação             
acompanhada de cio. 
-> Involução uterina com retomada da atividade             
ovariana 
-> Lóquios (descarga uterina) = muco, sangue,             
fluidos, membranas fetais e maternas (tem que             
ser eliminado) 
-> Regeneração do endométrio 
-> Primeira ovulação não é acompanhada da             
manifestação do cio devido a falta de             
progesterona. 
 
* Fatores envolvidos que prejudicam o           
Puerpério: 
-> Infecção uterina 
-> Amamentação / balanço energético negativo:           
mais debilitada a condição corporal mais           
tempo necessário para recuperação uterina.         
(melhor coisa para limpar o útero de vaca é o                   
cio) 
-> Reinício da função ovariana – quanto mais               
tarde iniciar mais tarde ela demonstra cio             
(maior número de cio, melhor índice           
reprodutivo- mais limpo o ambiente uterino). 
-> Partos distócicos, retenção placenta,         
intervenção no parto, cesarianas, mastites:         
prejudicam a involução uterina. 
 
ANESTRO LACTACIONAL 
-> Ausência do cio causada pela amamentação             
que causam efeitos supressivos sobre a           
atividade ovariana. 
-> Pequenos ruminantes influenciadas pela         
amamentação e pelo fotoperíodo - tem o             
filhote, está amamentado e aí muitas vezes             
quando deixa de amamentar não está no             
fotoperíodo. 
-> Gado de corte tem ação maior. 
-> Nas porcas, a supressão da atividade             
ovariana é completa; as porcas só entram em               
estro depois da desmama. 
-> Éguas: ​cio do potro​: se não aproveita, ela                 
entra no anestro lactacional. 
-> A lactação suprime a síntese e liberação de                 
GnRH pela redução de fatores que inibem a               
síntese de prolactina (dopamina e PIH) que são               
essenciais para a produção de gonadotrofinas. 
 
LÓQUIOS: involução fisiológica 
-> Até 3 dias: lóquio avermelhado (elimina             
sangue, bem vermelho, devido rompimento dos           
vasos no parto) 
-> 3 a 7 dias: lóquio vinho ou achocolatado                 
(sangue oxida) 
-> 7 a 14 dias: café claro com abundante muco                   
(útero está menor) 
-> 14 a 25 dias: muco fracamente avermelhado               
ou claro (mal percebe que pariu, fêmea já está                 
retomando atividade ovariana - fêmea         
apresenta primeiro cio).   
 
RESTABELECIMENTO DA CICLICIDADE 
-> Hipotálamo: estabilização das descargas de           
GnRH- o hipotálamo fica altamente sensível ao             
estrógeno. 
-> O estrógeno faz feedback negativo, com o               
tempo isso desaparece e volta a secreção             
normal. 
-> Quem faz o feedback negativo do estrógeno               
com GnRH são os opióides liberados pela             
amamentação que atuam no SNC -hipotálamo           
por meio de neurotransmissores. 
-> Hipófise: restabelecimento dos níveis de           
gonadotrofinas- produção FSH e LH e liberação             
LH. 
-> Ovários: restabelecimento do       
desenvolvimento total dos folículos. 
 
Restabelecimento do eixo hipotálamo-hipófise       
no pós-parto de vacas de corte amamentando:             
conteúdo de GnRH e conteúdo de LH e FSH e                   
seus pulsos. 
 
 
-> Antes do parto GnRH tem conteúdo no               
hipotálamo mas não está sendo liberado           
porque tem alto nível de estrógeno (hipotálamo             
inibido pelo estrógeno); 
-> Se não tem GnRH sendo liberado não ocorre                 
produção nem liberação de LH. 
-> O FSH tem um estoque porque as células da                   
adeno hipófise não estavam liberando. 
-> Após o parto(15 dias) continua tendo o               
conteúdo mas aos poucos começa a ser             
liberado o FSH(folículo cresce) 
-> 30 -60 dias pós-parto tem liberação GnRh,               
produção e liberação do LH que faz retomada               
da atividade ovariana . 
 
FASES DO PUERPÉRIO   
* PUERPÉRIO RECENTE: da expulsão fetal até 8               
dias (pode chegar aos 14)   
* PERÍODO INTERMEDIÁRIO: retomada da         
atividade hipotalâmica e regeneração total do           
endométrio.   
* PERÍODO PÓS-OVULATÓRIO: 40-50 dias pós           
parto, o útero está pronto para uma nova               
gestação. 
 
CONCENTRAÇÃO SÉRICA DE PROGESTERONA       
NO PÓS -PARTO 
-> Ovulação silenciosa (1º estro): primeiro           
corpo lúteo com duração mais curta e menos               
progesterona secretada. 
-> Depois do primeiro cio, o corpo lúteo é                 
funcional, secretando progesterona para       
suportar uma gestação. 
 
 
FERTILIDADE PÓS-PARTO 
* Chance para emprenhar ->Cio importante           
forma para limpar útero 
1° estro: 35% de prenhez 
2° estro: 50% de prenhez (ideal se o animal                 
estiver com o útero sadio) 
3° estro: 70% de prenhez (pode passar os 85                 
dias).   
 
*ÉGUAS 
-> Involução uterina: rápida