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Exercicios de Portugues - Verbo

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banca sugeriu “é considerada”. Tentava confundir o candidato e levá-lo a 
considerar “espécie daninha” o objeto direto da oração em voz ativa. Ainda bem que você já 
sabia que esse termo é o predicativo do objeto, não é mesmo? 
(B) Vamos seguir o “passo a passo” da transposição? Então: 
1 – conjugação verbal: “menosprezam” – presente do indicativo; 
2 – objeto direto da voz ativa: “o homem comum”; 
Então: “O homem comum é menosprezado pelos mesmos cidadãos.” 
(C) “a candidatura do cidadão comum nos incomoda “ - Desta vez, o objeto direto do verbo 
“incomodar” está representado no pronome “nos”. 
Sabemos que é transitivo direto ao substituir o pronome por um nome (não adianta trocar o 
“nos” por “a nós”, uma vez que os pronomes “ele, ela, nós, vós, eles, elas”, quando oblíquos, 
são SEMPRE regidos por preposição). Então, a construção-teste poderia ser: “alguém 
incomoda o menino.”. Viu? O complemento ligou-se diretamente ao verbo. Logo, 
“incomodar” é transitivo direto e “nos” é o objeto direto. 
Como o verbo está no presente do indicativo, a construção de voz passiva seria: “Nós somos 
incomodados pela candidatura do cidadãocomum.”. 
(D) Em “queremos justificar nossa preguiça cívica”, há duas orações. A primeira é “queremos”. 
A segunda, subordinada à primeira, é “justificar nossa preguiça cívica”, em que “preguiça 
cívica” exerce a função de objeto direto de “justificar”. Assim, há duas formas possíveis de 
transposição – oração reduzida de infinitivo (“ser nossa preguiça cívica justificada”) ou 
desenvolvida em uma oração subordinada objetiva direta (“que nossa preguiça cívica seja 
justificada”) – ESTÁ CORRETA A OPÇÃO. 
(E) Em “a chave que nos liberta do nosso destino”, o verbo “libertar” tem dois complementos: 
objeto direto (nos) e objeto indireto (do nosso destino). Como o verbo está no presente do 
indicativo, a forma passiva seria: “nós somos libertados do nosso destino [pela chave]”. 
 
32 - (Procurador BACEN / Janeiro 2006) 
É um fator a mais a favor da conveniência de se acelerar a política de redução dos juros. 
Julgue a proposição feita em relação ao segmento grifado acima: 
I. Substituindo-se a política de redução dos juros por os empréstimos, a frase passaria a ser 
de se acelerarem os empréstimos. 
 
Item CORRETO. 
 
 
 
Comentário. 
O pronome “se”, em construções com verbos transitivos diretos ou diretos e indiretos, é 
pronome apassivador (construção de voz passiva). 
Assim, em “a conveniência de se acelerar a política...”, o sujeito paciente da forma verbal 
“acelerar” é “política”, equivalendo a “a conveniência de que a política seja acelerada...”. Se 
houver a substituição de “política” por “empréstimos”, este elemento, que é o sujeito da forma 
verbal, exige a flexão do infinitivo – “de se acelerarem os empréstimos”, o que seria 
equivalente a “de que os empréstimos sejam acelerados”. 
 
33 - (TCE SP - Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005) 
Uma das contribuições desse tratado foi o deslocamento do conceito de virtude, que Maquiavel 
passa a compreender não mais em seu sentido moral, mas como discernimento político. 
Analise a proposição abaixo. 
(C) A opção pela forma passiva de passa a compreender levaria a passam a ser 
compreendidos. 
 
Item INCORRETO. 
 
Comentário. 
Na transposição para a voz passiva, o elemento que, na voz ativa, exerce a função de objeto 
direto passaria a ser o sujeito da voz passiva. 
Feita a substituição do pronome relativo “que” pelo termo antecedente, na voz ativa, teremos: 
“Maquiavel passa a compreender o conceito de virtude.” 
A locução verbal “passa a compreender”, na voz passiva, recebe o verbo “ser”, sendo 
registrada como “passa a ser compreendido”, no masculino para concordar com o núcleo do 
sujeito paciente – o conceito de virtude (termo que era o objeto direto da voz ativa). 
A nova construção, na voz passiva, seria, então: O conceito de virtude passa a ser 
compreendido por Maquiavel. 
 
34 - (Auditor Fiscal da Bahia / Julho 2004 - adaptada) 
 
Os últimos anos têm sido marcados por um milenarismo invertido, segundo o qual os 
prognósticos, catastróficos ou redencionistas, a respeito do futuro foram substituídos por 
decretos sobre o fim disto ou daquilo (o fim da ideologia, da arte, ou das classes sociais; a 
“crise” do leninismo, da socialdemocracia, ou do Estado do bem-estar etc.); em conjunto, é 
possível que tudo isso configure o que se denomina, cada vez mais freqüentemente, pós-
modernismo. 
Com relação ao fragmento acima transcrito, julgue as seguintes afirmações, indique V 
(verdadeira) ou F (falsa) e marque a opção que apresenta a ordem correta: 
I - têm sido marcados constitui uma forma verbal que denota continuidade da ação. 
II - se a frase grifada fosse iniciada com decretos, seria mantido o sentido original com o 
emprego da forma verbal “tinham substituído”. 
III - a forma passiva analítica foram substituídos corresponde à sintética “substitui-se”. 
(A) V – F - V 
(B) F – V - F 
(C) F – F - V 
(D) V – F - F 
(E) V – V – F 
 
 
 
Gabarito: D 
 
Comentário. 
Analisaremos cada uma das assertivas: 
I – VERDADEIRO. A locução verbal de tempo composto têm sido, apresentada no item “a”, 
indica uma ação que apresentou certa continuidade no tempo. Em uma construção com 
somente o verbo ser (“os últimos anos são marcados”), haveria tão-somente a indicação de um 
fato estático notempo. 
II – FALSO. Em “os prognósticos, catastróficos ou redencionistas, a respeito do futuro foram 
substituídos por decretos”, o termo “decreto” exerce a função de agente da passiva. Ele, no 
início de uma frase, ou seja, na função de sujeito, levaria a construção para a voz ativa. 
Devemos, então, observar a conjugação verbal da voz passiva. Em “foram substituídos”, o 
verbo principal está no pretérito perfeito do indicativo. Assim, a forma de voz ativa seria: 
“Decretos substituíram os prognósticos, catastróficos ou redencionistas, a respeito do 
futuro.”. 
III – FALSO. Na construção passiva analítica “os prognósticos foram substituídos por 
decretos”, o sujeito paciente está representado por “os prognósticos”. 
A forma passiva sintética correspondente seria, portanto, “substituíram-se os prognósticos”, 
devendo o verbo se flexionar no plural para concordar com o núcleo do sujeito: “prognósticos”. 
Está INCORRETA a proposição. 
A ordem, portanto, é V – F – F. 
 
35 - (TRT 15ª Região – Técnico Judiciário / Setembro 2004) 
... e os integrantes da advocacia pública são favorecidos por regras... 
Transpondo a frase acima para a voz ativa, a forma verbal passará a ser 
(A))favorecem. 
(B) favoreceu. 
(C) tinha favorecido. 
(D) estava favorecendo. 
(E) estavam sendo favorecidos. 
 
Gabarito: A 
 
Comentário. 
Primeiramente, deve-se observar atentamente a conjugação do verbo auxiliar da locução 
verbal presente na oração de voz passiva. 
Em “são favorecidos”, o verbo auxiliar “ser” está no presente do indicativo, devendo o verbo 
“principal” ser conjugado da mesma forma. O segundo passo é verificar qual elemento exerce a 
função de objeto direto da voz ativa. Este é o termo que, na voz passiva, exerce a função de 
sujeito – os integrantes da advocacia pública. Finalmente, o elemento que, na voz passiva 
analítica, estiver exercendo a função sintática de agente da passiva será o sujeito da voz ativa: 
regras. 
Assim, a construção passiva será: “Regras favorecem os integrantes da advocacia 
pública.”. 
 
36 - (TRT 24ª Região - Analista Judiciário / Março 2006) 
 
 
Transpondo-se para a voz passiva o segmento instituições macabras que os homens – 
lamentavelmente – criam contra sua própria humanidade, a forma verbal resultante será 
(A) estão sendo criadas. 
(B))são criadas. 
(C) foram criadas. 
(D) têm criado. 
(E) têm sido criadas. 
 
Gabarito: B 
 
Comentário. 
Vamos fazer o “passo a passo”. Em “instituições macabras que os homens –lamentavelmente 
– criam contra sua própria