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Exercicios de Portugues - Verbo

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profissional. 
(B) O culto às aparências é um sintoma da vida moderna, uma vez que à elas nos prendemos 
todos, em nossa vida comum. 
(C) É a gente que cabe identificar os preconceitos, sobretudo os que afetam àqueles artistas e 
profissionais que dão graça à nossa vida. 
(D) Assistimos à exibição descarada de preconceitos, que tantos dissabores causam as 
pessoas, vítimas próximas ou à distância de nós. 
(E)) Àqueles que alimentam um preconceito é inútil recomendar desprendimento, pois este se 
reserva às pessoas generosas. 
 
Gabarito: E 
 
Comentário. 
Para confirmar a existência da preposição antes de “aqueles”, é necessário, primeiramente, 
organizarmos a oração na ordem direta. 
Para isso, partimos do verbo ser e, para haver lógica, do adjetivo inútil. O que é inútil? 
Resposta: “recomendar desprendimento”. 
O verbo “recomendar”, na construção, é transitivo direto e indireto (Recomendar alguma coisa 
a alguém). O que se recomenda (ou seja, qual é o objeto direto)? Desprendimento. A quem se 
 
 
recomenda desprendimento (qual é o objeto indireto?) Àqueles [a + aqueles] que alimentam 
um preconceito. 
Então, seguindo a análise de TERMO REGENTE + TERMO REGIDO, o termo regente, verbo 
“recomendar”, exige a preposição “a”. O termo regido é o pronome demonstrativo “aqueles”. 
Houve crase, devendo ser indicado com o acento grave: “Àqueles que alimentam um 
preconceito é inútil recomendar desprendimento” – construção perfeita. 
Na seqüência, há outra ocorrência de crase: 
TERMO REGENTE – verbo “reservar”: Alguém reserva alguma coisa a alguém. Como está 
acompanhado do pronome “se” apassivador, o pronome “este”, que se refere a 
“desprendimento” é o sujeito paciente. Como vimos na aula sobre verbos, o objeto indireto da 
voz ativa (Fulano reservou alguma coisa a alguém) continua a exercer a mesma função na voz 
passiva (Alguma coisa foi reservada por Fulano a alguém) - tópico “Vozes Verbais” da Aula 1 - 
Verbos. 
Como o termo regente exige a preposição “a” e o termo regido (“pessoas generosas”) admite 
artigo definido feminino plural, há ocorrência de crase, estando correta a construção: “...este se 
reserva às pessoas generosas”. 
Os demais itens apresentam as seguintes incorreções. 
(A) Dos dois registros de crase, somente o segundo está incorreto. 
Na primeira ocorrência, o termo regente é o verbo reportar-se, que exige a preposição “a” 
(Alguém se reporta a alguém/alguma coisa). O termo regido é o substantivo inexperiência, 
que aceita o artigo definido feminino. Há, portanto, ocorrência de crase, que está devidamente 
indicada pelo acento grave em “Reportamo-nos à inexperiência de um cidadão...”. 
Já no segundo registro, o termo regente “propensos” (adjetivo) exige 
a preposição “a” (Alguém é propenso a alguma coisa). Contudo, o 
termo regido não admite o artigo definido, pois é um verbo (rejeitar). 
A construção seria: “somos propensos a rejeitar a candidatura de um político profissional”. 
(B) A primeira ocorrência de crase está corretamente indicada. O termo regente culto exige a 
preposição “a”; o termo regido aparências admite o artigo definido feminino plural – há crase: 
“O culto às aparências”. 
Já no segundo, o termo regente, o verbo prender, é transitivo direto e indireto e exige a 
preposição “a” (Alguém se prende a alguma coisa); no entanto, o termo regido é o pronome 
pessoal elas, que não admite o artigo definido antes de si. Há, portanto, apenas um “a”, que é 
a preposição – “uma vez que a elas nos prendemos todos, em nossa vida comum”. 
(C) O termo regente caber é transitivo indireto (Alguma coisa cabe a alguém). A expressão que 
exerce a função de objeto indireto é “a gente”, que, segundo o contexto, apresenta a acepção 
equivalente a “nós”; uma vez antecedida da preposição “a”, forma crase. Para a análise, não se 
deve levar em conta a expressão denotativa “é que”; na ordem direta, a construção seria: 
“identificar os preconceitos (sujeito) cabe à gente.”. 
Em seguida, o termo regente, verbo afetar, é transitivo indireto e exige a preposição “a” 
(Alguma coisa afeta a alguém). O termo regido é “aqueles artistas e profissionais”. Como a 
preposição “a”, exigida pelo termo regente, se encontra com o pronome demonstrativo 
“aqueles”, há ocorrência de crase, devendo haver o correspondente registro: “sobretudo os 
que afetam àqueles artistas” – crase corretamente indicada. 
Finalmente, o termo regente dar é transitivo direto (objeto direto: graça) e indireto (obj.indireto: 
nossa vida), devendo o complemento indireto ser precedido da preposição “a”. Como o termo 
regido é iniciado por um pronome possessivo, o emprego de artigo definido Feminino é 
facultativo, podendo ocorrer crase ou não (“profissionais que dão graça a / à nossa vida”). 
Portanto, está correta a indicação de crase. 
 
 
(D) O termo regente, verbo assistir, no sentido de “ver, presenciar”, é transitivo indireto, 
exigindo a preposição “a”. O termo regido é “exibição”, que admite artigo definido feminino. Há 
crase: “Assistimos à exibição descarada de preconceitos...”. Correto emprego do acento grave. 
O erro está na seqüência: o termo regente, verbo causar, é transitivo direto (coisa) e indireto 
(pessoa) (Fulano causou alguma coisa a alguém), regendo a preposição “a”; o termo regido é 
“pessoas”, que admite o artigo definido feminino plural. Houve o registro desse artigo, mas 
faltou a indicação de crase para registrar a existência da preposição. A forma correta seria: 
“que tantos dissabores causam às pessoas...”. 
Por fim, a expressão “à distância” é objeto de bastante polêmica. 
A maioria dos gramáticos afirma que, sem especificação, a expressão não recebe acento 
(“Mantenha-se a distância.”). Havendo definição dessa distância, usa-se o acento grave 
(“Mantenha-se à distância de 10 metros.”). Não se trata de “termo regente – termo regido”. É 
um dos casos especiais mencionados no início dessa parte da aula. 
Contudo (agora vem a polêmica), segundo Celso Luft, atualmente se admite o acento nessa 
construção, considerando-se como locução adverbial. 
Note que o examinador, nesta questão, não deixou clara a sua posição, ao indicar outro erro de 
crase antes dessa expressão. Ótimo, pois não precisamos nos preocupar em indicar o erro da 
opção. Mas, mesmo assim, todo cuidado é pouco. Leve esse conhecimento para a prova e, 
caso se depare com a polêmica expressão adverbial “a/à distância”, analise as demais opções 
para afirmar se está certo ou errado o emprego na questão. 
 
14 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005) 
Deduz-se da leitura do texto que seu autor julga Maquiavel ter prestado um serviço não apenas 
aos poderosos governantes, mas também aqueles que têm interesse em analisar a exaustão 
as práticas políticas. 
Para correção do texto, são necessárias algumas correções. Julgue as substituições propostas 
abaixo. 
I. aqueles por àqueles. 
II. a exaustão por à exaustão. 
 
Itens CORRETOS. 
 
Comentário. 
I – O termo regente, a locução verbal “ter prestado”, é transitiva direta (um serviço) e indireta, 
regendo a preposição “a” antes do objeto indireto, que, na construção, são dois: poderosos 
governantes e aqueles. “ter prestado um serviço não apenas aos poderosos governantes, 
mas também [ter prestado um serviço] aqueles que têm interesse...” 
O primeiro termo regido (poderosos governantes) foi corretamente precedido de preposição, 
formando “aos”. O segundo, contudo, está incorretamente grafado. A preposição “a”, exigida 
pelo termo regente, ao se encontrar com o pronome demonstrativo “aqueles” forma crase – 
“...mas também àqueles que têm interesse...”. 
II - Logo após, a locução adverbial feminina “à exaustão” recebe acento grave: “... interesse em 
analisar à exaustão as práticas políticas”. 
 
15 - (Auditor Fiscal BA / Julho 2004) 
A frase totalmente de acordo com a norma padrão da língua escrita é: 
(A) Devido à circunstância de não conterem eles a