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Exercicios de Portugues - Verbo

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de pronome 
relativo “que” não há artigo. Por haver apenas um “a”, não há crase – “A diferenciação entre 
profissionais, a que o autor faz referência...”. 
Não há um substantivo após o pronome relativo “cujo”, mas um verbo. 
Por isso, é indevido esse emprego. Em seu lugar, deve-se usar o pronome relativo “que”. A 
preposição está correta, pois é exigência do verbo “depender” (Algo depende de outra coisa). 
“O rumo do processo civilizatório” depende de um padrão ético. No lugar desse substantivo, 
coloca-se o pronome, ficando assim a construção: “tem como critério um padrão ético, de que 
[do qual] depende o rumo do processo civilizatório”. 
(B) O pronome relativo “onde” deve ser empregado com um referente que indique lugar ou 
outra coisa que a isso se assemelhe. É aí que mora a dificuldade. Alguns autores são 
profundamente clássicos e só aceitam referentes como bairro, cidade, habitação etc. Outros já 
consideram como lugar um livro, uma audiência, um processo. Teremos que analisar cada 
questão e tentar identificar qual a tendência da banca. De qualquer forma, há referentes que, 
de jeito algum, poderia ser considerado como antecedente do “onde” – é o caso de “época”, 
que indica tempo, e não lugar. Talvez o que pode levar o candidato a uma confusão é que o 
pronome relativo “que” seria antecedido da preposição “em” (“Em uma época...”), 
costumeiramente usada na indicação tanto de tempo (“Em um momento de sua vida”) quanto 
de lugar (“Em uma rua”). Mas, como diz o filósofo futebolístico, “uma coisa é uma coisa, outra 
coisa é outra coisa”. Com referente “tempo”, pode-se usar o pronome relativo “quando”: “Se há 
apenas avanço técnico, numa época quando impera a globalização...”, ou o relativo universal 
“que”, acompanhado da preposição “em”: “numa época em que impera a globalização”. 
Em seguida, o termo “carente” exige a preposição “de” (Alguém é carente de alguma coisa): 
“as demandas fiscais ficarão sem o atendimento de que são carentes”. 
(C) Sobre o “porque”, temos de fazer algumas considerações importantes. 
Já demos uma “palhinha” na Aula Demonstrativa – comentário à questão 3. 
Primeiramente, vamos analisar a construção apresentada na opção (C): 
 
 
“As razões ...... a globalização não distribui a riqueza prendem-se à relação mecânica entre 
oferta e demanda”. 
Vamos separar as duas orações: 
1 – As razões prendem-se à relação mecânica entre oferta e demanda 2 – A globalização não 
distribui a riqueza por [certas] razões. 
As razões apresentadas na oração 1 estão definidas na oração 2 (subordinada adjetiva). No 
lugar de “razões”, foi empregado o pronome relativo “que”. Como havia a exigência da 
preposição “por” na oração 2, o período composto que se formou foi: 
“As razões por que (pelas quais) a globalização não distribui a riqueza prendem-se...”. 
Assim, esse “por que” nada mais é do que a preposição “por” acompanhada do pronome 
relativo “que”. 
Existe ainda um outro “por que” (separadinho): o ‘por que’ interrogativo. Já o “porque” (tudo 
junto) é uma conjunção, que pode ser causal ou explicativa. 
O melhor jeito de você distinguir o "porque" (conjunção) do "por que" (prep + pron.relativo) e do 
"por que" (pronome interrogativo) é da seguinte forma: 
- a conjunção liga duas orações com idéia de causa ou de explicação (Não devo sair, porque 
está chovendo bastante. – conjunção explicativa / Não fui à aula porque estava doente. – 
conjunção causal) 
- se você puder usar "pelo qual" no lugar do "por que", é uma preposição (por) associada a um 
pronome relativo (que / o qual). 
Exemplo 1: De todos os lugares por que eu passei, esse é o mais bonito. / De todos os lugares 
pelos quais eu passei,... 
Exemplo 2: O motivo por que você não chegou foi o acidente na estrada. / O motivo pelo qual 
você não chegou foi ... 
 - Não confunda esses dois com o "por que" interrogativo. Exemplo: 
Por que você não chegou? (interrogação direta) 
Não sei / Gostaria de saber / Preciso saber por que você não chegou. 
Nesses casos, nota-se claramente a existência de uma pergunta (direta ou indireta). 
Finalmente, há ainda os que recebem acento circunflexo quando tônicos. 
Isso ocorre em duas situações – a primeira, quando usado na função de um substantivo – o 
porquê – ou, a segunda, quando interrogativo, sob a forma direta ou indireta, ao fim da oração, 
estando subentendida a expressão “por qual motivo”, “por qual razão” – “Não veio por quê?”, 
“Você não veio e todos sabemos por quê”. 
Assim, na opção (C), o que existe é um pronome relativo (que) antecedido da preposição “por”, 
devendo ser grafado separadamente – por que. Para sepultar qualquer dúvida do candidato, 
quem vem salválo? 
O “cuja a”!!! Beleza. Só marcou essa questão como certa (e errou!) quem não leu. Basta retirar 
o artigo para o período ficar correto (“... prendem-se à relação mecânica entre oferta e 
demanda, cuja realidade é notória”). 
(D) O verbo “imputar”, na construção, é transitivo direto e indireto. O objeto direto é “os 
desajustes econômicos” e o indireto, “o exercício da democracia”. Alguém imputa alguma coisa 
a alguém/algo. A partir dessa análise vemos que o objeto indireto é precedido da preposição 
“a”. Está incorreto, portanto, o emprego da preposição “para”: “Os maliciosos imputam ao 
exercício da democracia os desajustes econômicos...”. 
Em seguida, o pronome relativo “que”, que tem por referente “os desajustes econômicos”, 
exerce a função de sujeito da oração subordinada adjetiva (“Os desajustes econômicos 
assolam os excluídos da globalização”). Não há, portanto, justificativa para o emprego da 
preposição “em”. 
 
 
 
5 - (CEAL – Advogado / Junho 2005) 
Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na seguinte frase: 
(A)) A simpatia de que não goza um ator junto ao eleitorado é por vezes estendida a um 
político profissional sobre cuja honestidade há controvérsias. 
(B) O candidato a que devotamos nosso respeito tem uma história aonde os fatos nem sempre 
revelam uma conduta irrepreensível. 
(C) Reagan teve uma carreira de ator em cuja não houve momentos brilhantes, como também 
não houve os mesmos na de Schwarzenegger. 
(D) Há uma ambivalência em relação aos atores na qual espelha a divisão entre o respeito e o 
menosprezo que deles costumamos alimentar. 
(E) Os atores sobre os quais se fez menção no texto construíram uma carreira cinematográfica 
de cujo sucesso comercial ninguém pode discutir. 
 
Gabarito: A 
 
Comentário. 
O verbo gozar, no sentido de ter, possuir, rege a preposição de (“Fulano goza de boa saúde.”) 
. O pronome relativo “que” retoma o substantivo “simpatia”. A oração adjetiva, feita a devida 
substituição, seria “Um ator não goza da simpatia junto ao eleitorado”. Assim, está correta a 
construção “de que não goza um ator junto ao eleitorado”. 
Adiante, na acepção empregada, o substantivo controvérsias requer a preposição “sobre” 
(“Há controvérsias sobre a honestidade do político profissional.”). Como entre “político 
profissional” e “honestidade” há uma relação de subordinação (a honestidade do político 
profissional), é apropriado o emprego do pronome relativo “cujo”: “estendida a um político 
profissional sobre cuja honestidade há controvérsias”. 
Perfeita a construção apresentada na opção (A). 
Em relação às demais, cabem os seguintes comentários: 
(B) O primeiro elemento destacado está correto – “[nós] devotamos respeito a alguém”; a 
regência nominal de “respeito” exige a preposição “a”, que deve anteceder o pronome relativo 
cujo referente é “candidato” (“respeito ao candidato”). 
Contudo, na seqüência, houve um emprego incorreto de “aonde”. Este vocábulo é fruto da 
contração da preposição “a” com o pronome relativo (ou interrogativo, dependendo da 
construção) “onde”. Teremos de analisar a possibilidade de emprego de cada um desses 
termos. 
Devemos ter cuidado com o emprego de “onde” em referência que não seja explicitamente um 
“lugar” (já