A Redação Eficaz - José Paulo Moreira de Oliveira
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A Redação Eficaz - José Paulo Moreira de Oliveira


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pressupõe	o
estabelecimento	 de	 metas	 rígidas	 que,	 para	 serem	 alcançadas,	 exigem
aporte	 signi\u3d0icativo	 de	 recursos,	 que	 seriam	 repassados	 aos	 preços	 dos
produtos.
O	resultado	final	é	perda	da	competitividade	das	empresas,	inibição	de
investimentos	e	prejuízos	na	geração	de	receitas	e	criação	de	novos
empregos.
2.2.4	Maior	inserção	internacional
Os	 Acordos	 Setoriais	 potencializam	 a	 incorporação	 das	 mais	 modernas
técnicas	ambientais	nos	produtos,	sem	a	contrapartida	de	comprometer	as
empresas	com	a	obtenção	de	metas	pouco	factíveis.
O	processo,	certamente,	favorecerá	a	maior	aceitação	dos	produtos
brasileiros	no	mercado	internacional.
3.	Recomendações
3.1	Dispositivos	que	vão	de	encontro	à	política	de	Acordos	Setoriais
a.	Os	artigos	83	a	86	do	Capítulo	XI	 (ver	Anexo	B	 -	Resíduos	de	produtos
tecnológicos)	 impõem	 a	 responsabilidade	 pós-consumo	 ao	 fabricante,
importador	 ou	 distribuidor	 sobre	 todos	 os	 produtos	 eletroeletrônicos	 e
produtos	da	indústria	automotiva	do	País;
b.	O	inciso	XVIII,	do	artigo	42,	estabelece	a	gradação	de	metas	como	um
dos	instrumentos	da	Política	Nacional	de	Resíduos	Sólidos	visando
reduzir	na	fonte	a	geração	de	resíduos	e	aumentar	a	reciclagem.	No
artigo	22	(ver	texto	na	íntegra,	no	Anexo	C),	fica	estabelecido	que	essas
metas	devem	ser	seguidas	pelos	gerenciadores	de	resíduos	industriais
e	de	serviços	da	saúde	na	elaboração	dos	respectivos	Planos	de
Gerenciamento.
É	importante	frisar	que	metas	fixas	e	pré-definidas	podem	não	ser
atingidas,	por	problemas	tecnológicos,	econômicos	ou	de	mercado	não
previstos	inicialmente,	problema	que	não	ocorre	com	adoção	dos	Acordos
Setoriais,	cuja	estrutura	permite	maior	flexibilidade	na	revisão	dessas
metas.
Recomenda-se,	portanto,	a	supressão	desses	dispositivos,	para	que	os
Acordos	Setoriais	Voluntários	possam	efetivamente	ser	implementados.
A	transformação
Parecer	original
Senhora	Gerente	Executiva,
A	Unidade	Administrativa	(UA),	conforme	mensagem	anexa,	sugere	a
efetivação	de	Tânia	Mara	Ferreira,	atualmente	prestadora	de	serviços	pela
empresa	FASTSERVICE.	Quanto	ao	assunto,	tecemos	as	seguintes
considerações:
A	colaboradora	percebe	hoje	pela	FASTSERVICE	a	remuneração	bruta	de
R$2.654,98.
A	pontuação	do	cargo	requerido	pela	UA	atingiu	grupo	salarial	15,	tendo
como	valor	inicial	de	salário	R$3.036,00	(Analista	Administrativo	II).
A	efetivação	da	colaboradora	nos	quadros	de	nossa	Organização	por	si	só
járepresenta	um	ganho	salarial	de	14%,	entre	o	percebido	hoje	e	o	valor
inicial	do	cargo	identificado	pelo	Sistema.
Além	do	ganho	salarial,	hão	de	ser	considerados	também	os	ganhos	com
benefícios,	a	que	hoje	a	colaboradora	não	tem	acesso	junto	à	empresa
prestadora	de	serviços,	como:	Plano	de	Saúde,	Previdência	Privada,	Vale
Refeição,	entre	outros.
Entendemos	que	todos	esses	benefícios,	inclusive	o	ganho	salarial	de
14%,	são	vantagens	que	restringem	a	possibilidade	de	eventuais
demandas	trabalhistas.
Vale	ressaltar	que	atualmente	a	colaboradora	realiza	um	número
expressivo	de	horas	extras	o	que	reflete	um	impacto	direto	na
remuneração.
É	importante	frisar	ainda	que	a	jornada	de	trabalho	na	empresa
prestadora	de	serviços	e	em	nossa	empresa	é	a	mesma,	oito	horas,	ou	seja,
as	horas	extras	em	virtude	de	serviço	não	serão	suprimidas	com	alteração
do	vínculo	empregatício,	ao	contrário,	terão	um	impacto	ainda	maior,	pois,
conforme	já	mencionado,	o	salário	oferecido	pelo	Sistema	é	maior	que	o
atualmente	percebido	pela	colaboradora.
Para	concluir,	não	podemos	deixar	de	citar	o	novo	Plano	de	Cargos	e
Salários,	em	vigor	desde	novembro	de	2004:	"O	salário	de	admissão
deverá	ser	equivalente	ao	Limite	Inicial	(LI)	da	faixa	salarial	do	grupo
salarial	a	que	estiver	vinculado	o	cargo	ou	função	de	confiança."
As	admissões	que	não	obedecerem	ao	preceito	acima	deverão	estar
restritas	a	profissionais	de	difícil	captação	ou	profissionais	de	notório
conhecimento.
Por	tudo	aqui	colocado	e	por	j	ulgar	que	a	situação	em	questão	não
atende	aos	requisitos	de	admissão	acima	do	LI	entendemos	que,	caso
venha	a	ser	efetivada	a	contratação,	esta	deve	obedecer	ao	que	determina
o	Plano	de	Cargos	e	Salários.
Atenciosamente,
Camile	Mourão	de	Oliveira
Gerente	de	Recursos	Humanos
FAZENDO	AS	CONTAS	Este	parecer	contém	354	palavras	e	2.287
caracteres.
PARECER	EDITADO
Rio	de	Janeiro,	10	de	abril	de	2007
Efetivação	de	prestadora	de	serviços
A	Unidade	Administrativa	sugere	efetivação	da	colaboradora	Tânia	Mara
Ferreira,	atualmente	prestadora	de	serviços	pela	empresa	FASTSERVICE.
1.	Nosso	Parecer:	Contrário
O	novo	Plano	de	Cargos	e	Salários	estabelece	que	"o	salário	de	admissão
deverá	ser	equivalente	ao	Limite	Inicial	da	faixa	salarial	do	grupo	salarial	a
que	estiver	vinculado	o	cargo	ou	função	de	confiança",	exceção	feita	a
profissionais	de	difícil	captação	ou	profissionais	de	notório	conhecimento
(ver	texto	na	íntegra,	no	Anexo	A),	situação	que	não	se	encaixa	no	caso	da
colaboradora.
2.	Considerações
2.1	Salário	da	Empresa	é	maior	que	o	atualmente	percebido	pela
colaboradora.
A	colaboradora	recebe	pela	FASTSERVICE	o	salário	de	R$2.654,98	e	o
cargo	pretendido	-	Analista	Administrativo	II	-	se	enquadra	na	faixa	14,
cujo	valor	inicial	é	de	R$3.036,00.
A	efetivação	da	colaboradora	representa	aumento	de	14%,	entre	o
percebido	hoje	e	o	valor	inicial	do	cargo,	identificado	pela	empresa.
2.2	Benefícios	adicionais	proporcionados	por	nossa	Empresa
Além	do	ganho	salarial,	devem	ser	considerados	os	custos	de	concessão
de	Plano	de	Saúde,	Previdência	Privada	e	Vale	Refeição,	entre	outros,
beneficios	a	que	hoje	a	colaboradora	não	tem	acesso	como	prestadora	de
serviços.
2.3	Pagamento	de	horas	extras
A	colaboradora	realiza	em	média	X	horas	extras	mensais,	o	que
aumentará	a	remuneração	final	em	X%.
Considerando	que	a	colaboradora	já	cumpre	jornada	de	trabalho	de	oito
horas,	as	horas	extras	não	serão	suprimidas	com	alteração	do	vínculo
empregatício.
3.	Recomendação
A	situação	não	atende	aos	requisitos	de	admissão	acima	do	LI.	Sabemos
que	as	vantagens	decorrentes	da	eventual	admissão	restringem	a
possibilidade	de	demandas	trabalhistas.	No	entanto,	entendemos	que	a
contratação	deve	obedecer	ao	que	determina	o	Plano	de	Cargos	e	Salários.
PARECER	TÉCNICO	III
Este	trabalho	apresenta	subsídios	para	supressão	dos	capítulos	V	e	VI,
do	Substitutivo	ao	Projeto	de	Lei	1.144/03,	que	trata	da	Política	Nacional
de	Saneamento	Ambiental	-	PNS.
Para	tanto,	discute:
\u2022	A	propriedade	na	utilização	de	terminologia	técnica	ligada	à	área	de
resíduos	sólidos;
\u2022	O	conteúdo	impróprio	de	algumas	definições,	tanto	no	escopo	geral
como	em	seus	artigos;
\u2022	A	pertinência	de	se	tratar	de	temas	técnicos	complexos	e	específicos,
dissociados	do	contexto	de	interesse	de	saneamento	básico,	sobre	o
qual	se	pretende	legislar.
1.	Nosso	Parecer
Os	dois	capítulos	tratam	de	temas	dissociados	do	contexto	de	interesse
de	saneamento	básico,	sobre	o	qual	se	pretende	legislar.
Já	tramita	no	Congresso	Projeto	de	Lei	que	discute	amplamente	sobre
resíduos	sólidos,	razão	pela	qual	temas	relacionados	a	resíduos	sólidos
urbanos	e	drenagem	pluvial	não	devem	ser	tratados	como	um	capítulo	à
parte,	na	PNS.
2.	Considerações
2.1	Diretrizes	para	Manejo	de	Resíduos	Sólidos	Urbanos	(Capítulo	V)
2.1.1	Da	utilização	do	vocábulo	manejo
Embora	muito	empregado	na	área	de	engenharia	agrícola	-	onde
expressões	como	"manejo	florestal"	e	"manejo	de	pragas	e	doenças"	são
consagradas	-,	considera-se	impróprio	o	uso	do	termo	"manejo"	em
assuntos	ligados	a	resíduos	sólidos.
Por	sua	abrangência,	o	termo	técnico	apropriado	é	"gerenciamento",	que
inclui	segregação,	caracterização,	classificação,	manuseio,	embalagem,
armazenagem,	transporte,	tratamento,	redução,	reaproveitamento,
reciclagem	e	destinação	final	de	resíduos.
Dessa	forma,	todo	o	escopo	do	capítulo	fica