A Redação Eficaz - José Paulo Moreira de Oliveira
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A Redação Eficaz - José Paulo Moreira de Oliveira


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totalizam	US$151	bilhões,	cresceu	US$229	milhões,	enquanto	a
dívida	de	curto	prazo,	de	US$18,1	bilhões,	reduziu-se	em	US$679	milhões.
Nexo	restabelecido	pela	separação	entre	positivo	e	negativo.
0	que	melhorou	em	fevereiro
0	 Brasil	 registrou	 superávit	 em	 conta-corrente	 de	 US$725	 milhões,
acumulando	 US$13,5	 bilhões	 em	 12	 meses.	 Nosso	 saldo	 em	 transações
correntes	subiu	de	US$6,1	bilhões	para	US$8,6	bilhões.
As	reservas	internacionais	cresceram	US$491	milhões	-	totalizando
US$57,4	bilhões	-	e	a	dívida	externa	total	estimada	(US$169	bilhões)	já	é
US$450	milhões	menor	do	que	em	dezembro	de	2005.	Por	sua	vez,	a
dívida	de	curto	prazo	(US$18,1	bilhão)	foi	reduzida	em	US$679	milhões.
0	déficit	da	conta	de	serviços	e	rendas	diminuiu	19%	-	de	US$2,9	bilhões
para	US$2,4	bilhões.	Na	comparação	com	os	últimos	doze	meses,	a	remessa
líquida	total	(US$1,8	bilhões)	recuou	30%,	as	receitas	de	investimentos
aumentaram	63%	e	as	despesas	foram	reduzidas	em	24%.
0	recuo	de	29%	nas	remessas	líquidas	de	investimento	em	carteira	-
US$913	milhões	(US$600	milhões	relativos	a	juros	de	títulos	de	renda	fixa
e	US$313	milhões	a	lucros	e	dividendos)	-	contribuiu	decisivamente	para	a
redução	no	déficit	de	serviços	e	rendas.
0	que	ficou	aquém	das	expectativas
0	superávit	em	conta-corrente	de	US$725	milhões	corresponde	a	cerca
de	1,69%	do	PIB,	um	ponto	percentual	menor	do	que	o	valor	acumulado
em	2005	-	1,79%	do	PIB.
Apesar	de	as	compras	do	Bacen	no	mercado	de	câmbio	totalizarem
US$2,4	bilhões,	o	real	continua	sobrevalorizado.
0	item	viagens	internacionais	registrou	déficit	de	US$76	milhões	-	ante
um	superávit	de	US$16	milhões	em	fevereiro	de	2005.
Gastos	de	brasileiros	no	exterior	aumentaram	40%	e	despesas	com
pagamento	de	royalties	e	licenças	cresceram	92%,	o	que	elevou	nosso
déficit	para	US$190	milhões	-	quase	o	dobro	do	registrado	em	fevereiro	de
2005.
A	dívida	de	médio	e	longo	prazos,	que	totalizava	US$151	bilhões,	cresceu
US$229	milhões.
0	que	não	funciona
Partir	do	pressuposto	de	que	o	leitor	do	Informe:
\u2713	Aprecia	conhecer	em	detalhes	os	meandros	sinuosos	e	as	idas	e	vindas
do	processo	de	aprovação	de	um	dispositivo	legal.
\u2713	Admira	a	solenidade	do	Congresso,	em	especial	no	que	tange	a
linguagem	rebuscada,	refinamentos	sintáticos	e	busca	de	palavras
inusitadas.
\u2713	É	um	estudioso	em	legislação,	com	formação	jurídica.
\u2713	Percebe	o	porquê	de	certo	tom	solene,	que	deve	permear	todo	o	texto.
\u2713	Entende	que	a	não-praticidade	das	ações	é	decorrente	de	toda	uma
liturgia	estabelecida	ao	longo	dos	anos,	própria	do	Parlamento.
Informe	original
O	Plenário	da	Câmara	dos	Deputados	iniciou	hoje	a	votação	do	PLV	10	do
Senado	à	MPV	275/2005,	aprovando	o	parecer	do	Relator	e	acatando
parcialmente	as	modificações	feitas	pelo	Senado	Federal.	A	votação	deverá
ser	concluída	amanhã	(26/04),	com	a	apreciação	dos	Destaques	feitos	pelo
PFL.
O	Projeto	de	Lei	de	Conversão	n2	10	aprovado	no	Senado	disciplinava
não	apenas	as	novas	faixas	criadas,	mas	também	as	já	existentes,	além	de
estender	o	benefício	de	isenção	do	IPI	na	aquisição	de	veículos	por	taxistas
também	para	os	corretores	de	imóveis.	Elevava,	ainda,	as	alíquotas
utilizadas	para	o	cálculo	de	crédito	a	descontar	na	apuração	da
Contribuição	para	o	PIS	e	da	Cofins	no	regime	da	incidência	não-
cumulativa,	no	caso	de	aquisição	de	bens	produzidos	na	Zona	Franca	de
Manaus.
Com	o	acatamento	parcial	das	modificações	feitas	pelo	Senado	Federal	e
a	aprovação	do	parecer,	foi	restabelecido	o	texto	da	Medida	Provisória	que
disciplina	apenas	as	novas	faixas	criadas	e	mantida	a	elevação	as	alíquotas
utilizadas	para	o	cálculo	de	crédito	a	descontar	na	apuração	da
Contribuição	para	o	PIS	e	da	Cofins.
Desse	modo,	as	microempresas	terão	alíquotas	que	vão	variar	de	3%	a
5,4%.	As	alíquotas	das	empresas	de	pequeno	porte	vão	variar	de	5,8%	a
12,6%.
Nova	alíquota	para	microempresas:	além	das	atuais	três	faixas	de
incidência	das	alíquotas	existentes	para	microempresas	(3%	até	R$60	mil,
4%	até	R$90	mil	e	5%	até	R$120	mil),	empresas	com	faturamento	entre
R$120	mil	e	R$240	mil	ao	ano	passarão	a	ser	consideradas
microempresas,	com	uma	nova	alíquota	proposta	de	5,4%.
Novas	alíquotas	para	empresas	de	pequeno	porte:	para	as	empresas	de
pequeno	porte,	o	número	de	alíquotas	passou	de	9	para	18	com	a	medida
provisória.	As	empresas	de	pequeno	porte	que	faturam	entre	R$240	mil	e
R$1,2	milhão	permanecem	sujeitas	às	faixas	de	enquadramento	atual	(que
variam	entre	5,8%	e	8,6%).	As	novas	alíquotas	acima	do	limite	atual	de
8,6%	(9%,	9,4%,	9,8%,	10,2%,	10,6%,	11%,	11,4%,	11,8%,	12,2%	e	12,6%)
incidirão	apenas	sobre	as	novas	faixas	de	enquadramento	no	Simples
(acima	de	R$1,2	milhão	de	faturamento).
Definição	de	empresa	de	pequeno	porte	para	convênio	de	inclusão	do
ICMS	e	do	ISS	no	Simples:	também	é	determinado	que,	para	fins	de
inclusão	do	ICMS	e	do	ISS	no	Simples,	os	convênios	de	adesão	poderão
considerar	como	empresas	de	pequeno	porte	tão-somente	aquelas	cuja
receita	bruta,	no	ano-calendário,	seja	superior	a	R$240	mil	e	igual	ou
inferior	a	R$720	mil.
Créditos	previstos	em	favor	das	pessoas	jurídicas	localizadas	fora	da
Zona	Franca	de	Manaus:	conforme	projetos	aprovados	pelo	Conselho	de
Administração	da	SUFRAMA,	os	créditos	da	Contribuição	para	o	PIS/Pasep
e	da	Cofins	a	serem	apropriados	pelas	pessoas	jurídicas	localizadas	fora	da
Zona	Franca	de	Manaus,	terão	aliquotas	respectivamente	de	1,65%	e	7,6%,
em	vez	de	1	%	e	4,6%.
0	que	funciona
Partir	do	pressuposto	de	que	o	leitor	da	Nota:
\u2713	Precisa	conhecer	as	mudanças	na	legislação	capazes	de	mudar	o	rumo
de	seus	negócios.	É	uma	questão	de	sobrevivência	de	mercado.
\u2713	Quer	ser	atualizado	sobre	tudo	o	que	está	acontecendo,	a	fim	de	poder
agir	com	acerto	na	tomada	de	decisões.
\u2713	Não	é	um	estudioso	em	legislação	e	raramente	tem	formação	jurídica,
razão	pela	qual	dispensa	academicismos.
\u2713	Não	entende	o	porquê	de	tanto	detalhismo,	que	prejudica	a
compreensão	do	texto.
\u2713	Entende	ser	atribuição	do	especialista	acompanhar	processos	e	dar
ciência	ao	leitor	de	eventuais	mudanças	capazes	de	influir	na	gestão	de
negócios.
Informe	editado
Uma	vez	aprovado	o	parecer	do	relator,	o	plenário	da	Câmara	dos
Deputados	inicia	hoje	a	votação	do	Projeto	de	Lei	de	Conversão	10,	aditivo
à	MPV	275/2005.	A	votação	deve	ser	concluída	amanhã,	dia	26	de	abril.
1.0	que	o	Senado	recomendou
No	PLC	10,	aprovado	no	Senado,	recomendou-se:
a.	disciplinar	faixas	de	incidência	e	alíquotas	de	retenção	de	imposto
para	microempresas	e	empresas	de	pequeno	porte;
b.	elevar	alíquotas	para	cálculo	de	crédito	a	descontar,	na	contribuição
para	o	PIS	e	para	a	Cofins	(regime	de	incidência	nãocumulativa)	-
quando	da	aquisição	de	bens	produzidos	na	Zona	Franca	de	Manaus;
c.	estender	a	corretores	de	imóveis	o	benefício	da	isenção	de	cobrança
do	IPI	na	aquisição	de	veículos.
2.0	que	a	Cãmara	aprovou
0	relator	aceitou	as	propostas	A	e	B,	mantendo-se	as	partes	do	texto	da
M	P	que	tratam	tanto	de	alíquotas	e	novas	faixas	de	retenção	como	da
elevação	das	alíquotas	para	cálculo	de	crédito	a	descontar,	na	apuração	da
Contribuição	para	PIS	e	Cofins.
3.	Novas	alíquotas	das	microempresas
4.	Alíquotas	para	empresas	de	pequeno	porte
0	 número	 de	 alíquotas	 passa	 de	 9	 para	 18.	 Para	 empresas	 com
faturamento	 entre	 R$240	 mil	 e	 R$1,2	 milhão,	 permanecem	 as	 faixas	 de
enquadramento	atual	-	que	variam	entre	5,8%	e	8,6%.
Para	empresas	com	faturamento	acima	de	R$1,2	milhão,	foram	criadas
alíquotas	de	9%,	9,4%,	9,8%,	10,2%,	10,6%,	11%,	11,4%,	11,8%,	12,2%	e
12,6%.
5.	Inclusão	do	ICMS	e	do	ISS	no	Simples
Para	 \u3d0ins	 de	 inclusão	 no	 Simples,	 empresas	 com	 faturamento	 superior	 a
R$240	mil	e	igual	ou	inferior	a	R$720	mil	serão	consideradas	empresas	de
pequeno	porte.
6.	Créditos	destinados	a	pessoas	jurídicas	fora	da	Zona	Franca	de	Manaus
Um	belíssimo	exemplo	de	clareza