lesao_ligamento_cruzado_anterior_atividade_esportiva
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DisciplinaReabilitação e Restauração1 materiais91 seguidores
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tendão quadriciptal. 
Pela citação de Ellenbecker (2002), o vasto intermédio tem origem na diáfise femoral 
anterior e lateral. 
 
 
1.4.10. Vasto medial oblíquo 
 
 
 Segundo Hebert (1998), o vasto medial oblíquo tem sua origem na parte inferior da 
linha áspera, no terço distal do fêmur, passando sobre o tubérculo dos adutores e inserindo-se 
no bordo interno e superior da patela, formando uma angulação de aproximadamente sessenta 
e cinco graus de suas fibras com o eixo do tendão do quadríceps. 
 
 
1.4.11. Tensor da fáscia lata 
 
 
Amatuzzi no ano de 2004 relata que a fáscia lata é a fáscia superficial do fêmur que se 
estende pela superfície anterior da coxa recobrindo o músculo quadríceps da coxa. Contribui 
na formação do retináculo medial e lateral da patela, juntamente com fibras aponeuróticas dos 
músculos vastos medial e lateral. Lateralmente há um espaçamento da fáscia lata, chamado 
banda iliotibial, que se insere no epicôndilo lateral do fêmur e no tubérculo de Gerdy. Ela se 
move, em relação aos côndilos femorais, para frente na extensão e para trás na flexão, mas 
esta tensa em ambas as posições. 
 
 
1.4.12. Poplíteo 
 
 
 Segundo Palastanga (2000), é um músculo de forma triangular situado profundo na 
fossa poplítea, abaixo e lateral a articulação do joelho. Origina-se dentro da cápsula articular, 
de uma fixação tendinosa a partir da face anterior do sulco na superfície externa do côndilo 
lateral do fêmur, abaixo do epicôndilo lateral e da fixação do ligamento colateral fibular. 
 Conforme Amatuzzi (2004), sua principal função é a de rotador interno da pena no 
inicio da flexão. 
 O músculo poplíteo é o único músculo do corpo humano que se contrai da inserção 
para a origem. Em virtude desta situação mais estática do tendão, Kaplan atribuiu a ele uma 
função mais estabilizadora do que dinâmica. A contração do músculo poplíteo provocaria uma 
tração posterior do menisco externo e uma rotação interna da tíbia durante os estágios iniciais 
de flexão. Por esta função pode-se dizer que ele destrava o joelho, permitindo assim então a 
flexão. 
 
 
1.4.13. Gastrocnêmio 
 
 
 Segundo Amatuzzi (2004), se origina na região posterior dos côndilos femorais através 
das cabeças medial e lateral. Estas agem no joelho puxando o fêmur para trás e no sentindo de 
estender o joelho quando a perna está apoiada. 
 Conforme Ellenbecker (2002) origina-se por duas cabeças: a cabeça medial que é 
maior origina-se de uma depressão no aspecto posterior do côndilo medial do fêmur, por trás 
do tubérculo do adutor, e de uma área minimizada elevada na superfície poplítea do fêmur, 
acima do côndilo medial. A cabeça lateral surge da superfície lateral do côndilo lateral e do 
aspecto inferior da linha supracondilar. 
 
 
1.5. Ligamentos 
 
 
Segundo Tria (2002), os quatro ligamentos importantes no joelho são os dois 
colaterais e os dois cruzados. Os colaterais são particularmente importantes para estabilidade 
medial e lateral do joelho, e os ligamentos cruzados são estão localizados no centro da 
articulação do joelho e são importantes para a estabilidade AP e rotacional do joelho. 
O ligamento colateral medial é o principal estabilizador da face medial do joelho. Este 
se origina do côndilo femoral medial no tubérculo adutor. 
Strobel escreve no ano de 2000, que o ligamento colateral lateral é um cordão redondo 
de cinco a sete centímetros de comprimento, que corre do côndilo femoral lateral em direção 
obliqua, caudal e posteriormente para a cabeça da fíbula. 
O ligamento colateral lateral tem exatamente a mesma orientação que o ligamento 
cruzado posterior, enquanto o trajeto ligamento colateral medial correspondente ao do 
ligamento cruzado anterior. Os ligamentos cruzados estão localizados no centro da articulação 
do joelho e são importantes para estabilidade AP e rotacional do joelho. 
Conforme Tria (2002), o ligamento colateral lateral é muito menor e mais curto que o 
medial. Origina-se do côndilo femoral lateral na linha média do plano coronal dois e meio 
centímetro da linha articular e se dirige distal e posteriormente para a face posterior da porção 
proximal da cabeça da fíbula. 
Para JAMES (1993), os ligamentos cruzados anterior e posterior são cordões 
arredondados de tecido conjuntivo localizados dentro da cápsula articular do joelho entre os 
côndilos femorais, repousando na parte externa da cavidade sinovial articular. Estão 
posicionados entre os compartimentos sinovial medial lateral e atrás da parede posterior da 
cavidade sinovial anterior. 
O LCP origina-se em uma depressão na área intercondiliana posterior da tíbia. O LCP 
passa anterior medial e proximalmente do lado do LCA para inserir-se na parte anterior da 
superfície lateral do côndilo femoral medial (Palastanga ,2000). 
SegundoTria (2002), o LCP é responsável por cerca de noventa e quatro por cento da 
restrição do deslizamento posterior da tíbia sobre o fêmur, além de trinta e seis por cento do 
desvio lateral e trinta por cento da resistência do desvio medial. Uma ruptura do LCP provoca 
um arrasto posterior da tíbia de até vinte e cinco milímetros. 
Conforme Strobel (2000), o LCA origina-se de uma área elíptica, com 
aproximadamente quinze a vinte milímetros de comprimento na superfície póstero-medial do 
côndilo femoral lateral. Passa ventral, caudal e medialmente á área intercondilar anterior da 
tíbia onde se insere entre as fixações anteriores dos meniscos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CAPÍTULO 2 \u2013 MECANISMO DE LESÃO 
 
 
 
 As lesões do ligamento cruzado anterior ocorrem com mais freqüência em indivíduos 
jovens que praticam algum tipo de esporte, principalmente em pacientes do sexo masculino. A 
força causadora frequentemente é a hiperextensão com estresse forçando a rotação lateral na 
tíbia, estando o pé fixo, segundo KISNER (1998). 
 Para KISNER (1998), após o trauma, geralmente leva algumas horas para haver 
derrame articular. Quando este ocorre, o movimento fica restrito. A articulação assume uma 
posição de mínima sobrecarga, geralmente por volta de vinte e cinco graus de flexão. Se for 
testado antes do derrame articular, o paciente sente dor quando o ligamento lesado é 
tensionado. Se ocorrer uma ruptura completa, a instabilidade é detectada quando o ligamento 
rompido é testado. 
 Segundo Amatuzzi (2004), a lesão do ligamento cruzado anterior é a lesão do jovem 
quer pratica esporte. Nas crianças, pelo mesmo tipo de trauma, ocorrem os deslocamentos 
epifisários; no adulto mais velho, as fraturas do planalto tibial. O mecanismo mais freqüente 
desta lesão é o trauma torcional. Nesses casos, o corpo gira em rotação externa sobre o 
membro inferior apoiado no solo. Outro mecanismo da lesão do ligamento cruzado anterior, 
mais raro, é a hiperextensão do joelho sem apoio, chamado chute no ar, que pode determinar o 
aparecimento da lesão isolada do ligamento. 
 A lesão do ligamento cruzado anterior determina uma frouxidão no joelho. Esse joelho 
frouxo torna-se instável e essa instabilidade inicialmente se faz presente na atividade 
esportiva e, depois, nas atividades da vida diária. 
 No entendimento de Cailliet (2001), a lesão do ligamento cruzado anterior ocorre 
comumente pela lesão rotacional forçada externa em valgo. Uma lesão ao ligamento cruzado 
anterior que ocorra por esse mecanismo está muitas vezes associada com lesões a outras 
estruturas mediais de suporte, tais como os ligamentos colaterais mediais. Pode ocorrer uma 
lesão isolada do ligamento cruzado anterior devido à rotação interna forçada do fêmur com ou 
sem extensão significativa. 
O mecanismo de lesão clássico do ligamento cruzado anterior é de uma torção com o 
pé fixo no solo, mecanismo este