lesao_ligamento_cruzado_anterior_atividade_esportiva
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DisciplinaReabilitação e Restauração1 materiais91 seguidores
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em que a tíbia se move para anterior em relação ao fêmur. 
Outros tipos de trauma também podem levar as lesões do cruzado anterior, principalmente 
durante a pratica esportiva, mas sem dúvidas, a projeção anterior da tíbia em relação ao fêmur 
é o principal causador da lesão do ligamento (Telini, Mello e Amaral, Acesso 18/11/07). 
Conforme James (1993), as lesões no ligamento cruzado anterior são causadas por 
uma variedade de mecanismos: esses incluem: rotação externa, abdução e forças anteriores 
aplicadas na tíbia, rotação interna do fêmur sobre a tíbia e hiperextensão do joelho. As lesões 
ocorrem mais comumente em situações onde não houve contato. 
A lesão do ligamento cruzado anterior se dá por trauma direto ou indireto. Geralmente 
nas lesões por traumas diretos, o fêmur é levado para trás quando o joelho se encontra fletido 
a noventa graus, com a tíbia fixada, já as lesões por traumas indiretos produzem lesões 
isoladas do ligamento cruzado anterior, e são decorrência da desaceleração brusca, saltos ou 
dribles, sem nenhum contato físico Os traumas ocorre devido a uma ruptura das fibras, 
podendo ser parcial ou total. Tal lesão é comum em esportistas quando estes realizam 
movimentos de pivôs (giros). Geralmente ocorre quando a força colocada no movimento é 
maior que a amplitude normal do movimento, e também por outra lesão interna. ( Castopril, 
1999). 
Nas lesões isoladas do LCA os mecanismos mais comuns são: hiperflexão forçada do 
joelho; flexão forçada e rotação da tíbia sobre o fêmur; hiperextensão forçada do joelho 
Na hiperflexão o mecanismo é o da hiperflexão forçada do joelho;Na flexão, a lesão ocorre 
no joelho fletido acompanhado de rotação externa da tíbia sobre o fêmur, outro mecanismo é 
uma força anteriormente dirigida e aplicada sobre a região posterior da tíbia proximal, isto 
pode ocorrer quando o joelho está em flexão, ou em completa extensão;Na hiperextensão a 
lesão pode ocorrer com ou sem rotação da tíbia .( Turek, 1991 ). 
Segundo Segelov (1990), nas lesões ligamentares, o joelho pode colapsar e tornar-se 
dolorido. No momento da lesão, pode-se experimentar uma sensação de estouro, ou pode não 
ceder, causando um desconforto inicial não muito grave, levando o atleta a continuar a sua 
atividade física. Em poucas horas pode-se observar hemartrose do joelho, seguida de espasmo 
reflexo da musculatura. 
O ligamento cruzado anterior auxilia diretamente no controle dos seis graus de 
movimento do joelho, por isso, é mais vulnerável a lesão a partir dos múltiplos mecanismos 
que envolvem forças externas excessivas aplicadas ao joelho. Os fatores que contribuem para 
essa lesão do ligamento cruzado anterior podem ser classificados em intrínsecos e extrínsecos. 
Fatores intrínsecos compreendem: alteração do ângulo, lassidão articular, influencia hormonal 
e alteração do tamanho do arco intercondilar do fêmur. Já os fatores extrínsecos incluem: 
forças biomecânicas anormais, padrão de ativação neuromuscular alterado e fraqueza 
muscular. 
A desaceleração é um mecanismo principal responsável por grandes números de 
lesões no ligamento cruzado anterior. Lesões causadas por contrações fortes do quadríceps 
com o joelho em extensão. (Tria, 2002) 
Geralmente é devido à ruptura do menisco medial, que se desloca para o centro da 
articulação, produzindo uma obstrução da rotação externa da tíbia e extensão completa. 
Ocorrendo, portanto distensão e ruptura do ligamento cruzado anterior. (Smille, 1980). 
Segundo Rasch (1991), as entorses do joelho resultam de movimentos que ultrapassam 
os limites normais da articulação. Quando forçados além dessa restrição natural, os 
ligamentos podem ser submetidos a uma tensão superior o seu limite elástico (o ponto depois 
do qual ocorre a lesão, ou deformação, permanente), colocando-os na região plástica de sua 
curva de carga extensão. O resultado é uma deformação permanente dos ligamentos cuja 
magnitude depende da força aplicada. No joelho, a entorse ligamentosa pode ocorrer em 
qualquer direção de movimento. No tipo mais comum de lesão do joelho, frequentemente 
visto no campo de futebol, o pé é fixado e o fêmur gira medialmente com referencia a tíbia, 
que ao mesmo tempo gira lateralmente. Todo o joelho é deslocado medialmente, resultando 
em tensão ligamentosa medial. Quando a força é continuada, o ligamento cruzado anterior e, 
por fim o cruzado posterior são submetidos à tensão. 
Segundo Thompson (1998), as características clínicas no momento da lesão: dor: há 
uma dor súbita e sensação de náusea no momento da lesão. A intensidade da dor diminui, 
(mas pode ser reproduzida se o movimento causador for repetido); edema (surge rapidamente 
e é devido ao escape de ligamento tecidual nos espaços fasciais ao redor do ligamento. Mais 
tarde, o exsudato inflamatório é um componente da tumefação. Se a cápsula articular for 
lesada, o ligamento sinovial pode estar presente na área edemaciada); equimose (o sangue 
escapa dos vasos sanguíneos lesados para os tecidos vizinhos); perda do movimento (espasmo 
muscular de proteção e movimento articular limitado pela dor); perda da função (uma lesão 
ligamentar no membro inferior irá impedir o uso desse membro especialmente para andar e 
correr). 
 
 
 
 
 
 
 
CAPÍTULO 3 \u2013 TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO DO LCA 
 
 
 
Segundo Andrews (2000), o tratamento após lesão do ligamento cruzado anterior 
continua sendo um dos problemas mais controversos da medicina desportiva. Após sofrer 
lesão do ligamento cruzado anterior, deve ser dada atenção imediata a hemartrose e ao 
processo inflamatório geral. O atleta deve passar a utilizar muletas, sendo instruído quanto à 
sustentação parcial do peso. A órtese é desnecessária, a não ser quando existem outras lesões 
associadas como uma entrose do ligamento colateral medial. Os exercícios de movimentação 
devem ser iniciados imediatamente, concentrando-se na extensão passiva para ajudar a 
prevenir fibrose rápida na chanfradura intercondiliana. 
Segundo Tria (2002), a reabilitação física constitui um campo em franco crescimento e 
renovação. Os antigos programas de tratamento enfatizavam a imobilização rígida, numa 
tentativa de manter a estabilidade, porém, a partir da década de setenta, a mobilização 
imediata revolucionou o campo de reabilitação isto ocorreu em função da maior compreensão 
dos efeitos do estresse aplicado no tecido mole e no osso por intermédio dos avanços da 
pesquisas clínicas e científicas. 
Segundo Kisner (1998), a movimentação precoce favorece uma cicatrização melhor, 
no entanto, exercícios muito fortes ou com uma rápida descarga de peso, podem estirar ou 
lesar as estruturas reparadas. A fisioterapia tem se encarregado de realizar a reabilitação 
destes pacientes, com protocolos que visam restabelecer o mesmo nível funcional. 
Conforme Ellenbecker (2002), a aplicação de órteses no pós-operatório do ligamento 
cruzado anterior tem representado uma grande controversa. Com o avanço das técnicas 
cirúrgicas, o uso de órteses vem se tornando cada vez menos importante na fase pós-
operatória imediata. A principal indicação do uso de um imobilizador após a reconstrução do 
ligamento cruzado anterior é a proteção do paciente durante a descarga de peso. 
Segundo Tria (2002), as órteses funcionais oferecem uma alternativa para a 
reconstrução cirúrgica. No pós-operatório do paciente de reconstrução usa-se uma órtese 
funcional sob medida por um período de seis meses a um ano após a cirurgia. A órtese é usada 
para os esportes que envolvem desaceleração, enquanto o enxerto do ligamento cruzado 
anterior está em fase de remodelação. O uso de órtese aumentará a estabilidade estática e, 
portanto, é recomendada em pacientes submetidos a tratamento conservador ou que sofreram 
falhas na reconstrução do ligamento cruzado anterior. 
A órtese é mais eficiente em indivíduos musculosos