lesao_ligamento_cruzado_anterior_atividade_esportiva
36 pág.

lesao_ligamento_cruzado_anterior_atividade_esportiva


DisciplinaReabilitação e Restauração1 materiais91 seguidores
Pré-visualização9 páginas
elástica, skates, etc.). 
2) A progressividade e a dificuldade dos exercícios permitem levar o paciente a um 
treinamento controlado, de exercícios mais simples para os mais difíceis, com caráter 
repetitivo, até atingir um nível de habilidade compatível com sua atividade. 
3) A habilidade é a capacidade do paciente em fazer os exercícios e de evoluir para exercícios 
de maior complexidade. Essa habilidade é dividida em três graus de dificuldade, 
correspondendo ao grau I os exercícios leves, ao grau II os exercícios moderados e ao grau III 
os avançados. 
O paciente, para passar de um grau para o seguinte, tem que ter desenvoltura perfeita nos 
exercícios, com flexibilidade, coordenação e trofismo muscular, e não apresentar dor e/ou 
derrame articular. O tempo que o paciente passa por cada um dos graus depende de sua 
habilidade prévia, de sua motivação e dedicação aos exercícios, bem como do tipo e evolução 
do tratamento de sua lesão. 
O grau I da reeducação proprioceptiva inicia-se logo após a 4ª semana do nosso protocolo de 
reabilitação do joelho pós-reconstrução do ligamento cruzado anterior. Nos casos de joelhos 
com lesão do ligamento cruzado anterior sem reconstrução, o início é após dez sessões de 
preparação muscular. 
Os exercícios de reeducação proprioceptiva do grau I são caracterizados por serem executados 
no plano e em planos inclinados. Esses exercícios evoluem do apoio bipodal para o 
monopodal, com ou sem auxílio da visão, feitos em vários ângulos de flexão do joelho e com 
desequilíbrio que pode ser provocado ou autoprovocado. 
Os exercícios do grau II são basicamente aqueles que se faz em planos instáveis e a corrida no 
plano sem mudança de direção. Iniciamos os exercícios pela tábua de equilíbrio, evoluindo 
para a prancha oscilante de Dotte e depois para o aparelho de Freeman. Esses exercícios são 
executados como o grau I, variando o apoio, visão, angulação do joelho de desequilíbrio 
(Clarete; Vieira; Souza 1994). 
 
 
3.2. Protocolo domiciliar para reabilitação do joelho após reconstrução do LCA 
O programa domiciliar é discutido com o paciente já no período pré-operatório, onde 
avaliamos se o paciente apresenta o perfil adequado para execução do protocolo. É necessário 
que o paciente seja motivado, tenha interesse em seguir o programa sem assistência direta do 
fisioterapeuta e tenha capacidade de aprender os exercícios. É importante salientarmos que 
devemos sempre respeitar os limites fisiológicos de cada indivíduo e quando ele não 
consegue atingir os objetivos estipulados em cada fase, o programa deve ser modificado, 
através de visitas mais freqüentes e sessões de fisioterapia assistida até que cumpram-se os 
objetivos dentro do prazo pré-estabelecido. 
O Programa de Reabilitação Domiciliar utilizado na cirurgia de reconstrução do LCA 
é eficiente, prático, de fácil aplicação e de baixo custo. Sua utilização, contudo, requer um 
bom relacionamento com o fisioterapeuta para que as avaliações e as orientações sejam 
seguras e eficientes para o paciente (Mello;Marchetto;Telini;Prado) 
Fase I (1º sem): objetivo \u2013 controle da dor e edema 
Fase II (2º a 4º semana): objetivo \u2013 ganhar arco de movimento (mínimo de 0º a 90º) 
Fase III (2º mês): objetivo \u2013 iniciar ganho muscular e controle motor 
Fase IV (3º e 4º meses): objetivo \u2013 incentivar ganho muscular e propriocepção 
Fase V (após 4 meses): treinamento dos exercícios de impacto 
 
 
Fase VI (após 6 meses): treinamento esportivo e programa de manutenção 
repouso relativo 
exercícios isométricos para quadríceps 
marcha com muletas e carga parcial 
 
2º semana: exercícios isométricos, flexão ativa (em prono ou sentado) e mobilização da 
patela. 
3º semana: inicia bicicleta estacionária sem carga 
4º semana: acrescenta ½ kg de carga nos exercícios isométricos. 
 
retirada das muletas 
alongamento de isquiotibiais 
treinamento de marcha 
carga progressiva nos exercícios isométricos 
 
inicio das atividade em academia de ginástica 
exercícios de cadeia cinética fechada \u2013 bicicleta, \u201cleg press\u201d, mesa flexora, \u201cstepper\u201d, cadeira 
imaginária e propriocepção. 
exercícios isométricos 
 
Inicia corrida progressiva (esteira ou pista) 
alongamentos gerais 
 
Fase VII (após 9 meses): retorno ao esporte competitivo 
Vantagens do Método: 
1- Motivação dos pacientes: a maior parte dos exercícios é feito nas academias de ginástica 
que são mais agradáveis e estimulantes do que as clínicas de fisioterapia. 
2- Menor custo para o paciente: as orientações são mais acessíveis economicamente. 
3- Controle evolutivo preciso pelo Ortopedista, através de visitas programadas. 
4- Desenvolvimento de conscientização e responsabilidade pelo paciente em relação à 
recuperação funcional completa do joelho. 
5- Cria o hábito de praticar exercícios regularmente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(exercícios aeróbicos e localizados) 
incentivado o treinamento esportivo sem competição. 
 
 
CONCLUSÃO 
 
 
 Com base no estudo realizado a respeito da eficácia da Fisioterapia em indivíduos 
praticantes ou não de esportes submetidos à cirurgia do ligamento cruzado anterior constatou-
se que a atuação fisioterapêutica permite ao paciente uma reabilitação ideal, proporcionando 
ao mesmo uma recuperação mais segura. 
 A reabilitação deve minimizar os efeitos adversos da imobilização sem sobrecarregar 
os tecidos em fase de cicatrização, e assim, permitir ao indivíduo retorno ao mesmo nível 
funcional anterior à lesão. 
 A Fisioterapia traz ao paciente uma redução do quadro de dor, ganho de amplitude de 
movimento (ADM) funcional, redução do espasmo muscular, ganho de força muscular e uma 
melhor cicatrização do tecido lesado favorecida pela movimentação precoce. 
 O uso de órtese aumenta a estabilidade estática e é recomendada em pacientes 
submetidos a tratamento conservador, ou que sofreram falhas na reconstrução do LCA, porém 
uma estabilidade dinâmica efetiva varia entre os pacientes. 
 Os exercícios de treino de equilíbrio e propriocepção são considerados importantes 
para facilitar o retorno do paciente a sua marcha normal e também na realização de suas 
atividades de vida diária (AVD\u2019s). Após o trabalho de reabilitação o paciente deve ser 
estimulado a continuar participando de um programa de manutenção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
AMATUZZI, Marcos Martins. Joelho: Articulação Central dos Membros 
Inferiores. São Paulo: Roca, 2004. 
 
ANDREWS, M.D.-Reabilitação física das lesões desportivas. Guanabara, 1991. 
 
CAILLIET, Rene. Dor no Joelho. Porto Alegre: Artmed, 2001. 
 
CASTROPIL, Wagner. Medicina Esportiva. Disponível em: www.castropil.com.br 
1999. Acesso em 18 de novembro de 2007. 
 
DANGELO, José Geraldo: Anatomia Humana Sistêmica e Segmentar. São Paulo: 
Atheneu, 2007. 
 
ELLENBECKER, T. S. Reabilitação dos Ligamentos do Joelho. São 
Paulo: Manole, 2002 
 
FONSECA, Sampaio e Souza. Reabilitação do Joelho Pós Reconstrução do 
Ligamento Cruzado Anterior. Revista Brasileira de Ortopedia 1992. 
 
GARDNER, E.; Gray, D. J.; Rahilly, R. O\u2019. Anatomia: Estudo Regional do Corpo 
Humano. Rio de Janeiro: Guanabara koogan, 1988. 
 
GRAY\u2019S: Anatomia para Estudantes. 2005. 
 
HEBERT, S. et al. Ortopedia e Traumatologia: Princípios e Prática. Porto Alegre: 
Artmed, 1998. 
 
JACOB, Francone Lossow: Anatomia e Fisiologia Humana. 1990. 
 
JAMES A. Gould. Fisioterapia na Ortopedia e na medicina do Esporte. São Paulo: 
Manole, 1993. 
 
KISNER, C.; Colby, L. A. Exercícios Terapêuticos: Fundamentos e 
Técnicas. São Paulo: Manole, 1998. 
 
MELLO; MARCHETO; TELINI; PRADO Protocolo Domiciliar para Reabilitação 
do Joelho Após Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior. Disponível