Fundamentos de Terapêutica Veterinária
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Fundamentos de Terapêutica Veterinária


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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS 
ESCOLA DE VETERINÁRIA 
DEPARTAMENTO DE CLÍNICA E CIRURGIA VETERINÁRIAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FUNDAMENTOS DEFUNDAMENTOS DEFUNDAMENTOS DEFUNDAMENTOS DE 
TERAPÊUTICA VETERINÁRIATERAPÊUTICA VETERINÁRIATERAPÊUTICA VETERINÁRIATERAPÊUTICA VETERINÁRIA 
 
 Prof. Fernando Antônio Bretas Viana 
 
EDIÇÃO 2.000 
 
 
 2 
FERNANDO ANTÔNIO BRETAS VIANA 
MMV, Professor Assistente 
Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinárias 
Escola de Veterinária da UFMG 
 
COLABORADORES: 
 
ANTÔNIO CARLOS MUNDIM 
MMV, Professor Assistente 
Departamento de Medicina Veterinária 
Universidade Federal de Uberlândia 
Transfusões Sanguíneas 
CARLOS ARTUR LOPES LEITE 
MMV, Dutorando, Professor Assistente 
Departamento de Medicina Veterinária 
Universidade Federal de Lavras 
Fluidoterapia Intravenosa, Fluidoterapia oral e Fluidoterapia Intraóssea 
FABÍOLA DE OLIVEIRA PAES LEME 
MMV, Dutoranda 
Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinárias 
Escola de Veterinária da UFMG 
Lazaróides 
LEONARDO MUZZI 
MMV, Dutorando, Professor Assistente 
Departamento de Medicina Veterinária 
Escola de Veterinária da UFLA 
Contrastes Radiológicos 
MANUELA MARIA BARBOSA DOS SANTOS 
Mestranda 
Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinárias 
Escola de Veterinária da UFMG 
Imunomoduladores 
MARÍLIA MARTINS MELO 
Dra., Professora Adjunta 
Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinárias 
Escola de Veterinária da UFMG 
Terapêutica das Intoxicações 
MARISTELA SILVEIRA PALHARES 
Dra., Professora Adjunta 
Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinárias 
Escola de Veterinária da UFMG 
Terapêutica do Sistema Reprodutor 
PATRÍCIA PINTO DE OLIVEIRA 
MMV, Veterinária Clínica 
Hospital Veterinário da UFMG 
Antineoplásicos 
RUTHNÉA APARECIDA LÁZARO MUZZI 
MMV, Dutoranda, Professora Assistente 
Departamento de Medicina Veterinária 
Escola de Veterinária da UFLA 
Terapêutica Cardiovascular 
 
 
 
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SUMÁRIO:SUMÁRIO:SUMÁRIO:SUMÁRIO: 
 
 
 Prescrição médico-veterinária 01 
 Terapêutica das infecções 21 
 Antiparasitários 48 
 Anti-sépticos, desinfetantes e esterilizantes 58 
 Antinflamatórios hormonais (corticosteróides) 66 
 Antinflamatórios não hormonais e drogas similares 71 
 Lazaróides 79 
 Terapêutica da pele e anexos 83 
 Terapêutica oftalmológica 88 
 Terapêutica cardiovascular 102 
 Fluidoterapia intravenosa 119 
 Fluidoterapia oral 136 
 Fluidoterapia intraóssea 139 
 Terapêutica das afecções respiratórias 142 
 Terapêutica das afecções digestivas 147 
 Terapêutica das afecções urinárias 153 
 Terapêutica das afecções reprodutivas 164 
 Anticonvulsivantes 173 
 Terapêutica das intoxicações 176 
 Antineoplásicos 180 
 Contrastes radiológicos 187 
 Imunomoduladores 194 
 Nutrição clínica 201 
 Tranfusões sanguíneas (carnívoros) 204 
 Procedimentos terapêuticos especiais 210 
 Anexo: Roteiro para realização de casos clínicos 212 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 1 
 
PRESCRIÇÃO MÉDICO-VETERINÁRIA: 
 
 
 
I. CONCEITOS BÁSICOS: 
 
1. FARMACOLOGIA: 
Estudo da fonte das drogas (farmacógnosia) e da ação e destino das mesmas no organismo (farmacodinâmica). 
2. TERAPÊUTICA: 
Aplicação clínica da farmacologia, ou seja, como administrar determinado medicamento para o tratamento e/ou 
prevenção de doenças. 
3. DROGA: 
Todas as substâncias químicas (exceto alimentos) que sejam utilizadas para promover ou salvaguardar a saúde de 
seres humanos e dos animais. Em outras palavras, pode-se chamar de droga a qualquer substância química pura 
com atividade terapêutica. 
4. MEDICAMENTO: 
É a droga devidamente preparada para ser utilizada pelo paciente. 
5. FORMA FARMACÊUTICA: 
Maneira como os medicamentos são apresentados, ou seja, comprimido, xarope, suspensão e outras. 
6. FÓRMULA MÉDICO-VETERINÁRIA: 
Conjunto de bases com suas respectivas quantidades e instruções para o uso. 
7. POSOLOGIA: 
Estudo da dosagem dos medicamentos. Dose de uma droga é a quantidade capaz de provocar uma resposta 
terapêutica desejada no paciente, preferivelmente sem outras ações no organismo. 
 
II. CLASSIFICAÇÃO DOS MEDICAMENTOS: 
 
1. QUANTO À FINALIDADE: 
a. Curativos: Têm como objetivo eliminar o agente causal da doença. Ex.: Antibióticos, antiparasitários e 
outros; 
b. Profiláticos: Previnem o aparecimento da doença. Ex.: Eimeriostáticos (como aditivos de ração) e vacinas; 
c. Sintomáticos: Combatem apenas os sintomas produzidos pela enfermidade. Ex.: Antitérmicos, analgésicos 
e antinflamatórios; 
d. Dietéticos: Visam a correção de um problema nutricional como causa primária ou secundária de uma 
doença. Ex.: Suplementos vitamínico-minerais; 
e. Diagnósticos: Auxiliam a realização de um procedimento diagnóstico. Ex.: Contrastes radiológicos. 
2. QUANTO AO MECANISMO DE AÇÃO: 
a. Etiológicos: Eliminam o agente etiológico. Ex.: Antiparasitários; 
b. Fisiopatológicos: Drogas que estimulam determinadas ações fisiológicas do organismo quando as mesmas 
se mostram deficientes. Ex.: Diuréticos e cardiotônicos; 
c. De reposição: Repõem determinadas perdas orgânicas. Ex.: Coleréticos e soluções hidroeletrolíticas. 
3. QUANTO AO TIPO DE PREPARAÇÃO: 
a. Oficinais: São aqueles medicamentos cuja preparação se faz a partir das informações obtidas em uma 
farmacopéia, tendo como base droga(s) pura(s). As principais obras consultadas são a Farmacopéia 
Brasileira, a United States Pharmacopea (USP), o New Formulary inglês (NF) e o Martindale - The Extra 
Pharmacopea, também inglês; 
 
 2 
b. Magistrais: Medicamentos onde o clínico elabora a fórmula e a prepara ou manda aviar numa farmácia de 
manipulação. São, portanto, medicamentos individualizados para cada paciente. É um tipo de preparação 
pouco utilizado atualmente, ficando quase que restrito à área de homeopatia veterinária; 
c. Especialidades terapêuticas: Produtos comerciais já prontos e adquiridos na farmácia, também conhecidos 
como remédios. 
4. QUANTO À CONSTITUIÇÃO: 
a. Simples: Constituídos somente por base mais veículo ou excipiente, (respectivamente líquido ou sólido), 
que dão corpo a esta base, aumentando seu volume. Normalmente são usadas substâncias inertes como 
amido ou água.; 
b. Compostos: Além da base e do veículo, têm outros componentes, que podem ser: 
\u2022 Intermediário: Substâncias que melhoram a atuação da base principal nos aspectos químicos e físicos, 
sem interferir com seu efeito terapêutico. Ex.: Iodeto de potássio melhorando a solubilidade do iodo 
metálico no veículo, quando se prepara soluções ou tinturas de iodo; 
\u2022 Adjuvante: Droga que auxilia de alguma maneira o efeito terapêutico da base principal. Ex.: 
Dimetilsulfóxido (DMSO) aumentando a distribuição de outras drogas; 
\u2022 Corretivo: Corrige o sabor e/ou odor desagradáveis de certas bases. Quando se trata especificamente da 
correção do sabor, pode-se usar o termo edulcorante. Ex.: Sacarose nos xaropes. 
5. QUANTO À NATUREZA: 
De acordo com sua origem, as drogas podem ser animais, vegetais, minerais, sintéticas ou semi-sintéticas. 
Podem ainda ser classificadas em alopáticas ou homeopáticas. 
6. QUANTO À INDICAÇÃO TERAPÊUTICA: 
De acordo com sua aplicação terapêutica, podem ser antitérmicos, antibióticos, antiparasitários, analgésicos e 
outros. 
 
III. PRESCRIÇÃO MÉDICO-VETERINÁRIA: 
 
O êxito do tratamento de um paciente está, na maioria das vezes, relacionado à