Fundamentos de Terapêutica Veterinária
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o antibiótico pelo período mínimo recomendado e não prolongar desnecessariamente o 
tratamento; 
5. Evitar, sempre que possível, as associações de antibióticos, principalmente de bactericidas com 
bacteriostáticos; 
6. Não administrar antibióticos pela via oral a herbívoros adultos; 
7. Não utilizar antibióticos como promotores de crescimento; 
8. Pesquisar histórico de hipersensibilidade antes da administração; 
9. Considerar o custo do tratamento; 
10. Não prescrever antibióticos preventivamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
XV. AGENTES ANTIMICROBIANOS DE ESCOLHA*: 
 
CÃES E GATOS: 
 
AGENTE 1ª ESCOLHA 2ª ESCOLHA 
Bacillus anthracis Ampicilina ou penicilina G Cefalotina, clortetraciclina, eritromicina ou oxitetraciclina 
Bacterioides sp. Amoxicilina, ampicilina, clindamicina, metronidazol ou penicilina G Cefotina ou cloranfenicol 
Bordetella brochiseptica Sulfametoxazol - trimetoprim ou tetraciclina 
Amicacina, cloranfenicol, 
gentamicina ou tobramicina 
Borrelia Ampicilina ou tetraciclina Eritromicina 
Brucella canis Minociclina + estreptomicina Sulfametoxazol \u2013 trimetoprim 
Campylobacter Eritomicina Cloranfenicol, gentamicina, neomicina ou clindamicina 
Clamydia psittaci Tetraciclinas Cloranfenicol, eritromicina ou rifampina 
Clostridium perfringens Cefalosporinas, cloranfenicol ou penicilinas 
Clindamicina, eritromicina ou 
metronidazol 
Clostridium sp. Cloranfenicol, metronidazol ou penicilinas Clindamicina 
Coccidia Sulfonamidas Amprólio 
Corynebacterium sp. Penicilina G Eritromicina ou tetraciclinas 
Dermatófitos Griseofulvina Cetoconazol 
Escherichia coli 
(trato urinário) Ampicilina ou gentamicina 
Cefalosporinas, cloranfenicol, 
nitrofurantoína ou sulfonamidas 
Escherichia coli 
(outras infecções) Ampicilina, cloranfenicol ou tetraciclinas Aminoglicosídeos ou polimixina B 
Fusobacterium sp. Cloranfenicol, clindamicina ou penicilinas Metronidazol 
Giardia Secnidazol Metronidazol ou quinacrina 
Haemobartonella Tetraciclinas (principalmente doxiciclina) 
Klebsiella / Enterobacter Gentamicina ou canamicina Cloranfenicol ou cefalosporinas 
Leptospira Penicilina G + estreptomicina Tetraciclinas 
Mycobacterium Isoniazida + estreptomicina 
Mycobacterium fortuitum 
M. chelonei 
Aminoglicosídeos, doxiciclina, 
sulfa-trimetoprim ou cloranfenicol Enrofloxacina ou clofazimina 
Mycoplasma Tetraciclinas, cloranfenicol ou eritromicina 
Nocardia Sulfonamidas+ ampicilina Ampicilina + eritromicina, amicacina ou minociclina 
Pasteurella multocida Penicilina G Ampicilina, tetraciclinas ou sulfa + trimetoprim 
Proteus mirabilis Ampicilina, cefalosporinas ou nitrofurantoína (apenas para trato urinário) 
Cloranfenicol ou 
sulfametoxazol + trimetoprim 
Pseudomonas Gentamicina + ticarcilina, carbenicilina ou ceftazidima Cloranfenicol ou quinolonas 
Salmonella sp Sulfametoxazol + trimetoprim Ampicilina, cefalosporinas de 3ª geração ou cloranfenicol 
Staphylococcus aureus 
(não-produtor de beta-
lactamases) 
Penicilina G Ampicilina, cefalosporinas de 1ª geração ou lincomicina 
Staphylococcus aureus 
(produtor de beta-
lactamases) 
Cefalosporinas de 1ª geração 
ou cloxacilina 
Cefalosporinas, cloranfenicol, 
eritromicina ou lincomicina 
Streptococcus Penicilina G Ampicilina, cefalosporinas ou eritromicina 
Toxoplasma Clindamicina Pirimetamida + sulfonamida 
 
 
 
 
GRANDES ANIMAIS: 
 
AGENTE 1ª ESCOLHA 2ª ESCOLHA 
Actinobacillus equi 
Actinobacillus suis Gentamicina 
Cloranfenicol ou 
sulfa + trimetoprim 
Actinobacillus lignieresii Iodeto de sódio + sulfonamidas Iodeto de sódio + tetraciclinas 
Actinomices Penicilina G Tetraciclinas 
Anaeróbicos Penicilina G Metronidazol 
Bacillus anthracis Penicilina G Tetraciclinas ou estreptomicina 
Bacterioides spp. Penicilina G Ampicilina, cloranfenicol ou metronidazol 
Bacterioides spp. produtores 
de beta-lactamases Metronidazol Cloranfenicol 
Bordetella bronchiseptica Gentamicina Tetraciclinas, cloranfenicol ou sulfa + trimetoprim 
Brucella abortus Tetraciclinas + estreptomicina Tetraciclinas 
Campilobacter (abortos) Penicilina + estreptomicina Tetraciclinas 
Clamydia psittaci Tetraciclinas Eritromicina 
Clostridium spp. Penicilina G Tetraciclinas ou eritromicina 
Coccidia Sulfonamidas Amprólio ou nitrofurazona 
Dermatophylus congolensis Tetraciclinas Penicilina + diidroestreptomicina 
Enterobacter Gentamicina Canamicina ou cloranfenicol 
Escherichia coli Gentamicina Amicacina, cloranfenicol ou sulfonamida + trimetoprim 
Fusobacterium necrophorum Tetraciclinas Penicilinas ou sulfonamidas 
Haemophilus spp. Tetraciclinas Penicilinas ou sulfonamidas 
Klebsiella spp. Amicacina Gentamicina, canamicina ou sulfa + trimetoprim 
Leptospira spp. Estreptomicina Tetraciclinas ou eritromicina 
Listeria monocytogenes Tetraciclinas Penicilinas 
Mycoplasma spp. Tetraciclinas Tilosina 
Pasteurella hemolytica 
P. multocida 
Gentamicina, ceftiufur 
ou sulfa + trimetoprim 
Tetraciclinas, tilmicosina 
ou penicilina G 
Proteus mirabilis Gentamicina Cloranfenicol ou canamicina 
Pseudomonas spp. Gentamicina Amicacina, polimixina B ou sulfa + trimetoprim 
Rhodococcus equi Eritromicina + rifampina Sulfa + trimetoprim, cloranfenicol ou gentamicina 
Salmonella spp. Sulfa + trimetoprim Gentamicina, amicacina ou cloranfenicol 
Sarcocistos (ruminantes) Monensina Salinomicina 
Staphylococcus aureus Penicilina G ou eritromicina Ampicilina ou lincomicina 
Streptococci hemolítico Penicilina G Eritromicina, ampicilina, cloranfenicol ou cefalotina 
Streptococci não-hemolítico Cloranfenicol Eritromicina ou ampicilina 
*Compilado e adaptado de 
ALLEN, D.G. et al. Handbook of Veterinary Drugs. Lippincott Company, Philadelphia, 1998, 886 p. 
 
ADVERTÊNCIA: 
As sugestões de antimicrobianos listadas acima foram compiladas e adaptadas a partir de literatura estrangeira e 
não significam, necessariamente, a escolha mais correta para nossas condições. 
 
 
 
 
 
LEITURA SUPLEMENTAR RECOMENDADA: 
 
BARTON, M.D. Does the use of antibiotics in animals affect human health? Australian Veterinary Journal, v. 
76, n. 3, p. 177-179, 1998. 
DOWLING, P.M. Rational antimicrobial therapy. Canadian Veterinary Journal, v. 37, n. 4, p 246-249, 1996. 
MURTAUGH, R.J.; MASON, G.D. Antibiotic Pressure and nosocomial disease. Veterinary Clinics of North 
America - Small Animal Practice, v. 19, n. 6, p. 1259-1274, 1989. 
PAPICH, M.G. Antibacterial drug therapy \u2013 Focus on new drugs. Veterinary Clinics of North America \u2013 
Small Animal Practice, v. 28, n. 2, p. 215-231, 1998. 
WATSON, A.D.J. Systemic antimicrobial drug therapy in cats. In Practice, v. 13, n. 2, p. 73-79, 1991 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANTIPARASITÁRIOS 
 
 
I. INTRODUÇÃO: 
 
1. IMPORTÂNCIA DAS INFESTAÇÕES PARASITÁRIAS: 
As perdas econômicas determinadas pelas parasitoses, apesar de normalmente não percebidas pelo proprietário, 
são grandes quando se considera a redução do ganho de peso, da produtividade e um aumento da 
susceptibilidade a doenças diversas. 
Os parasitos, ao contrário de outros agentes, têm pouca ou nenhuma capacidade de induzir imunidade no animal. 
Como exemplo deste fato pode-se citar que Cestoda e Trematoda não conferem nenhuma imunidade, enquanto 
Nematoda leva algum tempo para produzi-la. 
 
2. PAPEL DAS DROGAS ANTIPARASITÁRIAS: 
Quando se administra um antiparasitário a um animal, objetiva-se: 
\u2022 Eliminação do agente ou, o que é mais comum, manutenção de uma carga parasitária a níveis toleráveis pelo 
hospedeiro, pois não há vermífugo que atue contra todos os tipos de parasita e em todas as fases de seu 
desenvolvimento; 
\u2022 Prevenção da reinfestação.