Fundamentos de Terapêutica Veterinária
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Fundamentos de Terapêutica Veterinária


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nas receitas como vias internas; 
 
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\u2022 Vias parenterais: São as vias onde a administração se dá através de injeções, como intradérmica, 
subcutânea (SC), intramuscular (IM), endovenosa (EV), intra-arterial, intracardíaca, intra-peritoneal, intra-
articular ou epidural; 
\u2022 Vias transmucosas ou tópicas: São aquelas onde a aplicação do medicamento se dá sobre a pele ou uma 
mucosa, como nas vias tópica, intramamária, intravaginal e oftálmica. 
e. QUANTIDADE A SER ADMINISTRADA: 
A quantidade de determinada droga a ser administrada varia em função da dose, peso do animal, espécie e 
severidade da enfermidade, embora existam medicamentos cuja dose é invariável (Ex.: Vacinas). 
f. COMO FAZER A ADMINISTRAÇÃO: 
A receita deve conter, de forma clara, a maneira através da qual o proprietário deve administrar determinado 
medicamento. Expressões como \u201cpuro\u201d, \u201cdiluído em leite\u201d, \u201cjunto com o alimento\u201d, \u201cem jejum\u201d, \u201cintramuscular 
profunda\u201d ou \u201cendovenosa lenta\u201d irão evitar erros na administração das drogas. 
g. INTERVALO DE DOSES: 
Varia em função das propriedades farmacológicas da droga utilizada e, às vezes, também em relação à 
severidade do quadro clínico. 
h. DURAÇÃO DO TRATAMENTO: 
A duração do tratamento é variável de acordo com o tipo de doença. Como exemplos, podemos citar que 
geralmente os antimicrobianos são utilizados por um mínimo de 7 dias e as drogas para tratamento sintomático 
(antitérmicos, analgésicos e outros) administradas até cessarem os sintomas. 
i. QUANTIDADE FINAL A SER RECEITADA: 
Varia em função de todos os fatores citados acima e indica a quantidade de medicamento a ser adquirida pelo 
proprietário. 
 
IV. EXEMPLOS DE PRESCRIÇÕES: 
 
 
 Uso interno: 
 
 Novalgina Gotas 1 fco. 
 Dar ao animal vinte gotas a cada 6 horas, dissolvidas em pequena quantidade de água açucarada, 
enquanto houver febre. 
 
A expressão \u201cuso interno\u201d é opcional e, juntamente com o nome do medicamento, deverá sempre estar grifada. 
Para medicamentos sob a forma de gotas, é praxe escrever-se por extenso a quantidade prescrita. 
 
 
 
 Uso interno: 
 
 Kaomagma Suspensão 2 fcos. 
 Dar ao animal 2 colheres das de sopa 3 vezes ao dia. Agitar o frasco antes de usar. 
 
Instruções importantes no corpo da receita podem ser grifadas. 
 
 
 
 Uso interno: 
 
 Amoxil Cápsulas 250 mg 2 cx. 
 Dar ao cão l cápsula a cada 8 horas, dentro de um pequeno pedaço de carne. 
 
 
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Medicamentos que possuem mais de uma apresentação devem ter a forma e a concentração explicitadas. A 
concentração pode ser escrita após o nome do medicamento ou sobre a linha que indica a quantidade do mesmo. 
Quando há apenas uma apresentação comercial, não é necessário informar a concentração. 
 
 
 
 
 Uso externo: 
 
 Agrovet 5.000.000 U.I. 14 fcos. 
 Aplicar 2 frascos ao dia, por via intramuscular profunda, na musculatura posterior da coxa. 
 
 
 
 
 Uso interno: 
 
 Terramicina Pó para Aves 1 envelope 
 Dissolver 1 colher-medida em 2,5 litros de água e fornecer às aves. Trocar a água diariamente. 
 
 
 
 
 Uso Oftálmico: 
 
 Dexafenicol Colírio 1 fco. 
 Instilar duas gotas em cada olho 6 vezes ao dia. Retornar com o animal ao término do 
medicamento. 
 
Em oftalmologia pede-se sempre o retorno do paciente ao fim do medicamento. 
 
 
 
 Uso tópico: 
 
 Furacin Pomada 1 tubo 
 Aplicar uma fina camada sobre o ferimento, 3 vezes ao dia, após lavagem com solução 
fisiológica. 
 
 
 
 
 Uso int.: 
 
 Telmin Granulado 1 env. 
 Dar o conteúdo do envelope, misturado a uma pequena quantidade da ração habitual, em dose 
única. 
 
 
 
 Uso interno: 
 
 Meticorten Comp. 5 mg 1 cx. 
 Dar: 2 comp. de l2 em l2 horas nos dias 10, 11 e 12; 
 
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 1 comp. de 12 em 12 horas nos dias 13, 14 e 15; 
 ½ comp. de 12 em 12 horas nos dias 16, 17 e 18; 
 ½ comp. a cada 24 horas nos dias 19, 20 e 21. 
 
Este é um modelo de receita usada para os corticosteróides, que necessitam de regressão gradual da dose para se 
evitar a insuficiência aguda do hormônio autógeno. 
 
 Uso int.: 
 
 Morfina 10 cáps. de 10 mg 
 Dar ao animal l cápsula de 10 mg (dez miligramas) a cada 12 horas. 
 
Drogas potencialmente perigosas, sobretudo aquelas manipuladas, devem ter suas quantidades escritas por 
extenso entre parênteses. Também para as manipulações, a concentração desejada é expressa após o número de 
unidades solicitadas. 
 
V. LEGISLAÇÃO: 
 
O médico veterinário pode receitar, sem restrições, medicamentos das linhas veterinária ou humana. Tal \u201cpoder\u201d 
deve ser judiciosamente utilizado, pois não são poucos os profissionais que se aproveitam dele para receitar 
ilegalmente drogas controladas para pacientes humanos. 
 
OBSERVAÇÃO: 
Através do Decreto Presidencial nº 793 de 5 de abril de 1993, instalou-se a \u201cLei dos Nomes Genéricos\u201d, que 
obriga a utilização destes nomes nos rótulos dos medicamentos humanos em maior destaque em relação aos 
comerciais. Apesar de esgotados os prazos para a execução da lei, poucos foram os laboratórios que a acataram 
e, de maneira geral, os nomes comerciais continuam prevalecendo. 
 
 
LEGISLAÇÃO BRASILEIRA SOBRE PRESCRIÇÃO DE DROGAS 
(APENAS ARTIGOS DE INTERESSE DO MÉDICO VETERINÁRIO): 
 
 
SECRETARIA DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA 
PORTARIA Nº 344, DE 12 DE MAIO DE 1998 
 
A Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, no uso de suas atribuições e considerando a 
Convenção Única sobre Entorpecentes de 1961 (Decreto nº 54.216/64), a Convenção sobre Substâncias 
Psicotrópicas de 1971 (Decreto nº 79.388/77), a Convenção Contra o Tráfico Ilícito de Entorpecentes e 
Substâncias Psicotrópicas de 1998 (Decreto 154/91), o Decreto-Lei nº 891/38, o Decreto-Lei 157/67, a Lei nº 
6.368/76 e o Decreto nº 78.992/76, resolve: 
Aprovar o Regulamento Técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial. 
 
CAPÍTULO I 
DAS DEFINIÇÕES 
 
Art. 1º - Para os efeitos deste regulamento e para sua adequada aplicação, são adotadas as seguintes definições: 
DROGA - Substância ou matéria prima que tenha finalidade medicamentosa ou sanitária. 
Entorpecente - Substância que pode determinar dependência física ou psíquica relacionada, como tal, nas listas 
aprovadas pela Convenção Única sobre Entorpecentes, reproduzidas nos anexos deste Regulamento. 
 
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MEDICAMENTO - Produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática, 
curativa, paliativa ou para fins diagnósticos. 
NOTIFICAÇÃO DE RECEITA - Documento padronizado destinado à notificação de prescrição de 
medicamentos: a) entorpecentes (cor amarela), b) psicotrópicos (cor azul) e c) retinóides de uso sistêmico ou 
imunossupressores (cor branca). A Notificação concernente aos dois primeiro grupos (a e b) deverá ser firmada 
por profissional devidamente inscrito no Conselho Regional de Medicina, no Conselho Regional de Medicina 
Veterinária ou no Conselho Regional de Odontologia; a concernente ao terceiro grupo (c), exclusivamente por 
profissional devidamente inscrito no Conselho Regional de Medicina. 
PRECURSORES - Substâncias utilizadas para a obtenção de entorpecentes ou psicotrópicos e constantes das 
listas aprovadas pela Convenção Contra o Tráfico Ilícito de Entorpecentes e de Substâncias Psicotrópicas, 
reproduzidas nos anexos deste Regulamento. 
PREPARAÇÃO MAGISTRAL - Medicamento preparado mediante manipulação em farmácia,