Fundamentos de Terapêutica Veterinária
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Fundamentos de Terapêutica Veterinária


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ZIDOVUDINA 
 
 
ADENDO: 
 
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1. Ficam também sob controle todos os sais, isômeros e intermediários das substâncias enumeradas acima. 
2. Os medicamentos à base de substâncias anti-retrovirais constantes deste Regulamento deverão ser prescritas 
em receituário próprio estabelecido pelo Programa de DST/AIDS do Ministério da Saúde, para dispensação 
nas farmácias hospitalares ou ambulatoriais do Sistema Público de Saúde. 
3. Quando dispensadas em farmácias ou drogarias particulares, estas drogas ficarão sujeitas à venda sob 
Receita de Controle Especial em 2 (duas) vias. 
 
 
 
LISTA C5 
LISTA DAS SUBSTÂNCIAS ANABOLIZANTES 
(Sujeitas a Receita de Controle Especial) 
 
DIIDROETILANDROSTERONA 
ESTANOZOLOL 
FLUXIMESTERONA 
FLUXIMETILTESTOSTERONA 
MESTEROLONA 
METANDRIOL 
METILTESTOSTERONA 
NANDROLONA 
OXIMETALONA 
 
 
ADENDO: 
1. Ficam também sob controle todos os sais, isômeros e intermediários das substâncias enumeradas acima. 
 
LISTA D1 
LISTA DE SUBSTÂNCIAS PRECURSORAS DE ENTORPECENTES E/OU PSICOTRÓPICOS 
(Sujeitas a Receita Médica sem retenção) 
 
1-FENIL-2-PROPANONA 
3,4-METILENODIOXIFENIL-2- 
 PROPANONA 
ÁCIDO ANTRANÍLICO 
ÁCIDO FENILACÉTICO 
ÁCIDO LISÉRGICO 
ÁCIDO N-ACETANTRANÍLICO 
EFEDRINA 
ERGOMETRINA 
ERGOTAMINA 
ISOSAFROL 
PIPERIDINA 
PIPERONAL 
PSEUDOEFEDRINA 
SAFROL 
 
 
ADENDO: 
1. Ficam também sob controle todos os sais, isômeros e intermediários das substâncias enumeradas acima. 
 
LISTA D2 
LISTA DE INSUMOS QUÍMICOS UTILIZADOS COMO PRECURSORES PARA A 
FABRICAÇÃO E SÍNTESE DE ENTORPECENTES E/OU PSICOTRÓPICOS 
(Sujeitas a controle do Ministério da Justiça) 
 
ACETONA 
ÁCIDO CLORÍDRICO 
ÁCIDO SULFÚRICO 
ANIDRIDO ACÉTICO 
CLORETO DE METILENO 
CLOROFÓRMIO 
ÉTER ETÍLICO 
METILETILCETONA 
PERMANGANATO DE POTÁSSIO 
SULFATO DE SÓDIO 
TOLUENO
 
 
ADENDO: 
1. Produtos e insumos químicos, sujeitos a controle da Polícia Federal, de acordo com a Lei nº 9.017 de 
30/03/1995, Decreto nº 1.646 de 26/09/1995, Decreto nº 2.036 de 14/10/1996, Resolução nº 01/95 de 
07/11/1995 e Instrução Normativa nº 06 de 25/09/1997. 
2. O insumo CLOROFÓRMIO está proibido para uso em medicamentos. 
 
LISTA E 
LISTA DE PLANTAS QUE PODEM ORIGINAR SUBSTÂNCIAS 
ENTORPECENTES E/OU PSICOTRÓPICAS 
 
Cannabis sativum 
Claviceps paspali 
Datura suaveolans 
Erytroxylum coca 
Lophophora Williamsii (cacto peyote) 
Prestonia amazonica (Haemadictyon amazonicum) 
 
ADENDO: 
1. Ficam também sob controle todos os sais, isômeros e intermediários das substâncias enumeradas acima. 
 
ADENDO I: 
 
ABREVIATURAS UTILIZADAS EM TERAPÊUTICA 
 
Na seguinte relação são indicados a abreviatura, a expressão latina entre parênteses e seu significado: 
 
ad lib (ad libitum): À vontade n. r. (non repetatur): Não repetir 
a.c. (ante cibum): Antes das refeições o.d. (omne die): A cada dia 
aa (ana): Partes iguais no. (numero): Número 
aq. (aqua): Água p.c. (post cibum): Após as refeições 
b.i.d. (bis in die): Duas vezes ao dia p.r.n. (pro re nata): Conforme a necessidade 
cap (capsula): Cápsula Q.R.(quantum rectum):Quantidades corretas 
dos. (dosis): Uma dose q.s.(quantum sufficiat):Quantidade suficiente 
eq. pts. (equalis partis): Partes iguais q 6h (quaque 6 hora): A cada 6 horas 
ft (fiat): Fazer q.i.d.(quater in die): Quatro vezes ao dia 
gtt. (gutta): Uma gota s.i.d. (simel in die): Uma vez ao dia 
haust. (haustus): Beberragem ss (semisse): Metade 
M. (misce): Misturar s.o.s. (se opus sit): Se necessário 
sol (solutio): Solução tab (tabella): Um comprimido 
stat. (statim): Imediatamente t.i.d. (ter in die): Três vezes ao dia 
 
 
ADENDO II: 
 
EQUIVALÊNCIA DE MEDIDAS 
 
1. MEDIDAS DE PESO: 
\u2022 1 grama (g) = 1.000 miligramas (mg) 
\u2022 1 mg = 1.000 microgramas (µg ou mcg) 
\u2022 1 parte por milhão (ppm) = 1 mg/kg = 1 µg/g 
\u2022 1 grão (gr) = 65 mg. 
ATENÇÃO: Não confundir as abreviaturas em inglês para grama (gm) e grão (gr). 
\u2022 1 onça (ingl.: ounce = oz) = 31.1 g 
\u2022 1 libra (ingl.: pound = lb) = 453,6 g 
 
 
 
 
2. MEDIDAS DE VOLUME: 
\u2022 1 litro (l) = 1.000 mililitros (ml) 
\u2022 1 gota (ingl.: minimum ou drop) \u2245 0,05-0,06 ml 
\u2022 1 ml \u2245 20-24 gotas (dependendo da densidade do líquido) 
\u2022 Solução a 12,5% = 125 mg/ml (para converter, basta multiplicar a concentração em porcentagem por 10) 
\u2022 Sol. 1:1.000 = 1 mg/ml = sol. 0,1% 
\u2022 Sol. 1 ppm = 1 mg/l 
\u2022 1 colher de chá (ingl.: teaspoon = tsp) \u2245 4-5 ml 
\u2022 1 colher de sobremesa \u2245 10 ml 
\u2022 1 colher de sopa (ingl.: tablespoon = tbp) \u2245 15 ml 
\u2022 1 onça líquida (ingl.: fluid ounce = fl.oz) = 29,57 ml 
\u2022 1 xícara (ingl.: cup) \u2245 180 ml 
\u2022 1 copo (ingl.: glass) \u2245 240 ml 
\u2022 1 pinta (ingl.: pint = pt) = 473,2 ml 
\u2022 1 quarto (ingl.: quart = qt) = 946,4 ml 
\u2022 1 galão (ingl.: gallon = gl) = 3.785 ml (EUA) ou 4.500 ml (Inglaterra) 
 
3. MEDIDAS DE TEMPERATURA (CONVERSÃO): 
 
º C para º F = (ºC x 1,8) + 32 º F para º C = (º F - 32) x 0,555 
 
 
LEITURA SUPLEMENTAR RECOMENDADA: 
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância Sanitária. Portaria nº 344, de 12 de maio de 1998. 
Regulamento Técnico Sobre Substâncias e Medicamentos Sujeitos a Controle Especial. Diário Oficial da 
União. Brasília, 15 de maio de 1998. Sec. I 1998, pp. 3-27. 
SPINOSA, H.S. Prescrição e Legislação Brasileira dos Medicamentos. In: SPINOSA, H.S.; GÓRNIAK, S.L.; 
BERNARDI, M.M. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 
pp. 6-11, 1999. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TERAPÊUTICA DAS INFECÇÕES 
 
 
 
CONSIDERAÇÕES GERAIS: 
 
I. TERMOS BÁSICOS: 
 
Os agentes antimicrobianos são, de acordo com sua origem, classificados como antibióticos e quimioterápicos. 
Os antibióticos são substâncias produzidas por diversas espécies de microrganismos, como bactérias, fungos e 
actinomicetos, ao passo que quimioterápicos são drogas sintéticas. Atualmente, entretanto, há uma tendência a 
chamar todos os antimicrobianos de antibióticos. 
 
II. CLASSIFICAÇÃO GERAL QUANTO AOS MECANISMOS DE AÇÃO: 
 
\u2022 Agentes que inibem a síntese da parede celular bacteriana: Antibióticos betalactâmicos (penicilinas e 
cefalosporinas), bacitracina, vancomicina e antifúngicos imidazólicos (miconazol, cetoconazol e 
clotrimazol); 
\u2022 Agentes que atuam sobre a membrana celular da bactéria, alterando sua permeabilidade: Polimixinas e 
antifúngicos politênicos (nistatina e anfotericina B); 
\u2022 Agentes que atuam nas subunidades ribossômicas 30S ou 50S, causando inibição da síntese protéica e 
atuando como bacteriostáticos: cloranfenicol, tetraciclinas, macrolídeos (eritromicina, tilosina, azitromicina 
e outros) e lincosamidas (clindamicina e lincomicina); 
\u2022 Agentes que atuam nas subunidades ribossômicas 30S, causando inibição da síntese protéica e atuando 
como bactericidas: Aminoglicosídeos (estreptomicina, neomicina, amicacina e outros); 
\u2022 Agentes que afetam o metabolismo dos ácidos nucléicos: Rifamicinas e quinolonas; 
\u2022 Antimetabólitos: Sulfonamidas e trimetoprim; 
\u2022 Análogos dos ácidos nucléicos: Agentes antivirais (zidovudina, ganciclovir, vidarabina e aciclovir). 
 
III. FATORES QUE DETERMINAM A SENSIBILIDADE DOS MICRORGANISMOS: 
 
O resultado terapêutico da administração de antibióticos é variável e depende principalmente da obtenção de 
uma concentração adequada da droga no local da infecção, defesas íntegras do hospedeiro (sobretudo quando se 
usa substâncias bacteriostáticas) e sensibilidade do microrganismo. 
Testes in vitro de sensibilidade são realizados utilizando-se uma concentração padrão da droga; como todas as 
substâncias apresentam concentrações variáveis nas diversas áreas do corpo, pode haver resultados diferentes in 
vivo. Uma determinada droga testada e classificada como \u201csensível\u201d pode não atuar satisfatoriamente em 
infecções de certas áreas onde