Manual do Jovem Advogado - 76PG - LIVRO (1)
76 pág.

Manual do Jovem Advogado - 76PG - LIVRO (1)


DisciplinaIntrodução ao Direito I86.552 materiais502.320 seguidores
Pré-visualização24 páginas
termos do artigo 28 do CED, o 
advogado pode anunciar os seus serviços profissionais, individual ou coletivamente, com discrição e 
moderação, pois a sua propaganda, em momento algum, pode caracterizar a mercantilização da 
profissão. 
 
 O Conselho Federal da OAB, visando disciplinar a questão, aprovou o Provimento nº 94/2000, 
em que estabeleceu as permissões e vedações referentes à publicidade do profissional advogado. Diz o 
Provimento que é permitida a \u201cpublicidade informativa do advogado e da sociedade de advogados, 
contanto que se limite a levar ao conhecimento do público em geral, ou da clientela, em particular, dados 
objetivos e verdadeiros a respeitos dos serviços de advocacia que se propõe a prestar\u201d. 
 
 Entende-se por publicidade informativa a identificação pessoal e curricular do advogado ou 
da sociedade de advogados, o número da inscrição do advogado ou do registro da sociedade, o endereço 
do escritório principal e das filiais, telefones, fax e endereços eletrônicos, as áreas ou matérias jurídicas 
de exercício preferencial, o diploma de bacharel em direito, títulos acadêmicos e qualificações 
profissionais obtidos em estabelecimentos reconhecidos, relativos à profissão de advogado, a indicação 
das associações culturais e cientificas de que faça parte o advogado ou a sociedade de advogados, os 
nomes dos advogados integrados ao escritório, o horário de atendimento ao público e os idiomas falados 
ou escritos. 
 
 Para o provimento, são meios lícitos de publicidade a utilização de cartões de vista e de 
apresentação do escritório, contendo, exclusivamente, informações objetivas, a placa identificativa do 
escritório, afixada no local onde se encontra instalado, o anúncio do escritório em listas de telefone e 
análogas, a comunicação de mudança de endereço e de alteração de outros dados de identificação do 
escritório nos diversos meios de comunicação escrita, assim como por meio de mala-direta aos colegas e 
aos clientes cadastrados, a menção da condição de advogado e, se for o caso, do ramo de atuação, 
anuários profissionais nacionais ou estrangeiros e a divulgação das informações objetivas, relativas ao 
advogado ou à sociedade de advogados, com modicidade, nos meios de comunicação escrita e 
eletrônica. 
 
 Dentre as vedações, o Provimento 94/2000 prevê que não é permitido ao advogado em sua 
propaganda fazer menção a clientes ou a assuntos profissionais e a demandas sob seu patrocínio, 
referência direita ou indireta, a qualquer cargo, função pública ou relação de emprego e patrocínio que 
tenha exercido, emprego de orações ou expressões persuasivas, de auto-engrandecimento ou 
comparação, divulgação de valores de serviços, sua gratuidade ou forma de pagamento, oferta de 
serviços em relação a casos concretos e qualquer convocação para postulação de interesses nas vias 
judiciais ou administrativas, veiculação do exercício da advocacia em conjunto com outra atividade, 
informações sobre as dimensões, qualidades ou estrutura do escritório, informações errôneas ou 
enganosas, promessa de resultados ou indução do resultado com dispensa de pagamento de honorários, 
menção a título acadêmico não reconhecido, emprego de fotografias e ilustrações, marcas ou símbolos 
 29
incompatíveis com a sobriedade da advocacia e a utilização de meios promocionais típicos de atividade 
mercantil. 
 
 O artigo 5º do Provimento 94/2000 admite como veículos de informação publicitária da 
advocacia a internet, o fax, o correio eletrônico e outros meios de comunicação semelhantes, revistas, 
folhetos, jornais, boletins e qualquer outro tipo de imprensa escrita, placa de identificação do escritório, 
papéis de petições, de recados e de cartas, envelopes e pastas. 
 
 Em contrapartida, veda a publicação da advocacia em rádio, televisão, painéis de propaganda, 
anúncios luminosos, quaisquer outros meios de publicidade em vias públicas, cartas circulares, panfletos 
distribuídos ao público e oferta de serviços mediante intermediários. 
 
 Dando seguimento, a competência para orientar e aconselhar sobre ética profissional, bem 
como responder às consultas em tese e julgar os processos disciplinares é do Tribunal de Ética 
Profissional, conforme dispõe o artigo 49 do CED. Além disso, compete ainda ao TED: 
 
- instaurar, de ofício, processo competente sobre ato ou matéria que considere passível de 
configurar em tese, infração a princípio ou norma de ética profissional; 
 
- organizar, promover e desenvolver cursos, palestras, seminários e discussões a respeito de ética 
profissional, inclusive junto aos cursos jurídicos, visando à formação da consciência dos futuros 
profissionais para os problemas fundamentais da ética; 
 
- expedir provisões ou resoluções sobre o modo de proceder em casos previstos nos regulamentos 
e costumes do foro; 
 
- mediar e conciliar nas questões que envolvam dúvidas e pendências entre advogados, partilha de 
honorários contratados em conjunto ou substabelecimento, ou decorrente de sucumbência e 
controvérsias surgidas quando da dissolução de sociedade de advogados; 
 
- definir os limites de sua competência e autonomia; 
 
- fixar a data da eleição da Diretoria e do Conselho quando for o caso, e o início do mandato com 
encerramento coincidente com o Conselho Seccional; 
 
- definir a composição do Conselho da Subsecção e suas atribuições, quando for o caso. 
 
No Estado de São Paulo, ao todo, são 17 (dezessete) Tribunais, divididos da seguinte forma: 
 
- TURMA DE ÉTICA PROFISSIONAL - TED I: \u201cDestina-se a responder a consultas que lhe 
forem formuladas e, também, zelar pela dignidade da profissão e procurar conciliar questões sobre ética, 
envolvendo advogados. Propugnará, ainda, pelo fiel cumprimento e observação do Código de Ética e 
Disciplina, representando, quando for o caso, e pedindo ao Presidente a instauração de procedimento 
disciplinar.\u201d 
 
- TED II ao TED XVII: \u201cCompete às Turmas instaurar procedimentos disciplinares, instruindo-
os, e julgar os inscritos nos quadros da OAB, aplicando, quando for o caso, as penas previstas no art. 35 
da Lei n.º 8.906/94, com exceção de "exclusão", cabendo-lhes, no entanto, instruir os respectivos 
processos. Ficará a cargo também dessas Turmas apreciar e julgar pedidos de revisão, reabilitação e 
tornar efetiva a medida cautelar consistente em "suspensão preventiva". 
 
- SEGUNDA à QUINTA TURMA DISCIPLINAR \u2013 SÃO PAULO: Abrange as subsecções de 
Arujá (231ª.), Barueri (117ª.), Carapicuíba (181ª.), Cotia (108ª.), Embu (215ª.), Ferraz de Vasconcelos 
(173ª), Franco da Rocha (150ª.), Guarulhos (57ª.), Ipiranga (100ª.), Itapecerica da Serra (86ª.), Itapevi 
(198ª.), Itaquaquecetuba (152ª.), Itaquera (104ª.), Jabaquara (116ª.), Lapa (96ª.), Mairiporã (129ª.), Mogi 
 30
das Cruzes (17ª.), Osasco (56ª.), Penha de França (94ª.), Pinheiros (93ª.), Poá (77ª.), Santa Isabel (164ª), 
Santana ( 125ª.), Santo Amaro (102ª.), São Miguel Paulista (110ª.), Suzano (55ª.), Taboão da Serra 
(211ª.), Tatuapé (101ª.) e Vila Prudente (103ª.); 
 
- SÉTIMA TURMA DISCIPLINAR - TED VII - SÃO BERNARDO DO CAMPO/SP: Diadema 
(62ª.), Mauá (81ª.), Ribeirão Pires (130ª.), Santo André (38ª.), São Bernardo do Campo (39ª.) e São 
Caetano do Sul (40ª.) ; 
 
- OITAVA TURMA DISCIPLINAR - TED VIII \u2013 ARARAQUARA/SP: Araraquara (5ª.), 
Descalvado (163ª.), Ibitinga (124ª.), Itápolis (23ª.), Jaboticabal (6ª.), Matão (82ª.), Monte Alto (158ª.), 
Ribeirão Bonito (216ª.), São Carlos (30ª.) e Taquaritinga (75ª.); 
 
- NONA TURMA DISCIPLINAR - TED IX \u2013 SOROCABA/SP: Apiaí (176ª.), Boituva (214ª.), 
Capão Bonito (142ª.), Ibiuna (144ª.), Itapetininga (43ª.), Itapeva (76ª.), Itararé (162ª.), Itu (53ª.), Piedade 
(141ª.), Salto (157ª.), São Roque (98ª.), Sorocaba (24ª.), Taquarituba (207ª.), Tatuí (26ª.) e Votorantim 
(188ª.); 
 
- DÉCIMA TURMA DISCIPLINAR - TED X \u2013 BAURU/SP: